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Wednesday, March 19, 2014

Monday, July 30, 2012

Os imigrantes Portugueses em Angola - A mudança de paradigma

ACTUALIZAÇÃO - 01 DE AGOSTO DE 2012:
Transcrevo um comentário aqui deixado por uma das "honrosas excepções" a que me refiro neste texto.
Trata-se de uma pessoa que, com o marido, se mudou para Angola há um par de anos e que, naturalmente, já formou uma opinião sólida sobre este assunto:


Elsa Faria said...
Análise sábia a tua... só me entristece que esses "artistas" além de estarem a tratar mal quem os acolheu, deixem como imagem de marca o "português" que a todos envergonha... a mim envergonham-me, diariamente... por isso não fazem cáfalta... nenhuma!!!!


Aquele abraço, Gonçalo!
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"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."

(Nelson Mandela)
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Não gosto de generalizar.

Procuro, em cada texto que escrevo, informar-me e documentar-me previamente sobre o conteúdo ou os conteúdos que abordo.

Neste caso, porém, a fundamentação da opinião que se segue é baseada no conhecimento "in loco" e da experiência que acumulei na vida em Angola, antes, durante e depois da Independência dessa ex-colónia portuguesa, agora, mais do que nunca, um destino preferencial na crescente onda de imigração de portugueses que, no contexto de Crise e Austeridade imposto a Portugal pela Troika, agravado pela governação submissa aos interesses do eixo Franco-Alemão e dos grandes grupos económicos, perversa e desumana do primeiro-ministro português - Pedro Passos Coelho - e dos seus acólitos no poder.

Como angolano e português que sou há quase 48 anos, divididos entre esses dois países, conheço com uma substancial profundidade as duas realidades, tanto do ponto de vista socioeconómico e político, como no que diz respeito ao modo de vida e aos costumes dos dois povos.

Por formação e carácter não me abstenho, em Portugal ou em Angola, de, utilizando responsavelmente o Direito à Liberdade de Expressão, me manifestar frontalmente contra tudo aquilo que entendo ser politicamente condenável, culturalmente criminoso e atentatório dos Direitos Liberdades e Garantias dos cidadãos tenham eles a origem, a religião ou a cultura que tiverem.



Não tenho qualquer fidelidade partidária, não sigo qualquer ideologia política mas tenho ideais que, em muitos aspectos de podem considerar "de esquerda".

Estou portanto, como sempre estive à vontade para me exprimir, para criticar, concretizando, e para, quando as situações a isso me obrigam as Denunciar publicamente.

Se a minha posição em relação aos sucessivos governos portugueses tem sido amplamente manifestada neste blogue, já em relação a Angola ela carece de uma maior concretização:



Desde 1984 que viajo com frequência para Angola e, dentro de Angola para todas as suas províncias, conhecendo em profundidade a situação de cada uma delas e estando muito atento à situação e às condições de vida do povo angolano.

Reconheço, porque constato, que tem havido um esforço significativo do governo angolano na Reconstrução de um país assolado durante 3 décadas pelo flagelo da guerra.
Reconheço, como a grande maioria dos angolanos, o papel fundamental do seu presidente - José Eduardo dos Santos - na conquista da Paz e da estabilidade económica dessa potência da África Austral.

Critico e choca-me visceralmente o fosso social que persiste entre os angolanos (novos-ricos) e um povo que maioritariamente continua a (sobre)viver com indescritíveis dificuldades de toda a ordem (Trabalho, saúde, condições de vida e uma pobreza extrema). Um povo que sofre, que continua a sofrer, e que é confrontado diariamente com os sinais de riqueza e com a ostentação dos "que podem".

Angolanos que são agora "colonizados" pelos seus próprios patrícios, explorados e desrespeitados na sua dignidade.

Pessoas com Direitos e Deveres como todas as outras mas que carecem de uma particular solidariedade sob pena de continuarem a assistir à morte e à doença dos seus filhos e familiares, à falta de instrução, à ausência de um "Futuro"...

