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Monday, May 18, 2015

PRESSÃO SOCIAL, PRESSÃO ARTERIAL, O AVC QUE SOFRI, O QUE ONTEM ACONTECEU NO MARQUÊS E AS "COISAS SEM EXPLICAÇÃO"



(18 de Dezembro de 2003)



Há coisas, como o que ontem sucedeu a meio da festa da conquista do "bi-campeonato" pelo Benfica, que parecem não ter explicação.

Fenómenos como esse não são "explicáveis". São conjecturáveis".
O AVC que sofri no dia 12.12.2003. também não teve "explicação" apesar dos inúmeros exames a que me submeti.


Tinha 39 anos, não pertencia a nenhum "grupo de "risco", não tinha problemas de tensão arterial, nada...

Foi súbito, fulminante e violento
Eu a tomar um duche, de manhã, quando aconteceu.
Caí redondo na banheira mas salvei-me "inexplicavelmente."

Depois de todos os exames a que me submeti fui reabilitar-me em Alcoitão.
Meses de reabilitação em Alcoitão.

Quando perguntei ao meu neurocirurgião: "afinal DR., porque me aconteceu isto?!", Ele disse-me que não havia explicação...
Que "o sangue tinha apagado as pistas"..."Um defeito congénito, talvez", "Algo com que nasceu e que, por algum motivo inexplicável, rebentou agora"...- como uma bomba enterrada durante anos que rebenta quando, por acaso, um "rastilho" se acende...
Disse-me outra coisa que não achei graça nenhuma: "fica com uma história para contar os seus netos!..."

Fiquei. Com vontade de o mandar à merda.
Fiquei, para a vida, com medo (o medo é sempre irracional, está no subconsciente) de ter outro inexplicável AVC, e, todos os dias, desde que sofri esse AVC, penso nisso antes de tomar duche.
Estou "com um certo medo" e estou ansioso.

Ansioso porque amanhã vou ser (outra vez) operado e anestesiado.

Com "um certo medo" porque é já amanhã e porque sei que o "inconsciente" continua a ser um enigma para a ciência. O cérebro também.

Reabilitei-me. Reabilitaram-me.
Custou, levou tempo, exigiu coragem (minha), apoio (da minha família) e cuidados (dos médicos - não do meu neurocirurgião porque não mais o vi.)

O que aconteceu ontem foi, de certo modo, como o meu AVC.
Foi súbito, fulminante e violento.
Parece não ter explicação.
Mas, tal como no caso do meu AVC, tem.
É um defeito congénito.
Houve alguém que acendeu o "rastilho"...
Algo precisa, urgentemente, de ser Reabilitado.
Algo, ou alguém precisa, urgentemente, de ser anestesiado.

A diferença é que há cada vez mais sintomas....

Gonçalo Afonso Dias,
18 De Maio de 2015

"FESTA DO TÍTULO DO BENFICA" - HÁ DOIS ANOS FOI ASSIM...

HÁ DOIS ANOS FOI ASSIM...

Há dois anos não houve "organização", não vi polícias não vi cães polícias, não vi ninguém a atirar garrafas e pedras, não vi nenhuma criança a assistir ao seu pai a ser brutalmente agredido pela polícia.


Vi uma grande festa.
O que mudou nestes dois anos?!

Cada um que retire as conclusões que quiser, ou não retire nenhumas.
Eu retirei as minhas e já temia que estas "coisas" começassem a acontecer...

"DAY AFTER"...


"FESTA DO TÍTULO" DO BENFICA NA ROTUNDA DO MARQUÊS




Assisti, durante horas, pela televisão, à "Festa do título" na Rotunda do Marquês.
Estava bonita, a festa.
Vi a alegria de centenas de milhares de adeptos do Benfica, de repente e sem se perceber o motivo, transformar-se num pesadelo provocado por poucas dezenas de pessoas.

Vi o que a televisão mostrou.

