Wednesday, December 07, 2011

A Manipulação do Homem através da Linguagem, a propósito da aprovação do Aumento do Horário de Trabalho em meia-hora diária.

"Foi a Luta Histórica de gerações de trabalhadores e trabalhadoras, travada ao longo dos anos com uma grande coragem e firmeza, que determinou a conquista das 8 horas diárias e o máximo de 40 horas de trabalho por semana, o direito à contratação colectiva, o descanso aos sábados e domingos, as férias remuneradas, a condenação do trabalho infantil, a protecção social, o direito a tempo de refeição e pausas para recompor forças, as licenças de maternidade e paternidade, entre inúmeros outros direitos.

Alguns destes direitos, como as 8 horas diárias de trabalho, cuja conquista começou em 1886, e que estão na origem da Comemoração do 1.º de Maio (Dia Internacional do Trabalhador), são agora postos em causa no nosso país pelo Governo do PSD-CDS. Esta situação, a concretizar-se, representaria um retrocesso no plano social e civilizacional que importa combater com todas as nossas forças.





                   (Pois... mas passou.)

"É falso que os problemas da competitividade tenham origem nos salários ou na duração do tempo de trabalho. Tais problemas radicam na deficiente organização e gestão das empresas, na manutenção de tecnologias obsoletas, nas fracas cadeias de valor, na elevada precariedade, na dificuldade de acesso ao crédito, nos custos da energia das telecomunicações, dos combustíveis e dos transportes. É a opção por uma estrutura produtiva assente neste modelo que determina, também, uma baixa produtividade, em termos absolutos, e que constitui um dos principais obstáculos ao crescimento e desenvolvimento da economia portuguesa. A solução passa por erradicar este modelo e não mantê-lo."






Sobre o actual Governo e sobre o seu líder - Pedro Passos Coelho (PPC) ainda não está tudo dito. As violentas medidas de austeridade que vem impondo aos portugueses parecem não ter limites. O autoritarismo de (PPC), a sua recusa metódica e estratégica em negociar seriamente com os Partidos da Oposição e com os Parceiros Sociais é um sinal claro e muito preocupante do rumo que o primeiro ministro de Portugal parece estar obstinado em seguir.
A indiferença que demonstrou face ao enorme protesto consubstanciado na Greve Geral de 24 de Novembro é paradigmática mas, acima de tudo, perigosa. Abre caminho para um conflito social que extravase o controlo e a organização através dos sindicatos e se alastre anarquicamente com consequências imponderáveis, à semelhança do que assistimos noutros países da Europa. 




Retrocesso Social, generalização da pobreza, castração da democracia, "morte por asfixia da Liberdade de Espressão" e do Direito à Indignação.


Quase todos os adjectivos já foram usados no espectro político português para caracterizar Passos Coelho e as políticas do o seu executivo. À esquerda, ao Centro e também à Direita, pessoas autorizadas pela experiência, pela isenção, pelo seu passado de participação activa nos destino do país, pelo reconhecimento internacional das suas carreiras políticas, económicas, sociológicas.




(Mário soares)


Enquanto os portugueses empobrecem e se vêm, todos os dias, confrontados com um futuro de miséria, o governo vai, sinistramente, gerindo a implementação de medidas autoritárias, servis aos interesses dos grandes grupos económicos, numa lógica ultra-liberal importada de modelos políticos e sociais que tratam as pessoas como números e as medidas políticas como um fim (em si mesmas) e não um meio para alcançar objectivos, reformar e estruturar coerentemente e com consciência social.

A Mentira e a Táctica do "Medo" são, manifestamente os instrumentos mais perverso e perigosos na estratégia de "Regresso ao Passado" seguida por (PPC). Procura por todos os meios convencer os portugueses de que o caminho que segue não tem alternativa e aterrorizá-los com as consequências de qualquer outra opção política. 



A Grécia e a situação explosiva que ali se vive, são as armas de aremesso preferenciais para essa politica de Terror. 

O Sofisma*** impera na retórica dos actuais governantes. A Manipulação através da Linguagem é, por isso, decisiva nesse estratagema Kafkiano.

*** Sofisma ou sofismo (do grego antigo σόϕισμα -ατος, derivado de σοϕίξεσϑαι "fazer raciocínios capciosos") em filosofia, é um raciocínio aparentemente válido, mas inconclusivo, pois é contrário às próprias leis. Também são considerados sofismas os raciocínios que partem de premissas verdadeiras ou verossímeis, mas que são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda. Por definição, o sofisma tem o objetivo de dissimular uma ilusão de verdade, apresentando-a sob esquemas que aparentam seguir as regras da lógica.

