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Sunday, August 26, 2012

Pedro de Faro

 

 

 
Fotografias: Gonçalo Afonso Dias, Oeiras, 08/2012 


Guitarrista clássico de rara sensibilidade, Pedro de Faro desenvolveu a sua carreira como músico, arranjador e compositor, tendo também introduzido com sucesso a guitarra portuguesa na música moderna nacional. Assim, em 1992, com a sua banda “Ravel”, recebeu o Grande Prémio do Disco da Rádio Renascença com o primeiro CD “Quimeras”, pela editora Polygram. (ver YouTube – RAVEL Toques do Infinito)

Participou também com a guitarra portuguesa na produção e arranjos do CD “À Sombra da Figueira”, pela editora BMG, do guitarrista clássico alemão Fredo Mergner do grupo “Resistência”.

Ocasionalmente participa nos concertos do “Coro de St.º Amaro de Oeiras”.

 Foi Director de Produção da Orquestra Sinfónica Portuguesa no Teatro Nacional de S. Carlos e Animador Cultural do Departamento de Cultura – Música – da Câmara Municipal de Oeiras.

Assim, Pedro trabalhou com diversos projetos, músicos e maestros nacionais e internacionais, com os quais desenvolveu o seu estilo muito próprio.

Estudou durante algum tempo o fado tradicional, explorando sempre novas sonoridades, tendo acompanhado a cantora japonesa Mio Matsuda em concertos e o cantor Tó Cruz em digressão pelas ilhas de Cabo Verde onde, mais uma vez, trabalhou na fusão de sonoridades.

Atua regularmente a solo e em sessões de poesia no “Chá da Barra”, Palácio do Egipto, em Oeiras.

Paralelamente com as suas actuações e produções, tem desenvolvido a sua carreira como professor de música e de guitarra clássica, seu principal instrumento de estudo.

Propõe agora as suas “mágicas” sonoridades para vosso deleite ... “ESTÓRIAS PARA GUITARRAS”


Guitarist of wide and rare sensibility, Pedro de Faro developed his career as a musician, arranger and composer, having successfully introduced the national traditional instrument, the portuguese guitar, into modern music. With his band “Ravel”, the first album “Quimeras”, released by Polygram, received an award in 1992 as Record Of The Year, granted by one of the most important radio stations in Portugal (Rádio Renascença). (YouTube – RAVEL Toques do Infinito)

He has also participated as producer and arranjer in the portuguese guitar in the album “À Sombra da Figueira”, of the german classical guitarrist Fredo Mergner (BMG).

Ocasionally, he also plays with the popular portuguese choir “Coro de St.º Amaro de Oeiras”.

He also worked as Production Manager of the Portuguese Symphony Orquestra and as Cultural Animator for the Cultural Department of the Council House of Oeiras.

Pedro has worked with many other artists, singers, composers and conducters, with which has developed his own talent and style.

He has studied for some time the traditional portuguese song (fado), always exploring new sounds and approaches to his instrument, and has acompanied the japanese singer Mio Matsuda in concert and the singer Tó Cruz, visiting the Cape Vert Island, always in search of fusion new sonorities.
He perfoms regulary in concert and poetry sessions at “Chá da Barra”, Palace of Egipt – Oeiras, and is developing a career in teaching music and classical guitar.

He now proposes his “magic” sonorities for your enjoyment … “STORIES FOR GUITARS”


Biografia completa 2012: Pedro de Faro em Notas / Facebook



Sunday, June 17, 2012

EURO' 2012 - FORÇA PORTUGAL !



