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Saturday, July 14, 2012

Moi Même




Fotografias do meu amigo Luís Trocado durante uma paragem forçada por um acidente durante a viagem de carro entre Luanda e o Lobito. Um abraço caro Luís!

Angola, 07/2012

Friday, March 16, 2012

Espanha Encanta-me / I love Spain



(Clique para ampliar)
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Espanha



Spain

Encanta-me.


I love it


É o meu destino privilegiado, a seguir a Portugal, para as férias ou mesmo para os fins-de-semana prolongados.



It is my preferred destination, next to Portugal for holidays or weekends.


E porquê Espanha?


And why Spain?

Desde logo "está mesmo aqui ao lado"!


First of all, "it's right next door"!

Depois, tenho uma costela espanhola - A minha avó paterna, Maria Del Cármen Martinez, era espanhola, Galega - de Ponteareas - Ali teve, até à sua morte, uma bela casa que em tempos fui conhecer. As pessoas da terra ainda dela se lembravam, tal como do meu falecido avô - Manuel Afonso Dias - comandante ilustre da marinha de Guerra Portuguesa.



Then, I have spanish blood - My paternal grandmother, Maria Del Carmen Martinez, was Spanish, Galician - from Ponteareas - There she had, until her death, a beautiful house that once I visited. Local people still remember her, just like my late grandfather - Manuel Afonso Dias - illustrious commander of the Portuguese War Navy.



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, Ponteareas, 2005

Tive sempre muita pena de não ter ficado com o "Martinez" no meu nome. O meu pai era Martinez também.


I have always been sorry not to have "Martinez" on my name. My father was also Martinez.

Em Espanha sinto-me "em casa". O meu maior amigo (amigo mesmo...) - Alfonso D'Ávila é um senhor, advogado de profissão, sexagenário, residente em Ciudad Rodrigo e coma quinta belíssima nos arredores de Salamanca.



In Spain I feel "at home". My best friend (real friend ...) - Alfonso Avila is a gentleman, a lawyer by profession, in his sixties, a resident of Ciudad Rodrigo and with a farm on the outskirts of the beautiful Salamanca.

Conhecemo-nos num café de Oeiras, já lá vão alguns anos e desde aí a nossa amizade tem sido constantemente fortalecida.




We met at a cafe in Oeiras, since there a few years passed and since then our friendship has been continuously strengthened.

Temos um pacto: ele fala português comigo e eu espanhol com ele.



We have a pact: he speaks portuguese with me and I speak spanish with him.

O Alfonso, para além de ser um homem muito humano e humilde, conhece Portugal como poucos. A sua cultura, a sua história, o seu presente.



Alfonso, besides being a very human and humble man, knows Portugal like few others. Its culture, its history, its present.


Em 2005 tive um infeliz episódio com a Guardia Civil em Espanha, mais concretamente em Pontevedra.Relatei essa tremenda experiência num blogue que fiz para a denúncia daquilo que considerei (e considero) uma atrocidade.(http://pontevedra.blogspot.com/)


In 2005 I had an unfortunate episode with the Guardia Civil in Spain, specifically in Pontevedra. I reported this tremendous experience in a blog I did for the denunciation of what I considered (and consider) an atrocity. (http://pontevedra.blogspot.com/)

Mas isso não turvou, em nada, a minha opinião sobre os espanhóis - Os polícias são assim, onde quer que seja, salvo raras excepções, evidentemente.


But that did not change at all, my opinion of the Spaniards - The police are like that, wherever it is, with few exceptions, of course.
Gosto dos espanhóis, do seu modo de vida, da sua modernidade, da sua dimensão.


I like the spanish, their way of life, their modernity, their size.

Gosto sobretudo de explorar esse país tão diverso em paisagens, em culturas, nas suas Vilas, Aldeias e Cidades.



I especially like to explore this country so diverse in landscapes, cultures, in their towns, villages and cities.
Adoro a noite em Espanha - a movida mas sobretudo a animação e a vida que se encontra em qualquer praça, em qualquer recanto de qualquer cidade.



I love the night in Spain - but mainly the animation and life that is in any place and any corner of any city.

O mapa que junto a este texto, foi "começado" em 2005. Desde aí, nele tenho anotado todos os locais que visitei (a amarelo) mas também tenho registado alguns sítios que pretendo conhecer em breve - Valência, por ex.



