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Wednesday, November 30, 2011

"Casa roubada, trancas à porta"...


(fonte: net)

Meios periciaispara investigar piratas informáticos são «ridiculamente escassos», diz MariaJosé Morgado
Diz a magistrada do Ministério Público Português e diz qualquer pessoa minimamente atenta e informada.

Aqui, tenho chamado à atenção, por diversas vezes, para a importância que não se dá ao crime praticado no espaço cibernáutico. (...)As autoridades portuguesas parecem não dar a devida importância, nem ter a atenção que têm outros países, em relação à utilização da internet como veículo privilegiado para a divulgação e mobilização de actividades criminosas.(...), disse.
Pode ser que agora, quando o "vírus" atacou a P.S.P., o Parlamento e até a RTP o "seres pensantes" deste país (adormecidos na sua auto-promoção via "facebook") finalmente acordem e alarguem os horizontes dos seus interesses e das suas preocupações. Pode ser. Pois...


Saturday, November 26, 2011

Greve Geral - Foram muitos... e alguns os que ficaram muito desapontados...

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Novos, velhos, trabalhadores, desempregados, reformados, indignados.
Foram também muitos, sem dúvida, os que ficaram profundamente desapontados. Porque queriam ver Portugal a arder, como aconteceu e acontece na Grécia e em outros países em convulsão.
Os incidentes pontuais que ocorreram em frente à Assembleia da República não debilitaram, em nada, o notável civismo e o espírito democrático do protesto de ontem.
Por explicar ficam as motivações dos poucos agitadores que tentaram, sem êxito, incendiar os ânimos dando, desse modo, o mote para o início de uma convulsão social descontrolada e com efeitos imprevisíveis.

Portugal não está livre de assistir a esse fenómeno contagioso. A Greve Geral pretendia, e conseguiu, unir e sensibilizar muitos milhares de portugueses para as grandes questões sociais e económicas que o Orçamento de Estado para 2012 levanta. Por outro lado, como em todos os protestos dessa dimensão, mostrou a força de um povo indignado e revoltado procurando, através do sindicalismo, abrir caminho para a negociação das medidas selvagens que atingem duramente toda a classe trabalhadora. Negociação que o governo de Passos Coelho recusa metodicamente, ostentando uma pose totalitarista, arrogante, digna de uma ditadura.

Não é preciso estar muito atento para perceber indícios de uma movimentação contra a democracia, que se tem, desde há algum tempo notando um pouco por todo o lado.


Em declarações avulsas ou de pessoas com responsabilidades e com o dever de respeitar o rumo da História, como foi o caso da autêntica provocação feita por Otelo Saraiva de Carvalho quando recentemente incitou criminosamente as Forças Armadas para um Golpe de Estado.
Na internet, com a divulgação e ameaças de um auto-denominado "Grupo 30 de Novembro".

Recentemente (não há coincidências) denunciei aqui uma ameaça que me foi dirigida via "Braganza Mothers" por um individuo que se apresenta como "O militar que também alinha" em que referia, precisamente, o dia 30 de Novembro como a data em que "iriam pôr ordem nesta choldra"...



Mencionei também, nesse post, o facto de esse indivíduo utilizar (ilegitimamente?! - já não sei e explico porquê***) a página oficial do site do Corpo de Fuzileiros como fundo do seu site pessoal.
Já tenho dúvidas em relação à referida legitimidade dessa apropriação para fins ilícitos.


***Na dúvida, denunciei o facto no próprio site do Corpo de Fuzileiros, num espaço dirigido a "Reclamações e Sugestões". Dirigi o e-mail/denúncia/reclamação (o que lhe quiserem chamar) ao Comandante desse organismo do exército e, estranhamente, não recebi qualquer resposta ou esclarecimento.


Estranhamente também, o dito "militar" continua on-line, com o mesmo perfil, usando o referido site. Estranho. Muito estranho mesmo...
Ou talvez não.
As autoridades portuguesas parecem não dar a devida importância, nem ter a atenção que têm outros países, em relação à utilização da internet como veículo privilegiado para a divulgação e mobilização de actividades criminosas.

