Monday, March 29, 2010

Sunday, March 28, 2010

É ali "para os lados" da 2ª Circular...

Fotografia: Gad. Lisboa, 2008

Eu gosto mais "deste lado"... da 2ª Circular.


Haja Paciência, Domingos!...


Vi com gosto e com natural ansiedade (de adepto benfiquista) o jogo de futebol entre o Benfica e o Braga que, tinha, à partida, uma elevada importância para o desfecho do campeonato (a 6 jornadas do final) uma vez que se confrontavam os dois primeiros classificados.

Vi um jogo bem disputado, animado, muito táctico, por vezes duro mas sempre dentro dos limites (muito) bem impostos pela arbitragem.

Vi o Benfica ganhar com um golo "de sorte", é certo, já nos descontos da primeira parte do desafio. Mas também vi o mesmo Benfica a "fazer pela vida" durante o jogo todo, contra um Braga bem organizado, forte defensivamente, mas pouco perigoso e criativo no ataque.
É um lugar-comum dizer-se que a sorte procura-se. Foi o que aconteceu, quanto a mim. Aquele ressalto na perna do Luisão que precedeu o golo só foi possível pela fúria atacante do Benfica e pela insistência com que tentou, durante um largo período, criar perigo na área adversária.

Vi tudo e também vi o lance em que o jogador do Braga (Mossoró) se lesionou gravemente na sequência de uma entrada em falta (mas que as imagens demonstram não ter sido intencional) do Carlos Martins. As muitas entradas como essa, ou mais violentas, assisti durante o jogo e vindas de ambos os lados.

O que vi e, sobretudo ouvi, de lamentável, triste mesmo, foi a entrevista do treinador do Braga - Domingos Paciência - no habitual flash-interview da SporTV após a partida.
"Abriu" o brilhante discurso referindo-se à tristeza que teria encontrado no balneário pela lesão do jogador Mossóro mas fez questão de qualificar essa tristeza pela qualidade do jogador em causa. Disse e repetiu... Eu, como qualquer espectador mais atento, fiquei com a impressão que, se se tratasse de um jogador de menor valia para o técnico, a "tal tristeza" que inundou o balneário do Braga seria provavelmente, em primeiro lugar dirigida para a derrota...

Depois, as "tretas do costume" para não assumir a derrota frente ao seu rival mais directo, com a agravante desse ser treinado pelo seu arqui-inimigo e ex-treinador do seu clube, o Jorge Jesus.
E foram para o treinador do Benfica as últimas lamechices num espaço onde é suposto falar do jogo, do campeonato, de futebol. Mas o Domingos queria mesmo muito, muito... o brinquedo... e não perdoou ao Papá.

Saturday, March 27, 2010

A 300km da Costa da Caparica

"Hotel Eva" Faro. Foto: Gad, "há muito tempo".

EXAME ?...

"No Quiosque do bairro". Fotografia: Gad. Oeiras, 2009

Bom fim-de-semana!

Fotografia: Gad, Oeiras, 2010

... aproveitem bem porque segunda-feira já chove...

Sunday, March 21, 2010

ILEGALIDADES. 2007, 2008, 2009, 2010...

O "arqportugal" registou. E bem. Entretanto, vão-se passando os anos... muitos anos.
O que será que a memória do actual Bastonário da Ordem dos Arquitectos, tem capacidade para registar?!
Não imagino o imaginário do imaginativo bastonário tão fiel aos "seus" meninos... Mas que já tresanda, ó Rodeia! já tresanda...

Saturday, March 20, 2010

Bom fim-de-semana!

Fotografia e Edição: Gad. 2010

Está cada vez mais difícil ser negro em Portugal ou... eu também não parava.

"No meio do nada". Foto: Gad, Oeiras, 2010



Já me falta a motivação para escrever "grandes" textos...

O pouco que sobra é a minha indignação. Neste caso pela morte (assassinato) der mais um negro (preto, como nós gostamos de nos tratar) pela polícia portuguesa.

Não vou falar do que ele era, nem daquilo que ele queria ser. Isso está dito, (mal)dito, mas dito.

Digo apenas ao Nuno que eu também não parava.

O Nuno Rodrigues não parou. Fugiu daquilo que , provavelmente temia; eventualmente em falta, seria castigado e tratado como um cão. Por ser negro.

Preferiu fugir, preservar por mais algum (pouco) tempo a sua dignidade. Foi baleado cobardemente. Pelas costas, depois de desrespeitar um auto-stop - na versão oficial, válida para quem acredita no "Pai Natal"...

Até sempre Nuno.



Friday, March 19, 2010

Do "Dia do Pai" e da falta que faz um amigo.

