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Sunday, May 17, 2015

Pois é!...Digo "mal" de tudo...



"Pois é!!!...
Reparei agora com a cena das "coisas bem-dispostas"...
É. Não digo bem de nada...
Só digo mal. De tudo...
Deixa lá ver uma coisa para eu poder "dizer" bem... hummm...............
hummm.... Ah! já sei!
Vou dizer bem de ainda poder dizer mal de tudo!
Pois. Por este "apressado" andar para trás, para os tempos do "coiso" que morreu depois de ter caído de uma cadeira (cada um tem a morte que merece...) em breve já nem mal poderei dizer. Poderei. Na cadeia...


Ah! outra coisa para dizer bem! Não. não posso. Ainda não aconteceu apesar de a "Nação Benfiquista" querer muito e eu também... Digo mais logo, ok?"



(GAD)

"FUMAR (TAMBÉM) MATA" - WORK IN PROGRESS... ("memória descritiva")




"Fumar (também) mata" - work in Progress. Gonçalo Afonso Dias, 05/2015

Esta "peça", "instalação", "coisa", (o que quiserem), vai ter imagens chocantes que lhe conferirão um carácter de "Manifesto".
Decidi que essas imagens teriam de ser obscenas, embora nunca consiga imagens tão "pornográficas" como aquelas que o Governo propõe.
Por outro lado, acho que as imagens, sejam elas quais forem, devem contar "histórias" e não impor uma moral bacoca e hipócrita ditada pelos verdadeiros "DDT's"  - a União Europeia.
Por isso e por achar também que, no conjunto, as fotografias devem ser didácticas e devem criar uma narrativa dediquei-me, recentemente, a estudar a etimologia das coisas relacionadas com o "fumar", com o "anti-tabagismo", a marca Marlboro (que fiquei a saber que foi criada para as mulheres, contrariamente à ideia do "Cowboy" (que surgiu muito mais tarde), a pornografia, etc.

Resumindo: a "coisa" que estou a fazer e que vai ser do meu tamanho terá uma a componente didáctica. Como devia ser.
Qualquer pessoa de sofrível inteligência, sabe que "fumar mata".
Qualquer fumador sabe que pode estar a matar-se devagarinho. Daí a expressão "mais um prego para o caixão".

No entanto, a História (os mentecaptos como o senhor Passos Coelhos não gostam dela com "H" - só com "h" e de preferência com desenhos...) já demonstrou amplamente os efeitos dos fanatismos, das "proibições" e das ditaduras...

É claro também, para todos (menos para os mentecaptos como o senhor Passos), que a solução para estes problemas não se limita a somar 1+1. É muito complexa, envolve prevenção, educação, sensibilidade, conhecimento e trabalho. Muito trabalho. Que é outra coisa que horroriza os mentecaptos da "tribo" do senhor Passos.

Aquilo que vão fazer com a porcaria dos pacotes de cigarros é muito semelhante àquilo que estão a fazer com os recentes casos de Buyling - torná-los "virais", virulentos e obrigar as pessoas a verem imagens chocantes a todas as horas e a todos os momentos.
E aí, já nem disfarçam... Já não se preocupam com o que a visualização dessas imagens brutais pode fazer a uma criança à hora do jantar.

Hipócritas de merda!
Disse.

Gonçalo Afonso Dias
17 de Maio de 2015

Monday, May 11, 2015

A Nova Lei do Tabaco (1)





A Nova Lei do Tabaco (1)

Entre duas baforadas no charuto “Cohiba Benike”, uma “coçadela nos tomates” e um sonoro arroto provocado pelos gases da “Armagnac” que tomara depois do farto almoço, o senhor deputado levou a sua gigantesca barriga branca e peluda até ao gabinete onde se masturba a ver filmes pornográficos e, num gesto pouco habitual, pegou na “Bic laranja” e deitou “mãos à obra: “que se cumpra a Directiva Europeia para a Lei do Tabaco”.


