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Monday, May 18, 2015

PRESSÃO SOCIAL, PRESSÃO ARTERIAL, O AVC QUE SOFRI, O QUE ONTEM ACONTECEU NO MARQUÊS E AS "COISAS SEM EXPLICAÇÃO"



(18 de Dezembro de 2003)



Há coisas, como o que ontem sucedeu a meio da festa da conquista do "bi-campeonato" pelo Benfica, que parecem não ter explicação.

Fenómenos como esse não são "explicáveis". São conjecturáveis".
O AVC que sofri no dia 12.12.2003. também não teve "explicação" apesar dos inúmeros exames a que me submeti.


Tinha 39 anos, não pertencia a nenhum "grupo de "risco", não tinha problemas de tensão arterial, nada...

Foi súbito, fulminante e violento
Eu a tomar um duche, de manhã, quando aconteceu.
Caí redondo na banheira mas salvei-me "inexplicavelmente."

Depois de todos os exames a que me submeti fui reabilitar-me em Alcoitão.
Meses de reabilitação em Alcoitão.

Quando perguntei ao meu neurocirurgião: "afinal DR., porque me aconteceu isto?!", Ele disse-me que não havia explicação...
Que "o sangue tinha apagado as pistas"..."Um defeito congénito, talvez", "Algo com que nasceu e que, por algum motivo inexplicável, rebentou agora"...- como uma bomba enterrada durante anos que rebenta quando, por acaso, um "rastilho" se acende...
Disse-me outra coisa que não achei graça nenhuma: "fica com uma história para contar os seus netos!..."

Fiquei. Com vontade de o mandar à merda.
Fiquei, para a vida, com medo (o medo é sempre irracional, está no subconsciente) de ter outro inexplicável AVC, e, todos os dias, desde que sofri esse AVC, penso nisso antes de tomar duche.
Estou "com um certo medo" e estou ansioso.

Ansioso porque amanhã vou ser (outra vez) operado e anestesiado.

Com "um certo medo" porque é já amanhã e porque sei que o "inconsciente" continua a ser um enigma para a ciência. O cérebro também.

Reabilitei-me. Reabilitaram-me.
Custou, levou tempo, exigiu coragem (minha), apoio (da minha família) e cuidados (dos médicos - não do meu neurocirurgião porque não mais o vi.)

O que aconteceu ontem foi, de certo modo, como o meu AVC.
Foi súbito, fulminante e violento.
Parece não ter explicação.
Mas, tal como no caso do meu AVC, tem.
É um defeito congénito.
Houve alguém que acendeu o "rastilho"...
Algo precisa, urgentemente, de ser Reabilitado.
Algo, ou alguém precisa, urgentemente, de ser anestesiado.

A diferença é que há cada vez mais sintomas....

Gonçalo Afonso Dias,
18 De Maio de 2015

"FESTA DO TÍTULO DO BENFICA" - HÁ DOIS ANOS FOI ASSIM...

HÁ DOIS ANOS FOI ASSIM...

Há dois anos não houve "organização", não vi polícias não vi cães polícias, não vi ninguém a atirar garrafas e pedras, não vi nenhuma criança a assistir ao seu pai a ser brutalmente agredido pela polícia.


Vi uma grande festa.
O que mudou nestes dois anos?!

Cada um que retire as conclusões que quiser, ou não retire nenhumas.
Eu retirei as minhas e já temia que estas "coisas" começassem a acontecer...

"DAY AFTER"...


"FESTA DO TÍTULO" DO BENFICA NA ROTUNDA DO MARQUÊS




Assisti, durante horas, pela televisão, à "Festa do título" na Rotunda do Marquês.
Estava bonita, a festa.
Vi a alegria de centenas de milhares de adeptos do Benfica, de repente e sem se perceber o motivo, transformar-se num pesadelo provocado por poucas dezenas de pessoas.

Vi o que a televisão mostrou.

Antes, porém, vi na "net" um vídeo que se tornou "viral" onde, sem se perceber o motivo, (percebendo-se, contudo, que não há motivo nenhum) um homem é brutalmente agredido pela polícia em frente ao seu filho pequeno.

A imagem daquela criança aterrorizada não me sai da cabeça.

