Tuesday, July 05, 2011

Oeiras, Festa Comemorativa do 50º Aniversário do Coro de Sto. Amaro de Oeiras

(Actualização: 07/07/2011)

KUSSONDULOLA * Brilhou no palco (e fora dele, interagindo com o público). Foi um dos grandes momentos da festa sobretudo quando cantou a famosa "Dançam No Huambo".
Não foi fácil fotografar este meu "patricío" nas condições de luz que existiam. Assim como ele tive de dar o "máximo" para conseguir o foco desejado...
Quem ler a descrição com que precedeu esta série e este post reparará que hoje não respeitei a ordem das actuações que ali referi. Talvez porque hoje não me apeteça respeitar nada.



"Dançam no Huambo"

Pim pam pum, cada bala mata um
Lá em cima do Huambo
Tem um copo com veneno
Quem bebeu morreu
Quiribi, quiribi macaco
Macaco que é boa
Ei cota Silva o rapaz
Até nem tem a culpa
Tem pai que é retornado
Tem pai que é refugiado
Ilegal disfarçadamente ilegal
Ilegal disfarçadamente ilegal
Fazem reuniões
Fazem debates
Adis-Abeba
Lusaka , Lusaka
Cambas da luz e do dia
Não pertencemos nem á noite
Nem á esciridão
Pòu,póu,póu
Póu,póu,póu
Dançam no Huambo
Andanças de guerra
Bombardeiam sem parar
Sou um escravo fugitivo
A minha alma está no meio
O filho do homem negativo
Ei costa silva legaliza
A situação do rapaz
Filho do homem negativo

(Kussondulola; Composição: Janelo da Costa)






* Kussondulola é uma banda de reggae angolana residente em Portugal. O líder da banda é o angolano Janelo da Costa.

Em 1995 lançaram o seu álbum de estreia. O disco incluía sucessos como "Dança No Huambo" e "Perigosa", entre outros.

O grupo toca em Vilar de Mouros, lança o disco em Espanha e vence o Prémio Banda Revelação dos Prémios Blitz

Discografia:

(Fonte: Wikipédia)


(Post: 03/07/2011)

Teve lugar em Oeiras, no Largo 5 de Outubro (Largo da Igreja), a Festa de Comemoração do 50º Aniversário do Coro de Santo Amaro de Oeiras.
O Programa da Festa era extenso, começando com diversas actividades logo pelo início da tarde, mas foi à noite que, apesar do frio que se fez sentir, a festa animou com a actuação dos seguintes intervenientes (por ordem):

- Rancho Folclórico da Associação Cultural de Tercena;
- Canta e Dança;
- Luís Sousa;
- Nuno Norte;
- Kussondulola;
- Dança - Coreografia de Liliana Vitorino
- Kussondola
- Coro de Santo Amaro de Oeiras.

A série de fotografias que se seguirá, durante uns dias, reporta-se aos momentos que ali (vi)vi.
As fotografias, todas nocturnas, foram todas captadas com a minha CANON EOS 50D e uma única objectiva: EF 135mm, 1:2














Fotografias: GAD. Oeiras, Julho 2011
Proibida a reprodução. Todos os direitos reservados

Monday, June 27, 2011

"T.M.A." - Teatro Municipal de Almada - " TEATRO AZUL"

Um vídeo do Novo Teatro Municipal de Almada do qual sou co-autor.

O projecto mais complexo que já fiz e a obra mais importante para a minha formação. Cinco anos intensos "agarrado" a este sonho...
Espero que gostem tanto como eu.


Thursday, June 23, 2011

Da Minha Varanda


Fotografia: Gad. Cedofeita, Porto 2011



DA MINHA VARANDA

Dentro de mim o meu Mundo
Criei nele a minha varanda
O sol lhe dá desta banda!?
Em manhãs de fulgor, brilhante profundo.
Nas tardes de Outono nela me sento
No silêncio, já não encontro nada
Sinto o apertar do tempo, atento.
Ouvindo meus suspiros, eu cansada.

Aqui ouço o tempo varrendo os estilhaços
Mas deixo-me ficar no melhor da memória
Lembrando outros tempos, outros abraços
Já que dos fracos não reza a história.

