Wednesday, September 24, 2008
Thursday, September 18, 2008
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Sinto que estou também a atingir o meu limite enquanto arquitecto.
Não me apetece continuar a ser um arquitecto.
A arquitectura é hoje, para mim, uma actividade cansativa e deprimente.
Por isso é que não me apetece continuar a ser um arquitecto.
"Mal comparado", é como fazer fotografia com alguém a segurar-me na máquina...
Se calhar nem sequer é assim tão mal comparado. Porque a arquitectura está em decadência, procura sobreviver a um vazio criado pela ilusão da modernidade fácil, consumista, revisteira.
Gastos os "modelos" holandeses, suíços, franceses, ficam páginas e páginas de revistas tão gastas como "playboys" nas mãos de adolescentes...
E por cá? Francamente; para além dos indispensáveis tostões há alguma razão para continuar a (querer fazer arquitectura ?!
Recorro mais uma vez á analogia com a fotografia: Tirar é diferente de fazer...
Os "tiraprojectos" continuam a tirar. Projectos. Concursos. Com(cursos) já feitos.
E é nesta 'merda'acamada numa tetulia chamada "Ordem dos arquitectos portugueses" que acham que eu me vou 'deitar'?!
Ainda vem o Siza dizer umas "verdades" um tanto ou quanto opalinas mas válidas, mais o Souto Moura a defender a "classe" sem classe nenhuma e ele próprio, a fazê-lo sem qualquer convicção. Que tristeza.
Vêm-me à memória o Nadir Afonso e não é a primeira vez.
Conheci-o no seu "cantinho" em Chaves, e percebi sentado na sua pequena mesa, junto à janela sobre o solarengo jardim, a razão de esse senhor que conviveu com Corbusier, ter mandado "à fava" a arquitectura. Mas, atenção! Não foi a arquitectura que ele desprezou. Foi tudo aquilo que "embrulha" a arquitectura e, quer se queira quer não, faz, cada vez mais, dessa nobre arte, uma bela arte da gestão de interesses e de poderes onde a luz, o espaço e a forma são apenas palavras ôcas.
Carlos Afonso Dias . Fotografias 1956-2008. Inauguração. Primeiras impressões.
Carlos Afonso Dias visto por mim, num reflexo, no dia da inauguração da sua exposição de fotografias "1956-2008", Galeria Pente 10, Lisboa.
'A Montra' foto gad, 2008.
A Montra
Funciona como o avatar do espaço que anuncia comercialmente.
Hoje, a arte e nomeadamente a fotografia é, também, um negócio. Ou não.
Mas acaba por ser... De outro modo não haveria galerias nem "galeristas" empenhados em divulgar essa arte. Ou não.
Seria relativamente indiferente o "produto" exposto desde que as vendas estivessem previamente garantidas. Ou não.
Não faria qualquer diferença o facto de os correios levarem o "seu tempo" a entregar a correspondência... i.e: os convites. Ou não.
A net é mais "selectiva" e indiscutivelmente mais 'barata'. Ou não. Porque, como diz o velho ditado, e desculpem esta redundância que não é ciclíca, "o barato sai caro". Ou não.
Os afectos e as emoções são incomensuráveis e, se este texto contiver erros gramaticais ou simples gralhas, a culpa não é minha. É do corrector ortográfico que teima em não funcionar. Lá terá as suas razões. Ou não.
[Instalação na montra da galeria "Pente 10" em Lisboa (Travessa da Fábrica dos Pentes, 10, 1250 - 106 Lisboa. www. pente10.com) dedicada exclusivamente ao período da exposição [17/09/08 a 07/10/08] "Carlos Afonso Dias . fotografias 1956 - 2008.
Quadro original 'olhos' de Gonçalo Afonso Dias
1,50 x 1,00 x 0,07m.
Gesso estruturado por "corda de sapateiro" sobre cartão, 2005.
"Ao grande amigo e companheiro, presente em cada momento, em cada gesto, em cada olhar". (G.A.D.)
[Painel integrante da exposição "Carlos Afonso Dias ; Fotografias 1956 - 2008. Galeria 'Pente 10, Travessa da Fábrica dos Pentes, nº 10,' Lisboa.]António José Costa
Thursday, September 11, 2008
F O T O G R A F I A . E X P O S I Ç Ã O
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PRESS RELEASE
PENTE 10 – FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA INAUGURA EXPOSIÇÃO DE CARLOS
AFONSO DIAS -“FOTOGRAFIAS 1956-2008”
A Galeria Pente 10 – Fotografia Contemporânea inaugura no dia 16 de Setembro, terçafeira, a exposição Fotografias 1956-2008, de Carlos Afonso Dias.
