Friday, August 31, 2007

Saturday, August 25, 2007

Friday, August 24, 2007

Juro!...

foto: gad. Almada, 2003

Estava a fotografar a escada. Juro!
Achei interessantes os grafittis. Também é verdade.
De repente, aparece no meu enquadramento esta rapariga, completamente fora do contexto... Disparei sem querer... Juro.

Thursday, August 23, 2007

Wednesday, August 22, 2007

Que Futuro?


"futuro" foto: gad, 2006

O futuro é o intervalo de tempo que se inicia após o presente e não tem um fim definido. Referente a algo que irá acontecer. O futuro é o estado utilizado na mecânica clássica para dizer algo que está por vir. Que ainda não aconteceu(mas vai). Na mecânica quântica já não existe a figura de futuro, pois esta atua de forma atemporal.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Tuesday, August 21, 2007

O lado oculto do "Abismo"










"Abismo"

"Abismo" pastel óleo sobre MDF previamente pintado a esmalte (1m x 1m)
08/2007
"Abismo" (detalhe)

Monday, August 20, 2007

Há 50 anos...

"Postura" foto: gad. Santa Clara-à Velha, 08/2008

Previsível



Link


Será que o "Glorioso"vai voltar a ter um treinador com garra, carisma , alma e "mão pesada" no balneário?



Enhorabuena Camacho!

Thursday, August 16, 2007

"Luzes e sombras da memória"
foto: gad. Odemira, 2007
"Stress" foto: gad, Sevilha, 2004

Tuesday, August 14, 2007

Perpétua. Maria Perpétua.

foto: gad. Odemira, 08/2007

98 anos, Odemira. Não sabe ler, mas sabe muito...
...e eu também já não suportava ver as "fuças" do Sr. Carreira sempre que abria o blog...

Monday, August 06, 2007

É uma tempestade mas não são "moinhos de vento"...


Acabadinha de me chegar por e-mail... (Público Digital/Local, de hoje - 6 de Agosto)

Obrigado Augusto!

Nota: Clik na imagem para aumentar.

Percurso e aprendizagem



Durante o meu percurso pessoal, académico e depois (também) profissional, houve momentos e palavras que ficaram gravadas, para sempre, na minha memória.
Nada de novo, isso acontece a todos.
Um desses momentos, talvez o mais significativo, passou-se há muitos anos, na antiga E.S.B.A.P.

Frequentava então o primeiro ano do Curso de Arquitectura.
Quando acabei o 12º ano fui “parar” ao Porto. Não consegui nota para entrar na Faculdade de Lisboa. Por pouco. Mas assim foi.
Os meus pais, nesses tempos, também não tinham “nota” para me alugar um espaço exclusivo, com a privacidade e com o conforto que desejavam.
Reparti, por isso, (com mais 2 de outras áreas) um quarto alugado, na casa da Dona Elvira, numa rua de má fama no centro do Porto – A famosa Rua do Sol.
As regras da casa eram implacáveis e a senhoria exercia o seu poder com “mão de ferro”; 3 duches por semana numa casa de banho encavalitada numa “hesitante” varanda, com a particularidade de ter a água aquecida por um estranho aparelho eléctrico colocado à saída do chuveiro que frequentemente “dava choques”…
Isto também pouco interessa…ou talvez não.

Na primeira aula de História de Arquitectura, no anfiteatro da escola, o Professor Fernando Távora falou, entre outros assuntos, de arquitectura e de arquitectos.
A certa altura ironizou (…) Só se chega a arquitecto depois dos 40 anos.(…)
Fiquei em pânico, tinha para aí 21…

Se na altura, a afirmação do Mestre foi por mim entendida como um “aviso à navegação”, hoje, preste a fazer 43, continua a ser uma “bóia sinalizadora” na minha navegação profissional e sobretudo pessoal.

Maturidade. Foi aquilo que Távora quis que ficasse registado nas nossas impacientes cabecinhas. Tão simples quanto isso.
Na minha interpretação, primeiro uma maturidade como pessoa, para chegar, mais tarde, à maturidade enquanto arquitecto.
Estou também convencido que o saudoso Távora “largou o 40” como poderia ter dito 50, 60, ou …
Essa Maturidade, é “casada” com a Humildade. E não se separam. Nunca.

Esta “lenga-lenga” só serve para introduzir uma das primeiras obras que projectei há mais de uma década (A casa de Santiago do Cacém, e só hoje, passado tanto tempo, poderia (d) escrevê-la com o necessário distanciamento.

O contexto é simples e relativamente comum: A filha mais nova de um casal já idoso, enraizado em Santiago do Cacém, convenceu o pai que era fundamental contratar um arquitecto para conduzir os destinos da centenária casa de família, na iminência do colapso.
De entre todos os familiares, essa filha era a única “com estudos”, licenciada e tudo.
Para uma família tradicional, com origem no campo e na terra, esse estatuto fazia toda a diferença e conferia uma maior autoridade à sua opinião nesses assuntos mais "periféricos".

