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Thursday, July 09, 2015

Reunião Plenária - Debate sobre o Estado da Nação



Reunião Plenária - Debate sobre o Estado da Nação

Foi hoje.
Ouvi grande parte "daquilo" enquanto fazia "coisas" menos deprimentes.


Ridículo, triste, vazio.
Penoso, mesmo.

Só gostei da parte em que o primeiro-ministro fez de "virgem ofendida"...

Imagine-se! Uma "puta velha" (com o devido respeito pelas putas - velhas ou não) "sentida", ao ser chamada (por um "cliente habitual insatisfeito") de "puta".

Já não há "Nação". Portanto, um debate sobre o "estado" de algo que já não existe era previsivelmente absurdo. E foi.

Foi, sobretudo, uma amostra do nível "rasca" da campanha eleitoral que aí vem.
Governo e Oposição esgrimiram argumentos, nos quais, nem um nem outro, acreditam.

São tão miseravelmente maus que se confundem e confundem os incautos.
Acabou, definitivamente, a geração de políticos (independentemente da cor) com nível, com carisma, com dignidade.
Prolifera agora uma praga de "putos e putas" estúpidos, ignorantes, inexperientes, sem "ponta por onde se lhes pegue"...

Conscientes de que nada valem - ganhem ou percam - limitam-se a tentar justificar os "tachos" - os deles e os das famílias.
"Picam o ponto" com a ligeireza característica dos imbecis, dos acéfalos.

Já "tanto me fazia"...
Há muito que já tinha decidido votar se me viessem pedir - a casa - com elegância, precedida de um "por favor"...
Estou-me, por outro lado, perfeitamente "nas tintas" para aqueles ingénuos argumentos do tipo: "Depois não te podes queixar" ou "pelo menos vota em branco, sempre é uma expressão do teu querer!"

Já "engoli os sapos" que tinha de engolir (o Mário Soares ainda me faz azia...).
Não gosto de Circo e sempre achei que os palhaços eram infelizes.

Recuso-me a escolher um "mal menor" ou a votar "contra não sei o quê"...

Disse.
Como "eles" gostam de dizer...
Depois de "bolsarem".

Friday, May 08, 2015




M E M Ó R I A - D E - E L E F A N T E

Marcelo [Nuno Duarte] Rebelo de Sousa

Provavelmente o próximo presidente da República...
Não gosto da cor da "camisola que veste" mas admiro-o.
Conheci-o há cinco anos em Luanda. Num jantar relativamente "privado".
Não lhe pedi um autógrafo mas pedi-lhe para fotografar.
Percebi que o homem que via na TV era "igual" ao homem que conheci. "Falava que se fartava", gesticulava muito e tinha opinião fundamentada sobre todos os "temas de conversa".
Um "gajo porreiro".
Não vou votar nele. Não vou votar em ninguém. O último "sapo que engoli" ainda me está atravessado na garganta...
Foi no dia 26 de Janeiro de 1986 e fui "ao engano", convencido que o Soares era preferível ao Freitas.
Votei, portanto, no "mal menor", achava...
Por isso, e porque o sapo ainda "mexe" e ainda me está atravessado na garganta, jurei que não voltava a votar "contra" seja quem for e deixei de acreditar em "males menores"... Digam o que disserem. E já me disseram: "depois não podes criticar...".
Era o que faltava!... Não preciso de ser sócio do Benfica para criticar o Sporting, ou vice - versa.


E o que tem todo este paleio a ver com a "memória de elefante". Tem só que entretanto esqueci-me do assunto... No "outro dia" também, "arrastei-me" até uma bomba de gasolina da BP, perto de casa, para comprar cigarros.
Entretido, na loja, a folhear uma revista, estava o Dr. Marcelo. Olhou para mim e, com um sorriso sincero exclamou: "Como está o meu amigo? Está um bocadinho mais forte!..."
Depois de uma curta "conversa de circunstância" despedimo-nos. "Cuide de si!", Disse."Boa sorte!" Respondi.
No caminho entre a BP e a minha casa pensei: caraças! Este tipo deve conhecer e falar com dezenas de pessoas todos os dias... E lembra-se de todas?!

E eu que mal me lembro do caminho para a casa de banho!...

Wednesday, November 04, 2009

Beja - Processo contra a Câmara Municipal - já lá vão dois anos...


Segundo um estudo elaborado pela SEDES* «A qualidade da Democracia em Portugal: A Perspectiva dos cidadãos», o descrédito da justiça é principal problema da democracia no nosso país.
(...) De acordo com o relatório, citado pelo «Público», «mais de dois em cada três eleitores consideram que diferentes classes de cidadãos recebem tratamento desigual em face da lei e da justiça» e «a maioria sente-se desincentivada de recorrer aos tribunais para defender os seus direitos».
O estudo dirigido por Pedro Magalhães, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, conclui que 82 por cento dos inquiridos estão em desacordo com a afirmação de que «a justiça trata ricos e pobres de forma igual», 79 por cento estão em desacordo com a ideia de que «a justiça trata de forma igual um político e um cidadão comum» e 49 por cento discorda da frase «os processos judiciais não são tão complicados que não valha a pena uma pessoa meter-se neles».
Para 60 por cento dos inquiridos é falso que os «governantes tenham muitas vezes em conta as opiniões dos cidadãos» e 73 por cento não se revêem na afirmação «as pessoas como eu têm influência sobre o que o Governo faz», 75 por cento discordam da frase «os políticos preocupam-se com o que pensam as pessoas como eu» e 75 por cento das respostas dadas estão em discordância com a ideia de que «quem está no poder não busca sempre os seus interesses pessoais».
Finalmente, 74 por cento das respostas afirmam que não há «nenhum tema em comum» entre os que são as prioridades das pessoas e as dos governos.
Por outro lado, apenas 14 por cento dos inquiridos acreditam que «as decisões do Governo português não são muito condicionadas pela vontade de outros países» e 23 por cento discordam totalmente desta afirmação, sendo que 43 por cento não se revêem na frase «o poder político está protegido das pressões do poder económico».
Em conclusão, 51 por cento dos inquiridos não estão satisfeitos com a democracia, sendo que 16 por cento consideram-se «nada satisfeitos» e 35 por cento «pouco satisfeitos». Já 37 por cento estão algo «satisfeitos», nove por cento estão «bastante satisfeitos» e dois por cento estão «totalmente satisfeitos».(...)
*a SEDES é uma associação cívica que estuda o desenvolvimento da sociedade portuguesa