Fotografia Gad. Captada ao largo do Cabo da Roca, 02-2010


Este é o primeiro "Dia do Pai" que não te tenho.
Essa data, como outras, instituída, não era particularmente importante ou efusivamente celebrada por nós, mas acabava (sempre) por ser;
Porque tu esperavas [nem que fosse] por um telefonema meu, e eu fazia [nem que fosse] um telefonema para ti.
E, das curtas palavras que trocávamos, ficava sempre um pouco mais de cada um de nós.
Pensei em ir hoje "ver-te". Mas as águas revoltas do mar que tanto amavas já cumpriram o teu ideal. Sinto-te, por isso, um pouco por todo o lado, onde houver mar. E também aqui, mesmo ao pé de mim.

Foto dedicada aos meus irmãos, Ana e Manuel

Sobre o assassinato de Nuno Rodrigues (Snake), o post que eu gostaria de ter escrito.

Fernanda Câncio numa crónica sobre o músico baleado mortalmente pela polícia. AQUI.
Obrigado Fernanda.

Thursday, March 18, 2010

Santos & Pecadores


Fotografias: Gad. Porto, 2009

A precaridade dos Limites (1)


Fotografias: Gad. Oeiras, 03-2010

Os "Anjos" estão a acabar.

Fotografia: Gad. oeiras, 03-2010

"Tenho pena e não respondo"

Fotografia: Gad. Leça, 12-2009


Tenho pena e não respondo
Mas não tenho culpa enfim
De que em mim não correspondo
Ao outro que amaste em mim.

Cada um é muita gente.
Para mim sou quem me penso,
Para outros --- cada um sente
O que julga, e é um erro imenso.

Ah, deixem-me sossegar.
Não me sonhem nem me outrem
Se eu não me quero encontrar
Quererei que outros me encontrem?

Fernando Pessoa

Tuesday, March 16, 2010

VAZIO


"o vazio é descrito como a base que torna tudo possível"
T.S. Rinpoche

(Obrigado Alma)

Monólogo com o tempo que resta.

Fotografia: Gad. 10-2009

Sunday, March 14, 2010

Saturday, March 13, 2010

Bom fim-de-semana!

"Monólogos de uma velha escrava (1)" Fotografia: Gad. Oeiras, 2010

Monday, March 08, 2010

Oeiras, Sto. Amaro e S. Julião da Barra - A Procissão do Senhor dos Navegantes, a polícia, eu e o que está na Lei - Adenda ao post anterior.


