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Tuesday, May 01, 2012

1º de Maio de 2012



CGTP e UGT centram discursos no ataque às políticas do Governo

Publicado hoje às 12:19

A propósito do 1º de maio, o líder da CGTP entende que as políticas do Governo «não trazem futuro aos trabalhadores». Já o líder da UGT insiste que a «austeridade não é solução».

O secretário-geral da CGTP indicou que vai sublinhar no seu discurso do 1º de maio que a política do atual Governo «está a colocar a classe média na pobreza, os pobres na miséria e os miseráveis fora das estatísticas».

Arménio Carlos considerou que este tipo de política «não traz futuro nem aos trabalhadores, nem às suas famílias nem ao país, razão pela qual se justifica que todos, sem exceção, hoje participem em força no 1º de Maio da CGTP e muitas manifestações que vamos realizar em todo o país».

Também em declarações à TSF, o secretário-geral da UGT explicou que as críticas ao Governo vão marcar o seu discurso do 1º de maio, até porque uma «questão central na posição» desta central sindical «é considerar que a austeridade não é solução».

«Temos uma austeridade que nos é imposta, mas a questão central é realmente promover a criação de postos de trabalho, dar resposta à necessidade das pessoas e daí a necessidade e políticas de crescimento e emprego», explicou João Proença.

Para o líder da UGT, a «austeridade não é a solução em Portugal nem na Europa», sendo que «não podemos estar submetidos a políticas que cada vez mais agravam a situação do país».




(Imagem retirada da Net)



Edição do Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA
(Colecção Particular)



Saturday, January 28, 2012

Uma palavra de agradecimento a Carvalho da Silva






Fotografia: Mário cruz / Lusa

Depois de 25 anos a liderar a maior organização sindical do país - a CGTP, Carvalho da Silva (CS) deu agora lugar a Arménio Carlos.
É provavelmente o princípio de um novo ciclo. (CS) sai, segundo as suas próprias palavras, "com um espírito de missão cumprida." Eu também acho e espero que o seu sucessor conquiste ao longo do seu representação, a mesma credibilidade, com o mesmo empenhamento e abnegação que fez de Manuel carvalho da Silva um líder carismático, respeitado por rodos, incontestável.
Os tempos que se adivinham assim o exigem, demonstrado que está a "bipolaridade" de João Proença , líder da UGT.
Acredito que, como eu (apesar de não ser sindicalizado), muitos se sentirão, neste momento, desamparados e expectantes.
O caminho que o governo de Passos Coelho assumiu submissamente para Portugal, condenando os trabalhadores, os reformados e os pensionistas a uma "morte lenta por asfixia" e, por outro lado, os desempregados ao exílio, levará necessariamente, em breve, a um extremar da luta política e a manifestações progressivamente mais violentas de descontentamento e de desespero.
A unidade entre os dois maiores movimentos sindicais, desfeita à pressa pelo líder da UGT sob nebulosos pretextos e argumentos não é uma boa notícia para quem vive do seu trabalho e espera dias melhores.
Contudo, (CS) como homem íntegro e dedicado que é, estará sempre (confio) do lado dos trabalhadores e das minorias e, quem pensa que dele se livrou enganado está. O seu exemplo, a sua presença e o seu altruísmo darão, enquanto estiver activo, motivação e uma força acrescida a todos os que lutam contra o retrocesso dos direitos sociais e a implementação de medidas totalitaristas.
Bem Haja por tudo Carvalho da Silva!
Força Arménio Carlos!.





Monday, January 23, 2012

João Proença: «Estes dias não têm sido fáceis para a UGT»


O secretário-geral da UGT admitiu que «estes dias não têm sido fáceis», referindo-se às críticas de que a central sindical tem sido alvo na sequência da assinatura do acordo de concertação social.

«É óbvio que estes dias não têm sido fáceis para a UGT, mas temos procurado esclarecer as razões pelas quais assinámos o acordo de concertação social, na semana passada», afirmou João Proença.

O secretário-geral da UGT garantiu ainda que, «com o acordo, introduzimos melhorias em todos os aspetos laborais, garantindo que nenhuma medida é mais gravosa que as previstas no acordo com a 'troika'».




Desenho: Gonçalo Afonso Dias, 01-2012 

Sunday, January 22, 2012

"UGT prestou um grande serviço ao país" (Silva Peneda)


POIS FOI... AO "PAÍS DE SILVA PENEDA...




Desenho: Gonçalo Afonso Dias. 01/2012

O SENHOR SILVA TAMBÉM PRESTAVA UM GRANDE SERVIÇO AO PAÍS SE FICASSE CALADO...