Entediado, deu uma vista de olhos nos papéis que a sua assessora (que se deixa comer por ele em “part-time” - porque a vida não está fácil nem para as assessoras...) e assinou “de Cruz”. “Está feito! Exclamou enquanto a assessora ajeitava o cabelo pintado de um louro escandalosamente falso e calçava os sapatos de salto alto “Carolina Herrera” que não lhe disfarçam os salientes joanetes.
Estava cumprido mais um dia de “árduo trabalho” no parlamento... Lá fora, esperava-o o BMW preto, topo de gama (claro...), e o infeliz motorista que de tudo sabia, até porque se deitava bastas vezes com a ainda mais infeliz mulher do “patrão”...


Estava feita a Lei do Tabaco que vai obrigar (a partir de 1 de Janeiro de 2018) os fumadores a passearem com os pacotes do seu vício "decorados" com imagens ainda mais medonhas ainda do que as da "tromba" do patrão, do patrão do patrão e do "vice do patrão"...


Entenda-se que acho muito bem que cada um se masturbe como e quando quer desde que a "fonte de inspiração" tenha mais de 18 anos de idade...
Também acho muito bem que se alerte (como se fosse preciso) para os riscos para a saúde que fumar implica.

Do mesmo modo (porque a austeridade e a hipocrisia estão a matar tanto ou mais do que o tabaco...) penso que igual procedimento (a colagem de imagens horrorosas) devia ser adoptado em todas as facturas, sobretudo nas "continhas" que o fisco nos dá.

Para acabar em grande: Badamerda para esses filhos de uma grande p... (tinha escrito a palavra toda mas achei melhor "simplificar" não fosse o "lápis azul" estragar-me a brincadeira), mentirosos compulsivos e mentecaptos de fato e gravata com a bandeira desta merda de país na lapela!

(nota: as imagens são da responsabilidade do governo - eu só as copiei...)

Sunday, May 10, 2015

O Governo e a Oposição


(...) Foram "eles" que me disseram... e são eles que todos os dias fazem questão de nos mostrar que são infinitamente mais burros que "eles"!... (...)


Fotografia : Gonçalo Afonso Dias, Mafra, 2008

Friday, April 17, 2015

A única novidade é continuarem a chamar "Governo" àquela cáfila de parasitas...



Jacqques II de Chabannes - Jacques de La palice, Carlos Zorrinho ou, quando os deputados querem "dar uma de eruditos..."



Jacqques II de Chabannes - Jacques de La palice, Carlos Zorrinho ou, quando os deputados querem "dar uma de eruditos..."

Todos nós conhecemos e/ou usámos já a expressão "Verdade de La Palice".
Contudo nem todos nós conhecemos a história da origem dessa expressão, nem somos obrigados a isso. Usamo-la quando alguém faz uma afirmação tão óbvia quanto ridícula.


Grave é, quanto a mim, o uso e abuso da expressão "La Palice não diria melhor."
Ouço-a muitas vezes, nomeadamente num popular programa sobre futebol - "o dia seguinte", se não estou em erro. Se não é esse é outro do mesmo género, pouco importa para o caso. Mas, futebol é futebol...

Grave mesmo, é utilização da expressão "La Palice não diria melhor" pelos políticos e deputados que nos (des) governam., nomeadamente pelo líder Parlamentar do PS, o senhor Carlos Zorrinho, que inclusivamente a escreveu, recentemente num artigo publicado no seu blogue "Fazer Acontecer":

(...) Como reformista sempre defendi a necessidade de Reformas (O Sr. Jacques de La Palisse não diria melhor). Defendi a necessidade de ciclos reformistas conjunturais e estruturais no passado e defendo agora a necessidade de dinâmicas reformistas sistémicas adequadas aos tempos de complexidade global, resultante da emergência da sociedade da informação e do conhecimento.(...)

Pois... "Fez Acontecer" mais um disparate...

Resumindo: A expressão "verdade de La Palice" surgiu quando o militar francês já estava morto. Portanto, (e isto é uma "Verdade de La Palice"...): se estava morto não podia ter dito coisa alguma, acho eu...

