
Sunday, July 05, 2009
Friday, July 03, 2009
A Senhora da Lapa

"A história da Lapa inicia-se nos finais do século XV, mais propriamente no ano de 1498. Percebido o sinal miraculoso, os romeiros empreenderam a espontânea construção de uma capela. E a seguir uma proteção para os devotos que faziam a romaria à volta da gruta inserida no enorme fraguedo. Isto da sua história passou-se assim:
O célebre e hábil general mouro, Al-Mançor, pelo ano de 982, atravessou o Douro para a margem esquerda. Havendo destruído Lamego, progrediu para Trancoso. No trânsito arrasou o Convento de Arcas, onde martirizou muitas das religiosas. Atravessada a serra de Pêra, chegaram ao convento de Sisimiro, sito na actual Quinta das Lameiras, freguesia de Pinheiro, concelho de Aguiar da Beira. Parte das religiosas sofreram o martírio, outras escaparam levando consigo uma imagem de Nossa Senhora, procurando abrigo nos matos por onde se embrenharam. Acharam a gruta ou lapa, onde guardaram a dita imagem que ali resistiu à agrura dos séculos, durante uns 515 anos."
A "Vaca Negra"

O último debate do Estado da Nação e o final da legislatura do governo de Sócrates criou, inspirado no incidente dos "corninhos" do ministro Manuel Pinho, uma nova lenda;
A da "Vaca Negra".
"Era uma vez, num país onde a Assembleia da República mais parecia uma estrebaria, onde todos regurgitavam e mais nada faziam, um dos animais "passou-se" e levantou os cornos numa impulsiva reacção de indignação a uma cornada traiçoeira de um pequeno bezerro importado das pradarias do leste.
Como em todas as comunidades em risco de vida, sufocadas por um contexto adverso,o pastor daquele rebanho, um dos animais mais agressivos do grupo, sem saber o que fazer fez aquilo que os outros esperavam ansiosamente que fizesse. Cortou a cabeça ao pretenso prevaricador e pintou-a de negro para que todos soubessem o quanto ele era firme e respeitador.
De repente, numa sequência vertiginosa, vieram os restantes "cabecilhas cornudos" de rebanhos não menos infestos crucificar o que crucificado já estava para que ficasse claro também que, a dois meses da "matança da vaca" se demarcavam de tão ignóbil atitude da (agora só) vaca negra.
O fim desta lenda será contado no dia posterior à "grande farra", o já citado dia da matança das vacas. Aí adivinha-se o "milagre da cabeça perdida"...
O Castelo de Adriano
"Quem passa pela estrada que liga Vila Nova de Paiva a Sernancelhe tem que parar obrigatoriamente para ver tão inusitada obra. É um castelo, imponente e está a ser construído com o suor de um só homem.
Parece uma história de fadas, contos fantásticos e irreais. Mas é verdadeiro: um castelo feito em granito no coração das “Terras do Demo” de Aquilino Ribeiro. Quem passa pela freguesia onde nasceu o escritor, Carregal, no concelho de Sernancelhe, e, de repente vê um castelo enorme, real, em pedra... perde o fôlego e sustém a respiração por instantes.Trata-se de um velho sonho de Adriano dos Santos, um homem de meia-idade que nasceu em Leomil, no concelho vizinho de Moimenta da Beira e se fixou em Carregal por lá ter casado. Hoje tem um conjunto musical e é assim que ganha a vida para o sustento da família e do seu castelo de sonho.A obra foi começada há oito anos e já está em pé até as torres e pináculos. Em redor do castelo há uma muralha, também ela imponente, que encerra não só o castelo, como também um jardim e a residência de Adriano e família. “Sempre gostei de castelos e dessas coisas assim do tempo medieval”, explica Adriano dos Santos que “sempre quis fazer uma coisa diferente” no terreno."
(José Lorena in: Diário “As Beiras” 21 Nov 2008)
DESALENTO

Nesta idade a doença surge como uma ameaça terrível. As aldeias do interior, desertificadas, assistem aos poucos à partida dos mais idosos, dos mais esquecidos.Aqui a distância à "civilização" não se mede em quilómetros - esses são poucos - mede-se em Interesse Político e esse não é nenhum...
Thursday, July 02, 2009
Tributo a Aquilino Ribeiro - "Terras do Demo"
"A serra é agreste, primitiva, mas tem carácter, sem dúvida. Comprazes-te em pintar-lhe as virtudes e encantos sem sombras, e não serei eu que te acoime de parcial. As tintas escuras são para o novelista e tens razão. Decerto que eu, ao chamar-lhe Terras do Demo, não quis designá-las por terras do pecado, porque o pecado seja ali mais grado ou revista aspecto especial que não tenha algures. Nada disso. A serra é portuguesa no bem e no mal. Chamei-lhe assim porque a vida ali é dura, pobrinha, castigada pelo meio natural, sobrecarregada pelo fisco mercê de antigos e inconsiderados erros e abusos, porque em poucas terras como esta é sensível o fadário da existência. Só por isto".
(Prefácio de Aquilino Ribeiro ao livro do Pe. Manuel da Gama "Terras do Alto Paiva", 1940)
Saturday, June 20, 2009
Friday, June 19, 2009
Tuesday, June 16, 2009
Saturday, June 13, 2009
Rãs, Concelho de Romãs, Viseu
Estou por aqui, em terras feitas de "granito", aldeias quase desertas pois para França "fugiram" todos e os que não fugiram morreram.
Morre a "nossa" gente e com ela a nossa cultura. E era preciso tão pouco...
O pouco que não cabe nos discursos indecorosos dos nossos promitentes governantes.
O pouco que é quase um país inteiro. Uma miséria contida, tímida, disfarçada no dia-a-dia do trabalho na terra, onde há-de ser enterrada.
Gente simples, amiga, que dá o que tem sem esperar por nada... talvez por um sorriso.
Gente que merece respeito.
Gente que merece tudo.


