É um conceito que remete à ideia de falácia, sem ser necessariamente um sinônimo.

Historicamente o termo sofista, no primeiro e mais comum significado, é equivalente ao paralogismo matemático, que é uma demonstração aparentemente rigorosa que, todavia, conduz a um resultado nitidamente absurdo. Atualmente, no uso freqüente e do senso comum, sofisma é qualquer raciocínio caviloso ou falso, mas que se apresenta com coerência e que tem por objetivo induzir outros indivíduos ao erro mediante ações de má-fé.

(Wikipédia)


Grécia / Portugal - Descubra as Diferenças...



Como a Grécia sobrevive à crise: a SIC foi conhecer o país, hábitos e costumes
(Grande Reportagem SIC)


"Vamos Fazer o que AINDA não foi feito"

...Porque amanhã é sempre tarde de mais.




Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram
Sabes de mim
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti, sem saber onde
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Trago-te em mim
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim, mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

E eu sei que dói
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Sabes quem sou, para onde vou
A vida é curva, não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Tens uma estrada
Tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito
Tu és inteira e eu desfeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais



Este post é dedicado à Susana Alvarez. 

Tuesday, December 06, 2011

A polémica sobre a Igreja de S. Francisco Xavier no Restelo - Pretensão e Mediocridade na Crítica de Arquitectura. (With English Translation)





"A arquitetura, boa ou má, representa sempre um momento de procura e esperança profissional quando um arquiteto a elabora. E isso, a meu ver, deve ser respeitado. Criticar um colega é para mim pretensão e mediocridade."
(Oscar Niemeyer)

Pretensão e Mediocridade. A citação de Oscar Niemeyer, sobre a Crítica de Arquitectura,  pareceu-me uma  introdução adequada à finalidade deste texto a propósito da recentemente inaugurada Igreja de S. Francisco Xavier, no Restelo,  projecto da autoria do arquitecto Troufa Real.

Em Portugal Crítica é sinónimo de Maledicência. Na sociedade, na política, na arte e particularmente na Arquitectura.
Não existe uma tradição de crítica séria, fundamentada e objectiva. Por outro lado, a abordagem aos projectos e/ou às obras de maior impacto (quer pela singularidade dos programa, quer pela escala dos edifícios) é, à partida, uma abordagem inquinada por preconceitos, pelos "amores" ou "ódios" aos seus autores e focada essencialmente na expressão plástica das obras (vulgo aspecto exterior).
Portanto, é perversa, vazia, extemporânea. Em suma, inútil.

A polémica é saudável quando não é tardia. A crítica é positiva quando é frontal e construtiva.
Os grandes projectos deveriam envolver as populações, não no sentido de limitar ou condicionar a liberdade criativa dos seus autores, mas num sentido de participação cívica, de discussão pública. Seria com certeza uma mais valia para os arquitectos e para as suas obras.

A polémica que frequentemente se gera (e se alimenta nos media) em torno de uma ideia ou de uma obra de maior impacto não é acompanhada por qualquer iniciativa pedagógica (isenta) da Ordem dos Arquitectos (O-A), instituição que estatutariamente "representa a profissão do arquitecto e regula o respectivo exercício em Portugal".
As poucas iniciativas de que me recordo foram infelizes e serviram basicamente interesses de lobbys mais ou menos organizados (Os casos dos Contentores do Porto de Lisboa ou do Novo Museu dos Coches, por exº.). Acresce que, a (O-A) tem vindo, ao longo dos anos, e independentemente de quem a dirige, a discriminar negativamente os arquitectos. Há uma pequena elite de arquitectos "protegidos" enquanto muitos outros (Troufa Real é disso um paradigma) são ignorados, silenciados, proscritos.


Img -1 (Fotomontagem com a torre que ficou por construir)

Quanto à  Nova Igreja: recuso-me, evidentemente, a alinhar no plano da crítica sem elevação, normalmente limitada a questões de gosto, simplistas e esquemáticas (o "Gosto" e o "Não Gosto"...). Não vou, também, fazer aqui uma dissertação teórica sobre  Arquitectura Religiosa Contemporânea, as suas motivações e os seus simbolismos. É um tema apaixonante, matéria largamente estudada e suficientemente documentada.

Não sou religioso mas tenho "Fé". As igrejas sempre me apaixonaram, muito antes de ser arquitecto. Mais do que em qualquer outro lugar é nas igrejas que encontro o verdadeiro significado de Espaço, de Luz e de Espiritualidade (como dimensão da condição humana e não bem exclusivo da Igreja, enquanto instituição ou de uma Religião em concreto). Nesse sentido, entendo que a "Igreja Caravela" pensada e desenhada por Troufa Real é exemplar e reflecte plenamente essa Dimensão Espiritual da arquitectura.