À noite abraço-me à Lua
Às estrelas livres e esfusiantes
Quer o dia nascer e ela amua!
Deixo ficar a noite mais uns instantes.
Logo aparece a vida que me quer derrubar
Quero ser cotovia cantar até ao amanhecer
Não venha ela meus dias me roubar!
Neste Mundo meu, pronto a me acolher.

Cantarei estrofes ardentes
Da minha varanda até me cansar
Cânticos que serão torrentes
Até o Mundo, em Mundo novo se tornar.

Depois? Depois podem dizer que morri!
Até, que tive da Vida, mais que mereci.

(rosafogo)
[http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=107495]



Tuesday, June 21, 2011

"Vítimas da Podridão"

Percorrer a Santa Catarina no Porto, mais do que um hábito, tornou-se para mim numa necessidade, sempre que visito essa cidade onde já (há muito) estudei, vivi e trabalhei.
Para além dos ícones comerciais que a celebrizaram são sobretudo as pessoas, de uma enorme diversidade sociocultural, que lhe dão vida, num vaivém estonteante muito característico de ruas e cidades mais cosmopolitas, onde as ruas e as praças são locais de celebração da vida.
Para um fotógrafo, Santa Catarina é um "Mundo",em constante metamorfose, sempre por descobrir.

Nesta minha recente "investida" por essa rua deparei-me, a certa altura, com um trio de homens já "maduros", sentados à beira de uma montra, a tocar viola e a cantar uma música com a sobrecarga de energia que uma garrafa de tinto lhes ia dando.
Desse trio "barulhento" um destacava-se, referenciando-os culturalmente, (sobretudo pela crista de cabelo com(gel)ado), à Cultura Punk.
Impelido pela curiosidade e pela oportunidade aproximei-me, como sempre faço, sem qualquer hesitação ou temor. A experiência ensinou-me que o "descaramento" me proporciona, (regra geral) uma abordagem natural e relativamente cúmplice.
Disparei a primeira vez a "meia-distância", mas suficiente para não lhes transmitir qualquer sentimento de repulsa.
O homem mais exuberante fez de imediato o gesto que eu esperava; apontou para a caixa da viola que estava no chão, aberta para "recolha de fundos".
Um aceno meu e o tradicional gesto de "OK!" selaram o pacto que, a partir daí me abriu as portas para uma conversa animada e, acima de tudo, para mais uma experiência humana e fotográfica enriquecedora.
Acerquei-me do grupo, sentei-me junto deles e saiu-me uma primeira pergunta: Então o que é que acham disto? O "isto" era, para eles, como é agora para toda a gente (com ou sem crista) uma referência óbvia à situação em que o País (sobre) vive.
_ Uma g'anda merda! Respondeu ele prontamente e, momentos depois apresentou-se como “Nelo Punk”.
_ Pois é... Uma g'anda merda!, assenti sem qualquer "favor".
Apresentações feitas (para além do Nelo Punk de 45 anos, ali estava o "A Guitarra", de 47 e o mais velho de todos - o Corrilho - que já conta 60 embora, quanto a mim, não pareça.
As pessoas iam passando. Algumas, ao ver tão insólito "quarteto", atrasavam ligeiramente o passo, seguindo de imediato os seus destinos.
Interroguei-me, várias vezes, sobre o que iria naquelas cabeças que por ali passavam.
Se em muitos casos era perceptível a costumeira repulsa, (fundada em preconceitos e/ou ignorância), por aqueles que assumem as suas diferenças e "gritam a sua revolta", noutros casos, senti que era eu, de "canhão" em punho, o motivo da curiosidade.
Entre nós a conversa fixou-se na música, tão própria e característica do "Punk Rock" - simples, com 3 ou 4 acordes, e com uma letra onde são explícitas, com um tom agressivo, ideias anarquistas, Niilistas e revolucionárias.
O tema denominava-se "Vitimas da Podridão", um original de uma banda punk brasileira: Os "Calibre 12".

Não resisti a tomar nota dessa música que acabou por dar o nome à série de fotografias que se seguirá:


"VÍTIMAS DA PODRIDÃO"

"Vivemos numa sociedade onde não temos direitos;
Apenas obrigações.

Enquanto crianças morremos de fome;

Sustentamos políticos ladrões;

Somos vítimas da podridão
porque vivemos na merda do sistema.

Queremos apenas liberdade;
O estado é o nosso maior problema.

Não damos o nosso voto a qualquer espécie de parasita,
pois qualquer político não passa de mais um carrasco fascista.

