Wednesday, August 05, 2015

O dia em que abdiquei de "querer ter razão"




"Ensaio sobre a razão"
Técnica mista sobre MDF (100x100x4cm)


Não foi há muito tempo que abdiquei de "querer ter razão" - seja no que for, trate-se do que se tratar.

Mantenho, no entanto, uma destrinça basilar entre "querer ter razão" e "ter razão" - efectivamente.

Não pretendo, neste texto, "filosofar" sobre a Razão. Já o fiz antes...

Cheguei à conclusão que "querer ter razão" é uma "seca"... É desgastante, enfadonho e não leva a lado nenhum.

Seja lá o que for essa coisa da "Razão", acredito que só o Tempo tem o "Saber" e a Equidistância para a outorgar.

Com efeito, desde esse dia - o dia em que abdiquei de querer ter razão - já não me importa ter razão em coisa nenhuma.

A minha vida tornou-se substancialmente mais simples...

Adoptei uma estratégia tão elementar como infalível: Perante qualquer situação, mais ou menos litigiosa, "ofereço de barato" a dita "Razão" à outra parte...

"Tem razão!..."

Duas palavras apenas...

"Vai à merda!" corresponde ao mesmo, mas é substancialmente mais complicado e acarreta consequências imprevisíveis...

Chamem-me, portanto, "hipócrita", "cínico" ou o que muito bem entenderem.

Direi apenas: "Tem razão!"...




Gonçalo Afonso Dias,

Cascais, 05 de Agosto de 2015


1 comment:

José António Aires Pereira said...

É caso para dizer tens "Razão" Gonçalo! Grande Artista, Poeta, Pintor, Arquitecto, Fotografo entre muitas outras coisas. Abraço