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Saturday, May 09, 2015

Discriminação na Wikipédia



D I S C R I M I N A Ç Ã O

Abomino-a.



Pelos vistos a Wikipédia não. Ao clicar nesta fotografia do José Castelo Branco li isto...



Monday, July 30, 2012

Os imigrantes Portugueses em Angola - A mudança de paradigma

ACTUALIZAÇÃO - 01 DE AGOSTO DE 2012:
Transcrevo um comentário aqui deixado por uma das "honrosas excepções" a que me refiro neste texto.
Trata-se de uma pessoa que, com o marido, se mudou para Angola há um par de anos e que, naturalmente, já formou uma opinião sólida sobre este assunto:


Elsa Faria said...
Análise sábia a tua... só me entristece que esses "artistas" além de estarem a tratar mal quem os acolheu, deixem como imagem de marca o "português" que a todos envergonha... a mim envergonham-me, diariamente... por isso não fazem cáfalta... nenhuma!!!!


Aquele abraço, Gonçalo!
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"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."

(Nelson Mandela)
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Não gosto de generalizar.

Procuro, em cada texto que escrevo, informar-me e documentar-me previamente sobre o conteúdo ou os conteúdos que abordo.

Neste caso, porém, a fundamentação da opinião que se segue é baseada no conhecimento "in loco" e da experiência que acumulei na vida em Angola, antes, durante e depois da Independência dessa ex-colónia portuguesa, agora, mais do que nunca, um destino preferencial na crescente onda de imigração de portugueses que, no contexto de Crise e Austeridade imposto a Portugal pela Troika, agravado pela governação submissa aos interesses do eixo Franco-Alemão e dos grandes grupos económicos, perversa e desumana do primeiro-ministro português - Pedro Passos Coelho - e dos seus acólitos no poder.

Como angolano e português que sou há quase 48 anos, divididos entre esses dois países, conheço com uma substancial profundidade as duas realidades, tanto do ponto de vista socioeconómico e político, como no que diz respeito ao modo de vida e aos costumes dos dois povos.

Por formação e carácter não me abstenho, em Portugal ou em Angola, de, utilizando responsavelmente o Direito à Liberdade de Expressão, me manifestar frontalmente contra tudo aquilo que entendo ser politicamente condenável, culturalmente criminoso e atentatório dos Direitos Liberdades e Garantias dos cidadãos tenham eles a origem, a religião ou a cultura que tiverem.



Não tenho qualquer fidelidade partidária, não sigo qualquer ideologia política mas tenho ideais que, em muitos aspectos de podem considerar "de esquerda".

Estou portanto, como sempre estive à vontade para me exprimir, para criticar, concretizando, e para, quando as situações a isso me obrigam as Denunciar publicamente.

Se a minha posição em relação aos sucessivos governos portugueses tem sido amplamente manifestada neste blogue, já em relação a Angola ela carece de uma maior concretização:



Desde 1984 que viajo com frequência para Angola e, dentro de Angola para todas as suas províncias, conhecendo em profundidade a situação de cada uma delas e estando muito atento à situação e às condições de vida do povo angolano.

Reconheço, porque constato, que tem havido um esforço significativo do governo angolano na Reconstrução de um país assolado durante 3 décadas pelo flagelo da guerra.
Reconheço, como a grande maioria dos angolanos, o papel fundamental do seu presidente - José Eduardo dos Santos - na conquista da Paz e da estabilidade económica dessa potência da África Austral.

Critico e choca-me visceralmente o fosso social que persiste entre os angolanos (novos-ricos) e um povo que maioritariamente continua a (sobre)viver com indescritíveis dificuldades de toda a ordem (Trabalho, saúde, condições de vida e uma pobreza extrema). Um povo que sofre, que continua a sofrer, e que é confrontado diariamente com os sinais de riqueza e com a ostentação dos "que podem".

Angolanos que são agora "colonizados" pelos seus próprios patrícios, explorados e desrespeitados na sua dignidade.

Pessoas com Direitos e Deveres como todas as outras mas que carecem de uma particular solidariedade sob pena de continuarem a assistir à morte e à doença dos seus filhos e familiares, à falta de instrução, à ausência de um "Futuro"...