Simpatizo com o "objecto" enquanto forma de expressão surrealista (tenho pena que a torre não tenha sido construída), plena de simbolismo, artístico, autêntico, pessoal e coerente. As polémicas têm um prazo de validade. As grandes obras não. 
A polémica é vulgarmente suscitada pela "novidade". A memória é curta. As Amoreiras, o CCB, a Casa da Música,  foram, no seu tempo, polémicas. Hoje, não sendo consensuais (e ainda bem), estão assimiladas pelas cidades e pela generalidade dos cidadãos.

Fora de Portugal, não faltam também, exemplos de obras que revolucionaram cidades e mentalidades e que, pela sua originalidade, fazem já parte da Memória Colectiva e da História da Arquitectura Contemporânea.

















The controversy over the S. Francisco Xavier Church in Restelo - Pretension and mediocrity on Architecture Criticism


"Architecture, good or bad, always represents a moment of search and professional hope when created by an architect. And that, in my view, should be respected. Criticizing a colleague is, in my opinion, pretension and mediocrity"

(Oscar Niemeyer)

Pretension and mediocrity. Oscar Niemeyer's citation, about Arquitecture critique, seemed like an adequate introduction to the finality of this text about the recently opened S. Francisco Xavier Church, in Restelo, project by the architect Troufa Real.

In Portugal, Criticism is a synonim of calumnia. In society, politics, arts and mostly Arquitecture.
There is no tradition of a serious, justified and objective criticism. On the other hand, the approach to projects and / or the works of greatest impact (either by the singularity of the program, either by the scale of the buildings) is, in principle, an approach vitiated by prejudice, by "love" or "hate" their authors and mainly focused on the works of artistic expression.
Therefore, it is perverse, empty, out of time. In short, useless.

Controversy is healthy when it isn't late. The criticism is positive when it is frontal and constructive.

Major projects should involve people, not in a sense of limiting or restricting the creative freedom of their authors, but a sense of civic participation, public discussion. It would certainly be an asset to the architects and their works.



The controversy that often generates (and feeds the media) around an idea or a work of greater impact is not accompanied by any educational initiative (free) of the Order of Architects (O-A), an institution that "represents the profession of the architect and regulates the practice in Portugal."



The few initiatives that I remember were unfortunate and served primarily the interests of lobbies more or less organized (The cases of the containers from the Port of Lisbon or the New Museum of Carriages, for example). Moreover, the (O-A) has, over the years, and regardless of who directs it, to discriminate negatively architects. There is a small elite of architects "protected" while many others (Troufa Real it is a paradigm) are ignored, silenced, proscribed.





About the New Church: I obviously refuse, to endorse the plan of criticism without elevation, usually limited to a simplistic and esquematic sense of taste (The “Like” and “Dislike”...). I am not going to make a theoric dissertation about Contemporary Religious Architecture, it's motivations and symbolisms. It is an enthralling subject, widely studied and sufficiently documented.





I am not religious but I have “Faith”. I have always been passionate about churches, long before I was an architect. More than anywhere else, churches are where I find the true meaning of space, light and sprituality (as a dimension of the human condition and not exclusive good of the Church as an institution or any specific religion). In that sense, I understand that the “Caravel Church”, thought and designed by Troufa Real is exemplary and fully reflects that Spiritual Dimension of architecture.

I simpathise with the “object” as a fom of surrealistic expression (It is a pity that the tower wasn't built), filled with simbolism, artistic, autenthic, personal and coherent.
Controversy is commonly raised by the “novelty”. The memory is short. The Amoreiras, the CCB, The Casa da Música, were, in their time, controversial. Today, even (thankfully) not being consensual, are assimilated by the cities and majority of citizens.

Outside of Portugal, there are a lot of examples of works that revolutionalized cities and mentalities and that, by their originality, are already a part of the Collective Memory and History of Contemporary Architecture.




img 1: (Photomontage with the tower)


img 2: (Bilbao Guggenheim Museum, Spain, Bilbao)


img 3: (Oscar Niemeyer Museum, Curitiba, Brasil)


img 4: (New Metrepolis, Amstardam, Holand)


img -5: (“Dancing House”, Plague, Czech Republic)




Gonçalo Afonso Dias (architect)


Translation: Tiago Afonso Dias

http://goncaload-artes.blogspot.com/2008/10/propsito-de-contentores-e-do-porto-de.html

Sunday, December 04, 2011

"O Sofrimento do Hipócrita"



Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares do Governo foi vaiado no congresso da Associação Nacional de Freguesias que ocorreu no Sábado, dia 3 de Novembro em Portimão.