Vão-se, agora, multiplicar as "leituras" e as "teorias", (mais ou menos rebuscadas), para o que se passou.
"Leituras" e "teorias" maioritariamente feitas com base no que a televisão mostrou e naquilo que os comentadores comentaram.

Porém, sinto que essa "guerra", sem aparente motivo e sem explicação, nada teve a ver com futebol, com o título ou com o Benfica.

Não digo mais nada porque apenas vi o que a televisão mostrou e apenas ouvi o que os comentadores comentaram.

Mais do que triste, estou preocupado - porque sei que essa "guerra", sem aparente motivo nem explicação, nada teve a ver com futebol, com o título ou com o Benfica.

Pressinto que muitas outras "guerras" como essa irão acontecer, frequentemente, sem aparente motivo...

Monday, May 04, 2015

"Play-Off, um "Banho de Cultura"...



"Play-Off, um "Banho de Cultura"...

Esta fotografia foi por sorte (o imperceptível - aos nossos olhos - momento entre dois fotogramas). Já o inenarrável Rui Santos não anda lá, com certeza, há tantos anos, a regurgitar mediocridade para cima dos incautos telespectadores por mera sorte. Pergunto-me que raio de "cunhas" ou de "favores prestados" terá essa criatura...


Friday, April 17, 2015

Jacqques II de Chabannes - Jacques de La palice, Carlos Zorrinho ou, quando os deputados querem "dar uma de eruditos..."



Jacqques II de Chabannes - Jacques de La palice, Carlos Zorrinho ou, quando os deputados querem "dar uma de eruditos..."

Todos nós conhecemos e/ou usámos já a expressão "Verdade de La Palice".
Contudo nem todos nós conhecemos a história da origem dessa expressão, nem somos obrigados a isso. Usamo-la quando alguém faz uma afirmação tão óbvia quanto ridícula.


Grave é, quanto a mim, o uso e abuso da expressão "La Palice não diria melhor."
Ouço-a muitas vezes, nomeadamente num popular programa sobre futebol - "o dia seguinte", se não estou em erro. Se não é esse é outro do mesmo género, pouco importa para o caso. Mas, futebol é futebol...

Grave mesmo, é utilização da expressão "La Palice não diria melhor" pelos políticos e deputados que nos (des) governam., nomeadamente pelo líder Parlamentar do PS, o senhor Carlos Zorrinho, que inclusivamente a escreveu, recentemente num artigo publicado no seu blogue "Fazer Acontecer":

(...) Como reformista sempre defendi a necessidade de Reformas (O Sr. Jacques de La Palisse não diria melhor). Defendi a necessidade de ciclos reformistas conjunturais e estruturais no passado e defendo agora a necessidade de dinâmicas reformistas sistémicas adequadas aos tempos de complexidade global, resultante da emergência da sociedade da informação e do conhecimento.(...)

Pois... "Fez Acontecer" mais um disparate...

Resumindo: A expressão "verdade de La Palice" surgiu quando o militar francês já estava morto. Portanto, (e isto é uma "Verdade de La Palice"...): se estava morto não podia ter dito coisa alguma, acho eu...

Reza a História que, após a morte em combate do mítico militar francês, surgiu uma canção que, numa das suas frases, dizia: "S'il n´était pás mort, il ferait en vie" (Se ele não estivesse morto, faria inveja). Frase essa que foi deturpada para "S'il n'était pas mort, il serait encore en vie." (Se ele não estivesse morto, estaria ainda vivo.) Pois é...







Sunday, June 17, 2012

E GANHÁMOS E RONALDO "VOLTOU" !



Ronaldo bisou no jogo e Portugal apurou-se para os quartos-de-final do Euro 2012.

1-0 por Van der Vaart aos 10'

1-1 por Ronaldo aos 27'

2-1 por Ronaldo aos 73'

Portugal: 12-Rui Patricio; 21-Joao Pereira, 2-Bruno Alves, 3-Pepe, 5-Fabio Coentrao; 16-Raul Meireles, 4-Miguel Veloso, 8-Joao Moutinho; 17-Nani, 23-Helder Postiga, 7-Cristiano Ronaldo.