Antes, porém, vi na "net" um vídeo que se tornou "viral" onde, sem se perceber o motivo, (percebendo-se, contudo, que não há motivo nenhum) um homem é brutalmente agredido pela polícia em frente ao seu filho pequeno.

A imagem daquela criança aterrorizada não me sai da cabeça.

Vão-se, agora, multiplicar as "leituras" e as "teorias", (mais ou menos rebuscadas), para o que se passou.
"Leituras" e "teorias" maioritariamente feitas com base no que a televisão mostrou e naquilo que os comentadores comentaram.

Porém, sinto que essa "guerra", sem aparente motivo e sem explicação, nada teve a ver com futebol, com o título ou com o Benfica.

Não digo mais nada porque apenas vi o que a televisão mostrou e apenas ouvi o que os comentadores comentaram.

Mais do que triste, estou preocupado - porque sei que essa "guerra", sem aparente motivo nem explicação, nada teve a ver com futebol, com o título ou com o Benfica.

Pressinto que muitas outras "guerras" como essa irão acontecer, frequentemente, sem aparente motivo...

Sunday, May 17, 2015

Bullying. Eu fui vítima de,



Bullying

Eu fui vítima de "uma espécie de "Bullying" Para pior.
no Lobito - Angola - no liceu, pouco tempo antes do 25 de Abril.
Lembro-me muito bem.

Eu e o "Riki" éramos inimigos. O pai do Riki era capitão do Porto do Lobito.
A mãe era brasileira, chamava-se Lisá, e achava que a praia em frente à sua casa era dela e não deixava os miúdos "pretos" lá passarem.

O Riki tinha a mania que era o "Tarzan" e fazia de "escravos" os miúdos "pretos" que a mãe dele não deixava passar.

Um dia "passei-me" e, no recreio, dei um "atesto" ao Riki, que até era maior do que eu, e loiro e tudo.

Não fui agredido pelo "tarzan" nem pelos amigos que ele tinha na escola.
O Riky fugiu para uma geladaria ali ao pé que era de um senhor chamado C........ que ganhava a vida a vender barbatanas de tubarão e a traficar diamantes que transportava num maço de cigarros - tinha o terraço da casa (cor-de-rosa) dele cheio de barbatanas de tubarão. Os diamantes não. Deviam estar noutro lado.

Na gelataria "Veneza" o Riki telefonou aos papás a fazer "queixinhas".

Os papás foram de carro à escola onde eu e o Riki "lutávamos",
Agarraram-me e encostaram-me a um poste de iluminação. Deram-me a maior sova da minha vida, a seguir àquela levei da Guárdia Civil de Pontevedra em 2005.

A directora do liceu chamou a minha mãe porque eu estava todo "mijado" e a chorar muito por causa da pancada que levei.

A minha mãe (que tem 81 anos e lembra-se disso melhor do que eu) ainda pôs um processo aos pais do Riki (os Monteiro), que não chegou a nada porque, entretanto, deu-se o 25 de Abril e eles piraram-se para o Brasil.

Parece mentira mas não é.
Também não é "brincadeira".

Esta história passou-se há mais de 40 anos.
Hoje passam-se histórias como esta e outras muito mais macabras.

De repente, dois casos de violência com crianças e adolescentes "entram-nos pela casa dentro" e chocam-nos. muito.
O primeiro, o daquele menino que foi agredido pelas raparigas, parece-me uma "história mal contada"... Uma encenação para o Youtube, arrisco...
Vi aquelas imagens "mil vezes" e não é minimamente credível que um puto que está a levar estaladas "à fartazana" não faça qualquer movimento instintivo de protecção...

Reparem bem.

E "não pega" a teoria de que ele estava "paralisado" pelo medo. Qualquer puto teria, no mínimo, fugido. Eu não fugi dos pais do Riki porque fui agarrado.
E a gravação, mais a queixa do puto, aparecem agora?! Tanto tempo depois do episódio da alegada agressão?

O outro caso, o do rapaz que matou o amigo, ainda é mais assustador. Por todos os motivos - o miúdo foi assassinado barbaramente, segundo dizem e eu acredito.