E foi assim que fui contratado para a reconstrução do velho edifício.
Ficou desde logo assente que as estruturas em madeira apodrecida não comportavam obras de remodelação e que seria mais sensato e económico “deitar tudo abaixo”, excepto a fachada – Património Municipal (e as empenas) e construir de raiz.



Aos donos da casa, tanto fazia… Viviam assim há longos anos e o que desejavam era “deixar alguma coisa para os dois filhos”.
Foi a base do programa para esta obra: Conservar a fachada, remodelar o restaurante e a loja do Rés-do-chão e fazer duas casas novas no primeiro andar (Uma para a filha e outra para o filho) idênticas, independentes, tirando o maior proveito possível do enorme terreno nas traseiras, ao nível desse piso, orientado para Poente.


As casas tinham um programa corrente, arrumado de forma a relacionar a sala e a cozinha com o pátio traseiro e os quartos para o lado da rua.

No piso superior propunha uma sala polivalente com uma casa de banho privada que tanto serviria para os hóspedes como para as brincadeiras dos netos.
Esses espaços comunicavam e estendiam-se para um grande terraço.


O desenho dos volumes simétricos do terraço (uma escada exterior faz a ligação ao piso de baixo e garante a privacidade no primeiro andar) surgiu com o rebatimento da linha que define a inclinação do telhado original, dando , de certo modo, a desejada unidade ao conjunto.



A estrutura de ensombramento em vigas de betão protege a violência do Poente alentejano e caracterizam esses expressivos volumes.

Mais tarde completarei este post com os desenhos do projecto e outros elementos que eventualmente for encontrando.
Agora, pouca diferença fazem, para “a história que vos quero contar”, tentando sintetiza-la o melhor possível.

Logo nas primeiras (e muito breves conversas) com o meu cliente (O pai assumia naturalmente esse papel) percebi que não me fazia perceber… A minha conversa de jovem arquitecto era demasiado agressiva e arrogante para alguém que “só queria uma planta”.
Pouco adiantaram as maquetas e outras “tretas” que eu achava que “lhe davam a volta”.
O velho senhor que infelizmente “já cá não está” ia dizendo que sim… e que também.

O projecto foi aprovado depois de passar pelos costumeiros enredos burocráticos.
Seguiu-se o projecto de execução. Centenas de pormenores, medições, orçamentos e Cadernos de Encargos.

Finalmente o D.O. escolheu um empreiteiro de confiança lá da terra. Seguiu-se a demolição e a ancoragem da fachada, posteriormente “agrafada” à nova estrutura de betão armado.

As pessoas do sítio iam acompanhando o crescimento do estranho objecto com muitas reservas que não escondiam ao meu cliente.
Com o “esqueleto” em pé, depois de acabada a estrutura e as alvenarias, eu estava feliz e muito satisfeito com a forma que a obra ia ganhando.

Os problemas surgiram quando o meu cliente se apercebeu de todo aquele “espaço desperdiçado” com os “inúteis” terraços do primeiro andar. "Davam umas boas divisões"...
Contudo, a ruptura aconteceu mais tarde, quando, ao visitar os primeiros acabamentos, me apercebi que todos os materiais tinham sido escolhidos e comprados “a gosto”na loja de um velho amigo. Nada do que constava no Mapa de Acabamentos e restantes peças do projecto.
A pedra das zonas húmidas dera lugar a um mosaico espanhol (40x40); A “pastilha” da cozinha foi suprimida e trocada por uns decorativos azulejos adornados com motivos vários.


E os detalhes na escala 1:1?! “Conta-me outra anedota…”! Claro que, num contexto já duro, onde as relações estavam fragilizadas, nem existiam em obra.
A bela guarda metálica da escada interior para o piso dos quartos (arrancando duma zona de pé direito duplo da sala) que tantos esquissos proporcionaram, foi transformada numa nobre e segura balaustrada em madeira escura.



Aquelas “alhetas” que separam os tectos das paredes foram recriadas numas sancas de esferovite, muito mais fáceis de executar. A delicada estereotomia em pedra de relativa dimensão que revestiria o pátio “abstractizou-se” na tão tradicional “sopa de pedras”. Até gosto...


A “gota de água” caíu quando o Patriarca da Família, já farto da minha “conversa de arquitecto” e das minhas constantes ameaças (retirar o Termo de Responsabilidade, embargar a obra, etc.) chamou à minha “relíquia”, em plena rua e rodeado dos atentos vizinhos, de “Mamarracho”. Assim mesmo! Toma e embrulha…
Eu tomei e embrulhei. Meti-me no carro e fiz a sinuosa estrada nacional até à A2 a chiar os pneus e a espumar de raiva. Tinha sido humilhado! Eu, que tanto trabalhei… Não era justo.

Passaram-se muitos anos sem que eu lá passasse. A minha amiga, constrangida, pouco me dizia sobre a casa.

Em Janeiro de 2005, digeridos todos os ensinamentos possíveis desta história e relativizadas as “mágoas de arquitecto ferido no orgulho” decidi ir conhecer esse meu “filho” e tentar perceber até que ponto a sua “conturbada infância”, pela separação litigiosa dos pais, o tinha verdadeiramente afectado.