Thursday, January 19, 2012

YELOW SUBMARINE



Sindicatos Amarelos
«Sindicatos constituídos no século XIX na França e na Alemanha. Normalmente formados ou financiados pelos patrões com o objetivo de, pela divisão os trabalhadores, defender seus prórprios interesses e não os da classe trabalhadora. São contrários à greve e adotam posição conciliadora. A denominação de "amarelos" (ou Krumiros) decorre da fama de fura-greves que tinham os orientais no século XIX na França.»
(Wikipédia)


Há "Concertação à "hora da marmita"...



Desenho: Gonçalo Afonso Dias, 01/2012











Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

HOJE SÓ ME PARECE RELEVANTE UMA NOTÍCIA, E É UMA "MÁ NOTÍCIA"...


Escrevi ontem, neste blogue, a propósito do Acordo de Concertação Social:

(...) As declarações inusitadas e desproporcionadas de João Proença (o líder da central sindical afecta ao PS e, agora [?] ao PSD abriram, de novo, o fosso histórico existente entre as duas maiores organizações sindicalistas deste país.

João Proença (JP), líder da UGT, já vinha dando sinais (numa entrevista ao Sol, por ex) de algum desconforto e/ou arrependimento por se ter, de algum modo, colado a Carvalho da Silva nomeadamente aquando da Greve Geral de Novembro de 2011.

(JP) aproveitou a conjuntura das negociações que precederam o referido acordo para se demarcar e voltar ao ambíguo lugar onde sempre "morou" e onde mora o Partido Socialista.

Julgo mesmo que essa foi a mais grave consequência resultante das negociações que a CGTP (dignamente) abandonou. (...)




Com efeito..
. :

«CGTP vai apresentar queixa contra UGT nos tribunais
Publicado hoje às 12:39

A CGTP vai avançar com um processo-crime contra a UGT, após João Proença ter afirmado que «dirigentes não socialistas da CGTP» incentivaram a UGT a negociar o acordo da concertação social.

A CGTP vai apresentar queixa contra a UGT na sequência da troca de acusações entre as duas centrais sindicais a propósito da assinatura do acordo de concertação social.

Num comunicado da central sindical liderada por Carvalho da Silva, a CGTP considerou que João Proença não olha a meios para tentar justificar um «vergonhoso acordo de agressão aos trabalhadores».

Para a CGTP, a alusão de João Proença «contactos particulares de dirigentes não socialistas da CGTP no sentido de incentivar a UGT a negociar» o acordo de concertação social é «injuriosa, difamatória e falsa».

«Se não houvesse negociação, não só havia um clima de conflito extremamente perigoso como sobretudo estaria em causa a actividade sindical. Estou a falar de dirigentes da maioria da CGTP», explicou.

João Proença sublinhou que «houve claramente mensagens nesse sentido para que negociássemos e tentássemos criar condições para alterar as medidas».


Adivinhem quem fica "a perder" ?...






Desenho: Gonçalo Afonso Dias.
Oeiras, 2010

Wednesday, January 18, 2012

A (des) Concertação social a tinta permanente / The social consultation (dis)agreement in permanent ink



O Acordo de Concertação Social  será, sem dúvida, um dos acontecimentos políticos mais relevantes deste ano.



Thee social consultation agreement will be, without a doubt, on of the most relevant political events of this year.

Sobre o conteúdo desse "acordo" muito já se disse (de um lado e do outro).



About the contents of this "agreement" much as been said (from one side and the other).

Na minha opinião, para além do evidente retrocesso que daí resultou para os direitos e garantias dos trabalhadores, há um facto que merece alguma reflexão - a reaproximação da UGT à política devastadora (para os trabalhadores e para os portugueses, em geral) e, consequentemente, o seu explícito (descarado) distanciamento da CGTP.



In my opinion, apart from the evident step back from there resulted for the rights and guarantees of the workers, there is a fact that diserves some discussion - the reapproximation of the UGT to the devastating politics (for the workers and portuguese people, in general) and, consequently, it's increasing detachement to the CGTP

As declarações inusitadas e desproporcionadas de João Proença (o líder da central sindical afecta ao PS e, agora [?] ao PSD abriram, de novo, o fosso histórico existente entre as duas maiores organizações sindicalistas deste país.



The outrageous and disproportionate declarations by João Procença (the leader of UGT affect to the PS and, now [?] to the PS) opened, again, the historical pit between the two bigger sindicalist organizations of this country

João Proença (JP), líder da UGT, já vinha dando sinais (numa entrevista ao Sol, por ex) de algum desconforto e/ou arrependimento por se ter, de algum modo, colado a Carvalho da Silva nomeadamente aquando da Greve Geral de Novembro de 2011.


