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Monday, January 23, 2012

João Proença: «Estes dias não têm sido fáceis para a UGT»


O secretário-geral da UGT admitiu que «estes dias não têm sido fáceis», referindo-se às críticas de que a central sindical tem sido alvo na sequência da assinatura do acordo de concertação social.

«É óbvio que estes dias não têm sido fáceis para a UGT, mas temos procurado esclarecer as razões pelas quais assinámos o acordo de concertação social, na semana passada», afirmou João Proença.

O secretário-geral da UGT garantiu ainda que, «com o acordo, introduzimos melhorias em todos os aspetos laborais, garantindo que nenhuma medida é mais gravosa que as previstas no acordo com a 'troika'».




Desenho: Gonçalo Afonso Dias, 01-2012 

Sunday, January 22, 2012

"UGT prestou um grande serviço ao país" (Silva Peneda)


POIS FOI... AO "PAÍS DE SILVA PENEDA...




Desenho: Gonçalo Afonso Dias. 01/2012

O SENHOR SILVA TAMBÉM PRESTAVA UM GRANDE SERVIÇO AO PAÍS SE FICASSE CALADO...


Thursday, January 19, 2012

YELOW SUBMARINE



Sindicatos Amarelos
«Sindicatos constituídos no século XIX na França e na Alemanha. Normalmente formados ou financiados pelos patrões com o objetivo de, pela divisão os trabalhadores, defender seus prórprios interesses e não os da classe trabalhadora. São contrários à greve e adotam posição conciliadora. A denominação de "amarelos" (ou Krumiros) decorre da fama de fura-greves que tinham os orientais no século XIX na França.»
(Wikipédia)


Há "Concertação à "hora da marmita"...



Desenho: Gonçalo Afonso Dias, 01/2012











Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

HOJE SÓ ME PARECE RELEVANTE UMA NOTÍCIA, E É UMA "MÁ NOTÍCIA"...


Escrevi ontem, neste blogue, a propósito do Acordo de Concertação Social:

(...) As declarações inusitadas e desproporcionadas de João Proença (o líder da central sindical afecta ao PS e, agora [?] ao PSD abriram, de novo, o fosso histórico existente entre as duas maiores organizações sindicalistas deste país.

João Proença (JP), líder da UGT, já vinha dando sinais (numa entrevista ao Sol, por ex) de algum desconforto e/ou arrependimento por se ter, de algum modo, colado a Carvalho da Silva nomeadamente aquando da Greve Geral de Novembro de 2011.

(JP) aproveitou a conjuntura das negociações que precederam o referido acordo para se demarcar e voltar ao ambíguo lugar onde sempre "morou" e onde mora o Partido Socialista.

Julgo mesmo que essa foi a mais grave consequência resultante das negociações que a CGTP (dignamente) abandonou. (...)




Com efeito..
. :

«CGTP vai apresentar queixa contra UGT nos tribunais
Publicado hoje às 12:39

A CGTP vai avançar com um processo-crime contra a UGT, após João Proença ter afirmado que «dirigentes não socialistas da CGTP» incentivaram a UGT a negociar o acordo da concertação social.

A CGTP vai apresentar queixa contra a UGT na sequência da troca de acusações entre as duas centrais sindicais a propósito da assinatura do acordo de concertação social.

Num comunicado da central sindical liderada por Carvalho da Silva, a CGTP considerou que João Proença não olha a meios para tentar justificar um «vergonhoso acordo de agressão aos trabalhadores».

Para a CGTP, a alusão de João Proença «contactos particulares de dirigentes não socialistas da CGTP no sentido de incentivar a UGT a negociar» o acordo de concertação social é «injuriosa, difamatória e falsa».

«Se não houvesse negociação, não só havia um clima de conflito extremamente perigoso como sobretudo estaria em causa a actividade sindical. Estou a falar de dirigentes da maioria da CGTP», explicou.

João Proença sublinhou que «houve claramente mensagens nesse sentido para que negociássemos e tentássemos criar condições para alterar as medidas».


Adivinhem quem fica "a perder" ?...






Desenho: Gonçalo Afonso Dias.
Oeiras, 2010

Tuesday, January 17, 2012

17 de Janeiro de 2012



A "BOA NOTÍCIA":
Meia hora extra de trabalho fica pelo caminho

Cristina Oliveira da Silva
17/01/12 00:05

Fim da meia hora abre caminho a acordo com a UGT.

O Governo deixou cair a medida que aumentava em meia hora o horário diário de trabalho no sector privado. Esta medida já era uma alternativa à redução da Taxa Social Única acordada com a ‘troika' mas levantava fortes objecções às associações sindicais.

Para tentar um acordo com a UGT - que sempre disse que só estaria disponível a negociar um acordo se a meia hora fosse eliminada - o Governo indicou entretanto que estaria disponível a estudar alternativas ao aumento do tempo de trabalho.

A notícia de que o Governo tinha recuado nesta medida foi dada pela CGTP, que abandonou de manhã a reunião de concertação social. Carvalho da Silva disse então que "há matérias que não entrarão nesse acordo que está a acabar de ser cozinhado", destacando "a questão do aumento do horário de trabalho". Mas também acrescentou que os trabalhadores não podem "desistir desta luta" porque nada está assegurado até que o diploma saia da Assembleia da República.

Mas mesmo sem a meia hora, a CGTP não dá o seu aval a um acordo onde consta um conjunto de medidas de flexibilização do mercado de trabalho, como prevê o acordo com a ‘troika'.


A "MÁ NOTÍCIA":
Despedimento será mais barato a partir de Novembro

Denise Fernandes e Cristina Oliveira Silva
17/01/12 00:05

O Governo fixa novo corte nas indemnizações para 8 a 12 dias de trabalho em Novembro. Passos Coelho diz que acordo é benéfico.

O Governo e os parceiros sociais estiveram ontem reunidos durante mais de dez horas a ultimar as bases para um acordo tripartido para o crescimento competitividade e emprego. Já a CGTP abandonou as negociações no final da manhã. À hora de fecho desta edição, a maratona negocial ainda continuava.

Segundo sabe o Diário Económico, o acordo de concertação social ficou praticamente fechado durante as reuniões entre o Governo e alguns parceiros sociais que ocorreram durante o último fim-de-semana.

Ontem, o documento foi discutido ponto por ponto para tentar ultrapassar algumas divergências que ainda persistiam entre as confederações patronais e sindicais, nomeadamente entre a CIP - Confederação Empresarial de Portugal e a UGT. Por seu turno, a CGTP sempre se mostrou menos disponível a aceitar o acordo que também prevê medidas de flexibilização no mercado de trabalho, abrangendo mexidas em áreas como os despedimentos e indemnizações, tempos de trabalho, pagamento de horas extra ou contratação colectiva.

As matérias laborais, como as alterações às férias, feriados e ‘pontes' foram as mais difíceis de ultrapassar entre os parceiros que se mantiveram em negociações na reunião de ontem. Já a medida que previa o aumento da meia hora de trabalho diário acabou por ficar pelo caminho, tal como a UGT o exigia. João Proença sempre se recusou a dar o ‘sim' ao Governo se este mantivesse essa medida, que já se encontrava em discussão pública, no Parlamento.