Não reconheço o conceito de "Democracia Musculada" - já o escrevi: "só considero duas hipóteses - ou há democracia ou não há democracia.
Entendo, contudo, que o modelo de democracia europeu - já decadente e obsoleto, não pode ser implementado em África "tou-cour", sem atender à especificidade dos seus povos em todos os seus aspectos, sem compreender a sua Idiossincrasia.
Reconheço ainda a extrema dificuldade que representa governar e reconstruir um país assolado pela guerra, onde as novas gerações cresceram e viveram num ambiente de dor, de morte e de miséria. Mas penso que se pode e deve fazer muito mais.

Assisto com pena e com a dor de quem estima o património cultural e arquitectónico à mutilação de edifícios e cidades e à construção desmedida e opulenta de edifícios "importados", inspirados em modelos que nada têm a ver com Angola (Dubai por exº), à presunção generalizada de que a modernidade passa pela utilização massiva do vidro e dos revestimentos em alumínio (num clima tropical, com elevadas consequências no comportamento térmico dos edifícios e nos custos inerentes, num território que é uma "enciclopédia de soluções de ensombramento), à ausência de um planeamento consistente e abrangente - o que tem gerado o caos nas maiores cidades, Luanda no topo.

Esta introdução esclarece, espero, o meu conhecimento da realidade em Angola e o meu posicionamento imparcial, sem vínculos ou o "rabo preso" a quem quer que seja.
Este pequeno artigo visa sobretudo abordar e reflectir sobre a imigração em massa de cidadãos portugueses para Angola: Quem vai, porquê e qual a sua postura profissional e pessoal nesse país independente e tão carente de gente interessada verdadeiramente em contribuir com trabalho e dedicação para a sua reconstrução e para a melhoria das condições de vida do seu povo - a criação de emprego digno e justamente remunerado.

Para isso importa primeiro fazer aqui uma retrospectiva sobre a quantidade e a qualidade de quem, desde 2004 tem voado para Angola.


A MUDANÇA DE PARADIGMA

Angola, 15 vezes maior que PORTUGAL, acolhe actualmente cerca de 200.000 portugueses, um nº que aumenta diariamente consequência da Crise Económica, da Austeridade e do Desemprego exponencial que se vive em terras lusitanas

Quando em 2004 reiniciei a minha actividade profissional em Angola e as viagens regulares para esse país no âmbito dessa actividade, os aviões iam cheios de imigrantes. Hoje continuam a ir cheios de imigrantes, cada vez mais aviões, cada vez mais repletos de gente que "foge" de Portugal à procura de um emprego, de condições de vida dignas.
No entanto, constato uma notável diferença entre o género de pessoas que imigravam em 2004 e aquelas que hoje imigram.
Em 2004 via sobretudo pessoas humildes, sem grande instrução recrutadas maioritariamente pelas grandes construtoras portuguesas a operar em Angola (Somague, Soares da Costa, Mota Engil, etc,) para trabalhar nas obras - pedreiros, serventes, "trolhas".

A reconstrução de Angola dava os primeiros passos e estava tudo por fazer.
Um salário de 5000 Dólares Americanos (USD) era, nesse tempo uma autêntica fortuna.

Hoje, cada vez mais, imigram para Angola técnicos médios e superiores e muitos licenciados.
Muitos deles antes da Crise, da Troika e de Passos Coelho ocupavam em Portugal cargos directivos, tinham um bom ordenado, uma vida tranquila. Estavam a pagar a casa, os carros e outros luxos, iludidos no tempo das "vacas gordas" e do crédito fácil.
Vão agora, como antes referi, em massa para outros destinos sendo Angola um dos mais procurados.

Mas o "El Dorado" angolano acabou...

Angola impõe hoje regras e condições e tornou-se mais selectiva no que respeita a abrir as portas a qualquer um. E muito bem, na minha opinião.
A concorrência estrangeira aumentou em todos os sectores mas sobretudo na Construção onde os chineses não dão grandes hipóteses em termos competitivos. As grandes construtoras portuguesas entraram em declínio e 5.000 USD/mês já não chegam para viver confortavelmente, sobretudo em Luanda - a cidade mais cara do Mundo.

Continua a haver uma carência significativa de quadros superiores, apesar do regresso "à terra" de muitos angolanos qualificados que se formaram em Portugal e aqui fizeram as suas vidas durante muitos anos.