Não queremos governo;
Queremos apenas liberdade para viver;
Por isso abolimos qualquer espécie de poder."


Para o Nelo Punk, o A Guitarra e o Corrilho um abraço solidário e um obrigado sentido pelos momentos que juntos passámos.
Para quem discrimina ou se sente superior a pessoas como eles, identificando-os ignorantemente com outros fenómenos sociais como o racismo ou a extrema-direita, um conselho apenas: procurem aprender in(formando-se); o "Saber" não ocupa espaço e evita lamentáveis mal-entendidos







Fotografias: GAD. Porto, 2011

Friday, April 22, 2011

Fotografia: Gad. Oeiras, 2011


Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela...

Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guizos,
nas suas mãos apertadas.

Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.

Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro...
Tem voz de noite, descendo,
de mansinho, pela estrada...

Que é feito desses meninos
que gostava de embalar?...
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar?...
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar?...

Mãe-Negra não sabe nada...
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo
Mãe-Negra!...

É que os meninos cresceram,
e esqueceram
as histórias
que costumavas contar...
Muitos partiram pra longe,
quem sabe se hão-de voltar!...

Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada.

É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada...

(Alda Lara)


Dedicada a todas as "mães-negras" independentemente da cor que tenham.

Saturday, April 16, 2011

FOTOGRAFIA

Fotografia: Gad. Salamanca, 2010

5 PEQUENOS DESENHOS INTROSPECTIVOS SEM TÍTULO NEM NADA




Gonçalo Afonso Dias
Técnica mista sobre papel. (20x15cm). Março 2011

Bom fim-de-semana !

Fotografia: Gad. Oeiras, 2011

Wednesday, April 13, 2011

TAHIR

Esmalte sobre MDF, caixa de corte em alumínio, madeira maçiça de jatóba (1,10 x 0,42m)

Fevereiro 2011


Detalhe 1


Detalhe 2




Este trabalho foi sugestionado pela transmissão, em directo, na televisão, a partir da Praça Tahir (Cairo) no dia 2 de Fevereiro, onde ocorreram confrontos violentos entre os revoltosos e os apoiantes de Mubarak.
Para além do ambiente tenso, Impressionou-me o aspecto "gráfico" dessas imagens; uma praça rectangular, ocupada nos extremos por "irmãos" que se agrediam violentamente. Entre eles, uma "zona de ninguém" sobre a qual "voava" a raiva de ambas as partes.
Na periferia, os militares assistiam, aparentemente imparciais, ao conflito.
Seguiram-se 18 dias de mobilização pressionante e obstinada dos oponentes ao regime prepotente de Mubarak, que acabou por ser derrotado.


Eles (F.M.I.) "andem aí"...

Fotografia: Gad. Santo Amaro de oeiras, 11 de Abril de 2011

Thursday, March 24, 2011

De PEC (ado) em PEC (ado).

Ontem, dia 23 de Março de 2011 o (PEC) ado nº "4" foi chumbado na Assembleia da República.
Esquerda e Direita associaram-se para que a tão anunciada Crise Política acontecesse.
Tenho assistido, como todos os portugueses, à autêntica demonstração de irresponsabilidade e de falta de respeito pelos valores fundamentais de um Estado de Direito que tem ocorrido nas últimas semanas.
O Primeiro-Ministro vitimiza-se ("tadinho") e o "outro", o que está na "pole position " para açambarcar o Poder, tenta passar, sobretudo pela comunicação social, uma imagem de "estadista" que não se compadece, nem com a sua falta de carisma, nem com a sua aptidão de político de (extrema) direita.
Não me apetecia escrever nada disto. Apenas o faço por "lealdade" ao meu blogue, onde venho registando, ao longo dos últimos anos, aquilo que me parece historicamente relevante.
E, não tenhamos dúvidas; Portugal vive presentemente um dos momentos mais críticos da sua História.
A culpa não é, por muito que se insista, da Crise Económica Internacional.
A verdadeira crise, no nosso país é de inteligência, de criatividade, de cultura...
Temos, à frente das grandes decisões políticas, gente inculta, obcecada pelo poder e exaltada por fugazes protagonismos.
Temos, agora e depois da esperada demissão de Sócrates, um futuro tão sinistro como sinistros são os seus actores.
Tínhamos um mau Governo, uma má Oposição e um mau Presidente da República.
Continuaremos a ter um mau Governo, uma má oposição e um obscuro Presidente da República
E, no meio disto tudo, atordoadas, confusas e incrédulas estão sobretudo aquelas pessoas por quem se devia ter o maior respeito - os idosos, os desempregados, os que estão, irremediavelmente, perdidos na vida.