Para mim ainda foi mais chocante e assustador o que a mãe disse do filho que matou o amigo de 14 anos. Como é possível?!... Também as mães já o deixaram de ser? Ou estará no seu comportamento uma das explicações para o que o Daniel fez?!

Esqueci-me de contar que, muitos anos depois, já eu andava na faculdade, reconheci o pai do Riki no comboio, da linha de Cascais. Fui ter com ele e perguntei-lhe se se lembrava de mim...
Não se lembrava. Lembrei-o... O "Capitão Monteiro" estava velho, ficou "verde" e encolheu-se no banco onde estava sentado. Não fiz o que tanto me apeteceu... mas disse-lhe que não o iria fazer (embora ele merecesse) porque ele estava velho e não se podia defender. E que eu não batia em velhos que não se podiam defender.

Ainda hoje, passados mais "não sei quantos"anos do dia em que reconheci o pai do Riki no comboio, sinto, que se o voltar a ver vou ter, outra vez, de "morder as mãos" para não bater num velho filho da puta...

Está tudo louco.
Eu também, mas trato-me.

Monday, October 08, 2012

Da Violência

Quando não se possa escolher senão entre a cobardia e a violência, aconselharei a violência. (Mahatma Gandhi)

Friday, March 23, 2012

Portugal não é a Grécia, mas falta pouco...



A Manifestação 22 Março 2012 e a brutalidade policial

Passos Coelho, Vitor Gaspar, Paulo Portas, Álvaro Santos Pereira e a restante "cambada" que nos (des) governa enchem a boca dizendo recorrentemente que "Portugal não é a Grécia".

As imagens deste vídeo sobre a actuação violenta da polícia sobre as pessoas que ontem se manifestam mostram aos portugueses e ao mundo exactamente o contrário.

Sem mais comentários - É  só ver...



ACTUALIZAÇÃO: 2012-03-23, 20:16 h:
Como eu dizia...:

«Não temos nada a ver com a Grécia», afirma Santos Pereira 

O ministro da Economia sustentou que a violência observada na quinta-feira durante a manifestação em dia de greve geral não permite comparar Portugal com a Grécia.

«Não temos nada a ver com a Grécia. Nada. Não só porque existe um consenso social muitíssimo mais alargado, mas porque assinámos um acordo de concertação social em que o Governo, os sindicatos e as entidades patronais optaram por pôr de lado as suas diferenças e apostaram no interesse nacional», afirmou o governante no final de uma cerimónia de assinatura de vários contratos de exploração de minerais metálicos.

O ministro reforçou que Portugal está a «levar a cabo reformas com convicção, que não são reformas de papel. São reformas que têm consequências e que são muito importantes para tornar a nossa economia muito competitiva. Não temos o mínimo a ver com a Grécia», repetiu Álvaro Santos Pereira.

Sobre a greve geral, Santos Pereira afirmou que «não compete ao Governo fazer o [seu] balanço», optando por sublinhar a existência de um «consenso nacional bastante alargado de que precisamos de ultrapassar a crise e precisamos de nos unir».

De resto, «o Governo entende que o direito à greve não se põe em causa minimamente. Obviamente, não concordamos com os propósitos] da mesma», afirmou.

Claro que não amigo "Álvaro", claro que não... (GAD)


23 de Março de 2012


A "BOA NOTÍCIA:
Gil Vicente garante presença histórica numa final

O Gil Vicente juntou-se ao Benfica na final da Taça da Liga, ao vencer o Braga, nos penaltis 4-2), depois do 2-2 nos 90 minutos. Esta é a primeira vez que o clube marca presença numa final.

Os barcelenses entraram bem e criaram alguns problemas ao último reduto contrário, valendo, na circunstância, a atenção de Quim.

Aos poucos, o Sporting de Braga foi equilibrando a contenda, mas à entrada para o primeiro quarto de hora de jogo o Gil Vicente adiantou-se no marcador, com Hugo Vieira a concluir com classe uma excelente assistência de César Peixoto.