Otelo ficou impune. Mário Soares branqueou hoje as declarações  golpistas de Saraiva de Carvalho com um paternalismo confrangedor (...) diz uns disparates mas tem bom coração.(...). Pois...






Monday, November 21, 2011

A propósito do "Caso Duarte Lima" ou, quando a Justiça é (des)feita nas "Ruas da Amargura"


Neste como em muitos casos mediáticos, em Portugal, fruto da ignorância e da falta de cultura (democrática, em particular), os julgamentos ocorrem primeiro na Praça Pública com a subsequente "execução sumária" ditada por uma opinião pública influenciada pelo histerismo dos media na corrida pela manchete de maior impacto e, consequentemente, de maior rentabilidade.
A pedra basilar da justiça num Estado de Direito - a Presunção de Inocência - é, desse modo, sumáriamente desvirtuada.
Independentemente do que vier a ser apurado pelos tribunais e decidido pelos juízes, o Bom Nome da pessoa em causa fica irremediavelmente denegrido.
É imperativo, quando se reclama e se pugna por uma Justiça célere e eficaz, que se respeitem as regras que a regulam.
O tom boçal da generalidade dos comentários às notícias sobre o assunto, feitos cobardemente sob anonimato, evidencia, por um lado, as profundas limitações intelectuais dos seus autores, e por outro, uma ignorância atroz, para além de uma predisposição doentia para a difamação, a discriminação, a xenofobia, e o racismo, tão característicos das sociedades totalitaristas, atrasadas e culturalmente vazias.


"A astúcia do Direito consiste em valer-se do veneno da força para evitar que ela triunfe (Miguel Reale - Lições Preliminares de Direito)"

Friday, January 21, 2011

PRESIDENCIAIS 2011 - LIXO, SÓ LIXO...

Há relativamente pouco tempo, no final de 2010, deixei aqui um post intitulado "Não me apetece escrever. Talvez para o ano..."As memórias da minha estadia em Angola, que precedeu esse "desabafo", ainda se debatiam com a realidade deprimente que aqui encontrei poucas semanas após a minha partida para esse país tão maltratado e tão desconhecido pela generalidade dos portugueses (e não só), que se habituaram à cómoda postura de "falar por falar", ou, pior, por ouvir falar.

Já aqui o escrevi em diversas ocasiões - sou português e angolano. Mas, foi em Angola que cresci, que enfrentei, com os meus pais e irmãos, os "tempos Históricos" da guerrilha urbana entre os três movimentos em conflito (M.P.L.A., U.N.I.T.A e F.N.L.A., a Independência e, talvez o mais marcante para mim, o período pós-indepêndencia.
Nesses tempos, as palavras "solidariedade", amizade" e "cumplicidade" ultrapassavam os seus mais verdadeiros sentidos. Extravasavam qualquer compreensão literária. Eram verdade e simultaneamente uma fórmula "sagrada" para a nossa sobrevivência. Eram, por outro lado, o elemento aglutinador, a "chave secreta" de um grupo de jovens adolescentes obrigados, pelas circunstâncias, a vestir, precocemente a "pele de adultos".
Reporto-me aos finais dos anos 70.
Uma década depois, o nosso grupo desmembrou-se. Muitos, como eu, vieram para Portugal pois de outro modo não poderiam prosseguir os estudos.
Outros, "perderam-se" por caminhos incertos e não mais - tanto quanto sei - se encontraram.
A vida é assim. Por muito que a tentemos "dourar" é ela que dita as regras. Implacáveis, em muitos casos. Surpreendentes, quase sempre. Imprevisíveis, por definição.
Escrevo este texto, sem rascunho, em véspera das Eleições Presidenciais e, num contexto político, social e económico, preocupante, confuso, distorcido e extremamente perigoso para a Democracia e para os Direitos elementares dos cidadãos.
Escrevo este texto, num momento em que sinto que a Constituição Portuguesa parece tender a ter apenas o "peso" de uma lista das "Páginas Amarelas"...
Assisti, sem grande entusiasmo, a alguns debates e acções de propaganda dos distintos candidatos à Presidência.
Não me recordo (e já tenho mais de quatro décadas), de um período pré-eleitoral tão desinteressante, vazio, e desmotivador.
Não vou, tão pouco, particularizar ou pessoalizar a minha apreciação. Numa única palavra - LIXO !
Estive muito mais atento às "conversas de café", sobretudo entre os jovens, do que às palhaçadas, mais ou menos encenadas, dos vários candidatos.
Estive e estou muito mais preocupado com o futuro (ou a ausência dele) da nossa juventude.
Apesar das sondagens e das "quase-certezas" que os média divulgam hoje com enorme aparato - Cavaco ganha à primeira volta com um nº significativo de votos - penso (e não seria a primeira vez) que, no momento da verdade, em frente ao boletim de voto, muitas coisas podem ainda acontecer.
A juventude deste país é inteligente, está inconformada, conhece o seu "peso" e sentiu, como muitas outras camadas da sociedade, que ninguém perde (ou perdeu) um minuto das suas atribuladas vidas de políticos profissionais a pensar neles.
Pode ser que me engane.
Pode ser que não.