Thursday, March 10, 2011

O "Guarda-Costas" ou, há "coisas" que não correm bem...

Fotografia: Gad. Cascais, Fevereiro 2011


Em meados de 2007, quando conheci o projecto (da autoria do ilustre arquitecto Gonçalo Byrne), que iria ser executado no lugar do "saudoso" Hotel Estoril-Sol (E-S), AQUI publiquei um post onde dava conta (humor precisa-se...) do sentimento que me revoltava por me sentir "plagiado" uma vez que, desde pequeno (9 meses) tinha um projecto semelhante, com maquetas e tudo...

O tempo foi passando e assisti com sentida revolta à demolição daquele que eu considerava um belo edifício, referência consolidada na linha da Costa de Cascais.
O "desgraçado" - O antigo edifício - foi humilhado até ao limite... travestido em "não sei o quê", pintado com todas as cores da escala da CIN, tapado com telas publicitárias de duvidoso gosto, e por fim abatido sem dó nem piedade.

Pelo meio, ouvi falar de intrigas, esquemas e concessões que envolviam a Câmara Municipal de Cascais, o Casino do Estoril e o seu "Padrinho", uma ajudicação "gamada" a outro ilustre da nossa praça, etc. Tudo mentira, é claro.

Hoje que o "Crime" está feito tenho muita pena...;
Entendo que o arquitecto Gonçalo Byrne perdeu uma excelente oportunidade de fazer uma obra notável.
É evidente que não conheço os pressupostos nem as "linhas com que teve de coser esse projecto".
Ainda assim, e mesmo fazendo um esforço por esquecer o antigo Estoril-Sol, custa-me muito olhar para ali...
Em relação ao que os desenhos e, sobretudo às tendenciosas e sedutoras imagens "3D" que foram então divulgadas, o resultado final - a obra - ficou (na minha opinião) acanhada, empastelada, triste.
O Arq. Byrne que não leve a mal. Nem tem que levar. Digo eu.

Nota: O título deste post tem apenas a ver com a fotografia que o ilustra... Nos dias que correm convém esclarecer... digo eu, outra vez.

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A História do (E-S) num artigo muito interessante de Luís Filipe Sebastião http://jornal.publico.clix.pt/notici...6566&sid=12913


O Mar gosta de flores. A Gaivota também.

Fotografia: Gad. Cascais, 17 de Fevereiro de 2011

Para os meus irmãos

Tuesday, March 08, 2011

" ESTE ANO HÁ FÉRIAS (DO) CARNAVAL..." Um post para revisitar 2 anos depois...

AQUI

Neste Dia Internacional Da Mulher


...Dedico esta fotografia a todas as mulheres particularmente a esta grande senhora que é a mais bonita, corajosa, dedicada e exemplar que conheço. A mulher que me trouxe ao mundo - À minha MÃE. Com todo o carinho.

Sunday, March 06, 2011

Deixem Angola em PAZ!

"Kandando". Fotografia: Gad. Uíge, Angola 2010



Muito teria a dizer sobre a Manifestação antigovernamental, a contramanifestação pró-governamental, a Democracia (musculada - como agora muito se ouve) ou a Democracia "atrofiada" (como a nossa) - digo eu.
Entendo que só há uma "DEMOCRACIA". Ou é, ou não é... E quase nunca é na sua plenitude (portanto não é.); a igualdade, o respeito pelos Direitos Humanos, a Liberdade de Expressão, a Solidariedade, etc.
Os angolanos têm motivos para estar descontentes com os governantes do seu (meu também) país e seria enfadonho aqui enunciá-los.
Em resumo, povo angolano está cansado da miséria, da desigualdade, do esbanjamento e da ostentação com que é permanentemente afrontado.

Os angolanos têm, por isso, razões de sobra para exigir mudanças, o cumprimento de promessas feitas e esquecidas, a melhoria das suas condições de vida. Exigir, protestar, reclamar..., mas dentro das normas democráticas, sem se deixar manipular, sem pôr em causa a Paz conquistada com tanto sangue e sacrifício.

