Friday, August 27, 2010
Bom fim-de-semana !
"Smile, Charlie Chaplin , Modern Times, 1936"
Obrigado pela dica Boubs!
Saturday, August 14, 2010
Wednesday, August 11, 2010
Provável Inquilino
Ao percorrer as mais antigas e históricas ruas das nossas cidades e vilas constata-se o estado de decadência, de abandono e de risco de grande parte dos edifícios de habitação, sobretudo privados aí localizados, em locais nobres. As razões são por demais conhecidas, as motivações dos donos também... O que já não é admissível é a negligência das Câmaras Municipais e das autoridades que, tendo ao seu dispor uma legislação implacável (obras compulsivas, por ex.) permanecem impunes, negligentes até. "De vez em quando", sem motivo aparente, na calada da noite, surge mais um incêndio... "A casa vai abaixo", os bombeiros fazem o seu papel, os autarcas - solidários com os desalojados mostram-se transtornados e repetem as promessas apropriadas para a ocasião.
As cidades e os cidadãos perdem o seu património, o seu passado, os desalojados perdem-se no enredo das promessas de gabinete, perdemos todos um pouco da nossa identidade. Quase todos. Porque há quem não a tenha.
Sunday, August 08, 2010
Saturday, August 07, 2010
Tolerância 0

(...) mais do que o descarado olhar de escárnio da senhora, impressiona-me a postura e a expressão do homem ... desolado, de olhar perdido no chão, vergado pelo peso de tantos e tantos olhares (só olhares?) como esse. Julgo que é apenas mais uma demonstração da intolerância e do atraso que caracteriza as nossas grandes cidades e noutra escala o nosso País. Ser Cosmopolita, abraçar com alegria as diferenças culturais, as escolhas (sejam elas de que natureza forem) é algo que talvez os meus filhos ainda possam vir a viver... Por enquanto, quem pode dá um "salto" a Londres, a NY, ou até a Barcelona.(...)
Wednesday, August 04, 2010
Tuesday, August 03, 2010
Ao "MAZUNGUE.COM"
Quem tenha lido a edição de 15 de Maio de 2010 do V.Blogue e visto as fotografias que ilustram os respectivos textos ficaria com a ideia que Gonçalo Afonso Dias é um digno colaborador ou freelancer do Jornal de Angola.
Editar fotografias de autor limitando-se apenas a referir o seu nome é, infelizmente uma prática cada vez mais corrente em sites, blogues ou edições mais ou menos marginais.
Os direitos de autor não deixam de ser lesados pela simples transcrição de um nome.
Por isso, mesmo sendo insuficiente, é comum "linkar" esse nome ao sítio original de onde foi retirada a fotografia.
Mas, neste caso, e reportando-me à primeira imagem (a das crianças) devo dizer-lhe que tenho motivos para ficar duplamente incomodado; O texto fala de dança e, no caso da captação dessa foto quem dançou fui eu... Acontece que os kandengues estavam junto a casa, na proximidade do Comando da Polícia. Acontece que alguém foi dizer à polícia que estava um branco a tirar fotografias das crianças mal vestidas ou sem roupa para levar para a "Tuga" (provavelmente para denegrir a imagem de Angola). Acontece que fui detido, foi-me retirado o passaporte e fui conduzido ao Comandante onde passei largos momentos a que já me vou habituando. Acontece também que sou cidadão angolano, conhecedor dos meus deveres e dos meus direitos e a "coisa" resolveu-se a bem.
Talvez fosse uma história interessante para, quem sabe, um dia, publicar no vosso espaço.
Quanto às fotografias, de futuro, terei o maior prazer em cedê-las. Bastará para isso pedirem e seguirem os procedimentos adequados .
Com os meus melhores cumprimentos,
Gonçalo Afonso Dias
Thursday, July 29, 2010
Por "detrás" do Pano.
"Invisíveis" para grande parte da sociedade, indesejados para a Direita mais radical que apregoa o seu expatriamento, estão os operários das obras, hoje maioritáriamente africanos ou orundos dos países de Leste. Contudo, se "de um dia para o outro", estes homens parassem ou assumissem a sua "invisibilidade discriminatória", o sector da construção civil em Portugal entrava em colapso.
Wednesday, July 28, 2010
500 fotografias nas Galerias Publicas (GP's) do "Olhares.com"
100, 200, 300, 400, 500 fotografias distinguidas com entrada nas Galerias Públicas da comunidade de fotógrafos Olhares.com.
Muito a propósito da nossa actualidade sócio-política, a nº 500 foi a imagem já aqui recentemente postada (O Estado da Nação [2] - Uma espécie de Bloco Central), captada em Lisboa em Julho deste ano.
Deixo aqui o mesmo texto que escrevi para o "Olhares" a propósito do significado que tem, para mim, esta marca, tecendo também algumas considerações sobre a sobre valorização das "GPs" e os aspectos negativos que podem ter para a evolução dos fotógrafos que, muitas vezes, perdem a liberdade e a espontaneidade do acto de captar a imagem fotográfica, fazendo-o, ainda que inconscientemente, em função daquilo que julgam poder vir a dar "GP".
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Texto (Olhares.com) :
A minha fotografia nº 500 a entrar para as Galerias Públicas do "Olhares.com". (O Estado da Nação 2 - uma espécie de Bloco central) -(http://olhares.aeiou.pt/estado_da_nacao_2_especie_de_bloco_central_foto3887529.html)
Meio milhar de fotografias nas "GP'S deixa-me satisfeito mas não é por si, um motivo suficiente para me sentir realizado nem tão pouco no "caminho certo".