Desenho e Edição: Gonçalo Afonso Dias

A Selecção Nacional de Futebol joga hoje às  19:45h o 3º e último jogo da Fase de Grupos frente à Holanda.
Acredito, como sempre neste grupo de jogadores determinados, criativos, técnicamente muito evoluídos e com uma cultura táctica apurada por um seleccionador sem medo - Paulo Bento.
Acredito mais: Hoje é o dia do Cristiano Ronaldo que depois dos dois golos falhados frente à Dinamarca andou nas bocas do mundo e particularmente dos portugueses que ainda não compreenderam que o nosso melhor jogador e um dos melhores do Mundo não é uma máquina, é um homem como todos nós com emoções, com fantasmas, com momentos de desânimo.
Não perceberam também a razão da diferença da performance de Ronaldo no Real Madrid e na selecção - Mourinho montou toda a estratégia da equipa madrilena em função de Ronaldo que é um finalizador exímio quando bem servido pelos companheiros. Na Selecção Ronaldo não tem as mesmas oportunidades, tem de ir buscar jogo, tem de defender, tem de organizar e tem, acima de tudo, uma enorme responsabilidade e uma quase proibição de falhar.

Os portugueses, como quase sempre, são de extremos e pouco sabem do laddo humano dos profissionais de futebol. Tão depressa evocam Cristiano como o Melhor de todos os mundos, como o criticam de uma forma intolerável quando ele falha.
Razões acrescidas para um homem com o carácter, o profissionalismo e o inconformismo do "CR7" entrar hoje em campo com "ganas", com raiva e com uma insaciável fome de golo.
Acredito nele, acredito no Paulo Bento, acredito na selecção : acredito que vamos ganhar!

FORÇA PORTUGAL!

Wednesday, June 13, 2012

GANHÁMOS !




YES ! ! ! 
Embrulha Queiroz, embrulha Manuel José!...

PARABÉNS SELECÇÃO!
PARABÉNS PAULO BENTO! 
...........................
ACTUALIZAÇÃO: 2012-06-14
"O Dia Seguinte"
Depois da vitória sobre a Dinamarca no jogo de ontem já estão todos com a selecção...
Porque é que somos assim?...
Recordo-me da manchete do CM depois do fracassado último jogo de preparação: "ESTA DEFESA È UM SUSTO!
Diz tudo, sobre o mau jornalismo e o "faducho" dos portugueses. De bestas passaram a bestiais, como é corrente dizer-se. Como seriam as capas doestes jornais se Portugal tivesse perdido com a Dinamarca? Imagino...


(capas - 2012-06-14)

Wednesday, November 30, 2011

O Fado Maior - Uma questão de Lógica



O Fado é agora Património Imaterial da Humanidade.
Eu gosto de Fado. Do Fado "puro e duro", cantado e celebrado nas "tascas", nos restaurantes e nas Casas de Fado, por gente conhecida ou anónima, muitas vezes "à desgarrada".



Aí o Fado é genuíno, o ambiente é vibrante e, sobretudo, divertido.


As distinções e/ ou os prémios internacionais valem o que valem... 
Concordo com a fadista Ana Moura; O Fado já é, há muito, um património da humanidade, (...) A fadista Ana Moura admitiu à Lusa que o reconhecimento do fado como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO vai dar-lhe uma nova visibilidade, mas defendeu que «o Fado sempre foi património da Humanidade». (...)  assim como sempre foi um património português e, genuinamente lisboeta.


Gosto de Fado, mas prezo sobretudo a Cultura.
Entendo que a política, como quase tudo na vida, deve ter uma lógica. Uma lógica que, em filosofia, é conhecida: Do Geral para o Particular.
A cultura deve ser entendida como um todo. O fado, o Cinema, o Teatro, a Música, a Fotografia, as Artes Plásticas, etc. pertencem, nessa lógica, ao domínio do "particular". Juntas são o "Todo", o "Geral".