É um facto. Como é um facto metade dos congressistas terem abandonado a sala onde decorriam os trabalhos, manifestação de protesto contra a proposta de extinção de freguesias defendida pelo governo.

A contestação não nasceu no dia do Congresso. Tem sido manifestada publicamente por diversos autarcas, por distintos políticos e analistas, por populações e gente anónima, em variadíssimas ocasiões e locais.

Todos os argumentos são válidos numa sociedade democrática.
Porém, há que fazer a destrinça entre a argumentação fundamentada e séria e a argumentação demagógica ou hipócrita.

Já não é próprio de uma democracia que um ministro, ao ser confrontado com uma manifestação de protesto, se refugie em sofismas e  Teorias de Conspiração. Diria mesmo que é um procedimento típico das sociedades totalitárias.


Relvas poderia ter ficado por um exercício de retórica tão do gosto dos governantes e políticos. Poderia ter recorrido aos lugares-comuns tão gastos na prosa política " Vivemos em democracia e, portanto respeito e considero todas as críticas, mas, mas, mas...". Por exº.
Mas não. Afirmou, sem concretizar, que a referida contestação teria sido gerada propositadamente contra si, tentando, desse modo, pessoalizar uma questão abrangente e séria, tentando desviar, por outro lado, as razões daquele protesto para o centro do seu Universo: o seu umbigo.

É triste, é "O sofrimento do Hipócrita".


"O Sofrimento do Hipócrita"
Ter mentido é ter sofrido. 0 hipócrita é um paciente na dupla acepção da palavra; calcula um triunfo e sofre um suplício. A premeditação indefinida de uma ação ruim, acompanhada por doses de austeridade, a infâmia interior temperada de excelente reputação, enganar continuadamente, não ser jamais quem é, fazer ilusão, é uma fadiga. Compor a candura com todos os elementos negros que trabalham no cérebro, querer devorar os que o veneram, acariciar, reter-se, reprimir-se, estar sempre alerta, espiar constantemente, compor o rosto do crime latente, fazer da disformidade uma beleza, fabricar uma perfeição com a perversidade, fazer cócegas com o punhal, por açúcar no veneno, velar na franqueza do gesto e na música da voz, não ter o próprio olhar, nada mais difícil, nada mais doloroso. 0 odioso da hipocrisia começa obscuramente no hipócrita. Causa náuseas beber perpétuamente a impostura. A meiguice com que a astúcia disfarça a malvadez repugna ao malvado, continuamente obrigado a trazer essa mistura na boca, e há momentos de enjôo em que o hipócrita vomita quase o seu pensamento. Engolir essa saliva é coisa horrível. Ajuntai a isto o profundo orgulho. Existem horas estranhas em que o hipócrita se estima. Há um eu desmedido no impostor. 0 verme resvala como o dragão e como ele retesa-se e levanta-se. 0 traidor não é mais que um déspota tolhido que não pode fazer a sua vontade senão resignando-se ao segundo papel. É a mesquinhez capaz da enormidade. 0 hipócrita é um titã-anão.


(Victor Hugo, in "Os Trabalhadores do Mar")

Saturday, December 03, 2011

O Zungueiro

Fotografia: Gad. Huambo, Angola, 2010

(...) Zungueiro, deriva da palavra Kimbundo Zunga, que significa andar, deambular. É um nome comum dado aos vendedores de rua do comércio informal. Pelo facto de estarmos habituados a ouvirmos falar mais de zungueira, se calhar alguns leitores poderão chamar-me de machista, confesso que não sou. Escolhi o título desta reflexão pelo facto do Zungueiro e a Zungueira terem os mesmos objectivos, que consistem no exercício económico de sobrevivência para o sustento, consubstanciado na venda pelas ruas de variadíssimos produtos. Podem ter um ponto fixo, ou caminhar sem rumo, até que a mercadoria acabe ou até a hora de irem para casa. Diferenciam-se nos tipos de produtos que comercializam, talvez pelo factor género. É comum o Zungueiro comercializar bens como: vestuário, telemóveis, relógios, medicamentos, DVD’s, CD’s, cartões de recargas, bebidas, etc. Ao passo que a Zungueira vende principalmente bens alimentares, das frutas ao peixe, legumes, sanduíche, mandioca e outros produtos como livros escolares, principalmente no inicio do ano lectivo.
A maioria dos(as) Zungueiros(as), desconhecem que alguns bens são proibidos por Lei nos locais onde comercializam, refirome por exemplo aos medicamentos e outros de venda proibida (os manuais escolares da Reforma Educativa, de distribuição gratuita). Em Angola, a venda ambulante começou a ter expansão nos anos 70, como consequência do êxodo populacional para as cidades, devido a guerra, que originou o agravamento do desemprego.
O desemprego fez com que certas famílias praticassem os seus negócios em casa, posteriormente defronte aos estabelecimentos comerciais, nos cinemas, tendo evoluído para as esquinas, nos mercados paralelos e na rua, sem observância das regras e normas mercantis e higiosanitarias. (...)
(Cristiano Francisco O País - imprensa angolana)

Fotografia: Huambo, Angola, 2010

Deixem-nos rir (8) e... Bom fim-de-semana!