Holanda: 1-Maarten Stekelenburg; 2-Gregory van der Wiel, 13-Ron Vlaar, 4-Joris Mathijsen, 15-Jetro Willems; 23-Rafael van der Vaart, 8-Nigel de Jong, 10-Wesley Sneijder, 11-Arjen Robben; 9-Klaas-Jan Huntelaar, 16-Robin van Persie


(TSF)

O DIA SEGUINTE:







Saturday, June 09, 2012

TEMOS EQUIPA !


Portugal perdeu com a Alemanha - É um facto.
No entanto, fiquei satisfeito com o que vi - com a entrega dos nossos jogadores, com a concentração que lhes permitiu anular os tradicionais contra-ataques "relâmpago" da poderosa e robusta equipa germânica.

Não gosto, em futebol de afirmar que qualquer equipa perdeu injustamente nem o farei agora apesar das várias oportunidades de golo e das duas bolas aos ferros da baliza do gigante alemão.

A Alemanha marcou, Portugal não e a actuação do árbitro não condicionou coisa nenhuma.




(Mário Gomez marcou o golo da Alemanha - fotografia: Reuters)

Mas "fizemos" um grande jogo, dominámos por vários períodos, reagimos com garra ao golo sofrido.

No final não se viu ninguém da selecção portuguesa a "chorar". Estavam, também eles satisfeitos com aquilo que fizeram em campo, mostrando inequivocamente que a sua equipa não foi inferior à Alemanha.

No outro jogo da jornada a (também favorita) Holanda perdeu com uma Dinamarca renovada.
Quarta-feira há mais. Desta feita contra essa surpreendente Dinamarca.
Mas vai ser diferente. Portugal vai "abrir o livro" mais cedo e a Dinamarca, depois do que viu a selecção portuguesa jogar hoje, entrará em jogo mais nervosa, menos confiante, com maiores cautelas defensivas e um bloco defensivo mais baixo.

Aqueles que criticaram, antes do tempo, a preparação da selecção nacional e explicitaram um quadro negro para a sua prestação neste Euro engoliram em seco...

Não faltou motivação, querer, determinação, organização e entreajuda aos portugueses.

Por isso eu digo que temos equipa! Para ir o mais longe possível.

Paulo Bento, a estrear-se numa grande competição e os seus jogadores estão de parabéns e os portugueses devem orgulhar-se deles e acreditar. Acreditar sempre. (GAD)

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Paulo Bento
«Não fomos nada inferiores à Alemanha»

Apesar da derrota contra Alemanha, o selecionador, Paulo Bento, estava satisfeito com a atitude dos seus jogadores ao longo do encontro, recusando a ideia de que a sua equipa tenha sido em momento algum inferior ao adversário desta noite.

«Não fomos nada inferiores à Alemanha. O resultado é injusto. A falta de eficácia e de sorte acaba por nos penalizar», disse perentório Paulo Bento à RTP.

Numa análise mais extensa à partida, o técnico deixou claro que Portugal teve duas caras neste jogo.

«Na primeira parte a Alemanha teve mais domínio. Nós não estivemos tão eficazes na forma como saímos para o ataque, não conseguimos ligar o primeiro passe. Apesar disso acabámos por construir o lance mais flagrante de bola parada.

Na segunda parte tentámos corrigir algumas coisas. Entrámos bem no jogo, tínhamos o encontro controlado e com algum domínio. Acabámos por sofrer um golo num lance um pouco fortuito, através de um ressalto de bola.

Depois tivemos uma reação extraordinária. Tivemos um pouco mais de acerto na construção do nosso jogo. Nessa fase dominámos o jogo e que impedimos que a Alemanha saísse para o ataque». (sapo.pt)




ACTUALIZAÇÃO - 2012-06-10:


Avaliação individual dos jogadores portugueses

09.06.2012 23:47 Por Nuno Sousa, em Lviv 



Rui Patrício (nota 7 de 0 a 10)
Foi praticamente um espectador durante todo o encontro. Respondeu a um cabeceamento com dois minutos de jogo decorridos, travou um remate rasteiro de Podolski e depois foi solicitado, na maioria das vezes, para circular a bola com os pés. A excepção foi aquele lance em que a pontaria de Gomez o deixou sem reacção. Uma noite ingrata para qualquer guarda-redes.
Golos sofridos: 1
Defesas: 2