Não reconheço o conceito de "Democracia Musculada" - já o escrevi: "só considero duas hipóteses - ou há democracia ou não há democracia.
Entendo, contudo, que o modelo de democracia europeu - já decadente e obsoleto, não pode ser implementado em África "tou-cour", sem atender à especificidade dos seus povos em todos os seus aspectos, sem compreender a sua Idiossincrasia.
Reconheço ainda a extrema dificuldade que representa governar e reconstruir um país assolado pela guerra, onde as novas gerações cresceram e viveram num ambiente de dor, de morte e de miséria. Mas penso que se pode e deve fazer muito mais.

Assisto com pena e com a dor de quem estima o património cultural e arquitectónico à mutilação de edifícios e cidades e à construção desmedida e opulenta de edifícios "importados", inspirados em modelos que nada têm a ver com Angola (Dubai por exº), à presunção generalizada de que a modernidade passa pela utilização massiva do vidro e dos revestimentos em alumínio (num clima tropical, com elevadas consequências no comportamento térmico dos edifícios e nos custos inerentes, num território que é uma "enciclopédia de soluções de ensombramento), à ausência de um planeamento consistente e abrangente - o que tem gerado o caos nas maiores cidades, Luanda no topo.

Esta introdução esclarece, espero, o meu conhecimento da realidade em Angola e o meu posicionamento imparcial, sem vínculos ou o "rabo preso" a quem quer que seja.
Este pequeno artigo visa sobretudo abordar e reflectir sobre a imigração em massa de cidadãos portugueses para Angola: Quem vai, porquê e qual a sua postura profissional e pessoal nesse país independente e tão carente de gente interessada verdadeiramente em contribuir com trabalho e dedicação para a sua reconstrução e para a melhoria das condições de vida do seu povo - a criação de emprego digno e justamente remunerado.

Para isso importa primeiro fazer aqui uma retrospectiva sobre a quantidade e a qualidade de quem, desde 2004 tem voado para Angola.


A MUDANÇA DE PARADIGMA

Angola, 15 vezes maior que PORTUGAL, acolhe actualmente cerca de 200.000 portugueses, um nº que aumenta diariamente consequência da Crise Económica, da Austeridade e do Desemprego exponencial que se vive em terras lusitanas

Quando em 2004 reiniciei a minha actividade profissional em Angola e as viagens regulares para esse país no âmbito dessa actividade, os aviões iam cheios de imigrantes. Hoje continuam a ir cheios de imigrantes, cada vez mais aviões, cada vez mais repletos de gente que "foge" de Portugal à procura de um emprego, de condições de vida dignas.
No entanto, constato uma notável diferença entre o género de pessoas que imigravam em 2004 e aquelas que hoje imigram.
Em 2004 via sobretudo pessoas humildes, sem grande instrução recrutadas maioritariamente pelas grandes construtoras portuguesas a operar em Angola (Somague, Soares da Costa, Mota Engil, etc,) para trabalhar nas obras - pedreiros, serventes, "trolhas".

A reconstrução de Angola dava os primeiros passos e estava tudo por fazer.
Um salário de 5000 Dólares Americanos (USD) era, nesse tempo uma autêntica fortuna.

Hoje, cada vez mais, imigram para Angola técnicos médios e superiores e muitos licenciados.
Muitos deles antes da Crise, da Troika e de Passos Coelho ocupavam em Portugal cargos directivos, tinham um bom ordenado, uma vida tranquila. Estavam a pagar a casa, os carros e outros luxos, iludidos no tempo das "vacas gordas" e do crédito fácil.
Vão agora, como antes referi, em massa para outros destinos sendo Angola um dos mais procurados.

Mas o "El Dorado" angolano acabou...

Angola impõe hoje regras e condições e tornou-se mais selectiva no que respeita a abrir as portas a qualquer um. E muito bem, na minha opinião.
A concorrência estrangeira aumentou em todos os sectores mas sobretudo na Construção onde os chineses não dão grandes hipóteses em termos competitivos. As grandes construtoras portuguesas entraram em declínio e 5.000 USD/mês já não chegam para viver confortavelmente, sobretudo em Luanda - a cidade mais cara do Mundo.