A exposição consiste em trinta e duas imagens a preto e branco, obtidas entre 1956 e 1962 e seis imagens a cores, obtidas entre 2006 e 2008. Será editado um catálogo da exposição.
“As fotografias aqui expostas são uma pequena parte de uma grande vida, de um olhar tímido mas incisivo, discreto mas irónico, inteligentemente crítico, contundente por vezes (...) Gosto de pensar nesta exposição em 3 tempos distintos: o passado, captado magistralmente pela sua Leica – a maioria das imagens expostas; o presente: a abertura de novas experiências, o mundo digital (...); o futuro, sobretudo o futuro: um desafio, um olhar mais cansado mas cada vez mais livre (...)” Gonçalo Afonso Dias, in catálogo da exposição Fotografias 1956-2008, de Carlos Afonso Dias.
Carlos Afonso Dias nasceu em Lisboa em 1930. Em 1953 adquiriu a sua primeira máquina fotográfica, passando a considerar a fotografia como um dos seus variados interesses. Entre 1957 e 1958 mantém um convívio regular com Gérard Castello Lopes, passando a fotografar com mais empenho e regularidade. Em 1989, a exposição Fotografias 1954/69, promovida pela galeria Ether, vale tudo menos tirar olhos, resgata-o do esquecimento. Volta a fotografar em 1990. Em 2001, o Centro Português de Fotografia publica uma monografia que deu origem à exposição Viagens Fotográficas, apresentada na Cadeia da Relação, no Porto, em 2002, que foi repetida em Évora e em Lisboa, na Culturgest.
Carlos Afonso Dias está representado na Colecção Nacional de Fotografia (Ministério da Cultura), na Colecção de Fotografia do Museu do Chiado, Lisboa (Instituto Português de Museus) e na colecção da Fundação PLMJ.
Carlos Afonso Dias. Fotografias 1956-2008
Pente 10 – Fotografia Contemporânea
Travessa da Fábrica dos Pentes, 10 (ao Jardim das Amoreiras)
1250-106 Lisboa
Tel. 91 885 15 79 /21 386 95 69 -Contacto: Catarina Ferrer
info@pente10.com www.pente10.com
Inauguração terça feira, 16 de Setembro, às 19H00.
A exposição estará patente até 7 de Novembro de 2008
Horário: 3ª a Sábado, 15H00 às 20H00
Metro: Rato
Tuesday, September 09, 2008
O Povo Angolano votou na Paz! e VENCEU !

Cândido Bessa
Thursday, September 04, 2008
Wednesday, August 27, 2008
P R I S Ã O D O M I C I L I Á R I A
"Prisão Domiciliária" foto gad, Lisboa 2008Da Janela de um quarto andar de um prédio anónimo, num bairro habitacional de Lisboa, rodeado de muitos prédios com o mesmo uso, um olhar atento, analítico, consegue, ao fim de algum tempo, sentir os prenúncios da grave enfermidade que devasta este país...
Nos movimentos desconsolados e tementes dos idosos que ainda saem à rua;
Nas expressões fechadas dos jovens que caminham para os seus destinos sem suposta motivação;
Nos ruídos descabidos provenientes das esplanadas de alguns cafés que servem de "casa de pasto" a emergentes marginais;
No silêncio dos outros, sem esplanada, e onde é proibido fumar;
Na falta de crianças "atrevidas", a brincar espontaneamente nos jardins;
Nos olhares prevenidos de quem vai ao "multibanco" e não que ser protagonista na recentíssima novela da TV: "Assaltos do Dia";
No zunir das buzinas e no eco dos impropérios dos automobilistas.
Dívidas, frustrações, desespero e angústia descarregada electronicamente;
Tudo isto se passa lá fora.
Dentro das casas, pequenos indícios revelam verdades medonhas .
Como esta senhora que eu vi, ontem em Benfica, Que ironia...
É apenas mais uma entre milhares de almas atraiçoadas pelas infames promessas da "democracia" regurgitadas compulsivamente pelos profissionais da mentira e do "beijinho" em vésperas de eleições.
Esta senhora está notoriamente doente.
Adivinho a reforma com que paga a sobrevivência e a lástima das condições em que ainda vive.