Friday, December 02, 2011

Cada cabeça sua sentença...


Fotografia: Gad. Huambo, Angola, 2009

Thursday, December 01, 2011

Olhares que me fazem sentir muito pequeno...


Fotografia: Gad. Huambo, Angola, 2009

DIVULGAÇÃO - BLOGUES : Lisbon8



Lisbon 8 é um blogue de Lisboa e sobre Lisboa. Literalmente delicioso! A não perder.

O BUSSACO É LINDO SIM SENHOR!


(Partilha de jraulcaires que muito agradeço.)

Fotografia - Divulgação



O "Olhares.com" está de parabéns pela escolha da "Fotografia do Mês de Novembro". O autor dessa obra distinguida, Pedro Corage, também e sobretudo.


Página de abertura da Galeria de Pedro Corage no "Olhares"

O meu comentário:
"Parabéns Pedro e parabéns também ao Olhares pela escolha da Foto do Mês.Uma fotografia a preto e branco, límpida e despretenciosa.
A essência da Fotografia é, desta vez, celebrada com a escolha de uma imagem fotográfica sem artificialismos nem manipulações.
Nesta área de expressão artística onde, à semelhança de muitas outras, cada vez mais prevalece o IMPACTO e as MODAS, o destaque dado a esta fotografia singela e genuína merece toda a minha consideração.
Na arte e na fotografia, em particular, há espaço e são desejáveis todas as interpretações e formas de expressão. O Olhares tem vindo, nesse sentido, a divulgar e a destacar essa liberdade, com imagens onde é notável a fusão entre diferentes formas de comunicação, mas também, como neste caso, trabalhos que nos transportam para as origens da fotografia bem como para a obra dos grandes nomes contemporâneos da arte fotográfica."

Metade dos países do mundo estão representados neste blogue



O número total de países no mundo não é consensual.
"A resposta pode ser 195 ou 194 (se não considerar Taiwan um país independente)."
O que é um facto e um motivo de orgulho é o nº de países cujos cidadãos já visitaram o "Gonçalo Afonso Dias - Artes e Ofícios : 90.



A partir desta dat ficarão aqui visíveis, em tampo real, (na caixa "FLAGCOUNTERS"), os países que nos visitam, com as respectivas bandeiras.
Como reconhecimento à atenção que nos é dedicada, editaremos semanalmente uma peça relativa a esses países, contendo os dados estatísticos e as suas principais características, tanto no espectro sociopolítico como no seu enquadramento cultural.
O critério será a representatividade (países que mais nos visitam primeiro).
Em breve, como aqui já anunciei, os posts mais relevantes serão editados em duas línguas: (Português e Inglês) de modo a facilita e a promover a consulta e bem como o assistência desses cidadãos espalhados pelos Cinco Continentes.
Uma especial atenção será dada aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) com quem pretendemos, através da blogosfera, reforçar laços culturais e estreitar colaborações.
A divulgação da arte e nomeadamente da arquitectura modernista desses países, que temos vindo a fazer pontualmente, será reforçada, e agradeço, desde já, todas e quaisquer contribuições que nos venham a ser dadas sobre esses conteúdos.
Todas as fontes e créditos serão devidamente referidos e será dado especial destaque aos blogues que partilham connosco a paixão pela cultura.

Fica aqui esse desafio, esperando que tenha a maior receptividade.

Um grande Obrigado a todos,

Gonçalo Afonso Dias

ACTUALIZAÇÃO: 2012-06-08:
Nesta data o nº de países aqui representados já ultrapassou a metade do total: são já 101 as bandeiras aqui presentes.





Wednesday, November 30, 2011

"Casa roubada, trancas à porta"...


(fonte: net)

Meios periciaispara investigar piratas informáticos são «ridiculamente escassos», diz MariaJosé Morgado
Diz a magistrada do Ministério Público Português e diz qualquer pessoa minimamente atenta e informada.