João Pereira (nota 5)
O jogador efervescente da Liga portuguesa geralmente desaparece quando entra em águas internacionais. Tentou não comprometer na defesa e, tirando um ou outro lance, cumpriu com eficácia. Mas o flanco direito sentiu falta das suas arrancadas e Nani raramente teve o apoio devido nas acções ofensivas. Os desequilíbrios no seu corredor só chegaram pelos pés de Varela.
Remates: 0
Kms percorridos: 10,9

Pepe (nota 7)
Teve 89 minutos e meio de excelência e um par de segundos de distracção. Mas são esses segundos que vão ficar na história do jogo. Aos 72’, permitiu que Mario Gomez ganhasse um metro de terreno para saltar sozinho nas suas costas e cabecear para a baliza. Foi pena. Pepe não merecia. Até porque antes estivera perto de fazer o golo, com um remate devolvido pela trave e pela linha da baliza.
Remates: 1
Kms percorridos: 10

Bruno Alves (nota 7)
Foi autoritário q.b. nos lances aéreos e muito pragmático nas bolas pelo chão, ajudando Pepe a fechar o eixo da defesa e saindo em socorro dos laterais, sempre que necessário. Esteve menos bem nas saídas de bola, especialmente no início do jogo, quando arriscou passes longos à procura de Ronaldo ou Nani. Frente a um dos melhores ataques da Europa, não deu sinais de fraqueza.
Remates: 1
Kms percorridos: 10,2

Fábio Coentrão (nota 7)
O lateral do Real Madrid tem personalidade para dar e vender. Com a bola nos pés, não tem medo de assumir o jogo, de criar desequilíbrios, mesmo que a condição física actual não seja a do Mundial de 2010. A defender, contou com a ajuda preciosa de Veloso, a atacar, tentou combinar essencialmente com Ronaldo. Quando foi preciso correr atrás do prejuízo, ainda teve pulmão para um último forcing e para ameaçar a Alemanha com o empate.
Remates: 1
Kms percorridos: 9,9

Miguel Veloso (nota 7)
Paulo Bento tinha dito que o tridente mais defensivo do meio-campo estava definido e percebeu-se porquê. Veloso esteve mais do que à altura do desafio. Soube fazer as compensações devidas à esquerda, soube encurtar o campo de progressão de Özil e soube segurar a bola, para a libertar de forma simples para os companheiros. Seria injusto pedir-lhe que tivesse ainda travado aquele cruzamento de Khedira.
Remates: 0
Kms percorridos: 10,9

Raul Meireles (nota 5)
Não assumiu tanto o jogo como noutras alturas, mas foi importante para suster a primeira linha de pressão do adversário. Infelizmente para Portugal, não chegou sequer a fazer uso de uma meia distância que até tem dado frutos na selecção. A um quarto de hora do fim, quando foi preciso arriscar, cedeu o lugar a Silvestre Varela.
Remates: 0
Kms percorridos: 9,9

Cristiano Ronaldo (nota 6)
As instruções de Löw para os defesas não devem ter sido muito diferentes destas: preocupem-se menos com Postiga e mais com Ronaldo. Por muito que o jogador do Real Madrid recuasse para pegar no jogo, encontrava pela frente um muro formado por Boateng, Hummels e Khedira. Quando o jogo entrou num ritmo mais alto, com as peças dos xadrez mais deslocadas, ainda deu uma amostra do seu talento, com um remate que Neuer só conseguiu sacudir para canto, aos 82’.
Remates: 4
Kms percorridos: 9,8

Nani (nota 6)
A preocupação com as investidas da Alemanha pelo flanco direito português foi tal que o seu talento ficou escondido durante demasiado tempo. Soltou-se mais na segunda parte e Lahm deu por isso. Aos 84’, acertou na trave com um cruzamento inesperado e teve duas arrancadas dignas de um extremo de nível mundial. Quando Varela entrou, passou mais para o lado esquerdo e ainda assustou com um remate de fora da área.
Remates: 2
Kms percorridos: 11,2

Hélder Postiga (nota 4)
Um par de bons pormenores individuais sem sequência no início do jogo e uma travessia no deserto até ao momento da substituição, totalmente oportuna. Fez o que pôde para pressionar e desgastar a dupla de centrais alemã, mas, a este nível, e sobretudo para um ponta-de-lança, isso não chega para justificar 90 minutos em campo.
Remates: 0
Kms percorridos: 8,5


