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Sunday, May 17, 2015

"FUMAR (TAMBÉM) MATA" - WORK IN PROGRESS... ("memória descritiva")




"Fumar (também) mata" - work in Progress. Gonçalo Afonso Dias, 05/2015

Esta "peça", "instalação", "coisa", (o que quiserem), vai ter imagens chocantes que lhe conferirão um carácter de "Manifesto".
Decidi que essas imagens teriam de ser obscenas, embora nunca consiga imagens tão "pornográficas" como aquelas que o Governo propõe.
Por outro lado, acho que as imagens, sejam elas quais forem, devem contar "histórias" e não impor uma moral bacoca e hipócrita ditada pelos verdadeiros "DDT's"  - a União Europeia.
Por isso e por achar também que, no conjunto, as fotografias devem ser didácticas e devem criar uma narrativa dediquei-me, recentemente, a estudar a etimologia das coisas relacionadas com o "fumar", com o "anti-tabagismo", a marca Marlboro (que fiquei a saber que foi criada para as mulheres, contrariamente à ideia do "Cowboy" (que surgiu muito mais tarde), a pornografia, etc.

Resumindo: a "coisa" que estou a fazer e que vai ser do meu tamanho terá uma a componente didáctica. Como devia ser.
Qualquer pessoa de sofrível inteligência, sabe que "fumar mata".
Qualquer fumador sabe que pode estar a matar-se devagarinho. Daí a expressão "mais um prego para o caixão".

No entanto, a História (os mentecaptos como o senhor Passos Coelhos não gostam dela com "H" - só com "h" e de preferência com desenhos...) já demonstrou amplamente os efeitos dos fanatismos, das "proibições" e das ditaduras...

É claro também, para todos (menos para os mentecaptos como o senhor Passos), que a solução para estes problemas não se limita a somar 1+1. É muito complexa, envolve prevenção, educação, sensibilidade, conhecimento e trabalho. Muito trabalho. Que é outra coisa que horroriza os mentecaptos da "tribo" do senhor Passos.

Aquilo que vão fazer com a porcaria dos pacotes de cigarros é muito semelhante àquilo que estão a fazer com os recentes casos de Buyling - torná-los "virais", virulentos e obrigar as pessoas a verem imagens chocantes a todas as horas e a todos os momentos.
E aí, já nem disfarçam... Já não se preocupam com o que a visualização dessas imagens brutais pode fazer a uma criança à hora do jantar.

Hipócritas de merda!
Disse.

Gonçalo Afonso Dias
17 de Maio de 2015

Thursday, October 25, 2012

Da Relevância de ter um Diário




Desde que aprendi a escrever mantenho um Diário.

Todas as pessoas deviam ter um Diário e "falar" com ele, contar-lhe tudo, registar sentimentos, momentos, paixões e desilusões. Confiar nele como se de o "Maior Amigo" se tratasse. E trata.

Nele colar fotografias, notas, recados, recordações que ilustrem os dias que se sucedem.

Assim, o Diário torna-se não só um confidente fiel como uma espécie de depoimento ilustrado da vida que se vou vivendo.

Numero todas as páginas dos meus pequenos "moleskines" - os meus Diários - e quando essas páginas se esgotam e o caderno chega aofim faço um índice do que ele contém, onde contém -  para lá poder "voltar" quando quiser, quando precisar.

Assim, um dia, quando chegar a altura, escreverei com rigor e com verdade "As minhas memórias",

talvez na forma de uma "Banda Desenhada"...

Todas as pessoas deviam ter um Diário e todas as pessoas deviam também, quando chegasse a altura, deixar escritas as suas memórias, o registo das suas efémeras passagens por este mundo.

Porque todas as vidas são únicas, todas são importantes.

Todas as experiências que conferiram autenticidade, singularidade e conteúdo de todas as vidas são válidas e não deviam morrer "caladas".

Por outro lado, escrever conversando com o Diário, é uma terapia porque, enquanto se escreve se pensa, se reflecte, se analisa.

É por isso que eu hei-de ter sempre um Diário. E se não for eu a contar a minha passagem por aqui os meus filhos o farão.

É para eles que escrevo, todos os dias.

Gonçalo Afonso Dias,
23 de Outubro de 212

Friday, March 16, 2012

La Alberca





La Alberca é um município da comarca da Serra de França-Quilamas, na província de Salamanca, Castilla e León, Espanha. A população já ocupava La Alberca desde antes da chegada dos romanos, como demonstra o castro prerromano sob o qual se assenta uma parte da povoação. Da época visigoda há poucos dados, não obstante se sabe que se reutilizou material destes momentos para construir a Ermida de Majadas Velhas.Nos lintéis das portas costuma ter inscrições religiosas, isto poderia indicar que o seu povo eram crente e utilizava este método para reafirmar sua fé.