Continua a haver uma carência significativa de quadros superiores, apesar do regresso "à terra" de muitos angolanos qualificados que se formaram em Portugal e aqui fizeram as suas vidas durante muitos anos.

Já não se fazem fortunas "de um dia para o outro" em terras angolanas. É preciso trabalhar muito, criar empregos, aceitar o princípio fundamental de que se está num país independente com as suas regras e especificidades.



E é aí que "bate o ponto"...



Muitos desses portugueses, (há excepções felizmente e não gosto de generalizar - repito) não "digeriram" ainda o facto de Angola já não ser há muito uma colónia portuguesa. 

O que os move e o que o faz imigrar resume-se a "ganhar dinheiro", amealhar o mais possível e o mais depressa possível para um regresso confortável a Portugal.

Estão-se "nas tintas" para os angolanos e para a reconstrução do país, para a criação de postos de trabalho e para a tão urgente formação de quadros angolanos.

Com um espírito neocolonialista e um complexo de superioridade próprio de gente mal formada destratam os angolanos, criam conflitos nos locais onde trabalham, exercem um racismo mal disfarçado.



Essa triste realidade é mais visível quanto mais altos e bem remunerados são os cargos que ocupam. Directores e gestores que saíram de Portugal com "uma mão à frente e outra atrás" não escondem a "falta de chá" e a falta de formação cívica, abusando das competências que lhes são atribuídas com uma arrogância e uma prepotência que só pode acabar mal. E acaba mal, mais cedo ou mais tarde.

Nestes 8 anos de trabalho continuado em Angola já "choquei de frente" com dois desses "artistas"... vi também os dois a cair do altar... Um deles já regressou "a casa", o outro... apenas uma questão de tempo.



Defendo que em Angola há lugar para todos.



Mas também defendo que Angola deve recrutar para esses cargos os angolanos qualificados que estão no estrangeiro e, mais importante, formar em quantidade e qualidade, nas suas universidades, técnicos e quadros superiores, deixando assim de precisar de tolerar gente "mal-acabada" e formatada segundo os padrões do antigo regime.


Acabo com as excepções - são muitas, cada vez mais, felizmente, sobretudo nas gerações mais novas.
Gente que vai a Angola pela primeira vez, que encontra um caminho para a vida, que se identifica com o país e com o seu fantástico povo e que, ao fim de algum tempo de lá já não quer sair.
Gente nova que muitas vezes casa com angolanos (as), constitui família, cria raízes profundas.

É dessas pessoas, bem formadas, sem complexos, disponíveis, tolerantes e activas que Angola e os angolanos precisam querem e acarinham, como irmãos.

Os outros, aqueles que põem o "canudo" à frente dos princípios e da educação bem podem deixar-se ficar por aqui. Não fazem falta. Como angolano o afirmo.

Portugueses em Angola vivem bem mas não gostam dos negros no país deles

SEM COMENTÁRIOS...

Friday, July 20, 2012

Revolta no Aeroporto



Vou aqui contar e ilustar uma "história" que  fala de discriminação, de negligência e de falta de humanidade.

Era segunda-feira, dia 16 e eu estava no Aeroporto de Lisboa. Já era noite.

A dada altura apercebi-me de um enorme burburinho que foi crescendo de intensidade até se tornar numa gritaria.

Olhei para o sítio de onde vinha essa estranha exaltação e vi um grupo grande de africanos, com idosos e muitas crianças - uns 50 no total - embrulhados numa altercação com os funcionários da TAP. Dois polícias assistiam sem intervir.

Pensei que fossem angolanos... era hora de voo para Luanda.

Tinha comigo a EOS 50D com uma 18-200 e um caderno de apontamentos que sempre me acompanha.

Abordei um dos primeiros do grupo e perguntei em "angolanês" _ Qual é a Maka?

Respondeu-me em francês. Tratava-se de um grupo de cidadãos originários do Mali, a residir em Paris e que iam (pensavam eles) de férias para a sua terra.

A TAP anulou o voo, já no dia anterior, sem lhes dar qualquer satisfação credível...

Queriam mandá-los para um hotel por um tempo indeterminado (talvez dois dias, sem qualquer garantia de verem o problema resolvido). Não aceitaram, queriam uma resposta, queriam voltar para Paris... Dali não saíam.