O Braga foi crescendo de rendimento e em cinco minutos deu a volta ao marcador. Primeiro foi o inevitável Lima igualar aos 26 minutos, respondendo bem a um cruzamento rasteiro de Mossoró.

Cinco minutos depois, após uma jogada de insistência, Hélder Barbosa beneficia de um ressalto à entrada da área para fazer o segundo golo.

Um pouco antes, Hugo Vieira foi empurrado quando se encaminhava para a área, mas Hugo Miguel nada marcou, e mostrou o cartão amarelo ao avançado gilista por protestos.




A "MÁ NOTÍCIA: 
Confrontos em Lisboa e Porto marcam greve geral
A greve geral decretada pela CGTP foi marcada esta tarde por confrontos entre a polícia e manifestantes nas duas maiores cidades do país. Em Lisboa, os incidentes decorridos junto ao Largo do Chiado provocaram vários feridos ligeiros. Também no Porto se registaram confrontos semelhantes na Praça Carlos Alberto, pouco tempo depois de o primeiro-ministro ter sido recebido por centenas de manifestantes em protesto na Reitoria da Universidade da cidade.

A polícia e elementos da manifestação promovida pela plataforma 15 de Outubro envolveram-se esta tarde em confrontos junto ao Largo do Chiado, em Lisboa. O incidente provocou feridos ligeiros, incluindo um fotojornalista da agência Lusa, que se encontrava no local a fazer a cobertura do acontecimento e que necessitou de assistência hospitalar.

Segundo testemunhas no local, os confrontos começaram quando os manifestantes arremessaram objetos e pedras de calçada contra elementos da PSP junto à esplanada do café Brasileira, no Chiado, onde foram derrubadas cadeiras, mesas, chapéus-de-sol e os clientes que se ali se encontravam tiveram de fugir para não serem atingidos pelos objetos atirados. Consequentemente, a PSP reforçou a presença na manifestação com elementos das Equipas de Intervenção Rápida (EIR) e do Corpo de Intervenção.


Wednesday, January 18, 2012

18 de Janeiro de 2012




A"BOA NOTÍCIA":
Preço dos genéricos pode baixar até 80%
O bastonário da Ordem dos Médicos afirmou hoje que há condições para baixar até 80 por cento o preço dos medicamentos genéricos, recomendando que o Governo comece a fazê-lo com novos medicamentos.

Numa audição no grupo de trabalho sobre a prescrição por Denominação Comum Internacional (DCI) na Assembleia da República, José Manuel Silva referiu que "os novos medicamentos são cada vez mais caros para suportar as despesas dos laboratórios de investigação".

Da parte da indústria farmacêutica há uma tentativa de "fazer o maior lucro possível no mais curto espaço de tempo", referiu o bastonário, afirmando que "há espaço para reduzir 50, 60, 80% o preço dos genéricos".

José Manuel Silva recomendou que o Governo garanta que "os novos genéricos sejam 60% mais baratos que os medicamentos que estão a perder a patente".

Salientando que "os genéricos não são todos iguais", em termos da eficácia e adequabilidade a cada caso clínico, o bastonário notou que "se fossem todos ao mesmo preço" os doentes estariam protegidos de abusos, porque "seria irrelevante a marca".

Criticou a Autoridade Nacional da Farmácia e do Medicamento por alegadamente ocultar informação sobre os medicamentos, exigindo que disponibilize "o dossier prévio" dos genéricos para se poder comparar as diferentes marcas.

A"MÁ NOTÍCIA": 
Criminalidade violenta aumentou
A maior percentagem da criminalidade grave e violenta, registada em 2011, aconteceu nos distritos de Lisboa, Porto, Setúbal, Faro e Aveiro que, sozinhos, "representam 83% de todos os crimes graves e violentos registados no País", anunciou ontem Miguel Macedo, ministro da Administração Interna (MAI), na Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.