Reza a História que, após a morte em combate do mítico militar francês, surgiu uma canção que, numa das suas frases, dizia: "S'il n´était pás mort, il ferait en vie" (Se ele não estivesse morto, faria inveja). Frase essa que foi deturpada para "S'il n'était pas mort, il serait encore en vie." (Se ele não estivesse morto, estaria ainda vivo.) Pois é...







Saturday, December 01, 2012

Os "desempregados" do amor



Os desempregados do Amor

 Os portugueses têm hoje no seu vocabulário palavras que, em tempos, não imaginavam; Crise, Economia, Alavancagem, Austeridade, contenção, empreendedorismo, etc.

Portugal agoniza e agoniza também o seu povo... A malfadada "Troika" e a governação servilista de Passos Coelho apertam o "laço" à volta dos nossos pescoços. (que palavra feia... Só agora me apercebi... - pescoços...).

Multiplicam-se, na televisão, as análises (macro) e (micro) económicas. Todas no mesmo sentido - sem sentido nenhum. Não há, de facto, sentido nem "sentir".

 O pragmatismo dos números e das evidências esmaga qualquer sentimento de esperança. Não há aquela "luz ao fundo do túnel"... Porque não há (ponto).

 Aquilo que não é mensurável, quantificável, não se analisa. Não dá jeito...

 Entre muitas outras coisas que deviam merecer alguma atenção por parte dos profissionais da "análise" devia estar - e não está - as "contra-indicações" deste viver nas relações entre as pessoas.

Apercebo-me, e não devo ser só eu, que a "Crise" tem um impacto violento nessas relações. A pior das crises - a "Crise de valores".

Por quantificar estão, sem dúvida, o número de separações passionais, de agressões, de maus-tratos.

Ninguém ainda "me disse" quantos casais com filhos se "desfizeram" no último ano. Uns porque "tinha de ser". Outros, porque um deles "fugiu" à procura de uma vida qualquer, num sítio "qualquer".
Continuando... a "Crise" tem um impacto que não é despiciente nas relações entre as pessoas; Eu sinto.
tu sentes, ele sente.

Impera, nessas relações, um certo "oportunismo" que nasce da incontornável necessidade de sobreviver. Para mim, essa é a pior das "Crises". A dos valores, a do amor. Hoje somos muitos, mesmo muitos os "desempregados do amor". Uma fatalidade, digo eu.



 


 

 

Tuesday, October 09, 2012

Estão a fazer de nós...

... Um imenso e nauseabundo viveiro de minhocas para as faustosas "pescarias" de Passos Coelho e seus acólitos...

Nota: Este é um protesto/denúncia apartidário. Quem nele se reveja que o divulgue como entender. Pode ser que chegue a uma qualquer "praia"...
Desenho e texto: Gonçalo Afonso Dias


Saturday, October 06, 2012

Tuesday, September 25, 2012

Thursday, September 13, 2012

Thursday, August 23, 2012

A Cara deste País (2)

 
 
Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, S. Pedro do estoril, 08/2012
 
Esta é a segunda fotografia que aqui publico deste senhor – o Sr. João
Na primeira reportei essencialmente a situação deste homem atirado para a rua – A Rua do Murtal - onde trabalho todos os dias em S. Pedro do Estoril, e a minha revolta perante a indiferença atroz da nossa sociedade com estas pessoas.
Nesta imagem fotográfica o foco está nas mãos do João, deixando num plano menos focado a sua cara, a sua identidade. As mãos cruzadas sobre o peito numa gesto de resignação, de desistência.

Da janela do meu atelier vejo-o todos os dias, a todas as horas. Vejo as pessoas a passarem no passeio desabrigado que ele adoptou como “casa, a passarem por ele sem olhar, como se deu saco de lixo se tratasse. Outras param mas não é para olhar para ele… observam atentamente uma pequena obra que ali está a ser feita a dois passos…
Ontem enquanto almoçava no restaurante que referi no resumo da primeira fotografia que lhe fiz não consegui desviar o olhar deste homem com cara de fome e de morte.