Thursday, March 04, 2010

GREVE, GREVE, GREVE !


O "Artes e Ofícios" apoia e solidariza-se com todos os portugueses em GREVE. (E não digo "portuguesas" porque, para além de estar implícito, fazia a mesma figura de idiota que fazem recorrentemente os "nossos" políticos...).
Fotografia: Gad, oeiras, 2010

Friday, March 20, 2009

Ladislau Dowbor e a crise: "E quem disse que há um fundo do poço?"

"O economista acha que o sistema financeiro mundial está inquinado. A solução é "liberalizá-lo" para livrá-lo dos "atravessadores e dos especuladores" e para que o dinheiro volte a servir a economia real."
Ler a entrevista AQUI!

Saturday, March 14, 2009

Em defesa do desconhecido


Desenho: Gad: 2009
Na passada quinta-feira, um homem de 29 anos esqueceu-se do seu filho de nove meses dentro do automóvel e foi trabalhar . O bebé esteve quatro horas ao sol. Morreu.
Ao olhos da Lei foi cometido um homicídio por negligência.
Aos olhos da generalidade das pessoas foi cometido um acto terrível e inexplicável.
Não hesitam em apontar o dedo em acusações sumárias e irreflectidas.
Na minha opinião, este triste caso teve mais vítimas e tem, com certeza explicação;
Desde logo, com aquele bebé "morreu" também o seu jovem pai. É inimaginável a dor, o sentimento de culpa, o vazio e o desespero que agora e provavelmente durante longos anos, (senão para sempre) o acompanharão. Como conseguirá ele ultrapassar esta dor? como conseguirá a sua mulher, desfeita também, superar o facto de ter perdido o filho deste modo?
É uma relação provavelmente moribunda também.
Depois há o contexto social, a família de um lado e do outro, os amigos, os vizinhos... um inferno de pensamentos incriminatórios ou mesmo de atitudes hostis.
Mas há explicações para que estas situações aconteçam. Cada vez mais.
A competitividade nos empregos, o stress devastador do dia-a-dia, a pressão insuportável de ter (a todo o custo) de aguentar "até ao fim do mês", os anti-depressivos que cada vez mais pessoas consomem, as depressões que aumentam exponencialmente, o desemprego a rondar cada família, a crise a entrar em casa por todas as frinchas. Pode acontecer a qualquer um de nós. Eu sou pai, mas, ainda assim, não consigo imaginar a dor que João Carlos Moreira não consegue aguentar. É nesse sentido que estou solidário com ele.

Monday, February 16, 2009

O "JN" o Estado e os doentes bipolares.


