Sunday, March 25, 2012

Manuel Graça Dias a "Falar Global" ?!






Será preciso fazer um desenho?! Talvez as palavras cheguem...

Não faço ideia, imagino apenas, quais os critérios das estações de televisão para a escolha das personalidades que entendem ser credíveis para falar sobre um determinado assunto.

Imagino, repito - desculpem lá... Que tenham listas de "Habitués", mais ou menos mediáticos, mais ou menos ávidos ou necessitados de "aparecer" na TV.

Isso acontece todos os dias, nos mais distintos programas - nada de novo, portanto.

No entanto penso (existo também...) que cabe a essas figuras públicas o discernimento de aceitar, ou não, dar a cara publicamente para falar de assuntos para os quais não estão minimamente habilitados ou estão, mesmo, intelectualmente desautorizados.


Estava tranquilamente a fazer as "minhas coisas", com a TV ligada e (como sempre) com a "50D" à mão, quando, para meu grande espanto vi o arquitecto Manuel Graça Dias (MGD) encher o meu écran... Claro que parei para ouvir e fazer dois ou três clicks...

O Programa - «Falar Global», da SIC Notícias deu voz ao (MGD) para opinar sobre "como encarar o futuro da Segurança Social?".

Francamente, Manel... Ambos sabemos que é, talvez, uma das pessoas menos indicadas para opinar sobre o trabalho, sobre os trabalhadores e sobre o respeito que é básico ter por ambos.

Não quero, não é essa a minha intenção, concretizar o que antes disse. Mas podia, com uma enorme facilidade e fundamentado conhecimento de causa.

Tenho plena consciência de que é por "estas" e por "outras" que fui remetido ao esquecimento pelos "VIP'S" da nossa Ordem e da "nossa" arquitectura mesquinha e progressivamente (visivelmente) atrofiada.

Desde o início, e já passaram mais de 20 anos de prática profissional, nunca entrei em "grupos", em Lobby's", em tertúlias...

Limito-me a fazer o meu trabalho o melhor que posso e que sei, em Portugal, em Angola, onde quer que seja ... e a dizer o que me vai na alma sem sentir o "rabo preso"...

Ah! Isso sim! Ser absolutamente livre para pensar é condição básica para a minha existência.

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