Aqui, tenho chamado à atenção, por diversas vezes, para a importância que não se dá ao crime praticado no espaço cibernáutico. (...)As autoridades portuguesas parecem não dar a devida importância, nem ter a atenção que têm outros países, em relação à utilização da internet como veículo privilegiado para a divulgação e mobilização de actividades criminosas.(...), disse.
Pode ser que agora, quando o "vírus" atacou a P.S.P., o Parlamento e até a RTP o "seres pensantes" deste país (adormecidos na sua auto-promoção via "facebook") finalmente acordem e alarguem os horizontes dos seus interesses e das suas preocupações. Pode ser. Pois...


Meninos do mar


O Fado Maior - Uma questão de Lógica



O Fado é agora Património Imaterial da Humanidade.
Eu gosto de Fado. Do Fado "puro e duro", cantado e celebrado nas "tascas", nos restaurantes e nas Casas de Fado, por gente conhecida ou anónima, muitas vezes "à desgarrada".



Aí o Fado é genuíno, o ambiente é vibrante e, sobretudo, divertido.


As distinções e/ ou os prémios internacionais valem o que valem... 
Concordo com a fadista Ana Moura; O Fado já é, há muito, um património da humanidade, (...) A fadista Ana Moura admitiu à Lusa que o reconhecimento do fado como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO vai dar-lhe uma nova visibilidade, mas defendeu que «o Fado sempre foi património da Humanidade». (...)  assim como sempre foi um património português e, genuinamente lisboeta.


Gosto de Fado, mas prezo sobretudo a Cultura.
Entendo que a política, como quase tudo na vida, deve ter uma lógica. Uma lógica que, em filosofia, é conhecida: Do Geral para o Particular.
A cultura deve ser entendida como um todo. O fado, o Cinema, o Teatro, a Música, a Fotografia, as Artes Plásticas, etc. pertencem, nessa lógica, ao domínio do "particular". Juntas são o "Todo", o "Geral".


Nesse sentido, custa-me a entender que, num país onde a Cultura está no fim da Lista de Prioridades do Governo, em que tem sido sistematicamente desprezada e progressivamente asfixiada, se tenha investido numa candidatura (que vale o que vale, repito) onde se gastou muito dinheiro e muito dinheiro se vai gastar muito mais nos próximos 4 anos: (...) Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da capital, explica ao DN que a promoção do fado no exterior custou cerca de 300 mil euros e que, ao longo dos quatro anos que dura o plano de salvaguarda da canção de Lisboa, será investido um milhão e 200 mil euros, metade do que argentinos gastaram com idêntica candidatura do tango e muito menos do que aquilo que espanhóis investiram na defesa do sua dança.(...)


Num país onde as Companhias Independentes de Teatro estão, por via das medidas de austeridade impostas pelo Orçamento de Estado (O-E) para 2012, (hoje aprovado pela Assembleia da República) confrontadas com um corte de 38% nos parcos subsídios com que têm sobrevivido. O maior, mais prestigiado e internacional dos nossos festivais de teatro - O Festival de teatro de Almada - está em risco de colapso. 
Num país onde os mais notáveis actores, agora aposentados, sobrevivem com pensões de miséria.


Num país onde, todos os dias, dezenas de estudantes universitários abandonam os seus cursos superiores, em muitos casos já no último ano do Licenciamento, por não terem como pagar as suas propinas.
Num país onde a mais antiga Universidade, e uma das mais prestigiadas da Europa - a Universidade de Coimbra - está em risco de não resistir aos cortes e restrições do referido (O-E) e de, pura e simplesmente se ver obrigada a "fechar as portas" em 2013.


Num país que assiste presentemente à maior "fuga de cérebros" para todo o mundo, onde encontram condições para trabalhar, investigar e progredir.
Num país onde, este ano, mais de 40% dos arquitectos estão desempregados, ou na eminência de assim ficarem.


Volto à questão da lógica... Não há. Na cultura como na Educação, como em todas as outras áreas da governação. Assistimos a um "cortar a direito", sem atender às especificidades e particularidades daquilo que selvaticamente se amputa; Direitos, Liberdades e Garantias consagrados na Constituição.


Os nossos governantes apressaram-se, em declarações públicas, (hilariantes se não fossem tristemente reveladoras), a realçar o enorme feito, numa unanimidade que a mim me faz desconfiar. Tal como me afligem todas as unanimidades "Toda a unanimidade carece de criatividade" (Ediel)
A questão essencial, quanto a mim, é a de saber o que ganhou, de facto e hipocrisias à parte, a nossa cultura com essa distinção. Provincianamente, os referidos governantes enaltecem as vantagens para o Turismo. Esquecem-se, ou nunca foram aos locais onde se canta o Fado, que aquelas pessoas que lhe dão nome sobrevivem também. Esquecem-se, ou não lhes interessa, que, agora mais do que nunca, esses locais estão a ser condenados à falência e os artistas à emigração.