No século XIII La Alberca era uma vila dependente da coroa, sendo dos poucos lugares da Serra de França que não pertencia ao Condado de Miranda. Mas em elsiglo XV, Juan II de Castilla fez que a Vila La Alberca passasse a depender da Casa de Alva que anos depois conseguiu o controle de parte da Serra de França com o favor de Fernando "o Católico" agrupando estes domínios sob a jurisdição da vila cacereña de Granadilla. Não obstante La Alberca conseguiu manter grande autonomia com respeito a Granadilla, chegando a ter suas próprias ordens em 1515 e a ser As Hurdes uma defesa de La Alberca até1835.

Outro fato importante da história de La Alberca, segundo conta a tradição; Em 1465 as mulheres albercanas venceram as tropas portuguesas do Prior de O Crato, nesta vitória se arrebatou aos portugueses o pendão, que ainda hoje se conserva no povo, esta vitória se festeja no segundo dia da páscoa de ressurreição.No passado, num lugar conhecido como Vegamosquín, teve um convento de freiras, do qual o único vestígio é um topônimo de um pequeno ribeiro conhecido como "regato as freiras".

Em 1940 o povo se converteu em Monumento Histórico-Artístico facilitando a conservação do centro urbano. Foi o primeiro município espanhol que conseguiu tal distinção.



Nota: por falta de informação em português(na net)esta tradução foi feita por mim pelo que poderá não estar totalmente correcta.







Fotografias: Gonçalo Afonso Dias, 2010







Monday, February 13, 2012

Primeiro Dia Mundial da Rádio



«A rádio parece que funciona como por magia, basta ligar um botão e logo se ouvem vozes ou musica, e ao tocar outro botão pode-se sintonizar um novo canal com um programa diferente.

Os programas são transportados por meio de ondas electromagnéticas, que viajam à velocidade da luz. Quando as ondas de rádio percorrem um pedaço de metal ou um fio metálico que tenha um comprimento correcto (a antena), fazem com que passem através dele pequenas correntes eléctricas. São estas correntes eléctricas que se transformam no som que ouvimos.

Grande parte dos programas de rádio são feitos em estúdio, numa estação emissora. O som pode ter origem em “CDs”, fitas gravadas, pessoas a falar ao microfone, chamadas telefónicas, e reportagens “ao vivo” no exterior.

Geralmente é o locutor/animador que controla o microfone, musica e sons gravados, mas este controlo também pode ser efectuado por um operador de som. Relatos de futebol e exteriores mais complexos são normalmente acompanhados por um operador. Alguns programas são produzidos num estúdio de gravação, onde podem ser sonorizados com efeitos e música e se ocorrer um engano podem ser corrigidos. Depois de prontos podem ser emitidos mais tarde.

Cada programa é feito de acordo com um horário rigoroso previamente definido, pelo que a existência de um relógio em estúdio é fundamental.

Os programas de rádio são difundidos através de antenas situadas no topo de torres. A cada estação é atribuída uma determinada frequência, embora algumas estações disponham de várias frequências espalhadas pelo país, podendo ser ouvidas por mais pessoas.»





(Imagens retiradas da net)

A rádio que se manteve como bastião da resistência
Publicado hoje às 18:57 
(TSF) 

No primeiro Dia Mundial da Rádio, a TSF conta a história de uma rádio que deu voz à guerrilha em El Salvador, transmitindo na clandestinidade. Durante toda a década de 80, a "Rádio Venceremos" foi alvo de ataques armados, mas manteve-se como bastião da resistência

Esta emissora clandestina deu voz, durante onze anos, aos revoltosos na guerra civil de El Salvador, um pequeno país da América Central.

A "Rádio Venceremos" foi criada com a intenção de informar os salvadorenhos, mas também a comunidade internacional sobre os desenvolvimentos da guerra civil (1980-1991) e foi a voz oficial da Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional(FMLN).

Fundada a 10 de Janeiro de 1981 pelo jornalista venezuelano, Carlos Henríquez Consalvi, a "Rádio Venceremos" deu voz a quem não a tinha, contou os mortos da guerra civil e ajudou a transformar El Salvador num país democrático, abrindo caminho a eleições.

O centro de transmissão da rádio, na pequena localidade de Perquín, nas montanhas de Morazán, foi alvo de constantes ataques das forças armadas de El Salvador, mas manteve-se como bastião da resistência.
(Fonte)

Apesar de ter visto morrer muitos companheiros, Carlos Henríquez Consalvi, entrevistado pela jornalista Raquel de Melo Pereira, diz q
ue, com a rádio, foi o povo salvadorenho que venceu

Saturday, November 26, 2011

Greve Geral - Foram muitos... e alguns os que ficaram muito desapontados...