João Proença (JP), leader of the UGT, was already giving signals (in an interview to Sol, for example) of some discomfort and/or regret for having, in a way, pasted to Carvalho da Silva namely when the National Strike of November 2011 happened.

(JP) aproveitou a conjuntura das negociações que precederam o referido acordo para se demarcar e voltar ao ambíguo lugar onde sempre "morou" e onde mora o Partido Socialista.

(JP) took the juncture of the negotiations preceding the agreement to demarcate himself and return to the ambiguous place ever he ever "lived" and where the Socialist Party lives

Julgo mesmo que essa foi a mais grave consequência resultante das negociações que a CGTP (dignamente) abandonou.


I actually think that it was the worst consquence resulting from the negotiations that the CGTP worthily abandoned.

Diga-se o que se quiser do Partido Comunista (e há muito para dizer...) uma coisa é certa - defende implacavelmente e coerentemente o seu eleitorado de base : os trabalhadores, os operários, os desfavorecidos.



You can say many things about the Comunist Party (and there's a lot to say ...) but one thing is certain - it defends relentlessly and consistently it's base electorate: the workers, and the disadvantaged.

Prevejo (é fácil...) que em breve, a contestação social, apoiada pela enorme, experiente e eficaz "máquina" da CGTP, venha a manifestar-se de um modo mais expressivo, abrangente e, certamente mais contundente.


I predict (it's easy...) that soon, the docial contestation, supported by the huge, experient and effective "machine" of the CGTP, will manifestate itself in a more expressive, comprehensive and, cetainly more bruising.

Se analisarmos com alguma ponderação e equidistância o resultado do Acordo, percebemos facilmente que há dois vencedores - O Governo e os Patrões.


If we analyse with some ponderations and equidistance the result of the agreement, we easily realize there are two winners - The Governement and the Bosses.

Quando assim é o aumento da conflitualidade social é uma consequência previsível, lógica.



If so, the increase of the social conflicts are a predictable consequence, logic.


Gonçalo Afonso Dias (architect)
Translation: Tiago Afonso Dias






O acordo entre o Governo e os parceiros sociais foi alcançado após 17 horas de reunião. Menos férias e mais restrições nos despedimentos, foram algumas das medidas acordadas.

As indemnizações só descem no mês de novembro.

O Governo tinha acordado, quando assinou o memorando com a troika, reduzir as compensações por despedimento dos trabalhadores com contrato assinado antes de novembro de 2011, em linha com as regras já praticadas nos contratos posteriores (e que dão direito apenas a 20 dias de salário por ano de casa).

As indemnizações por despedimento também vão baixar nos casos em que o trabalhador pede a resolução do contrato com justa causa, devido a incumprimento da empresa.

A atual compensação é de 15 a 45 dias de salário anual, o mesmo que se aplica no despedimento sem justa causa. O corte das compensações nestes casos não está abrangido nas novas regras que já se aplicam aos contratos a partir de novembro de 2011.

O Executivo promete, ainda, uma proposta para criar o fundo de despedimentos até ao verão.

Os três dias extra de férias que hoje existem ligados à assiduidade serão eliminados, o que reduz o tempo máximo de férias para 22 dias. Mas só a partir de 2013, face ao período de trabalho do ano anterior. Também serão cortados quatro feriados.

Quando o trabalhador faltar num dia anterior ou posterior a um dia de descanso ou feriado vai perder também a retribuição desse dia de descanso. E isto também acontece quando o trabalhador só falta meio dia.

O Governo pretende alargar o acréscimo de horas extra que podem ser trabalhadas em regime de bancos de horas fixados em contratação coletiva, para 250 horas (face às atuais 200). No caso de acordo direto o acréscimo anual pode ser de 150 horas e não 100 como apontado até agora.

Os desempregados que aceitem um emprego com um salário inferior ao valor do subsídio poderão acumular, em certas condições, a retribuição com 50% do subsídio nos primeiros seis meses (até certo limite) e 25% nos seis meses seguintes.


CGTP abandona concertação social e diz que texto que está a ser discutido é "chocante"

ECONOMIA
O secretário-geral da CGTP abandonou a reunião da concertação social. Carvalho da Silva diz que o texto que está a ser discutido representa o maior retrocesso de sempre em termos sociais e laborais em Portugal.









Desenhos: Gonçalo Afonso dias. Janeiro 2010