Já não se fazem fortunas "de um dia para o outro" em terras angolanas. É preciso trabalhar muito, criar empregos, aceitar o princípio fundamental de que se está num país independente com as suas regras e especificidades.



E é aí que "bate o ponto"...



Muitos desses portugueses, (há excepções felizmente e não gosto de generalizar - repito) não "digeriram" ainda o facto de Angola já não ser há muito uma colónia portuguesa. 

O que os move e o que o faz imigrar resume-se a "ganhar dinheiro", amealhar o mais possível e o mais depressa possível para um regresso confortável a Portugal.

Estão-se "nas tintas" para os angolanos e para a reconstrução do país, para a criação de postos de trabalho e para a tão urgente formação de quadros angolanos.

Com um espírito neocolonialista e um complexo de superioridade próprio de gente mal formada destratam os angolanos, criam conflitos nos locais onde trabalham, exercem um racismo mal disfarçado.



Essa triste realidade é mais visível quanto mais altos e bem remunerados são os cargos que ocupam. Directores e gestores que saíram de Portugal com "uma mão à frente e outra atrás" não escondem a "falta de chá" e a falta de formação cívica, abusando das competências que lhes são atribuídas com uma arrogância e uma prepotência que só pode acabar mal. E acaba mal, mais cedo ou mais tarde.

Nestes 8 anos de trabalho continuado em Angola já "choquei de frente" com dois desses "artistas"... vi também os dois a cair do altar... Um deles já regressou "a casa", o outro... apenas uma questão de tempo.



Defendo que em Angola há lugar para todos.



Mas também defendo que Angola deve recrutar para esses cargos os angolanos qualificados que estão no estrangeiro e, mais importante, formar em quantidade e qualidade, nas suas universidades, técnicos e quadros superiores, deixando assim de precisar de tolerar gente "mal-acabada" e formatada segundo os padrões do antigo regime.


Acabo com as excepções - são muitas, cada vez mais, felizmente, sobretudo nas gerações mais novas.
Gente que vai a Angola pela primeira vez, que encontra um caminho para a vida, que se identifica com o país e com o seu fantástico povo e que, ao fim de algum tempo de lá já não quer sair.
Gente nova que muitas vezes casa com angolanos (as), constitui família, cria raízes profundas.

É dessas pessoas, bem formadas, sem complexos, disponíveis, tolerantes e activas que Angola e os angolanos precisam querem e acarinham, como irmãos.

Os outros, aqueles que põem o "canudo" à frente dos princípios e da educação bem podem deixar-se ficar por aqui. Não fazem falta. Como angolano o afirmo.

Portugueses em Angola vivem bem mas não gostam dos negros no país deles

SEM COMENTÁRIOS...

Friday, February 17, 2012

Presidente do BES Angola ilibado para já de branqueamento - A verdade vem sempre "ao de cima"


Presidente do BES Angola ilibado para já de branqueamento





Num Estado de Direito que se preze os julgamentos não podem ser feitos na Praça Pública nem tão pouco nos media, ávidos de escândalos com um único objectivo - vender papel.
Nesses momentos a vida das pessoas é devassada, as insinuações e as ofensas mostram o que de pior o ser humano tem - A inveja, a maldade, e neste caso também o racismo.
Limpar o nome é infinitamente mais difícil do que denegri-lo.
Esta notícia publicada no "SOL" repõe a verdade no "caso" em que se viu recentemente envolvido o Presidente do Banco Espírito Santo de Angola (BESA) - o Dr. Álvaro Sobrinho.
Órgãos de informação como o "Correio da Manhã e muitos outros, revistas e semanários, blogues, até... denegriram, insinuaram e ofenderam a dignidade deste homem humilde, dedicado, cerebral e honesto que eu conheço bem e que considero um irmão.
Numa sociedade evoluída, Álvaro Sobrinho e a sua família mereciam, agora, um pedido de desculpas público da parte dessas pessoas com responsabilidades na formação da opinião pública em Portugal.
Na sociedade em que vivemos apenas "farão de conta", calarão as bocas imundas e partirão no encalce de um novo e rentável escândalo.
Para o Dr. Álvaro Sobrinho e sua família envio daqui um grande abraço e reforço a solidariedade que desde o início manifestei publicamente.