Acabo como comecei. Gosto de Fado. 
O que não aceito é que nos queiram transformar em figurantes mudos de um Fado Maior;
Onde, no lugar de músicos temos agora tecnocratas.
Onde, no lugar de um público autêntico, conhecedor e entusiasta, se pretendam turistas mais ou menos endinheirados.
Onde, no lugar de autores e intérpretes temos agora ministros e Secretários de Estado.
Onde, no lugar de letras inspiradas, de poemas sentidos, temas agora as regras da Troika e os diplomas do (mal)dito Orçamento de estado.


Não tem lógica.



(...) Se tendermos a identificar o estado de direito à democracia na medida em que a lei é o produto de um parlamento representativo, a elaboração quase contratual da lei com os grupos de interesse contradiz-se com a noção de lei como expressão da vontade geral, ou mesmo, se assim desejarmos, da maioria dos cidadãos.
Por outro lado, a atribuição à vontade geral ou a uma maioria dos cidadãos torna-se uma ficção cada vez mais difícil de aceitar.
As negociações comportam a redução da transparência da lei e a perda da publicidade e da sua produção que a visão liberal da lei considerava importante. (...)


(PITKIN, 1985, P. 188)



Saturday, November 26, 2011

Documentários de arquitectura portuguesa on Vimeo - Teatro Azul



TMA -TEATRO AZUL . Manuel Graça Dias + Egas José Vieira arquitectos com/with Gonçalo Afonso Dias from Vitor Gabriel on Vimeo.

Deixem-nos rir! (6)


FRASES...

.
"o que me preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

Vídeo mostra PSP à paisana a agredir manifestante (TVI 24)

AQUI (Depois de passar a publicidade...)
.http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/psp-agressao-manifestantes-paisana-greve-geral-tvi24/1302664-4071.html

Greve Geral - Foram muitos... e alguns os que ficaram muito desapontados...

.


Novos, velhos, trabalhadores, desempregados, reformados, indignados.
Foram também muitos, sem dúvida, os que ficaram profundamente desapontados. Porque queriam ver Portugal a arder, como aconteceu e acontece na Grécia e em outros países em convulsão.
Os incidentes pontuais que ocorreram em frente à Assembleia da República não debilitaram, em nada, o notável civismo e o espírito democrático do protesto de ontem.
Por explicar ficam as motivações dos poucos agitadores que tentaram, sem êxito, incendiar os ânimos dando, desse modo, o mote para o início de uma convulsão social descontrolada e com efeitos imprevisíveis.

Portugal não está livre de assistir a esse fenómeno contagioso. A Greve Geral pretendia, e conseguiu, unir e sensibilizar muitos milhares de portugueses para as grandes questões sociais e económicas que o Orçamento de Estado para 2012 levanta. Por outro lado, como em todos os protestos dessa dimensão, mostrou a força de um povo indignado e revoltado procurando, através do sindicalismo, abrir caminho para a negociação das medidas selvagens que atingem duramente toda a classe trabalhadora. Negociação que o governo de Passos Coelho recusa metodicamente, ostentando uma pose totalitarista, arrogante, digna de uma ditadura.

Não é preciso estar muito atento para perceber indícios de uma movimentação contra a democracia, que se tem, desde há algum tempo notando um pouco por todo o lado.


Em declarações avulsas ou de pessoas com responsabilidades e com o dever de respeitar o rumo da História, como foi o caso da autêntica provocação feita por Otelo Saraiva de Carvalho quando recentemente incitou criminosamente as Forças Armadas para um Golpe de Estado.
Na internet, com a divulgação e ameaças de um auto-denominado "Grupo 30 de Novembro".

Recentemente (não há coincidências) denunciei aqui uma ameaça que me foi dirigida via "Braganza Mothers" por um individuo que se apresenta como "O militar que também alinha" em que referia, precisamente, o dia 30 de Novembro como a data em que "iriam pôr ordem nesta choldra"...



Mencionei também, nesse post, o facto de esse indivíduo utilizar (ilegitimamente?! - já não sei e explico porquê***) a página oficial do site do Corpo de Fuzileiros como fundo do seu site pessoal.
Já tenho dúvidas em relação à referida legitimidade dessa apropriação para fins ilícitos.


