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Saturday, February 04, 2012

Sábado, 4 de Fevereiro de 2012 - Angola; Comemoração dos 51 anos do início da Luta Armada


Data que assinala o início da luta armada em Angola – Revolta em Luanda, com ataque à Casa de Reclusão, ao quartel da PSP e à Emissora Nacional.


"15 anos de Luta Anti-Imperialista"

«Goradas todas as tentativas de uma solução pacífica para o problema angolano o povo pegou em armas para conquistar a sua independência e expulsar do solo pátrio a presença do colonizador inimigo.» 


Postal emitido em 1976 em comemoração dos 15 anos do 4 de Fevereiro
(Edição do departamento de Orientação Revolucionária (DOR) - MPLA)




"Um Só Povo"
«A ideia da unidade da nação exige que todos os compatriotas, seja qual for a sua origem de classe, sejam incluídos nas tarefas de reconstrução nacional»
(Edição do departamento de Orientação Revolucionária (DOR) - MPLA)



"Estamos em Guerra"

«A defesa da Angola revolucionária é um dever de todos nós e uma necessidade para o Mundo»
(Edição do departamento de Orientação Revolucionária (DOR) - MPLA)

Postais: colecção particular




Data que assinala o início da luta armada em Angola – Revolta em Luanda, com ataque à Casa de Reclusão, ao quartel da PSP e à Emissora Nacional.

Wednesday, February 04, 2009

4 de Fevereiro de 2009


Hoje comemoram-se 48 anos do início da Luta Armada em Angola

Tuesday, November 04, 2008

4 de Fevereiro 2008. Hoje comemoram-se 47 anos do início da Luta armada pela Independência de Angola.

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Post linkado ao "Página Um" a quem agradeço e felicito.

[...] O dia 4 de Fevereiro de 1961, cujo quadragésimo sétimo aniversário se comemora esta segunda-feira em Angola, é recordado no país como o marco do início da luta armada de libertação nacional.

Naquela data, centenas de jovens nacionalistas, enquadrados por militantes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), atacaram as cadeias da PIDE-DGS, principalmente a Casa da Reclusão e Cadeia de São Paulo para libertar presos políticos.
A edição de 5 de Fevereiro de 1961 do Jornal “Província de Angola” assinalava a morte de sete homens da Polícia Colonial e um soldado do exército, “abatido” junto à Casa da Reclusão.
Relatos da época revelam que três comandos despontaram no início dos ataques, tendo um deles enfrentado a guarda da Casa da Reclusão, outro, praticamente desarmado, lançou-se sobre as grades de ferro da prisão de São Paulo e posto da PIDE-DGS, enquanto o terceiro comando atacava o então Emissor da Rádio Oficial de Angola.
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A anteceder essas acções, em finais de Janeiro circulavam rumores segundo os quais os detidos políticos, (entre eles os incriminados do Processo de 50) encarcerados na fortaleza da Casa da Reclusão, seriam transferidos para a sinistra prisão de Tarrafal em Cabo Verde.
Tal situação, a par de outras injustiças, motivaram as acções da madrugada do 04 de Fevereiro de 1961: nacionalistas angolanos, com bravura, empunhando paus e catanas, atacaram a cadeia de São Paulo e a Casa da Reclusão, em Luanda.
A razão desse ataque foi libertar os presos políticos angolanos acusados pelo regime português de activistas subversivos, que pretendiam a independência de Angola.
O acto foi produto da afirmação da consciência nacionalista e patriótica dos angolanos contra a recusa, pelo regime colonial português, das propostas pacíficas que lhe haviam sido apresentadas, tendo em vista a soberania do país.
Além de ter marcado o rompimento com a opressão, o 04 de Fevereiro é tido como das datas mais importantes da história de Angola, à semelhança do 11 de Novembro de 1975, altura em que o país se tornou independente.
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Algumas fontes referem que a escolha do dia do ataque (04 de Fevereiro) teve em atenção o facto de estarem na capital angolana nessa altura muitos jornalistas estrangeiros que aguardavam a chegada a Luanda do paquete Santa Maria, assaltado alguns dias antes no alto mar por um grupo liderado por Henrique Galvão, um oposicionista do regime de Salazar.
Quando ficou claro que, afinal, o navio não viria para Luanda e os jornalistas começaram a prepararem-se para abandonar a capital angolana, os nacionalistas decidiram lançar o ataque antes que fossem todos embora.
Assim a presença dos jornalistas garantiu a projecção mediática internacional do acontecimento que marcou o início da luta armada, culminada com a independência do país, a 11 de Novembro de 1975.
A propósito da comemoração dos 47 anos, desde o início da luta armada, o cónego Apolónio Graciano, da Igreja Católica, considerou recentemente , em Luanda, necessária a acção do 04 de Fevereiro de 1961, para que "os filhos de Angola se sentissem livres e contextualizados no mundo, como um povo verdadeiramente soberano".
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Zola Mbenga Véritas/Angop - Editado por AD