Friday, February 10, 2012

Todas as angolanas são "Misses".







Leila Lopes



A selecção e posterior nomeação para "Miss Angola" envolve, tradicionalmente, uma enorme polémica. Há, por um lado, uma certa unanimidade no facto de as mulheres oriundas de Benguela serem as mais elegantes e bonitas do país. Pessoalmente concordo, com conhecimento, com esse arquétipo.

Por outro lado, essa eleição, confronta interesses, regionalismos, amores e ódios.

Leila Lopes foi eleita a Miss Angola 2011 e, posteriormente "Miss Universo 2011", na cidade de S. Paulo, Brasil.

O racismo e a discriminação foram, explicitamente, evidentes nas declarações de algumas das concorrentes, em particular, e da sociedade europeia, em geral. «

Entre as colegas concorrentes, surgiu outro tipo de reacções depreciativas, como no caso de Laury Thilleman (Miss França 2011) que, numa entrevista à revista online francesa Première.net, afirmou:



«Era a única concorrente que eu não conhecia muito bem. Não a víamos muito, era muito discreta. Aparecia muitas vezes de jeans e sem maquilhagem. Ficámos todas surpreendidas com a sua vitória. Muitas concorrentes fizeram imensos esforços, que não foram recompensados. Não sei, falta qualquer coisa ao seu temperamento. O facto de a competição ter sido realizada no Brasil teve de certeza alguma importância no resultado (Angola é uma antiga colónia de Portugal, assim como o Brasil)»


Para mim, seria muito difícil (como será com certeza para qualquer júri) nomear a mais bela entre as angolanas. Pelo simples facto de que todas elas são bonitas, com uma elegância natural no andar, no vestir, na sedução.

Nesse sentido, para mim todas as angolanas são "misses".


"Elegância". Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, Luanda, 2010






Monday, February 06, 2012

Saturday, December 10, 2011

10 De Dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos. Portugal em Retrocesso - Uma Visita Guiada.



DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)
da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948

Preâmbulo

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,
Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum,
Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra tirania e a opressão,
Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,
Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,
Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a desenvolver, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos humanos e liberdades fundamentais e a observância desses direitos e liberdades,
Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mis alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,

A Assembléia Geral proclama

A presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.



Artigo I

Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.




Artigo II 

Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.


Artigo III 

Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.



( Portugal...)


Artigo IV 

Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.


Artigo V 

Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo VI 


Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.


Artigo VII 

Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.




Artigo VIII 

Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei. 


Artigo IX 

Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.





Artigo X 

Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.




Artigo XI

1. Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.
2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Tampouco será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.




Artigo XII

Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.





Artigo XIII 

1. Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
2. Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.




Artigo XIV 

1.Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos propósitos e princípios das Nações Unidas.



Artigo XV 

1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de 

nacionalidade.

Artigo XVI 

1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.




Artigo XVII 

1. Toda pessoa tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
2.Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.



( Portugal...)

Artigo XVIII 

Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.


Artigo XIX 

Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.





Artigo XX 

1. Toda pessoa tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.
2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.




Artigo XXI 

1. Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de seu país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
2. Toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.





Artigo XXII

Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.





Artigo XXIII 

1.Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar para proteção de seus interesses.


Artigo XXIV 

Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e férias periódicas remuneradas.





Artigo XXV 


1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.
2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.





Artigo XXVI 

1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito n escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.



Artigo XXVII 

1. Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios.
2. Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.




Artigo XVIII 

Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.


Artigo XXIV 

1. Toda pessoa tem deveres para com a comunidade, em que o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
2. No exercício de seus direitos e liberdades, toda pessoa estará sujeita apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer às justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos propósitos e princípios das Nações Unidas.





Artigo XXX 

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.





Imagine...





Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one

Monday, November 21, 2011

" The Braganza Mothers" ou, a apologia ao racismo, à xenofobia, à violência, à discriminação ou ainda, a Impunidade dos Crimes praticados no Espaço Cibernáutico

.


Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, Oeiras 2009




Em Novembro de 2007 aqui editei um post que abordava o Racismo, a Discriminação e a Xenofobia presentes e em expansão na nossa sociedade, a propósito do assassinato pela PSP do jovem negro de 14 anos de nome Edson Sanches.
Dois anos depois, constato que na sociedade portuguesa, o racismo, a discriminação, a xenofobia e a intolerância não só se agravaram como tomaram formas mais "requintadas", encapotadas e perversas.
A crise socioeconómica que vivemos é agora pretexto para novas manifestações xenófobas, no mais perigoso dos procedimentos racistas - o racismo institucionalizado, disfarçado mas implícito em procedimentos de natureza e origem diversificadas e transversais na sociedade.
Numa Europa em acentuada "Viragem à Direita", manipulada e gerida pelos interesses económicos do "Eixo Franco-Alemão", os fenómenos da Xenofobia e do Racismo têm tempo, espaço e dissimuladas motivações para crescer, numa lógica directamente proporcional à manifesta redução dos Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos.
Prevalecem, agora, mais do que nunca, o "Jornalismo de Perseguição", as escutas ilegais e as fugas de informação de casos em Segredo de Justiça, combustíveis preciosos para alimentar a "máquina de (des)informação" de uma opinião pública fragilizada, inconsistente e vulnerável.
Paralelamente, multiplicam-se no poderoso meio de comunicação que é a Internet, blogues, sites e declarações onde se viola sistematicamente a Constituição da República Portuguesa no que respeita à difamação, ao racismo, à xenofobia e à incitação à violência.
As autoridades a quem cabe a monitorização dos conteúdos e práticas criminosas no meio cibernautico acabam por ser, pela passividade que demonstram, cúmplices silenciosos desses verdadeiros atentados aos Direitos Fundamentais do Ser Humano.
Como cidadão de Pleno Direito, cumpridor das obrigações e deveres que a Lei determina, exijo, com veemência, uma actuação honesta, descomprometida e em "tempo útil" das autoridades a quem compete a regulação, a fiscalização e a condenação dos actos criminosos atrás referidos.
Como Homem, defensor incondicional dos Direitos Humanos, estou hoje como sempre estive, do lado das minorias, sem medo daqueles que cobardemente e por distintas vias tentam pressionar, intimidar ou silenciar o que aqui escrevo. E o que aqui escrevo, sobre este e muitos outros assuntos é aquilo que eu Penso.
Recentemente, e após reagir num popular blogue português - o Braganza Mothers - a um post manifestamente racista, vi o meu sítio ser infestado por pretensos "amigos do blogue" originários desse violento e criminoso site, ´sob "nomes de guerra" boçais, ordinários e pornográficos, com a intenção óbvia de denegrir um sítio dedicado à arte, à cultura e à opinião livre, informada e fundamentada. Pela primeira vez, neste blogue que já conta quase sete anos de edição, vi-me obrigado a bloquear membros, depois de há já muito tempo, por razões semelhantes, ter sido forçado a moderar os comentários que aqui são feitos.
Pela primeira vez fui agora vitima de uma ameaça explícita à minha liberdade e à minha integridade física, (...) Ó, Gonçalo, andaste a decorar os apartamentos de milhões de euros que o outro comprava? Se andaste, identifica-te, porque dia 30 de novembro, as forças armadas vão pôr ordem nesta choldra. (...)  cujo autor é um dos "clientes habituais" do Braganza Mothers, intitulado "O militar que também alinha",e cujo site pessoal está linkado (pasme-se!) ao Site Oficial do Corpo de Fuzileiros. Esse Corpo do Exército, nomeadamente o seu Comandante, terá conhecimento deste aproveitamento do seu Estatuto?
E se não tem, como é que não tem?!
Não só não tenho medo, como tenho (in)formação e meios para, em sede própria, re(agir) adequadamente a esse e a outros cobardes marginais e a esse e outros sítios onde diariamente se praticam crimes e atentados aos Direitos e à liberdade das pessoas.





"O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos sem-carácter, nem dos sem-ética.
O que mais me preocupa é o silêncio dos bons."

(Martin Luther King Jr.)


Gonçalo Afonso Dias,

21 de Novembro de 2011