Os funcionários da TAP não percebiam o que eles diziam e tratavam-nos com desdém "se não querem ir dormem aí !" - ouvi, várias vezes exclamarem.

As crianças iam-se entretendo mas os adultos estavam profundamente revoltados e exaltados.

Mostrei-lhes a minha solidariedade e dispus-me a ajudá-los.

Entretanto um dos polícias abordou-me "não nos pode tirar fotografias, disparou. "Bem sei, sou um cidadão informado!, retorqui.

Percebi então que me tinham tomado por um jornalista... aproveitei a deixa e desatei a fotografar enquanto tentava contactar uma estação de televisão.

Estiquei o ISO quase ao limite... Estiquei os nervos, a revolta e a vergonha de assistir a uma situação tão degradante num país que se diz civilizado.

Das estações de TV a quem falei apenas uma (a TVI) me deu uma resposta vaga "quando tivermos uma equipa disponível vamos ver o que se passa"...

Eu sabia que a presença dos media ajudaria e muito a resolver aquela injustiça e insisti.

Liguei para a TSF. Atendeu-me um conhecido jornalista a quem relatei o que se estava a passar. Finalmente alguém reagiu! Mandou de imediato um colega ao aeroporto e as coisas aparentemente ficaram resolvidas.

As pessoas acalmaram-se e chegaram a um acordo com a TAP. Não sei exactamente qual, saí de "mansinho" quando me apercebi que o queria fazer estava feito.






Fotografias: Gonçalo Afonso Dias, Lisboa 07/2012




Thursday, July 19, 2012

"A senhora podia ser a minha mãe !"


Fotografia: Gonçalo Afonso Dias. Loures 07/2012
Série: Os Ciganos

Tiago e Vero


"Tiago e Vero". Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, Loures 07/2012
Série: Os Ciganos

Wednesday, July 18, 2012

António Pinto, o “Toi”



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, Loures 07/2012 - Série : “Os Ciganos”


O Sr. António Pinto Nunes, digno representante da comunidade cigana de Lisboa. Um homem afável, simpático e extremamente culto e conhecedor da história do seu povo.

A conversa foi curta mas muito boa. Falámos sobre a cultura cigana, os estigmas, a relação conflituosa que os ciganos têm com outra minoria – os negros. Contou-me que uma vez foi a Bruxelas com uma comissão governamental para debater a discriminação da sua comunidade. 

Contou-me muitas coisas. 

Curiosamente vive na “Rua de Angola” na Baixa da Banheira. Não há coincidências…
Ficou combinado um encontro para breve no território da sua gente. Aí irei com certeza aprender muito mais.

A “avozinha” Angelina e o recorte da revista


Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, Loures 07/2012 - Série : “Os Ciganos”

Aquele recorte anda sempre com ela. Fala deles, de uma festa no Parque Eduardo VII, dos ciganos, do “Nelinho” e da manifesta vontade do cigano em afirmar-se cidadão português. O título: “Ciganos em Festa, Lisboetas ao largo”…
Não resisti a registar as primeiras linhas: (…) Viola na mão, o sentimento espelhado no rosto e na voz rouca, um artista espontâneo canta o seu “amoor” incompreendido.
Era a grade festa cigana que coloriu durante 3 dias o Parque Eduardo VII.

Foi a quarta reunião cigana integrada nas festas de Lisboa e decorreu sob o signo da portugalidade, ou seja, a vontade de o cigano em afirmar-se cidadão português.

O organizador da festa , António Pinto – O Nelinho Cigano – foi bem claro nesse ponto ao salientar: “Este não é só um encontro de ciganos, é também de todos os portugueses em geral e dos lisboetas em particular” (…)

Vero, o ciganito


Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, Loures 07/2012 - Série : “Os Ciganos”

 A reacção deste miúdo e de outro amigo que estava no grupo ao ver as fotografias que eu lhes tirei foi exactamente a mesma de qualquer miúdo, de qualquer parte, - em PORTUGAL, EM Angola, na China… : Espanto e alegria. Afinal, porque é que haveria de ser diferente?