Não consegui comer e desabafei com o meu parceiro de almoço – Já viste? Estamos aqui a comer e à nossa frente está um homem que já não sabe o que isso é há muito tempo.
O calor era muito. A roupa que ele veste – a única que tem – é quente, é de inverno…
Dia após dia tenho tentado a aproximação, sempre difícil, a este senhor com a intenção de conseguir falar com ele, de perceber o que ele sente e como o poderei ajudar.
Saí do restaurante e deixei o prato como me foi servido… Comprei na mercearia do Armando uma garrafa de água para o tentar hidratar já que o sol e o álcool o estavam a secar.

Cheguei-me a ele. Chamei-o pelo nome. Abriu os olhos numa expressão de espanto mas de medo também. Molhei-lhe a cabeça como se faz a uma criança. Despertou.
Ao mesmo tempo passava um sujeito que aparentemente sabia quem ele era e que exclamou – “Com água ainda o mata! Dê-lhe vinho que é o que ele quer !”.
Respondi-lhe com a dureza que se impunha e principiei a falar com o Sr. João.
Perguntei-lhe se se sentia bem, disse-lhe que não podia ficar ali ao sol, que isso o podia matar.

Foi acordando aos poucos, ao ritmo das minhas palavras. Pediu-me um cigarro e disse-me que tinha fome. O meu companheiro e meu colaborador que estava comigo foi comprar uma sandes de fiambre à mercearia. Comeu-a devagar e acedeu ao meu pedido de ir dando pequenos goles de água – pequenos porque aquele estômago vazio não suportaria mais do que isso.

Depois falou… Mesmo empasteladas pelo vinho as palavras que disse eram de um homem com um vocabulário desenvolvido, as frases bem construídas, os verbos nos tempos correctos. Um homem que leu, que estudou, que reflectiu sobre a vida antes de se cansar dela.
Perguntou-me o que queria… Quero ajudar-te, disse-lhe. Mas para isso tens de me deixar ajudar. Falou em Deus, com fé, como se fosse (e é a sua derradeira fuga). Enquanto falávamos pedia-me cigarros que eu negociava com pequenos goles de água.
Perguntei-lhe a idade. Começou a chorar…
52 anos, apenas mais 4 do que eu.
- Chora João, faz bem – eu também choro, não é vergonha nenhuma.
Falou da guerra, falou dos filhos… Falou dos amigos que já não tinha…
Agora tens, disse-lhe já emocionado. Amanhã quero ver-te um bocadinho melhor, pedi-lhe.
O tempo passou, as pessoas também, indiferentes mas admiradas por me verem sentado ao lado dele.
Um homem na condição do João não se consegue ajudar com bens, com roupas ou dinheiro.
Apenas a palavra, a persistência, a atenção que não tem, podem levá-lo a ganhar forças para levantar a cabeça e seguir em frente. Assim o espero.