O governo angolano tem agora uma oportunidade para afirmar e consolidar a democracia que defende. Não com discursos inflamados e ameaçadores, não alinhando nas "teorias da conspiração".
A liberdade de Expressão é um direito fundamental e um pilar em qualquer regime democrático. O protesto deve ser reconhecido pacificamente e aceite com dignidade.
É unânime o reconhecimento que os angolanos têm a José Eduardo dos Santos por ter "acabado com a guerra". Esse é um enorme capital que o presidente angolano não pode nem deve desprezar. Os angolanos querem a PAZ.
Confio na inteligência dos dirigentes angolanos. Confio na imensa sabedoria do povo que não permitirá, em caso algum, que o passado que ainda lhes "queima a alma" volte como uma vício incurável alimentado por quem não quer bem a Angola nem aos angolanos.

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Esta fotografia foi a 600ª, das 771 que já editei, a entrar para as Galerias Públicas do Olhares.
Agradeço a quem nela votou e fico particularmente satisfeito pelo momento em que esta ocorreu.
Por ser um apelo à paz em Angola, por ser um sentido "Kandando" (abraço) aos angolanos que, como eu, querem ver a reconstrução do país alicerçada nos verdadeiros valores democráticos.
Sem contemplações, sem hesitações e, sobretudo, livre dos vícios prepotentes e arrogantes de muitos daqueles que querem, a todo o custo, perpetuar as "regalias", o estatuto e o poder que o passado e, sobretudo a guerra, lhes conferiram.
Quero ver o meu país livre dos caprichos dos "generais" e dos "comandantes"
Quero ver o meu país, que recentemente deu uma prova de maturidade democrática, (tolerando e relativizando uma tentativa "sinistra" de rebelião popular) de prosseguir no caminho da tolerância, do respeito pelos Direitos Humanos, da vontade de diminuir progressivamente as desigualdades sociais que ainda o melindram aos olhos do mundo.
Quero tudo para os angolanos. Esta fotografia, este "Kandando", é para eles.

Tuesday, February 22, 2011

Thursday, February 17, 2011

Em memória do meu pai

Fotografia: Gad. Cascais, Fevereiro 2011

Para ti Pai. Faz hoje um ano que nos deixaste um vazio do tamanho do mar. Mais palavras não são precisas - tu não gostavas e eu também não.

Saturday, January 22, 2011

RE: Passeando pelo Huambo (Nova Lisboa)...

Em Maio de 2009, após uma estadia na cidade do Huambo (ex-Nova Lisboa), publiquei aqui várias fotografias de um edifício, (provavelmente dos anos 70) que me encantou particularmente e ao qual dei um nome: "Sedutor".
Há poucos dias, numa regular pesquisa na net, constatei, através do blogue "Mazungue" que o meu encanto e interesse por esse (e outros notáveis edifícios nessa bela cidade) era partilhado e divulgado localmente.
Por isso, e por "muito mais", os meus sinceros agradecimentos ao "Mazungue", aos seus autores e leitores. Até breve.

Friday, January 21, 2011

PRESIDENCIAIS 2011 - LIXO, SÓ LIXO...

Há relativamente pouco tempo, no final de 2010, deixei aqui um post intitulado "Não me apetece escrever. Talvez para o ano..."As memórias da minha estadia em Angola, que precedeu esse "desabafo", ainda se debatiam com a realidade deprimente que aqui encontrei poucas semanas após a minha partida para esse país tão maltratado e tão desconhecido pela generalidade dos portugueses (e não só), que se habituaram à cómoda postura de "falar por falar", ou, pior, por ouvir falar.