Tuesday, July 17, 2012

Etnias de Portugal: Os ciganos

A COMUNIDADE CIGANA

"Originários da Indía, os primeiros ciganos terão começado a entrar na Europa por volta do século XII. As primeiras notícias da sua presença em Portugal datam da segunda metade do século XV.

Algumas dezenas de anos depois de se instalarem em Portugal, já os ciganos estavam identificados com a imagem negativa que irá perdurar até aos nossos dias e que continuamente será evocada para os reprimir ou expulsar. A comunidade cigana resistiu a tudo e aqui permaneceu.

Hoje enfrenta um novo e decisivo desafio: a integração imposta em nome do progresso e dos direitos humanos."


DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS CIGANOS

"Conselho da Europa recomenda a Portugal medidas de combate à discriminação da comunidade cigana, que tem maiores dificuldades de acesso à habitação, emprego, bens e serviços e educação das crianças.

A situação das comunidades ciganas em Portugal tem-se agravado nos últimos anos, assumindo contornos particularmente preocupantes no acesso à habitação, emprego, bens e serviços.

A conclusão consta de um relatório elaborado pela Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI), um orgão do Conselho da Europa para o combate ao racismo, xenofobia, anti-semitismo e intolerância.

Apresentado hoje, quinta-feira, em Lisboa, por Fernando Ramos, membro da ECRI para Portugal, o relatório recomenda "vivamente" às autoridades portuguesas que, no que diz respeito à habitação, "se debrucem sobre as comunidades que vivem em situações precárias, para as realojar de maneira adequada".

Outra recomendação é no sentido de serem investigadas as alegações de "comportamentos abusivos", como os "despejos arbitrários", e "tomadas as medidas necessárias para pôr fim a estas situações".


O relatório recomenda também a Portugal que ajude a comunidade cigana a encontrar emprego, proibindo condutas discriminatórias dos empregadores, que combata a discriminação no acesso a locais públicos, bens e serviços, defendendo a punição nos casos em que tal se verifique."






Fotografias: Gonçalo Afonso Dias, Loures, Portugal, 07/2012



Thursday, November 24, 2011

CRIME, DIGO EU E A CONSTITUIÇÃO

NEM AS CRIANÇAS LHES ESCAPAM.


O "Braganza Mothers (B.M.)" que despudoradamente invoca o direito à liberdade e o direito à expressão, não só apagou o comentário*** que deixei no post  a que aqui me refiro, como se viu "obrigado" a fechar a caixa de comentários, por manifesta falta de adesão da sua clientela habitual.




Fica demonstrado o carácter enganador e perverso dessa gente inútil, provocadora, difamadora e atentatória dos Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos, direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa.
Fica também demonstrado que, por vezes, uma palavra vale mais do que 1000 imagens obscenas e insultuosas.


*** Gonçalo Afonso Dias disse: "É lamentável que gente que invoca o direito de cidadania e o direito de expressão tenha apagado o comentário que aqui deixei civicamente. Repito: Nem as crianças voçês poupam. O que aqui fazem, toda esta javardice é CRIMINOSA segundo a Constituição da República Portuguesa. Vocês é que já deviam estar a "ver o sol aos quadradinhos"... fosse este um país onde a Lei se fizesse cumprir."


Nota: Este blogue foi criado por mim em 2005, é exclusivamente redigido por mim e da minha inteira responsabilidade.
É um blogue dedicado à cultura; à arquitectura, à fotografia, à pintura, à arte em geral.
É também um espaço onde exerço os meus direitos de cidadania e onde exprimo livremente e sem condições o meu pensamento.
É visto em todo o Mundo. Os seus seguidores são pessoas credíveis, livres e amantes da cultura. Por aí também se confere a autenticidade e a credibilidade dos seus conteúdos.




Em breve, os principais posts terão uma edição bilingue (português/inglês).
Agradeço, por isso, a todos aqueles que o visitam e/ou seguem. Agradeço e publico todo e qualquer comentário ou critica desde que seja feito com educação e espírito construtivo. Apenas modero comentários obscenos, racistas, insultuosos e discriminatórios.
Bem hajam!




Monday, November 21, 2011

" The Braganza Mothers" ou, a apologia ao racismo, à xenofobia, à violência, à discriminação ou ainda, a Impunidade dos Crimes praticados no Espaço Cibernáutico

.


Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, Oeiras 2009




Em Novembro de 2007 aqui editei um post que abordava o Racismo, a Discriminação e a Xenofobia presentes e em expansão na nossa sociedade, a propósito do assassinato pela PSP do jovem negro de 14 anos de nome Edson Sanches.
Dois anos depois, constato que na sociedade portuguesa, o racismo, a discriminação, a xenofobia e a intolerância não só se agravaram como tomaram formas mais "requintadas", encapotadas e perversas.
A crise socioeconómica que vivemos é agora pretexto para novas manifestações xenófobas, no mais perigoso dos procedimentos racistas - o racismo institucionalizado, disfarçado mas implícito em procedimentos de natureza e origem diversificadas e transversais na sociedade.
Numa Europa em acentuada "Viragem à Direita", manipulada e gerida pelos interesses económicos do "Eixo Franco-Alemão", os fenómenos da Xenofobia e do Racismo têm tempo, espaço e dissimuladas motivações para crescer, numa lógica directamente proporcional à manifesta redução dos Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos.
Prevalecem, agora, mais do que nunca, o "Jornalismo de Perseguição", as escutas ilegais e as fugas de informação de casos em Segredo de Justiça, combustíveis preciosos para alimentar a "máquina de (des)informação" de uma opinião pública fragilizada, inconsistente e vulnerável.
Paralelamente, multiplicam-se no poderoso meio de comunicação que é a Internet, blogues, sites e declarações onde se viola sistematicamente a Constituição da República Portuguesa no que respeita à difamação, ao racismo, à xenofobia e à incitação à violência.
As autoridades a quem cabe a monitorização dos conteúdos e práticas criminosas no meio cibernautico acabam por ser, pela passividade que demonstram, cúmplices silenciosos desses verdadeiros atentados aos Direitos Fundamentais do Ser Humano.
Como cidadão de Pleno Direito, cumpridor das obrigações e deveres que a Lei determina, exijo, com veemência, uma actuação honesta, descomprometida e em "tempo útil" das autoridades a quem compete a regulação, a fiscalização e a condenação dos actos criminosos atrás referidos.
Como Homem, defensor incondicional dos Direitos Humanos, estou hoje como sempre estive, do lado das minorias, sem medo daqueles que cobardemente e por distintas vias tentam pressionar, intimidar ou silenciar o que aqui escrevo. E o que aqui escrevo, sobre este e muitos outros assuntos é aquilo que eu Penso.
Recentemente, e após reagir num popular blogue português - o Braganza Mothers - a um post manifestamente racista, vi o meu sítio ser infestado por pretensos "amigos do blogue" originários desse violento e criminoso site, ´sob "nomes de guerra" boçais, ordinários e pornográficos, com a intenção óbvia de denegrir um sítio dedicado à arte, à cultura e à opinião livre, informada e fundamentada. Pela primeira vez, neste blogue que já conta quase sete anos de edição, vi-me obrigado a bloquear membros, depois de há já muito tempo, por razões semelhantes, ter sido forçado a moderar os comentários que aqui são feitos.
Pela primeira vez fui agora vitima de uma ameaça explícita à minha liberdade e à minha integridade física, (...) Ó, Gonçalo, andaste a decorar os apartamentos de milhões de euros que o outro comprava? Se andaste, identifica-te, porque dia 30 de novembro, as forças armadas vão pôr ordem nesta choldra. (...)  cujo autor é um dos "clientes habituais" do Braganza Mothers, intitulado "O militar que também alinha",e cujo site pessoal está linkado (pasme-se!) ao Site Oficial do Corpo de Fuzileiros. Esse Corpo do Exército, nomeadamente o seu Comandante, terá conhecimento deste aproveitamento do seu Estatuto?
E se não tem, como é que não tem?!
Não só não tenho medo, como tenho (in)formação e meios para, em sede própria, re(agir) adequadamente a esse e a outros cobardes marginais e a esse e outros sítios onde diariamente se praticam crimes e atentados aos Direitos e à liberdade das pessoas.





"O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos sem-carácter, nem dos sem-ética.
O que mais me preocupa é o silêncio dos bons."

(Martin Luther King Jr.)


Gonçalo Afonso Dias,

21 de Novembro de 2011