Thursday, June 28, 2007

Jornal “O Público” promove violação do Regulamento Deontológico entre arquitectos.

Depois do polémico “Concurso” para escolher "O Maior Português" entre uma lista de 100 personalidades de diversas épocas, seguiu-se a eleição das “7 Maravilhas de Portugal”.

Simultaneamente o jornal O “Público”, com a mediocridade que já vai sendo a sua “imagem de marca”, lança uma “gracinha” a que chamou “Os 7 Horrores de Portugal”.

Enquanto as “7 Maravilhas” pertencem todas ao passado e são mais ou menos consensuais (dentro do estilo) os “7 Horrores” levantam, quanto a mim, outro tipo de questões;

Desde logo a selecção foi feita a partir da opinião (não fundamentada) de um grupo de sete “especialistas” maioritariamente arquitectos (6) alguns com responsabilidades e/ou cargos na Direcção da Ordem dos Arquitectos Portugueses (O-A).

A relação de proximidade e/ou cumplicidade entre a generalidade dos “sábios” escolhidos é confrangedora. A pressa com que esse jornal tentou tirar partido da iniciativa original também.

É de um indiscritível mau gosto e falta de bom-senso arquitectos em actividade, apontarem publicamente obras de colegas no âmbito de uma aparvalhada e interesseira escolha de “horrores arquitectónicos”.
O que é estranho é que, alguns deles até já foram amigos ou “próximos” dos seus (agora) alvos.
Mais estranho ainda é que até partilham interesses quando convém(basta analisar a lista dos nomes da Comissão de Honra da Candidatura “Unir Lisboa”).

Mais grave do que a tentação para o disparate é a clara violação do Regulamento Deontológico (artº 4) a que estão obrigados todos os arquitectos portugueses inscritos na O-A e em actividade.

Por fim, de entre os arquitectos “engraçados” com obra feita (parte deles “é mais é bolos”) nem todos podem cuspir para o ar já que assinaram obras que não destoariam dessa Lista Negra caso o “Júri” fosse menos homogéneo.

Não vou apontar casos particulares (vontade não me falta) para não dar crédito àqueles iluminados escribas que querem à força fazer da Blogosfera um “ninho de víboras”.

Agora que estão na moda os “processos em cima” não me admirava nada que, por exº, o arquitecto Tomaz Taveira , um dos “premiados” puxasse dos galões e entalasse os seus admiradores do “Público”. Bem vistas as coisas…

3 comments:

lopo said...

Quando se faz um concurso onde se elege a cagadela em vez de se eleger o autor da mesma, logo por aí não pode ser um grande concurso, é que as cagadelas conseguem-se limpar agora quem as faz é muito mais dificil! Os amigos Ana Vaz Milheiro, Graça Dias, Jorge figueira e Walter Rossa também sabem fazer boas cagadelas mas claro que as deles cheiram bem! Se o Público tivesse escolhido o Taveira e amigos para fazer uma lista com certeza que o Estádio de Alvalade ou as Amoreiras não estariam nessa lista.
Em Portugal tudo funciona mal e o conceito de liberdade
varia conforme as conveniências, se o concurso fosse aberto ou seja sem uma lista prévia feita pelos iluminados deste país, então se calhar o resultado seria mais interessante, democrático, esclarecedor e claro mais divertido.


P.S. A referência ao termo cagadela = obra arquitectónica ñ pretende ser gratuita mas antes um elogio com saudade às palestras do Mestre Daciano Costa.

Lourenço Ataíde Cordeiro said...

Amen, Gonçalo.

P.S: Parabéns pelas fotos.

Gonçalo Afonso Dias said...

Obrigado Lourenço! Deixa-me só vestir a batina e já te podes confessar...
Abraço,
Gonçalo