Pintura: Gad. Técnicamista sobre cartão [90x60 cm] 2004


Distúrbios mentais poderão vir a atingir um em cada cinco portugueses nos próximos anos
00h30m


HELENA TEIXEIRA DA SILVA
No início, o mau feitio era desculpado pela hérnia. Depois, pela impaciência da baixa médica. António, 51 anos, não tem mau feitio; é bipolar. Mas o diagnóstico não basta para que lhe seja atribuída a reforma por invalidez.
A doença bipolar virou do avesso a vida de Emília. A mulher que ganha a vida a fazer limpeza em casas particulares, no Porto, começou a estudar à noite, a frequentar cursos de auto-conhecimento, a aprender a pesquisar na Internet, tudo para entender a aguda mudança de comportamento de António, o homem com quem casou há mais de 30 anos e que recusa a ideia de poder estar doente. "Cheguei a pensar que eu é que tinha a doença".
"O doente nunca se apercebe da doença", confirma, ao JN, José Jara, director de Serviço de Psiquiatria do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa. "A doença começa a manifestar-se com comportamentos e formas de pensar diferentes, a pessoa isola-se, desliga-se do mundo exterior, começa a não ser capaz de desempenhar a sua actividade profissional. Esse retraimento é a constatação da mudança da sua maneira de ser e é percebida por quem está à sua volta. Mas o doente não se apercebe", explica [Ver entrevista].
Emília percebeu as mudanças - "talvez ainda antes dos médicos", diz -, mas isso, em vez de representar uma vantagem, fá-la sentir-se "sozinha, cansada, abandonada pelo Estado português", que ameaça processar. "Quero justiça. O Estado tem que me pagar os danos morais por aquilo que estou a passar. Deixei de ter vida própria, tenho uma depressão reactiva provocada pela doença do meu marido. Sou vítima".
Vítima porque a Segurança Social recusa conceder a reforma por invalidez ao marido. "O recurso foi negado outra vez". Terminou a baixa de que beneficiou durante três anos, e será obrigado a voltar ao trabalho. Isto, apesar de o relatório médico lhe atribuir uma depressão endógena.
Reforma para poupar dinheiro
"Em Portugal não há, efectivamente, grandes respostas para os doentes mentais", concorda José Jara. "A reforma da Psiquiatria, prevista no Plano Nacional de Saúde até 2010, visa apenas poupar dinheiro", critica.
"Houve uma política de desinstitucionalização*. A população residente nos hospitais psiquiátricos é baixíssima** e tenderá a diminuir. E há lista de espera. A situação é grave porque há doentes que carecem de protecção institucional em permanência".
Aparentemente, a solução portuguesa não podia ser pior: "Os doentes vivem fechados em casa, sem qualquer convívio ou qualidade de vida. E quando a família morre, como é?", pergunta o médico? Emília vai mais longe: "Se eu me divorciar, quem toma conta do meu marido?". E conclui: "Só não me divorcio para não sobrecarregar os meus filhos. Eles não podem divorciar-se do pai, nCor do textoão é?"
Fonte: JN



[GAD] A peça que o JN hoje publica sobre esta doença que afecta milhões de pessoas em todo o Mundo (para além de conter erros* e de inventar palavras**) foi, quanto a mim mal estruturada, falhando o objectivo que se intui no título (sensibilizar o comum dos cidadãos para esta doença tão mal "tratada por todos, incluindo o Estado" acabando por se fixar na já "doentia" politiquice pré-eleitoral.

Não sou, como sabem, médico-de-família, psicólogo, nem tão pouco psiquiatra . Sou apenas sensível ao sofrimento dos outros - (hipersensível) porventura.

A Bipolaridade é uma doença do foro psiquiátrico de difícil diagnóstico (se algum dos meus leitores for especialista nesta matéria peço que me corrija). Primeiro porque o doente (não a vitima @) só recorre (não é verdade que nunca recorre) ao médico quando está num contexto familiar propicio e se apercebe, lentamente, por si, da sua condição...

Por outro lado, essa doença faz parte de um conjunto de outras doenças (Depressão Grave, Fobia Social, Distimia ) com sintomas muito semelhantes o que faz com que o diagnóstico seja mais exigente e demorado.

Os estados depressivos são, de facto, uma constante em quase todos os casos mas não se pode confundir esse lugar-comum chamado "mau-feitio" com um estado depressivo ou ainda pior com uma doença mental... corríamos o risco de, muito em breve, com as noticias (da crise) que nos entram constantemente pelos ouvidos, estarmos todos internados...