Nélson Oliveira (nota 5)
Embora se compreenda a opção de Paulo Bento, depois de lançados os dados pode concluir-se que a entrada do avançado do Benfica só pecou por tardia. Mais dinâmico e, sobretudo, mais móvel do que Postiga, acabou por estar na génese do lance mais perigoso da partida, quando recebeu um passe de Coentrão, aguentou a pressão do adversário e serviu Varela para um golo que parecia fácil. Mera aparência.
Remates: 0
Kms percorridos: 2,8

Varela (nota 5)
A sua entrada obrigou Nani a pisar outros terrenos, mas a verdade é que acabou por mexer com o jogo, num período em que se pedia iniciativa a Portugal. Não acusou a responsabilidade de estar frente a frente com Lahm, embora o mesmo não possa dizer-se do braço-de-ferro com Neuer. Na cara do guarda-redes, aos 88’, falhou a melhor oportunidade do jogo. E com ela ruiu a hipótese de chegar ao empate.
Remates: 1
Kms percorridos: 1,8

A FIGURA DE PORTUGAL: João Moutinho (nota 8)
Se o médio do FC Porto tivesse poder de fogo de longa distância, seria praticamente o jogador perfeito. Paulo Bento entregou-lhe a condução do jogo ofensivo, na primeira fase de construção, e Moutinho soube sempre o que (e quando) fazer. Controlou os tempos de saída, jogou curto quando tinha de jogar, alargou quando detectou espaços para usar os corredores. Os alemães rapidamente perceberam qual era a principal fonte do futebol português e tentaram secá-la logo pela raiz, com entradas duras. Moutinho foi ao chão duas ou três vezes (numa foi pisado por Khedira), mas levantou-se sempre, para voltar a carregar a equipa. O seu critério no passe quase não tem paralelo na selecção e isso ficou claro aos olhos da Europa aos 64’, quando esperou até ao momento exacto para libertar a bola com um passe cruzado e isolar Ronaldo. E não deixa de ser impressionante que, para um jogador que ocupa terrenos defensivos, consiga terminar o jogo apenas com duas faltas cometidas (e outras tantas sofridas).
Remates: 1
kms percorridos: 11,1

Vamos a Eles!.. Força Portugal !




É Hoje!
A estreia da nossa selecção no Euro,'2012 frente à poderosa e arrogante Alemanha.
Prevejo um jogo muito complicado. Tudo dependerá do espírito e das "ganas" com que os jogadores de Portugal entrarem no campo. Acredito que entrarão com vontade de vencer - os adversários alemães e ous outros - aqueles que, aqui, mostraram uma enorme desrespeito pela selecção e por Portugal em declarações absurdas e fora do tempo - Manuel José e Carlos Queiroz são disso o melhor exemplo. Gente "mal-acabada", mesquinha, rasca mesmo. No seu intimo estarão a torcer por um fracasso de Portugal para que isso lhes confira uma razão que nunca hão-de ter.
Hoje, no campo e não nos media, Portugal fará, com toda a certeza, o possível e o alegadamente impossível.
FORÇA PORTUGAL !

Thursday, June 07, 2012

Carlos Queiroz, Manuel José e os Velhos do Restelo



Carlos Queiroz: «Tentativa ridícula de transformar Seleção em circo»

Carlos Queiroz, ex-selecionador nacional, afirmou à TSF que não ficou surpreendido com as críticas de Manuel José e acrescentou que em 2010, antes do Mundial na África do Sul, quiseram fazer da "seleção um circo".


"Não me surpreende que as declarações do Manuel José possam ter fundamento porque eu próprio me confrontei com uma tentativa, muitas vezes absurda e até ridícula, de transformar a seleção num circo. Por exemplo, uma das iniciativas que me foi proposta antes do Mundial era a de eu escolher 22 jogadores e o 23.º jogador é escolhido pelo povo, e 'fazemos aqui uma festa gira, jeitosa, pomos a malta toda a votar'", afirmou. Queiroz garantiu ainda que chamou a atenção, quando estava na FPF, que determinadas ações eram "prejudiciais". Na altura, afirma, o presidente federativo, Gilberto Madaíl, ter-lhe-á dito que estava a meter-se com pessoas muito fortes. "Como me opus, mais tarde ele disse-me que essas pessoas estavam a dizer que eu tinha de ir embora" (Record)


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(GAD):
Carlos Queiroz, Manuel José e os "Velhos do Restelo"
O meu asco a Carlos Queiroz é antigo e já o exprimi aqui, aqui e aqui, ao longo dos últimos anos.
Manuel José é-me indiferente. Não simpatizo com ele mas até aqui não tinha grandes motivos para afirmar que é um homem de mal com a vida...