Tuesday, August 21, 2012

A cara deste país


Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, 08/2012

(...) Já aqui editei uma fotografia deste senhor. Se bem me recordo intitulei-a "O novo inquilino".
Da rua onde tenho o meu atelier...
Vejo-o todos os dias e todos os dias sinto uma enorme impotência por não o conseguir ajudar.
Confronto-me, neste trabalho, com uma recorrente questão ética: revelar ou ocultar a face deste homem?!
Por norma não o faço. Preservo aquilo que se entendo (ainda) ser a "
dignidade do ser humano".
Mas é uma falsa questão, sobretudo quando se trata de fotojornalismo. Qual dignidade?! Qual humanismo?!...
Digno, seria alguém poder fazer mais do que eu tenho tentado...
Hoje, com 40 graus, este homem que tem nome - João - estava prostrado, ao sol, embriagado, desidratado, no limite...
Tentei acordá-lo, tentei falar com ele, pedir-lhe para se proteger do sol que o queimava. Em vão...
Já desisti, porque já tentei em casos semelhantes, apelar ao INEM ou aos bombeiros. Dizem-me que não... que ele não vai, que foge assim que os vê...
Procurei saber na mercearia vizinha quem é este homem - a resposta da indiferença: Está assim porque quer... Até tem dois filhos bem na vida...
Por isso, mostro hoje, sem qualquer hesitação de origem ética, a cara do Sr. João. Porque tem cara, porque é gente, porque precisa de ajuda.
Eu também preciso de ajuda para o conseguir ajudar mas esbarro no recorrente muro da indiferença e sofro, dia após dia, sempre que o vejo ali, prostrado, à espera da morte.
Vejam bem a cara deste homem. Do João que tem dois filhos que não querem saber dele.
É a cara deste país. É a cara deste nosso povo, tão bom e tão esquecido, marterizado. Fixem-na.
E que aqueles que nele tropeçam sem darem por isso - porque não querem ver - dormem tranquilos nos seus confortáveis "cantinhos\"... É preciso que este país acorde, é urgente devolver a réstia de esperança que estas pessoas merecem e precisam mais do que o pão, mais do que o vinho que os atordoa.
Para aqueles que têm o dever e a responsabilidade social de acudir a estas pessoas aqui deixo a sua morada - um passeio desabrigado, na Rua do Murtal, S. Pedro do Estoril, mesmo em frente ao concorrido restaurante
"Faz-te ao Bife"... Que grande ironia, que grande maldade...(...) texto editado no Olhares.com
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Restia de Esperança
Fecham-se as cortinas,
Quebrando ao meio o ultimo raio de sol.
Na escuridão agora eu estou,
Na escuridão a minha alma mergulhou.

Mantenho-me apreensivo,
Já nada me seduz, já nada me conduz.
Apenas uma réstia de esperança ficou,
Resultado da luz que pela janela entrou.
(João Filipe)

Sunday, August 12, 2012

Valente, Ana Drago!

O EFEITO...



A CAUSA...



Como aqui ficou bem demonstrado pelas declarações desta "espécie de deputado" que responde pelo nome Duarte Marques, este governo, como já aqui escrevi, está repleto de putos estúpidos, mal formados, burgessos, ignorantes e irresponsáveis, salvo raras, muito raras, excepções. De onde saiu este energúmeno? Como foi possível alguém dar à luz uma "coisa" destas?!...

Thursday, August 09, 2012

O Novo Inquilino...


Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, 08/2012

... da pacata rua onde tenho o atelier.
Dirão que é fruto da Crise Económica. Eu digo que é uma consequência de uma crise mais silenciosa e simultâneamente mais devastadora - a Crise de Valores, a total ausência de Solidariedade...
S. Pedro do Estoril, 08/2012

Saturday, July 28, 2012

O (Miserável) Estado da Nação


Pouco ou nada aqui tenho escrito sobre a "Actualidade Política" e sobre a situação económica e financeira que por cá vemos e vivemos.

Porque pouco ou nada há de novo para escrever - mais do mesmo...

Nos últimos dias apenas registo, sem grande espanto, a metamorfose da retórica e da postura do Sr. Primeiro-Ministro (PM), o Dr. Passos Coelho (PPC)...

Sem grande espanto, repito, pois a encenada postura de fair-play com que principiou o seu mandato era obviamente estratégica.

Revela com as recentes declarações num tom genuíno de Massamá o verdadeiro PPC...

"Que se lixem as eleições", a metáfora da "ventoinha" são apenas dois exemplos daquilo que antes afirmei.

O tom crispado, irritadiço, provocador que agora o PM evidencia no Parlamento é apenas, na minha opinião, a consequência da constatação do falhanço da sua política seguidista, despersonalizada, gratuita e quase criminosa.




Mas o pior está para vir...

O Descontentamento crescente da população - são disso bons exemplos a situação dos professores com "Horário Zero" e as manifestações contra o "Novo Mapa Autárquico", as vaias que se multiplicam sempre que "aparece um governante" - depois mal digeridas pelos "homens do poder e relativizadas com o argumento obsoleto de que se trata de manifestações orquestradas - não escapam com toda a certeza a quem nos observa de longe.