Contudo, assinalo esta marca com gosto e reconhecimento a todos aqueles que de há muito, e sem outro interesse que não a Fotografia, têm vindo a acompanhar o meu trabalho. Ainda que, por motivos que não cabem nestas linhas, eu pouco ou nada, sobretudo nos últimos meses, tenha retribuído como gostaria a mesma atenção.
Por outro lado, este é para mim, sobretudo um momento de reflexão, de uma certa inquietação que se vinha manifestando pela dúvida, pela incerteza pelo desejo de palmilhar outros "atalhos" de um trilho que há muito venho percorrendo, herança omnipresente do trabalho de um grande fotógrafo que foi, e será sempre o meu pai.
Não faria sentido falar aqui de 500 fotografias em gp's passando ao lado da polémica que, há muito, se instalou no "Olhares" sobre a transparência (ou falta dela) nos critérios para a atribuição desse estatuto às fotografias.
Desde há muito também percebi que, para além do critério meramente matemático que consta do regulamento, e que servirá, na minha opinião, como parte da selecção, há manifestamente um segundo elemento ou factor de decisão. Mais subjectivo por ser fundado no gosto de alguém e, por isso mais difícil também de explicar ou esclarecer.
É a minha opinião pessoal fundamentada por várias situações onde não tendo atingido os "mínimos" aritméticos para ser "GP" a fotografia passou pela eventual qualidade.
Noutras situações (em muitas outras) em muitas fotografias que eu considerava das melhores que havia feito passou-se o oposto.
Gonçalo Afonso Dias, Julho 2010
Sunday, July 25, 2010
Divulgação - Blogue "a pintura do tempo"
Luís Augusto Jungmann Andrade (L.A.J.A.) é brasileiro, arquitecto de formação, fotógrafo e artista plástico.
Conheci-o há bastante tempo através da fotografia no site que partilhamos, o "Olhares.com".
Desde logo impressionou-me o seu olhar muito particular, focado na relação de escala entre os grandes espaços abertos de Brasília (a sua cidade) e o homem.
Um tema que (L.A.J.A.) tem vindo a explorar recorrentemente com mestria.
Por outro lado, fotografa compulsivamente e o seu olhar prende-se com facilidade em tudo aquilo que a sua alma de poeta e artista o inquieta; grafismos urbanos, fragmentos arrancados a velhas paredes a que confere um novo sentido e subverte a escala.
O que eu não conhecia (apenas alguns apontamentos fotografados e editados no "olhares" eram os magníficos desenhos e as composições plásticas onde a ironia, por um lado, e a inteligente e genuína fusão entre as diversas formas de expressão deste artista, utilizadas com uma enorme liberdade, criatividade, mas também uma coerência perceptível entre elas.
Em boa hora (L.A.J.A.) criou um blogue "A Pintura do Tempo" que aqui divulgo com o maior prazer onde, sem um critério editorial rígido, vai publicando os seus trabalhos e um pouco daquilo "que lhe vai na Alma" seja sob que forma for.
Friday, July 23, 2010
Thursday, July 22, 2010
Sunday, July 18, 2010
Gotan Project tocam hoje em Oeiras
Friday, July 16, 2010
Friday, July 09, 2010
O Centro Histórico de Oeiras é um deserto.
Faltam ideias, falta vontade politica, falta um pouco de tudo.
Na avenida principal, a Cândido dos Reis, onde se concentra a maioria do pequeno comércio, a decadência é confrangedora. Lojas fechadas ou a agonizar, degradadas, a sobreviver com todas as dificuldades.
A "vida nocturna", que aqui teria, sob regras relativamente simples, condições excepcionais - esplanadas junto à Igreja, no largo 5 de Outubro, nas ruas periféricas, nos recantos antigos - não existe porque a C.M.O. "não deixa"...
Faltam ideias, falta cultura, falta conhecimento de outras realidades, noutros países.
Mas quero falar das pessoas. Sobretudo das pessoas, tendo como mote o Francisco que conheci há bem pouco tempo, na "troca" de um cigarro por um retrato;
O Francisco é Angolano mas (sobre) vive por aqui. Vende "buzios-da-sorte" na rua mas pinta, desenha e faz escultura. Não tem é dinheiro para os materiais nem tão pouco espaço para trabalhar ou expor.
Mas antes do Francisco conheci outros como ele. O Mário, pintor e desenhador, sonhador que vive praticamente na miséria porque não consegue um espaço para vender o seu trabalho. E muitos outros de muitas outras áreas da cultura haverá que não se vêm por causa da cegueira e do vazio de ideias de quem, nos seus gabinetes só vê números e só responde ao chefe.
Estivesse eu na Cultura desta (C.M.O.) e, tirava esta gente da rua. Dava-lhes uma oportunidade. Alugava um espaço - está, por ex. para alugar um armazém fantástico na Rua febus Moniz (ao lado dos "Netos"). Investia pouco e propunha responsabilidade e disciplina. Criava assim um atelier livre, ligado a um verdadeiro Projecto Social bem organizado e bem orientado. Dava lugar à Cultura, ocupava espaços "mortos" do centro Histórico mas sobretudo valorizava a Inteligência Política e a verdadeira solidariedade social.










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