Estacionado o carro à porta da casa, enchi-me de coragem, e toquei na campaínha.
Entrei, visitei demoradamente todos os espaços e, talvez pela primeira vez, ri-me com gosto de mim próprio. Pedi inclusivamente à minha companheira, também arquitecta, que me fotografasse, em plena escada da balaustrada, a encenar um desgraçado agarrado à cabeça. Enquanto isso, a dona da casa, com o seu avental aos quadradinhos ia fazendo a limpeza e ateando a lareira.

Depois segui viagem.
Desta vez em paz. A lição foi aprendida. Fiquei a gostar muito desse "meu filho".

Moral da história: A que cada um entender. Para mim, a necessária aprendizagem e as “dores do crescimento”…
Doem mas fazem muito bem.
E se houvesse “razão” nestas coisas, não estava do meu lado. Com certeza.

Intervalo

...Para umas curtas férias. Volto já.

"Poema"


Talvez o mais belo poema que alguma vez me foi dado...
Jamais o esquecerei.
foto: gad. Benguela, Angola 2004

Saturday, August 04, 2007

Afectos

foto: gad. Catumbela, Angola 2004
afecto: sentimento de amizade e ternura para com outrem; afeição; amor (Wilkidicionário)

"Coisas que nunca se esquecem"
Centro de Reabilitação de Alcoitão
foto: gad, 2004

"Negativo"

Estação de Campanhã, Porto

foto: gad, 2004

Friday, August 03, 2007

Edíficio do Banco Espiríto Santo de Angola (B.E.S.A.) no Soyo . 2006/...


Vista da rua


Vista do rio Zaire


(Extractos da Memória Descritiva, Fevereiro de 2006)

Aspectos mais relevantes para a concepção do projecto.

1- O sítio: O novo edifício do Besa será construído num terreno localizado na margem Angolana do Rio Zaire.
Dispõe de uma localização privilegiada, onde a presença do rio e a vista sobre a margem oposta são mais-valias conferidas pela natureza que desde o primeiro esboço influenciaram e informaram a concepção desta proposta.


Planta do Piso 0


2- O Programa:
Funcionalmente o edifício divide-se em dois grupos espaciais de características e exigências técnicas/programáticas distintas;
A agência do BESA ocupará a totalidade do piso térreo e ainda uma área “encaixada” no piso 1, onde se localizou estrategicamente o gabinete do futuro Gerente.


Perspectiva do átrio central orientada para a entrada

Perspectiva do átrio central orientada parao balcão da agência


Esse gabinete está posicionado de forma a usufruir de uma visão projectante sobre toda a zona de clientes da agência, proporcionada pela criação de um duplo pé-direito na faixa central do edifício.


Planta Piso 1


O 1º andar (piso 1) será ocupado por dois apartamentos de tipologias ligeiramente diferentes: um T2 e um "T1+1". Este último dispõe de uma assoalhada complementar que poderá funcionar como um escritório ou como um pequeno quarto auxiliar.
Nas habitações privilegiámos sobretudo a vista para o rio, aqui obtida através de uma caixilharia que percorrerá toda a fachada e que permitirá o acesso à varanda exterior coberta. Do lado da rua, a caixilharia é ensombrada e protegida através das lâminas verticais que a caracterizam.



Corte longitudinal/Corte transversal



3- Aspectos construtivos:



Desde o inicio do projecto que as condicionantes e/ou dificuldades existentes para a construção no Soyo (menos desenvolvido nesse aspecto do que outras Províncias) foram encaradas como um dado objectivo, (entendido como mais um pressuposto prévio para o projecto,o que conduziu a soluções estruturais e de pormenor acessíveis a qualquer empreiteiro não muito especializado.

Fotografias da obra (Julho 2006) enviadas pela Progest (Engº Francisco Gaspar)











Ficha técnica:

Promotor: Banco Espiríto Santo de Angola (B.E.S.A.)
Representante do promotor em obra: Engº Paulo Silveira, assistido por Neusa Mendes, eng.

Fiscalização: Progest; Engº paulo Nóbrega e Engº Francisco Gaspar

Construtora: Teixeira Duarte / direcção de obra: eng. Paulo Almeida

Projecto Geral de Arquitectura: Metáfora Arquitectos Associados, lda.

Coordenação da equipa projectista: arq. Gonçalo Afonso Dias

Colaboração: Susana Alvarez, Andreia Carinhas, Edgar Soares, Vanda santos, Tiago Iglésias, arquitectos

Projecto de Fundações e Estruturas: Safre/ coordenação: eng. Paulo Freire

Projecto de Instalações Mecânicas: Instec /coordenação: eng. Viegas Rodrigues

Projecto de Instalações Eléctricas, telecomunicações e Segurança: Copreng / coordenação: eng. António almeida

Projecto de Infraestruturas de Águas e Esgotos: Grade Ribeiro, lda. / coordenação eng. Grade Ribeiro

Modelação 3D: arq. miguel Kriphall

Acessoria e implementação de sistemas de segurança: Securitas de Angola