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Novos, velhos, trabalhadores, desempregados, reformados, indignados.
Foram também muitos, sem dúvida, os que ficaram profundamente desapontados. Porque queriam ver Portugal a arder, como aconteceu e acontece na Grécia e em outros países em convulsão.
Os incidentes pontuais que ocorreram em frente à Assembleia da República não debilitaram, em nada, o notável civismo e o espírito democrático do protesto de ontem.
Por explicar ficam as motivações dos poucos agitadores que tentaram, sem êxito, incendiar os ânimos dando, desse modo, o mote para o início de uma convulsão social descontrolada e com efeitos imprevisíveis.

Portugal não está livre de assistir a esse fenómeno contagioso. A Greve Geral pretendia, e conseguiu, unir e sensibilizar muitos milhares de portugueses para as grandes questões sociais e económicas que o Orçamento de Estado para 2012 levanta. Por outro lado, como em todos os protestos dessa dimensão, mostrou a força de um povo indignado e revoltado procurando, através do sindicalismo, abrir caminho para a negociação das medidas selvagens que atingem duramente toda a classe trabalhadora. Negociação que o governo de Passos Coelho recusa metodicamente, ostentando uma pose totalitarista, arrogante, digna de uma ditadura.

Não é preciso estar muito atento para perceber indícios de uma movimentação contra a democracia, que se tem, desde há algum tempo notando um pouco por todo o lado.


Em declarações avulsas ou de pessoas com responsabilidades e com o dever de respeitar o rumo da História, como foi o caso da autêntica provocação feita por Otelo Saraiva de Carvalho quando recentemente incitou criminosamente as Forças Armadas para um Golpe de Estado.
Na internet, com a divulgação e ameaças de um auto-denominado "Grupo 30 de Novembro".

Recentemente (não há coincidências) denunciei aqui uma ameaça que me foi dirigida via "Braganza Mothers" por um individuo que se apresenta como "O militar que também alinha" em que referia, precisamente, o dia 30 de Novembro como a data em que "iriam pôr ordem nesta choldra"...



Mencionei também, nesse post, o facto de esse indivíduo utilizar (ilegitimamente?! - já não sei e explico porquê***) a página oficial do site do Corpo de Fuzileiros como fundo do seu site pessoal.
Já tenho dúvidas em relação à referida legitimidade dessa apropriação para fins ilícitos.


***Na dúvida, denunciei o facto no próprio site do Corpo de Fuzileiros, num espaço dirigido a "Reclamações e Sugestões". Dirigi o e-mail/denúncia/reclamação (o que lhe quiserem chamar) ao Comandante desse organismo do exército e, estranhamente, não recebi qualquer resposta ou esclarecimento.


Estranhamente também, o dito "militar" continua on-line, com o mesmo perfil, usando o referido site. Estranho. Muito estranho mesmo...
Ou talvez não.
As autoridades portuguesas parecem não dar a devida importância, nem ter a atenção que têm outros países, em relação à utilização da internet como veículo privilegiado para a divulgação e mobilização de actividades criminosas.

Otelo ficou impune. Mário Soares branqueou hoje as declarações  golpistas de Saraiva de Carvalho com um paternalismo confrangedor (...) diz uns disparates mas tem bom coração.(...). Pois...






Thursday, April 29, 2010

O Sr. Director escreve, eu ilustro... se não se "importa".



Manhattan? Dubai? Não... Luanda, 2010. Fotografia: Gad.
Sub-título " A acelerada (des) construção de uma cidade"