O JN prestou um Mau Serviço às pessoas que sofrem da Doença Bipolar e uma péssima
informação a todos aqueles que convivem com esses doentes.

Doente, doente mesmo, está o jornalismo em Portugal.


*baixíssima


**desinstitucionalização (o quê?!...)


vitima @) ; quanto a mim não há expressão pior para alguém que sofra de uma doença.
Sentir-se uma vítima é "meio-caminho-andado" para uma reabilitação lenta e exclusivamente dependente do médico e da medicação.


As pessoas têm nestes casos ( as doenças "invisíveis ) como noutros mais correntes, um papel fundamental, diria mesmo heróico, para a sua própria recuperação. Vitimizar-se é "sentar-se sobre o amor-próprio", não querer usar as reservas de força e de ânimo que todos temos bem guardadas num local que desconhecemos. Eu nasci asmático; tive o meu primeiro ataque sério com 9 meses... aos 4 anos , (1960) em Angola, a minha mãe pôs-me na natação onde já estavam os meus dois irmãos mais velhos. a instrutora era uma senhora japonesa "Miss Fumiê" da qual nunca me hei-de esquecer; não porque me ensinou a nadar mas porque sempre que eu começava um ataque de asma dentro de água ela dizia-me para sair, mas não era para ir para casa... como um "coitadinho". Punha-me a fazer exercícios respiratórios para surpresa dos meus colegas e pouco depois ... Agua!. Aos 11 anos (por volta disso...) fui Campeão Nacional na República Popular de Angola na categoria de Infantis, estilos de 100 metros Costas e de 100 metros Bruços. A concorrência, na altura, era escassa e os tempos muito fracos mas o meu Ego agradeceu sempre, em cada vitória contra o "coitadinho"...


Devo-o à minha mãe que desde pequeno me tratou como tratou os meus irmãos. E devo muito também a pessoas esclarecidas como a citada japonesa a quem perdi o rumo, a "Miss Fumiê".


Friday, February 13, 2009

Tenham vergonha na cara!.

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ANA Maria Lucas (A.M.L.), ex-Miss Portugal, ex-figurante na "Quinta das celebridades" deu (!) a "cara" à "Caras" sob o pretexto de um AVC que (felizmente) não existiu.
O que (A.M.L.) provavelmente teve foi (quanto muito) um princípio, um "aviso" de um Acidente Vascular Cerebral.
Não conheço Ana Maria Lucas mas sei o que é um AVC. E sinto-me indignado, em meu nome, mas sobretudo em nome de todos aqueles que já foram vitimas desse "monstro" silencioso e devastador.
Indignado porque (A.M.L.) consentiu e provavelmente promoveu a notícia nos moldes em que essa apareceu na imprensa (AVC GRAVE...).
Cada vez mais agastado com jornalistas que não olham a meios para vender papel
imprimido com tinta abastardada. Porque não informa, engana, usa e deixa-se usar.
O AVC é a terceira causa de morte no mundo e a primeira grande causa de morte em Portugal.
Grande parte das pessoas que sobrevivem a um AVC grave sofrem as suas consequências físicas e psicológicas durante todo o resto das suas vidas.
Tenham vergonha na cara.!.





























Friday, February 06, 2009

Pequenas e Médias empresas (Top' 19)

GALERIA DA EXCELÊNCIA

As melhores pequenas e médias empresas para trabalhar
Ranking Empresa Sector de actividade.