Num momento em que a selecção Nacional de Futebol se prepara para o primeiro jogo do Euro '2012, frente a um adversário tradicionalmente muito difícil e sempre candidato ao título, as críticas de ambos são tão pertinentes e assertivas como uma viola num velório...

Também não me pareceu apropriado o "festival" feito em torno da selecção na sua fase de preparação. Concordo, em grande parte com as críticas feitas.

Contudo, entendo que há momentos para a crítica contundente e outros em que essa é absolutamente destrutiva - como neste caso.

De Queiroz nada me surpreende. Um indivíduo arrogante, snob, convencido e que em pequeno, com certeza, nunca ouviu falar de humildade. As suas declarações são, no conteúdo, miseráveis... e na forma grotescas.

Mas isto diz muito, numa abordagem mais abrangente, da mesquinhez que caracteriza, em grande medida, os portugueses. Por isso, nunca vamos longe, em nada.

Acredito no sentimento que os jogadores da selecção e o seu "mister" Paulo Bento terão. Não bastava ter de enfrentar a petulância e o complexo de superioridade dos alemães... têm também de digerir e relativizar estes golpes de gente baixa.

Tal como eles, também eu tenho agora mais "ganas" de ver a nossa equipa mostrar no campo a sua indignação e dar uma lição - não seria a primeira - a essa "gentinha".

Acredito neles e vou torcer com todas as minhas forças para que o façam.





ACTUALIZAÇÃO: 2012-06-07:
Federação exige respeito e apela à união
Publicado hoje às 11:22

Humberto Coelho reagiu às críticas feitas nos últimos dias à seleção, exigindo respeito pelo trabalho da Federação e dos jogadores e apelando à união. «Que, a partir de agora, só se fale em futebol» foi o pedido do vice-presidente

Humberto Coelho não respondeu diretamente a Manuel José, nem aos outros treinadores que criticaram a federação e os jogadores, mas disse que «exige respeito aos que fazem parte da família do futebol».

O vice-presidente também admitiu que as críticas são normais no futebol, mas lembrou que estamos «a poucos dias» do início da competição.

Ao lado do diretor federativo João Vieira Pinto, o "vice" justificou a presença na sala de imprensa da equipa das "quinas", em Opalenica, Polónia, com a necessidade de "focar" as atenções no futebol e no jogo de estreia no Euro2012, frente à Alemanha, no sábado, na cidade ucraniana de Lviv.

«A FPF não deve responder assim que se critica a seleção. Nós analisámos tudo e na altura em que vamos começar o Euro2012, na véspera de o nosso selecionador e o nosso 'capitão' de equipa falarem, queremos que só se fale de futebol, porque eles são exímios faladores de futebol. Falámos hoje, por ser a véspera, e queremos salvaguardá-los e acho que foi o dia certo para fazer esta declaração», frisou o dirigente, admitindo que estas considerações «têm propósitos fora do contexto».

Na sequência de críticas do treinador Manuel José à preparação da equipa, em que repudiou uma excessiva componente social associada ao estágio, e depois de o ex-selecionador Carlos Queiroz ter aludido à pressão que os patrocinadores exercem, Humberto Coelho assegurou que a seleção lusa está a «cumprir» o plano de trabalho, no qual acredita, defendendo que, «com serenidade, serão cumpridos os objetivos» e que, «a dois dias do primeiro jogo, é importante a unificação».

Tuesday, June 05, 2012

Xadrez, Futebol e Política



Karpov, um dos grandes mitos do Xadrez moderno, escreveu um livro notável onde estabelece um paralelismo entre o Xadrez e a Vida.
Eu sou um apreciador desse secular jogo desde os meus tempos de criança. O meu pai, um conhecedor e entusiasta do xadrez iniciou, muito cedo, os dois filhos nessa salutar prática.
Recordo com nostalgia os serões que nos proporcionava com campeonatos "à séria" entre os 3.