Nesse sentido, custa-me a entender que, num país onde a Cultura está no fim da Lista de Prioridades do Governo, em que tem sido sistematicamente desprezada e progressivamente asfixiada, se tenha investido numa candidatura (que vale o que vale, repito) onde se gastou muito dinheiro e muito dinheiro se vai gastar muito mais nos próximos 4 anos: (...) Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da capital, explica ao DN que a promoção do fado no exterior custou cerca de 300 mil euros e que, ao longo dos quatro anos que dura o plano de salvaguarda da canção de Lisboa, será investido um milhão e 200 mil euros, metade do que argentinos gastaram com idêntica candidatura do tango e muito menos do que aquilo que espanhóis investiram na defesa do sua dança.(...)


Num país onde as Companhias Independentes de Teatro estão, por via das medidas de austeridade impostas pelo Orçamento de Estado (O-E) para 2012, (hoje aprovado pela Assembleia da República) confrontadas com um corte de 38% nos parcos subsídios com que têm sobrevivido. O maior, mais prestigiado e internacional dos nossos festivais de teatro - O Festival de teatro de Almada - está em risco de colapso. 
Num país onde os mais notáveis actores, agora aposentados, sobrevivem com pensões de miséria.


Num país onde, todos os dias, dezenas de estudantes universitários abandonam os seus cursos superiores, em muitos casos já no último ano do Licenciamento, por não terem como pagar as suas propinas.
Num país onde a mais antiga Universidade, e uma das mais prestigiadas da Europa - a Universidade de Coimbra - está em risco de não resistir aos cortes e restrições do referido (O-E) e de, pura e simplesmente se ver obrigada a "fechar as portas" em 2013.


Num país que assiste presentemente à maior "fuga de cérebros" para todo o mundo, onde encontram condições para trabalhar, investigar e progredir.
Num país onde, este ano, mais de 40% dos arquitectos estão desempregados, ou na eminência de assim ficarem.


Volto à questão da lógica... Não há. Na cultura como na Educação, como em todas as outras áreas da governação. Assistimos a um "cortar a direito", sem atender às especificidades e particularidades daquilo que selvaticamente se amputa; Direitos, Liberdades e Garantias consagrados na Constituição.


Os nossos governantes apressaram-se, em declarações públicas, (hilariantes se não fossem tristemente reveladoras), a realçar o enorme feito, numa unanimidade que a mim me faz desconfiar. Tal como me afligem todas as unanimidades "Toda a unanimidade carece de criatividade" (Ediel)
A questão essencial, quanto a mim, é a de saber o que ganhou, de facto e hipocrisias à parte, a nossa cultura com essa distinção. Provincianamente, os referidos governantes enaltecem as vantagens para o Turismo. Esquecem-se, ou nunca foram aos locais onde se canta o Fado, que aquelas pessoas que lhe dão nome sobrevivem também. Esquecem-se, ou não lhes interessa, que, agora mais do que nunca, esses locais estão a ser condenados à falência e os artistas à emigração.


Acabo como comecei. Gosto de Fado. 
O que não aceito é que nos queiram transformar em figurantes mudos de um Fado Maior;
Onde, no lugar de músicos temos agora tecnocratas.
Onde, no lugar de um público autêntico, conhecedor e entusiasta, se pretendam turistas mais ou menos endinheirados.
Onde, no lugar de autores e intérpretes temos agora ministros e Secretários de Estado.
Onde, no lugar de letras inspiradas, de poemas sentidos, temas agora as regras da Troika e os diplomas do (mal)dito Orçamento de estado.


Não tem lógica.



(...) Se tendermos a identificar o estado de direito à democracia na medida em que a lei é o produto de um parlamento representativo, a elaboração quase contratual da lei com os grupos de interesse contradiz-se com a noção de lei como expressão da vontade geral, ou mesmo, se assim desejarmos, da maioria dos cidadãos.
Por outro lado, a atribuição à vontade geral ou a uma maioria dos cidadãos torna-se uma ficção cada vez mais difícil de aceitar.
As negociações comportam a redução da transparência da lei e a perda da publicidade e da sua produção que a visão liberal da lei considerava importante. (...)


(PITKIN, 1985, P. 188)