(Fonte: TVI24)

Tomando como exemplo o Processo que eu e a minha empresa (Metáfora-Arquitectos Associados, Lda) interpusemos contra o Município de Beja e mais concretamente contra o Sr. Carreira Marques (um ex-dinossauro autárquico em funções à data do caso) e tendo em conta os dois anos já passados, sendo que o processo esbarrou estranhamente no Tribunal Judicial, com uma argumentação ainda mais duvidosa - as habilidades do Poder...- e que transitará provavelmente após recurso para o tribunal Cível, já serei com certeza velhinho quando (e se) tudo acabar...


Fotografia: Gad. Coimbra, 2004


Entretanto a cadeira do Poder nessa autarquia já foi aquecida, (depois de "escaldada" durante anos e anos por Carreira Marques) por Francisco Santos e está agora, depois das recentes autárquicas a servir de assento ao Dr. Jorge Pulido Valente que, curiosamente era, (à data dos acontecimentos que motivaram o processo), vereador do pelouro da Cultura dessa mesma autarquia.
Também pela Ordem dos arquitectos que, em momento algum, (apesar de ter participado no processo de concurso e mais especificamente no Júri que entregou à equipa projectista que eu coordenei o primeiro lugar por unanimidade) cumpriu as suas obrigações éticas e estatutárias, defendendo ou apoiando um membro vítima do "vandalismo" autárquico, o lugar de chefia foi mudando... Presentemente lá está o Arqº João Rodeia que, por acaso, até já mandou no IPPAR e tem laços de amizade com gente comprometida com o processo.
Pode ser que daqui a quatro anos, depois das próximas eleições autárquicas, já haja uma Ordem para (todos) os arquitectos e, sentado no gabinete da presidência da Câmara Municipal de Beja, esteja alguém, seja de que partido for, que não tenha "o rabo preso" em lado nenhum e as mãos limpas para "arrumar a casa".
Pouco provável, bem sei, bem sei...

Wednesday, September 30, 2009

Os Gatos Fedorentos, os media, e os politicos que vão "ao castigo"

"Tributo a Charles Chaplin" - Foto: Gad, 2009


Quando vejo o programa de humor dos "Gatos Fedorentos" - Gato Fedorento - Esmiúça o Sufrágio -, e tenho visto quase todos, vem-me à memória uma frase que a minha mãe me dizia quando, em puto, tentava "impor umas gracinhas"... _ Gonçalo! A graça é natural, não é forçada.
Esta simples frase, carregada de sabedoria, desarmava-me com uma eficiência notável, de tal forma que, ainda hoje não me atrevo a contar uma anedota...
Outra dúvida que mantenho desde o princípio dessa série de programas é a quem "serve", ou melhor, para além dos "Gatos" e da "SIC", quem tem a ganhar com aquela medíocre (vejam-se os programas de humor político feitos "lá fora", 'Daily Show, por exº)
meia hora.
O programa de ontem (29 de Setembro) é um bom exemplo para aquilo que aqui pretendo interrogar; o convidado foi o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa e, a dada altura, na sequência de perguntas e risotas sem grande interesse, é, nesse contexto, repito - nesse contexto - levado a consentir que o facto de ter como adversário principal Santana Lopes constituía, per si, uma vantagem...
O noticiário que se seguiu descontextualizou vergonhosamente a frase e a postura de António Costa (que obviamente não nasceu para humorista...) e lançou a "bomba", distorcendo os factos e, o que já começa a ser pratica comum, prestando um péssimo exemplo de jornalismo. Hoje, está, por isso, o circo montado, para que Santana Lopes, muito mais à vontade em frente às câmeras de TV, largue entre piadas mais ou menos estudadas, algumas "borlas" para o noticiário da noite...
A ideia com que fico, por outro lado, é que, se os políticos vão "ao castigo" não é exactamente porque querem... Eles conhecem o poder dos media e a popularidade dos "Gatos" e o simples facto de recusarem fazer aquelas figuras tristes (algumas patéticas mesmo) teria, em período de eleições, um custo politico que não podem pagar.
Estamos perante uma chantagem cobarde entre o poder dos Media e o Poder Politico. Cobarde porque os media usam uma arma desleal - o tempo - Aos políticos não resta outra saída senão a porta do estúdio do programa dos Fedorentos, e já manifestamente repetitivos, gatinhos.