Karpov x Kasparov 
(Imagem net)


Mais tarde, ainda na minha juventude joguei no clube da escola e participei em diversos eventos.
Hoje continuo a jogar e a estudar xadrez regularmente num site internacional fantástico - InstantChess.com - que se rege pelas regras e avaliações da Federação Internacional de Xadrez.


Sou um jogador vulgar mas empenhado e entusiasta.


O Xadrez é simultaneamente um jogo, uma ciência e uma arte. Assim é vulgarmente definido.
Ciência - pois é objecto, desde há muito, de estudos complexos, de análises e ensaios rigorosos no campo científico.


Arte - porque dá espaço para a criatividade, para o experimentalismo e, por outro lado reflecte o carácter e a personalidade de quem o pratica. Na história dos Grandes Mestres de Xadrez constata-se essa característica. Enquanto alguns grandes jogadores, como Karpov se caracterizam pela astúcia defensiva outros como Bobby Fischer notabilizaram-se e tornaram-se lendas pela impulsividade e improvisação do seu jogo ofensivo.



Bobby Fischer (imagem net)


O Xadrez é um jogo simples; um tabuleiro com 16 peças para cada jogador e 64 casas alternadamente claras e escuras.
Dois exércitos, à partida com as mesmas hipóteses e os mesmos recursos aí se defrontam.
Cada jogador estabelece uma estratégia e joga tacticamente para atingir o objectivo do jogo - O Xeque-mate ao rei do oponente.
A Guerra no tabuleiro tem essencialmente 3 momentos distintos: a Abertura, o Meio-jogo, e o Final de Jogo.


De uma abertura segura, que controle o centro do tabuleiro e abra espaço para soltar as peças da última linha (Cavalos, Bispos e, mais tarde as Torres) depende todo o desenvolvimento da partida. O Meio-jogo caracteriza-se por uma luta desenfreada e com infinitas possibilidades para ocupar estrategicamente posições e preparar o ataque ao rei.
Em teoria, se ambos os jogadores não cometerem qualquer erro, uma partida de xadrez termina sempre empatada. Mas isso é a teoria.



Tabuleiro de xadrez "porca e parafuso" (imagem net)


Tal como no xadrez, o futebol também é um jogo simples e uma bela "metáfora da vida".
11 Jogadores de cada lado, duas balizas e um objectivo: introduzir a bola na baliza da equipa adversária e impedir que o oponente o faça.



Futebol - Esquema táctico
(imagem net)


Tal como no Xadrez há um lado científico, materializado em estudos, em esquemas de treino e em estratégias e uma forte componente artística - a criatividade individual dos jogadores, o desenho de jogadas estudadas, os momentos "mágicos" que, por vezes acontecem.


A política é hoje, mais do que nunca, um jogo também. Contudo, é nesse jogo, de entre os restantes que nomeei que mais se confunde estratégia com táctica e mais batota se faz...
As "aberturas" não são pensadas, o meio-jogo não é acautelado. Apenas o desejo de dar "Mate" ao adversário é comum.
Mas um mate sem classe, sem trabalho e estudo, depois de um meio-jogo orientado essencialmente por influências externas e pressões de todos os lados.
Um jogador de Xadrez de bom nível quando perde uma peça influente na sua estratégia dá-se como vencido. Fica mal, nesse mundo, "esticar o jogo", já perdido, apenas por capricho.


Na política a arte dá lugar à retórica - aí sim, temos verdadeiros artistas...
As ideologias sobrepõem-se aos ideais sendo uma espécie de caminho "cego" do qual depende a vida dos peões - o povo.


Muito gostava eu de saber quantos dos nossos dirigentes políticos sabem jogar xadrez, a sério - não apenas mexer as peças.
Acredito que muito poucos... Se assim não fosse o jogo era claro e transparente, as jogadas leais, as estratégias inteligentes e as tácticas consequentes. Ganhava-se e perdia-se com dignidade e respeitava-se todas as peças do tabuleiro - sobretudo os aparentemente humildes peões cujo valor aumenta significativamente no final do jogo.