1. O direito de fotografar
(...) pode afirmar-se, em regra, que podem ser feitas fotografias em locais públicos e noutros locais onde não existam restrições específicas: ruas, passeios, parques, pessoas (adultos e crianças); acidentes e incêndios; celebridades; pontes e outras infra-estruturas; estabelecimentos industriais; equipamentos de transportes (ex. aeroportos); actividades criminais em curso; agentes de autoridade; edifícios. No entanto, existem limites, e o seu conhecimento é importante para saber o alcance do direito de fotografar. (...)
2. Fotografia em locais públicos
(...) Em portugal pode fotografar-se quase tudo, não existe uma proibição genérica de fotografar em locais públicos. Os fotógrafos amadores podem fotografar, quase livremente, em todos os locais, havendo, contudo, algumas restrições especifícas ao trabalho dos profissionais.(...)
(...) Os fotógrafos amadores devem ter presente que, apesar das restrições aplicáveis aos profissionais, não lhes serem, em geral, aplicáveis, em certas circunstâncias, podem ser abrangidos por esta regulamentação, sobretudo se ocuparem a via pública, de modo a perturbarem a sua normal utilização. (...)
(...) É lícita a fotografia de agentes da autoridade no exercício da sua actividade, por exemplo no decurso de uma detenção ou de uma manifestação. No entanto devem ser tomadas as devidas precauções durante a tomada de imagens, para evitar, designadamente, a obstrução à sua actuação ou ser confundido com os envolvidos num delito.
4. Fotografia de pessoas.
Abrange a figura humana e/ou a sua reprodução em termos tais que tornem reconhecível ou identificável uma pessoa individualmente considerada. Pode abranger apenas partes do corpo.
A Constituição da República Portuguesa consagra o direito fundamental de cada um a não ser fotografado nem ver o seu corpo exposto sem o seu consentimento. No entanto, quem desempenhe cargo, ou desempenhe função em que o conhecimento e a relação com o público seja elemento essencial, não goza deste direito como o cidadão comum.
O Código Penal impede a devassa da vida privada por meio de fotografias ou divulgação de imagens e pune quem o fizer sem consentimento e com intenção de lesar.
5. Actuação das autoridades judiciárias e de polícia
(...) Ciente da existência de limites ao direito de fotografar é importante que o fotógrafo saiba quais os parâmetros de actuação das autoridades policiais e judiciárias, sobretudo no que respeita ao momento da abordagem na rua e eventual detenção.(...)
5.1. Medidas cautelares
5.1.a) Quanto aos meios de prova
(...) Os órgãos da polícia criminal podem praticar os actos cautelares necessários e urgentes para assegurar os meios de prova, nomeadamente proceder a apreensões. (...)
5.1.b) Identificação
(...) os órgãos de polícia criminal podem proceder à identificação de qualquer pessoa encontrada em lugar público, aberto ao público, ou sujeito a vigilância policial, sempre que sobre elas recaiam fundadas suspeitas da prática de crimes.
Antes de procederem à identificação, os órgãos da polícia criminal devem provar a sua qualidade, comunicar ao suspeito as circunstâncias que fundamentam a obrigação de identificação e indicar os meios por que este se pode identificar. (...)
EM SÍNTESE:
1. Bom senso, bom senso, bom senso...
2. Compreensão do alcance dos direitos próprios e dos outros;
3. Autorização do modelo ou proprietário;
4. Manter a calma, pedir e registar informaçãoes adicionais, avaliar a situação;
5. Apenas as autoridades da polícia podem:
5.1. Tomar medidas cautelares de preservação de prova - apreensão de equipamento;
5.2. Identificar ou deter (qualquer pessoa, mas com chamada de autoridade);
6. Se isto ocorrer por via de seguranças privados ou trabalhadores de empresas (em certas circunstâncias, mesmo por via de autoridades):
- Formalizar queixa às autoridades de polícia (ou à respectiva hierarquia);
- Ponderar pedido de indeminização;
- Contactar as relações públicas da empresa, a imprensa;
- Denunciar a situação em fóruns específicos.
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Em jeito de conclusão, pela minha parte:
Da leitura da dos excertos que me pareceram mais relevantes ou do documento completo que regula a actividade dos fotógrafos profissionais e/ou amadores, tendo em consideração que o agente da policia (denominá-lo-ei por agora, por [C.H]) desempenhava, ontem, à hora da Procissão do Senhor dos Passos, funções de agente de trânsito, considerando que o mesmo se encontrava a desempenhar funções em espaço público, considerando que eu, fotógrafo amador estava no meu pleno direito e, na minha própria casa, entendo:
1- O agente [C.H] abusou claramente da autoridade e das competências que lhe estão atribuídas ao abordar-me no sentido de me impedir de fotografar a procissão que se iria desenvolver na rua contígua á minha casa.
2- Acresce que essa abordagem não respeitou nem a ética nem as boas práticas que regulam a actividade do agente policial, tendo o agente [C.H.] demonstrado uma atitude arrogante, agressiva, insultuosa e intimidadora.
3- Para além disso, o agente em causa demonstrou desconhecer em absoluto a Lei no que concerne à actividade de fotografar no espaço público.
4- Entendo, por isso, que fui publicamente agredido e insultado por um agente da autoridade, que vi a minha liberdade condicionada e a minha práctica de fotógrafo prejudicada.
E mais não digo.


Oeiras, Sto. Amaro e S. Julião da Barra - A Procissão do Senhor dos Navegantes, a polícia de trânsito e eu.

Fotografia: Gonçalo Afonso Dias. Santo Amaro de Oeiras, 2010-03-07

Desde que vivo em Oeiras(primeiro em Paço de Arcos, agora em santo Amaro), tenho acompanhado e fotografado, sempre que possível, as principais festas e cerimónias públicas que por cá acontecem.
Neste blogue anunciei e divulguei, por diversas vezes, tanto os eventos (incluindo os itinerários) como as respectivas fotografias.
Assim aconteceu no ano passado aquando da realização desta mesma procissão ou aquando do Desfile Pombalino, também no verão de 2009.
Aqui escrevi também, sem qualquer linha editorial ou particular interesse, de lojas que me encantam (e cujo bom gosto gostava de ver multiplicado...), de ruas do Centro Histórico,
de situações que, enquanto cidadão, entendi alertar - e foram atendidas - e outras que nem por isso.
Escrevi sobre política, sobre Isaltino, sobre a sociedade, enfim, um pouco sobre tudo o que por Oeiras se passa, naturalmente muito limitado pelo tempo que as minhas actividades de arquitecto e de fotógrafo "impulsivo" e amador me deixa.

Mas o título deste post é a anual Procissão do Senhor dos Passos.
Este ano, contrariamente aos anteriores publico aqui apenas uma única fotografia a acompanhar um protesto, desabafo, constatação, o que quiserem...
Este ano não tive tempo de acompanhar a procissão e fiquei limitado à minha varanda e ao que daí poderia fotografar.
Para um fotógrafo um evento como esse transcende em muito a sua própria origem (neste caso religiosa) encontrando com a particularidade do seu olhar infinitos motivos de interesse, nomeadamente nas pessoas que, nessas alturas, transmitem através das expressões corporais e faciais, sobretudo em grupo, a essência da celebração.