As evidência, como a de, este ano, já 3000 alunos do Ensino Profissional terem desistido de estudar por não terem como pagar as propinas, o desemprego crescente e assustador, a total ausência de uma política séria, abrangente e transversal de apoio às Pequenas e Médias Empresas que todos os dias fecham as portas às centenas parecem não perturbar a postura intolerante e totalitária de Passos Coelho.

Um Primeiro-Ministro esvaziado de conteúdo, impreparado, sem a experiência de vida - tão importante quando se decide o futuro de pessoas - notoriamente inculto e vagamente burgesso... Um executivo que parece um "jardim-escola", constituído também, à imagem do líder e que padece dos mesmos vícios e das mesmas insuficiências, da mesma imaturidade política, da mesma inexperiência e do mesmo grau - uma consequência, claramente do que antes afirmei - de incompetência.



Um "rapazito" hipócrita que com um descaramento olímpico e uma demagogia refinada afirma que está a "Salvar a Nação"... revelador e sintomático de uma ideologia que roça o fascismo.

O facto de o CDS de Paulo Portas começar a dar sinais de rotura com o PSD e consequentemente com PPC, é um sinal que não se deve desprezar de uma instabilidade crescente e preocupante ma maioria governamental com consequências previsíveis para Portugal e para os portugueses.

Não há, comprova-se, quem ature este PM... À esquerda e já nem à Direita...

No "Meio" o Partido Socialista arrasta-se... ao ritmo empastelado e amorfo de António José Seguro. Entre a espada e a parede, comprometido com o acordo que subscreveu com a Troika, arrependido, titubeante e politicamente mal dirigido por outro político "de calções" que não sabe o que fazer ao "menino que tem nas mãos"...

A olhar por cima, para toda esta miséria, continua um Presidente da República, comprometido com o PSD, incoerente, infeliz nas suas intervenções, incapaz de defender os portugueses - a sua maior obrigação - inexistente mesmo...

E assim caminha Portugal para um abismo onde encontrará a Grécia...

Assim continuam os portugueses a sufocar sob a tortura sádica deste governo materializada em leis e diplomas desumanos, ineficazes, contraproducentes.

Até quando este povo irá manter a tradicional postura de resignação e de inércia? Julgo que é apenas uma questão de tempo. E não me parece que se trate de muito tempo...

...................................................



Como o rapazinho mudou e engordou...



(Fotografia retirada da Net)

Friday, July 27, 2012

As Vacas, os números e nós...


Fotografia e Edição: Gonçalo Afonso Dias


As vacas, os números e nós
As vacas não têm nome, são apenas números;
Nós temos nomes mas também, como as vacas, somos tratados como números.
Números, mais ou menos importantes, consoante a conta para o que eles contam...
As vacas não fazem a mínima ideia do seu número nem tão pouco do número do dia em que se serão convertidas em bifes, para nós, os outros números, comermos.
As vacas não nos comem e também não sabem que nós sabemos que o número do "nosso dia" chegará fatalmente. E que a partir daí, se o número que somos de pouco vale, apenas passará a contar para as mais mórbidas estatísticas.
Os que fazem de nós números também são números, importantes, é certo, mas com o mesmo destino apesar de raras vezes se lembrarem disso.

Thursday, July 12, 2012

CORTA RELVAS (6) ... NEM O MEU CÃO (O LOST) ACREDITA ...






"Lost" Fotografia: Gonçalo Afonso Dias


... Que neste país um político com as responsabilidades de Miguel Relvas esteja envolvido em tanto “esterco” e continue a “aquecer o tacho”… 




(imagem retirada da net)

 Sr. Idr. (instantâneo Dr.) Miguel Relvas:

Faça um favor a si próprio com a réstia de dignidade que ainda (?) lhe sobra: DEMITA-SE !!!




CORTA RELVAS (5) ...


Metade dos membros do Conselho Científico não participou em equivalências de Relvas

Contactados pela agência Lusa, metade dos membros do Conselho Científico que estavam em funções no ano do curso de Miguel Relvas dizem que nunca estiveram envolvidos nesta questão.