***Na dúvida, denunciei o facto no próprio site do Corpo de Fuzileiros, num espaço dirigido a "Reclamações e Sugestões". Dirigi o e-mail/denúncia/reclamação (o que lhe quiserem chamar) ao Comandante desse organismo do exército e, estranhamente, não recebi qualquer resposta ou esclarecimento.


Estranhamente também, o dito "militar" continua on-line, com o mesmo perfil, usando o referido site. Estranho. Muito estranho mesmo...
Ou talvez não.
As autoridades portuguesas parecem não dar a devida importância, nem ter a atenção que têm outros países, em relação à utilização da internet como veículo privilegiado para a divulgação e mobilização de actividades criminosas.

Otelo ficou impune. Mário Soares branqueou hoje as declarações  golpistas de Saraiva de Carvalho com um paternalismo confrangedor (...) diz uns disparates mas tem bom coração.(...). Pois...






Thursday, November 24, 2011

O POVO SAÍU À RUA


CRIME, DIGO EU E A CONSTITUIÇÃO

NEM AS CRIANÇAS LHES ESCAPAM.


O "Braganza Mothers (B.M.)" que despudoradamente invoca o direito à liberdade e o direito à expressão, não só apagou o comentário*** que deixei no post  a que aqui me refiro, como se viu "obrigado" a fechar a caixa de comentários, por manifesta falta de adesão da sua clientela habitual.




Fica demonstrado o carácter enganador e perverso dessa gente inútil, provocadora, difamadora e atentatória dos Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos, direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa.
Fica também demonstrado que, por vezes, uma palavra vale mais do que 1000 imagens obscenas e insultuosas.


*** Gonçalo Afonso Dias disse: "É lamentável que gente que invoca o direito de cidadania e o direito de expressão tenha apagado o comentário que aqui deixei civicamente. Repito: Nem as crianças voçês poupam. O que aqui fazem, toda esta javardice é CRIMINOSA segundo a Constituição da República Portuguesa. Vocês é que já deviam estar a "ver o sol aos quadradinhos"... fosse este um país onde a Lei se fizesse cumprir."


Nota: Este blogue foi criado por mim em 2005, é exclusivamente redigido por mim e da minha inteira responsabilidade.
É um blogue dedicado à cultura; à arquitectura, à fotografia, à pintura, à arte em geral.
É também um espaço onde exerço os meus direitos de cidadania e onde exprimo livremente e sem condições o meu pensamento.
É visto em todo o Mundo. Os seus seguidores são pessoas credíveis, livres e amantes da cultura. Por aí também se confere a autenticidade e a credibilidade dos seus conteúdos.




Em breve, os principais posts terão uma edição bilingue (português/inglês).
Agradeço, por isso, a todos aqueles que o visitam e/ou seguem. Agradeço e publico todo e qualquer comentário ou critica desde que seja feito com educação e espírito construtivo. Apenas modero comentários obscenos, racistas, insultuosos e discriminatórios.
Bem hajam!




GREVE GERAL , DEMOCRACIA e TMA

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Manifesto aqui, publicamente, a minha solidariedade com os trabalhadores do Teatro Municipal de Almada (TMA), com a sua Companhia Residente, a Companhia de Teatro de Almada e com o seu director Joaquim Benite.





Solidarizo-me também com todos os portugueses, com os sindicalistas e com todas comunidades oriundas dos PALOP, residentes em Portugal, que têm sido progressiva e sistematicamente extorquidos através das MEDIDAS DE AUSTERIDADE impostas por Passos Coelho/Troika. Medidas de uma dureza extrema, desumanas e subservientes ao Poder Económico que domina a Europa.




Subscrevo o apêlo feito por Mário Soares e por todos os livres pensadores deste país.

Entendo que TODOS; Os que estão descontentes,os empregados e também os empregadores, os desempregados, os políticos e os que não têm partido, os indignados, os jovens, os reformados, os pensionistas, os que criticam sem coragem de exercer os seus Direitos, os que estão a ser pressionados e chantageados para o não fazer, os artistas e amantes da Cultura e de uma política que não a cale, se devem manifestar livre e democraticamente, com civismo mas com energia, na rua, em qualquer sítio e lugar deste país.

Só assim a DEMOCRACIA se Cumpre.
Só desse modo é que um povo pode mostrar a sua FORÇA.
Só assim se poderá travar o retrocesso cultural e o regresso à DITADURA que hoje, mais do que nunca, para além de uma ameaça, é já uma constatação.

Vivemos um Momento Histórico decisivo. Depende de TODOS inverter o destino de MISÉRIA e de POBREZA a que nos estão a condenar.





Lá nos encontraremos!


 "Uma das principais tarefas da cultura é fazer da necessidade, liberdade. " (Jacob Klatzkin)