Friday, February 19, 2010

Carlos Afonso Dias (1930 - 2010)

4 comments:

alma said...

Gonçalo,
Sinto-muito e lamento! Sei o que é... !
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Cansa ser, sentir dói, pensar destrui.
Alheia a nós, em nós e fora,
Rui a hora, e tudo nela rui.
Inutilmente a alma o chora.

De que serve? O que é que tem que servir?
Pálido esboço leve
Do sol de Inverno sobre meu leito a sorrir...
Vago sussurro breve.

Das pequenas vozes com que a manhã acorda,
Da fútil promessa do dia,
Morta ao nascer, na esperança longínqua e absurda
Em que a alma se fia.
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A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.

A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.

...

Fernando Pessoa

Margarida Moreira said...

Os meus pêsames, também sei como é duro perder um pai.
Margarida

jraulcaires said...

Condolências...

Tinha a idade do meu pai, que ainda cá está...

José António Aires Pereira said...

Gonçalo, nesta altura não há palavras apenas emoções, sentimentos e um vazio inexplicável,
um forte abraço amigo
José António