Depois de escolher a objectiva mais adequada para o que pretendia fazer, depois das habituais "afinações" da máquina, comecei a fotografar, ainda a procissão vinha no princípio da rua.
Em baixo, a regular o trânsito, cortado, para o efeito, no cruzamento junto à minha casa, estavam 3 agentes da polícia de trânsito; 1 motorizado e dois a pé.
Cumpriam, por isso as suas funções - regular o trânsito.
Eu, cumpria a minha vontade, livre, na minha varanda, na minha casa - fazer fotografia, cobrir o acontecimento.
Mas por pouco tempo...
O chefe dos polícias, que aqui me absterei de reproduzir o nome escrito na farda, ao sentir-se eventualmente fotografado também, (que crime!) sem qualquer cerimónia e em termos mais próprios de um indigente, dirigiu-se a mim, (da rua onde estavam muitas pessoas, incluindo vários fotógrafos) e perguntou : (... Ouça lá! Não sabe que não se podem tirar fotografias assim sem mais nem menos?!)
Eu chamei-lhe, desde logo, à atenção para a forma mal-educada e agressiva como se estava a dirigir a um cidadão, que nada o justificava, etc, etc... mas para o polícia de bigode isso pouco importava... disse-me mais qualquer coisa sobre eu nem a risca branca da passadeira saber ver, olhou-me com olhos ameaçadores tipo "se t'apanho ó malandreco...", meteu-se na viatura da polícia e seguiu.
Confesso que não tirei muitas mais fotografias. Não pela atitude ou pela provocação do ignorante de farda vestida.
Apenas porque de repente perdi o gosto. Lembrei-me das histórias que o meu pai me contava sobre ser preso por fotografar um mendigo... ou ter de fotografar um polícia às escondidas, de costas...
Pois... era nos idos de cinquenta e tal...
No tempo do fascismo.
No tempo do medo.
Num tempo que, cada vez mais, todos os dias, em pequenas e grandes coisas, anuncia o seu sinistro regresso.

PS: pelo meu pai, anti-fascista desde jovem, conheceu e enfrentou
a "bufaria" e nunca se calou. Até ao dia da sua morte.

Thursday, March 04, 2010

GREVE, GREVE, GREVE !


O "Artes e Ofícios" apoia e solidariza-se com todos os portugueses em GREVE. (E não digo "portuguesas" porque, para além de estar implícito, fazia a mesma figura de idiota que fazem recorrentemente os "nossos" políticos...).
Fotografia: Gad, oeiras, 2010

À "primeira vista"

Fotografia: Gad. Oeiras, 2009


Muito se erra por se julgar à "primeira vista". Muito se perde e faz perder por tomar como certo aquilo que à "primeira vista" se entendeu como uma verdade absoluta.
A dúvida, e o "beneficio da dúvida" parecem estar cada vez mais ausentes neste modo de vida egoísta, indiferente, onde só há mesmo tempo para a "primeira vista".

Tuesday, March 02, 2010

Foi bonita a festa, pá.

Fotografia: Gad. Cabo da Roca, 2010-02-20

Foi bonita a festa, pá
fiquei contente
'inda guardo renitente, um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
mas, certamente
esqueceram uma semente nalgum canto de jardim

Sei que há leguas a nos separar
tanto mar, tanto mar
Sei também como é preciso, pá
navegar, navegar

Canta a Primavera, pá
cá estou carente
manda novamente algum cheirinho de alecrim.

Agradecimento


Fotografia: Gad. Cascais, 02-2010
É tempo de agradecer. A todos aqueles que demonstraram um profundo e sentido pesar pela morte do meu pai, Carlos Afonso Dias
Com um grande carinho, que sei ser comungado pela minha mãe e pelos meus irmãos, agradeço e homenageio particularmente o médico e a equipa de enfermagem que, durante a fase terminal do meu pai, lhe prestou, com todo o carinho e dedicação os cuidados paleativos para que vivesse a sua última etapa com dignidade, com conforto, entre os seus, como ele decidiu.
Agradeço, por isso, em nome dos "meus" ao Dr. João Sá e à enfermeira Paula Caetano, que coordenou uma equipa de jovens enfermeiros de um enorme humanismo e competência: Alexandra, Sara, Raquel, Gonçalo e Filipa.
O meu agradecimento é extensivo a todos (as) que, de algum modo, me transmitiram a sua solidariedade. Bem hajam por isso.