1 Microsoft Portugal Tecnologias de informação 85,31 36


2 Remax Imobiliário/Real Estate 81,02 38


3 Accenture Serviços 74,48 40

4 Banco Espírito Santo Instituição financeira 71,67 42

5 Grupo Lena Construção 71,61 43

6 Grupo Soares da Costa Construção 70,51 44

7 Mapfre Seguros Gerais Instituição financeira 69,83 45

8 DST Construção 69,44 46

9 Grupo Evicar Com. de veículos automóveis 67,10 47

10 Auto Sueco Com. de veículos automóveis 66,45 48

11 AXA Instituição financeira 66,28 49

12 Tecnovia-Açores Construção 66,27 50

13 Thyssenkrupp Elevadores Indústria 65,17 51

14 Solvay Portugal Química 65,03 52

15 Companhia Carris de Ferro de Lisboa Transportes e distribuição 64,90 53

16 Somague Construção 64,42 54

17 TAP Portugal Transportes e distribuição 63,54 55

18 Oni Telecomunicações 62,55 56

19 Unicre Instituição financeira 61,71 57

Fonte: Exame-Expresso

Friday, January 30, 2009

The Printed Blog


Nasce jornal feito de blogues nos Estados Unidos

Chama-se “O blogue impresso” e tal como o nome indica é um jornal feito de blogues.
Distribuído de forma gratuita nas cidades norte-americanas, com uma edição para cada, de S. Francisco e Chicago a publicação é diária, tem seis páginas e uma tiragem de dois mil exemplares. Está previsto o arranque de uma edição em Nova Iorque.
As fontes das notícias foram escolhidas pelos leitores de um total de 300 blogues. Na transposição para a edição impressa trabalham nove redactores, alguns sem remuneração fixa. O projecto é financiado pela publicidade, sendo o custo de cada insersão de 11 a 21 euros.
(fonte JN)

Pode vê-lo ou fazer o download gratuito AQUI!

Wednesday, October 29, 2008

(...) "Portugal, aliás é um concentrado de deprimidos" (...).





[... ] A consciência de que terminou um ciclo do capitalismo tem passado ao lado daqueles eventualmente mais apetrechados para descodificar e proceder à reformulação das grandes categorias económicas. Gritar por Keynes e omitir Marx não é intelectual nem eticamente sério: é revulsivo. Há algo de doentio em apagar a evidência do conhecimento, tornando-o unilateral. As relações culturais não são meramente conflitivas: representam o espaço mais amplo da liberdade. Leio textos editados na Imprensa portuguesa acerca da crise financeira mundial e nenhum dos que li incita à reflexão - sim à depressão.

Portugal, aliás, é um concentrado de deprimidos. Leia-se Manuel Laranjeira. Mas também Antero, Eça (que escondia o acabrunhamento com a zombaria e o cinismo) e, sobretudo, o imenso Oliveira Martins, cujo Portugal Contemporâneo fundamenta um magno tratado do que fomos e do que somos. Além do mais, Martins escrevia num idioma admirável, no qual a clareza se associava ao mais elegante sainete. Mas se quiserem uma excelente introdução a essa época, a essa gente e ao espírito de uma fascinante aventura cultural, estética e ética leiam, com mão diurna e mão nocturna, A Tertúlia Ocidental, de António José Saraiva, outro dos grandes esquecidos. Numa semana em que se comemora um autor estimável, seria bom não olvidar aqueles que tentaram a identificação do "moderno", combatendo a desgraçada condição social do português. Eles procediam de Verney, de Luís da Cunha, de Herculano e de Garrett, e pelejavam com forças inominavelmente superiores. A "desistência" das elites, substituída por uma casta de medíocres, transformou-nos em uma espécie de carpideiras. A depressão vem de longe, e aqueles de nós que almejavam defender a condição de todos e a livre realização de cada um, cedo foram ameaçados, removidos ou impelidos ao silêncio. Sei muito bem do que falo.

O pensamento político dos partidos portugueses continua imutável. O debate entre as duas grandes opções ideológicas, que instigou as gerações saídas da II Grande Guerra, quedou-se na banalidade ou na repetição dos equívocos. Vejamos: se as declarações de Sócrates pecam por um excesso de optimismo ou se se apoiam em técnicas de marquetingue, a dr.ª Manuela Ferreira Leite, ao quebrar o tenaz mutismo, acentua a depressão nacional. Quando a política deixa de ser relação, deixa de ser política e converte-se nesta massa parda e viscosa. Reformular as categorias políticas só seria possível com a radicalização dos conceitos de liberdade e de sociedade. Já se viu a falência do "socialismo real" e estamos a assistir à queda da infausta experiência do "neoliberalismo". Os encomiastas de um sistema económico que deixou o mundo derreado carregam um fardo pesadíssimo. [... ]

Baptista-Bastos Escritor e Jornalista
in: "Dn Digital - 2008-20-29"