The map appended to this text, was "started" in 2005. Since then, I have pointed out all the places we visited (yellow) but I have also pointed some places that I intend to meet soon - Valencia, eg.

Barcelona é a cidade da minha preferência, de todas as que já conheci em Espanha.



Barcelona is the city of my choice, out of all I've ever met in Spain.

Outros sítios como "La Alberca" - uma cidade única - foram-me aconselhados por espanhóis que vou conhecendo nas minhas frequentes digressões.



Other sites such as "La Alberca" - a unique city - Have been advised to me by the Spanish that I know in my frequent digressions.

Aqui irei dando a conhecer também, pela fotografia, o meu olhar sobre as gentes e os locais que conheço no "País Irmão".



Here I will also let you know, via photography, my look over the people and places I know in the "Brother Country."

English translation: Tiago Afonso Dias

La Alberca





La Alberca é um município da comarca da Serra de França-Quilamas, na província de Salamanca, Castilla e León, Espanha. A população já ocupava La Alberca desde antes da chegada dos romanos, como demonstra o castro prerromano sob o qual se assenta uma parte da povoação. Da época visigoda há poucos dados, não obstante se sabe que se reutilizou material destes momentos para construir a Ermida de Majadas Velhas.Nos lintéis das portas costuma ter inscrições religiosas, isto poderia indicar que o seu povo eram crente e utilizava este método para reafirmar sua fé.

No século XIII La Alberca era uma vila dependente da coroa, sendo dos poucos lugares da Serra de França que não pertencia ao Condado de Miranda. Mas em elsiglo XV, Juan II de Castilla fez que a Vila La Alberca passasse a depender da Casa de Alva que anos depois conseguiu o controle de parte da Serra de França com o favor de Fernando "o Católico" agrupando estes domínios sob a jurisdição da vila cacereña de Granadilla. Não obstante La Alberca conseguiu manter grande autonomia com respeito a Granadilla, chegando a ter suas próprias ordens em 1515 e a ser As Hurdes uma defesa de La Alberca até1835.

Outro fato importante da história de La Alberca, segundo conta a tradição; Em 1465 as mulheres albercanas venceram as tropas portuguesas do Prior de O Crato, nesta vitória se arrebatou aos portugueses o pendão, que ainda hoje se conserva no povo, esta vitória se festeja no segundo dia da páscoa de ressurreição.No passado, num lugar conhecido como Vegamosquín, teve um convento de freiras, do qual o único vestígio é um topônimo de um pequeno ribeiro conhecido como "regato as freiras".

Em 1940 o povo se converteu em Monumento Histórico-Artístico facilitando a conservação do centro urbano. Foi o primeiro município espanhol que conseguiu tal distinção.



Nota: por falta de informação em português(na net)esta tradução foi feita por mim pelo que poderá não estar totalmente correcta.







Fotografias: Gonçalo Afonso Dias, 2010







Wednesday, February 22, 2012

O GRITO



É por estas e por outras que gostava de ser "podre de rico"...

Não jogo no Euromilhões, acredito pouco na sorte.

Julgo que todos nós, em algum momento, sonhámos em ser "ricos":

Por razões diversas, claro está.

Uns imaginam-se numa casa de luxo, com piscina, jardins e serviçais;

Outros há que se vêm a tripular um Bugatti, um Porche ou até um Rolls Royce.

"O dinheiro não traz felicidade», é uma frase feita...mas que ajuda, ajuda...

Os meus "ataques" de homem rico nada têm a ver com casas ou carros, muito menos com o "poder" que provem normalmente dessa condição - gosto muito da casa onde moro e da Vila onde ela está - Santo Amaro de Oeiras;

Gosto muito da minha "velhinha" carrinha Volvo (ah! os momentos que com ela já vivi!...) Não a trocava por nada.

Porém, tenho uma imensa paixão pela arte, em todas as suas formas de expressão.

Se pudesse, por ex., atacava este leilão e licitava até ao esgotamento. Não guardava a tela num cofre - queria-a bem perto de mim para lhe tocar, ver e rever, adormecer a olhar para ela.