Já aqui o escrevi em diversas ocasiões - sou português e angolano. Mas, foi em Angola que cresci, que enfrentei, com os meus pais e irmãos, os "tempos Históricos" da guerrilha urbana entre os três movimentos em conflito (M.P.L.A., U.N.I.T.A e F.N.L.A., a Independência e, talvez o mais marcante para mim, o período pós-indepêndencia.
Nesses tempos, as palavras "solidariedade", amizade" e "cumplicidade" ultrapassavam os seus mais verdadeiros sentidos. Extravasavam qualquer compreensão literária. Eram verdade e simultaneamente uma fórmula "sagrada" para a nossa sobrevivência. Eram, por outro lado, o elemento aglutinador, a "chave secreta" de um grupo de jovens adolescentes obrigados, pelas circunstâncias, a vestir, precocemente a "pele de adultos".
Reporto-me aos finais dos anos 70.
Uma década depois, o nosso grupo desmembrou-se. Muitos, como eu, vieram para Portugal pois de outro modo não poderiam prosseguir os estudos.
Outros, "perderam-se" por caminhos incertos e não mais - tanto quanto sei - se encontraram.
A vida é assim. Por muito que a tentemos "dourar" é ela que dita as regras. Implacáveis, em muitos casos. Surpreendentes, quase sempre. Imprevisíveis, por definição.
Escrevo este texto, sem rascunho, em véspera das Eleições Presidenciais e, num contexto político, social e económico, preocupante, confuso, distorcido e extremamente perigoso para a Democracia e para os Direitos elementares dos cidadãos.
Escrevo este texto, num momento em que sinto que a Constituição Portuguesa parece tender a ter apenas o "peso" de uma lista das "Páginas Amarelas"...
Assisti, sem grande entusiasmo, a alguns debates e acções de propaganda dos distintos candidatos à Presidência.
Não me recordo (e já tenho mais de quatro décadas), de um período pré-eleitoral tão desinteressante, vazio, e desmotivador.
Não vou, tão pouco, particularizar ou pessoalizar a minha apreciação. Numa única palavra - LIXO !
Estive muito mais atento às "conversas de café", sobretudo entre os jovens, do que às palhaçadas, mais ou menos encenadas, dos vários candidatos.
Estive e estou muito mais preocupado com o futuro (ou a ausência dele) da nossa juventude.
Apesar das sondagens e das "quase-certezas" que os média divulgam hoje com enorme aparato - Cavaco ganha à primeira volta com um nº significativo de votos - penso (e não seria a primeira vez) que, no momento da verdade, em frente ao boletim de voto, muitas coisas podem ainda acontecer.
A juventude deste país é inteligente, está inconformada, conhece o seu "peso" e sentiu, como muitas outras camadas da sociedade, que ninguém perde (ou perdeu) um minuto das suas atribuladas vidas de políticos profissionais a pensar neles.
Pode ser que me engane.
Pode ser que não.

Wednesday, January 12, 2011

INFOGRAFIA




Fragmento do Kuito (Bié, Angola) que nos "fala" dos tempos da Guerra e da Paz dessa cidade que foi uma das mais flageladas em Angola. Hoje vive em paz mas as suas paredes ainda murmuram... Para que não nunca esqueça nem se repita.

Fotografia: GAD. Kuito, Angola, Dezembro 2010

Tuesday, January 11, 2011

Tuesday, January 04, 2011

"Pão Duro"





Descarga de farinha numa fábrica de pão.
Fotografia: GAD. Malange, Angola, Dezembro 2010

Monday, January 03, 2011

2011


Fotografia: GAD. Malange, Angola, Dezembro 2010

Que seja o melhor possível para todos.

Thursday, December 23, 2010

O Primeiro Natal

Música de Paulo Flores - "Minha Velha".

Para a minha querida "Mais Velha" que pela primeira vez vai passar a época do Natal sem o nosso pai que, esteja onde ele estiver, está ao nosso lado.

É um vazio que não se preenche. Aprende-se, ou não, a viver com ele. Aprendizagem lenta, dolorosa, povoada de recordações, de afectos, de olhares, de imagens, de sons e, sobretudo de profundos silêncios.

Tu vais conseguir "Minha Kota". Estamos contigo!

Bom Natal para todos!

Fotografia: Gad. Malange, Angola, Dezembro 2010

Sunday, December 19, 2010

Poema de Natal

Fotografia: GAD. Malange, Angola, Dezembro 2010


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados,
Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos - Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida;
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrêla a se apagar na treva,
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sôbre um berço,
Um verso, talvez, de amor,
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte -
De repente, nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte apenas
Nascemos, imensamente

"Poema de Natal" de: Vinicíus de Moraes

Friday, December 17, 2010

Esta mulher é infinitamente mais feliz do que eu...


...Não faz a mínima ideia de quem é o Sócrates...
Fotografia: GAD. Angola, Dezembro 2010

Não me apetece escrever. Talvez para o ano...

Fotografia: GAD. Cacuaco, Angola, Dezembro 2010

De volta (1)

Fotografia: GAD. Uíge, Angola, Dezembro 2010