Almoça. Numa mão uma salsicha tirada de uma lata de conserva. De resto, um guardanapo de papel e um olhar perdido no vazio... É esse o seu segredo.
Provavelmente, como em tantos e tantos casos que conheço, tem família, até tem filhos que "estão bem na vida". Ou fazem de conta que estão. Também fazem de conta que não têm mãe. Não "cabe" lá em casa.
Melhores condições têm aqueles que estão efectivamente em prisão preventiva.
A Lei preocupa-se muito com o seu bem-estar... e são cuidadosamente vigiados, e l e c t r ó n i c a m e n t e.
Tuesday, August 26, 2008
Wednesday, July 23, 2008
Friday, June 27, 2008
Tuesday, June 03, 2008
Arquitectura [Destaques]

Residências de Estudantes do Intituto Politécnico de Coimbra R3
(Gonçalo afonso Dias / Daniela Antunes)
VER AQUI.
Condomínio Adelaide, Luanda Sul, Angola [em construção]
Monday, June 02, 2008
Colecção Berardo chega ao Cabo da Roca
REGRESSO
Fiz a minha reflexão sobre este (des)gosto de manter um blogue.
Achei que tinha de mudar; faz falta uma maior interactividade entre quem edita e quem vê ou lê. Só há um problema: não sei por a caixinha das "controvérsias" que vejo nalguns sítios. Talvez uma alma caridosa me ensine a fazer.
De resto, provavelmente só mudarei na contundência dos meus desabafos.
Porque vivo num país que visivelmente e diariamente só muda para pio, para trás...
Em conversa com uma velha amiga, esta disse-me o que, se calhar, eu precisava de ouvir para continuar este «Artes e Ofícios» "para o bem e para o mal: esse blogue és tu!".
Abraço a todos
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Cá estoy! Más o menos como prometido. Hice mi reflexión sobre este(des)gusto de mantener un blogue.
Creí que tenía que cambiar; hace falta una mayor interactividade entre quien edita y quien ve o lee. Sólo hay un problema: no sé por la caixinha de las "controversias" que veo nalguns casas de campo. Tal vez una alma caridosa me enseñe a hacer.
De resto, probablemente sólo cambiaré en la contundencia de mis desabafos.
Porque vivo en un país que visiblemente y diariamente sólo muda para pior, para tras...En conversación con una vieja amiga, esta me dijo lo que, se calhar, yo necesitaba de oír para continuar este «Artes y Oficios» "para el bien y para el mal: ese blogue eres tú!".Abrazo a todos
BOM FIM-DE-SEMANA !
SOBRE ESTE VÍDEO:
Na opinião de muitos, o melhor quadro de todos os tempos, tendo como astro mácssimo o comediante Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum.
Aqui, acompanhado do também falecido Tião Macalé, Mumu tenta armar uma pindureta do boteco capitaneado por Didi após derrubar algumas ampolis.
Mussa, Mumu da Mangueris, Fumê, Suíço: vc jamais será esquecido!
Wednesday, May 14, 2008
Tuesday, May 13, 2008
Saturday, May 03, 2008
Tuesday, April 22, 2008
Monday, April 14, 2008
Friday, March 28, 2008
Thursday, March 27, 2008
ADEGA MAYOR









fotos: gad, Março 2008Foi o dono do extinto Campomaiorense (lembram-se?) de uma discoteca que transformou agora num restaurante requintado, etc.
Lembrou-se de associar o vinho de qualidade ao café numa iniciativa de requinte e bom gosto.
Assim nasceu a Adega Mayor, vocacionada para castas seleccionadas e para vinhos nobres.
Precisava de uma “casa grande” e de um arquitecto ao nível das suas ambições. Escolheu o melhor; Álvaro Siza Vieira.
Sobre esta obra de Siza poderia não dizer nada, porque é uma obra que me “cala” uma espécie de ponto final no meu curto vocabulário sobre arquitectura.
Digo apenas que Siza não só soube interpretar o sítio mas, num contexto mais abrangente, profundo e social, conseguiu poéticamentedesenhar o Alentejo na sua essência.
Concebeu um volume austéro, longilíneo, sem "tiques, deu uma resposta objectiva a um programa simples mas com exigências técnicas particulares. O espaço interior é magnífico, é espaço.
As imagens dizem mais qualquer coisa. Espero.
