A Palavra do Director
José Ribeiro


Uma cidade com História
25 de Abril, 2010
Luanda é uma cidade centenária e só por isso precisa de cuidados especiais na protecção do seu Centro Histórico. A especulação imobiliária tem um apetite insaciável pelos espaços nos centros das cidades e grandes capitais do mundo foram desvirtuadas na sua matriz original por falta de uma política urbanística adequada. Os países que foram fustigados pela II Guerra Mundial tiveram esse problema. Na hora da reconstrução, surgiram edifícios modernos onde antes existiam monumentos que eram a memória desses povos.
Ao mesmo tempo, começaram a surgir movimentos cívicos que pugnavam pela conservação e preservação dos Centros Históricos. Essas áreas sensíveis foram protegidas, mas a partir dos anos 60 surgiu uma nova guerra, menos destrutiva, mas igualmente devastadora para a memória que sítios e monumentos representam para um povo. A desertificação humana levou a ruína aos Centros Históricos e surgiu uma nova vaga de construções modernas no coração da História.
Hoje, a UNESCO e outras instituições tentam salvar o que resta, classificando sítios e monumentos como Património da Humanidade.
A Baixa de Luanda começou a ser atacada nos anos 50 e foi adulterada durante a década de 60. Falo do casario que começa nos Coqueiros e toda a área urbana que nasceu à volta da Igreja dos Remédios (a Sé de Monsenhor Alves das Neves), os chamados palácios assobradados, com os seus quintalões onde os escravos eram guardados até à chegada dos barcos negreiros, e os edifícios públicos no perímetro que acaba no Banco Nacional de Angola e incluem a imponente Alfândega. No alto da colina temos todo o centro político-administrativo, com preciosidades como o casario da Rua do Casuno ou as imponentes igrejas de Jesus e da Misericórdia. O paço do bispo e o palácio são igualmente peças que marcam a memória da cidade.
Na Baixa temos outros sítios de excepcional interesse cultural. O quarteirão que inclui o edifício da empresa Mabílio de Albuquerque, com exemplares fabulosos de art déco, o Palácio das Telecomunicações, o Palácio dos Correios. Mais além, temos a Igreja da Nazaré embora já não exista pedra sobre pedra do Convento dos Jesuítas, onde foi instalada a primeira máquina de imprimir em África. Temos depois o casario do Bungo, de tal forma adulterado que está quase irreconhecível.
A Baixa tem nos restos da Minerva a primeira grande empresa gráfica de Angola. Nasceu na zona onde no último quartel do século XIX surgiram quase todos os jornais de Luanda e as respectivas tipografias, porque quase todos tinham oficinas próprias. O Palácio do Comércio, onde está o Ministério das Relações Exteriores, é a maior obra de construção privada de Luanda. Foi construído para sede da poderosa Associação Comercial de Luanda, na época sob o impulso de Farinha Leitão, um abastado comerciante que esteve ligado aos mais importantes projectos da imprensa em Angola, inclusive à fundação do “Província de Angola”, hoje Jornal de Angola. O edifício do nosso jornal e o que albergou o antigo “Comércio de Luanda” são igualmente peças de valor cultural extraordinário para Luanda. Ambos nasceram nos anos 20 e foram construídos de raiz como projectos de jornais. Sexta-feira, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, esteve aqui, colocando nesta velha casa, que é um marco indelével da imprensa angolana, uma placa que atesta a sua importância histórica e cultural.
Estamos a viver um momento único na vida da cidade de Luanda. Não apenas porque este edifício elegante já não vai ser vítima do camartelo, mas porque toda a Baixa de Luanda está protegida de atentados urbanísticos, em nome de nada, ou de muito pouco. Porque não há dinheiro que pague a memória de um povo e o seu longo percurso para a liberdade. O que está estragado já não tem remédio. O que acaba de ser classificado, a partir de agora tem de ser cuidado, protegido e acarinhado.
Luanda não nasceu no dia da Independência Nacional, nem é uma moda passageira. A cidade viveu séculos de tragédias passionais, amores felizes, guerras, grandezas, sucessos, insucessos, fome, abastança. Esta magnífica cidade tem nas madrugadas uma brisa quente que faz dela única e inesquecível.
Está nas nossas mãos tratá-la com a dignidade que merece e o respeito que lhe é devido. Duas mulheres, Rosa Cruz e Silva e Francisca do Espírito Santo, estão a trabalhar para isso. É dever de todos ajudá-las na justa causa de salvar cada pedra de Luanda que guarda a nossa memória e o nosso passado.

Friday, July 03, 2009

A Senhora da Lapa









Fotografias: Gad. Lapa, Sernacelhe, 2009




"A história da Lapa inicia-se nos finais do século XV, mais propriamente no ano de 1498. Percebido o sinal miraculoso, os romeiros empreenderam a espontânea construção de uma capela. E a seguir uma proteção para os devotos que faziam a romaria à volta da gruta inserida no enorme fraguedo. Isto da sua história passou-se assim:
O célebre e hábil general mouro, Al-Mançor, pelo ano de 982, atravessou o Douro para a margem esquerda. Havendo destruído Lamego, progrediu para Trancoso. No trânsito arrasou o Convento de Arcas, onde martirizou muitas das religiosas. Atravessada a serra de Pêra, chegaram ao convento de Sisimiro, sito na actual Quinta das Lameiras, freguesia de Pinheiro, concelho de Aguiar da Beira. Parte das religiosas sofreram o martírio, outras escaparam levando consigo uma imagem de Nossa Senhora, procurando abrigo nos matos por onde se embrenharam. Acharam a gruta ou lapa, onde guardaram a dita imagem que ali resistiu à agrura dos séculos, durante uns 515 anos."