Depois viajava! Isso sim, é dinheiro bem gasto. Voava para os locais mais recônditos do Mundo, para os países e cidades que sempre me fascinaram (Moscovo, Havana, Chandigarh, Brasília, África, a África toda, a Europa e a Ásia inteiras - sempre para ver, conhecer e fotografar. Sobretudo isso! - fotografar.

Por fim, talvez comprasse o Palácio de S.Bento, a Assembleia da República ou mesmo o apartamento onde vive o "Pedrito", em Massamá. (GAD)




(A versão de 1895 de 'O grito' (AFP)


A única das quatro versões da obra-prima de Edvard Munch “O grito” que ainda está nas mãos de privados vai ser leiloada a 2 de Maio, em Nova Iorque. Estima-se que a venda possa alcançar os 80 milhões de dólares ( cerca de 60,4 milhões de euros).

“O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, é uma das mais importantes obras da modernidade. No quadro pintado a pastel, uma pessoa com um ar desesperado está com as mãos agarradas à cara, enquanto atravessa uma ponte com duas figuras ao fundo, e um horizonte com cores garridas.

Munch, que nasceu em 1863 na Noruega, pintou ao longo de décadas quatro versões de “O grito”. Três delas estão em museus na Noruega, enquanto a quarta estava nas mãos de Petter Olsen, um empresário norueguês cujo pai foi amigo e patrono de Munch, e adquiriu inúmeros quadros ao artista. A obra vai ser vendida em Nova Iorque pela casa de leilões Sotheby’s.

“‘O grito’ de Munch é uma imagem definidora da modernidade, e é um imenso privilégio para a Sotheby’s ser encarregada de vender um dos trabalhos de arte mais importantes que está na mão de privados”, disse Simon Shaw, responsável pelo departamento de impressionismo e arte moderna da Sotheby’s.

Para Shaw, o quadro “é instantaneamente reconhecível, é uma das poucas imagens que transcende a história da arte e alcança a consciência global. Sem dúvida, que hoje ‘O grito’ encarna mais poder do que quando foi concebido.”

“Numa altura em que há um grande interesse crítico pelo artista, e com os 150 anos do seu nascimento em 2013, esta Primavera é uma altura particularmente atraente para ‘O grito’ aparecer no mercado. Para os coleccionadores e para as instituições, a oportunidade de adquirir uma obra-prima com uma influência tão singular não tem precedentes nos últimos tempos”, disse, citado pelo The Guardian.

Nesta versão que vai à venda, de 1895, as cores são mais fortes do que nas outras três versões, adianta Shaw. E é a única em que a moldura foi pintada pelo artista com o poema que descreve uma caminhada ao pôr-do-sol que inspirou a pintura. Outra particularidade única desta versão é que uma das figuras que está em segundo plano olha para baixo, para a cidade.

“‘O grito’ é único”, disse Shaw, numa conversa com New York Times. “Todos conhecem-no, mas paradoxalmente poucas pessoas realmente viram o quadro. Quando se está à frente dele, é bastante assustador. Tem o poder de chocar.”

O responsável acredita que esta versão só foi vista anteriormente nos Estados Unidos, em Washington, no início da década de 1980. Antes de ser leiloado, o quadro vai estar em exposição em Londres.

Segundo o actual dono do quadro, o que for arrecadado da venda irá para a construção de um novo museu, centro de arte e hotel na quinta Petter Olsen, que fica em Hvitsten, na Noruega. O museu “vai abrir no próximo ano fazendo ligação com o 150º aniversário de Munch, e vai ser dedicado ao trabalho e ao tempo em que o artista esteve ali.”

Olsen convive com o quadro desde sempre. “Vivi toda a minha vida com este trabalho, e o seu poder e energia só tem aumentado ao longo do tempo. Sinto que é o momento para oferecer ao resto do mundo uma hipótese de ter e apreciar este incrível trabalho, que é a única versão de ‘O grito’ que não está numa colecção de um museu da Noruega”, disse. “Como ambientalista, estou preocupado com a relação do homem com a natureza e sinto que ‘O grito’ faz uma importante afirmação sobre este assunto.”

De acordo com vendas recentes de obras de arte, Simon Shaw estima que o quadro possa chegar aos 80 milhões de euros. A obra que detém o recorde de vendas é o quadro de Picasso ‘Nude, Green Leaves and Bust’, que em Maio de 2010 foi leiloado por 106 milhões de dólares, cerca de 80 milhões de euros.