Showing posts with label O Económico. Show all posts
Showing posts with label O Económico. Show all posts
Friday, May 11, 2012
Portugal não é prioridade para Angola
O mercado português deixou de ser prioritário para as autoridades angolanas, sobretudo no que toca a investimento directo. Quem o diz é o próprio governo angolano.
"O Estado tem hoje outras prioridades. Estamos a olhar mais para os problemas internos do que para os problemas externos", disse ontem Manuel Vicente, ministro de Estado e da Coordenação Económica de Angola.O governante falava numa conferência de imprensa em Luanda, para apresentação do balanço de actividades do executivo no primeiro trimestre deste ano.
Recorde-se que Angola tem vindo a aumentar o seu peso enquanto parceiro económico de Portugal nos últimos anos, quer no que diz respeito a investimento, quer nas trocas comerciais. Nesse sentido, aliás, Angola assumiu-se no primeiro trimestre de 2012 como o quarto maior parceiro comercial da economia portuguesa, atrás de Espanha, Alemanha e França.
Mas, pelo menos no que diz respeito a investimento directo, Angola parece agora menos disposta a virar-se para Portugal. Questionado sobre se Luanda iria participar no programa de privatizações em Portugal nos sectores da comunicação e dos transportes, Manuel Vicente deixou tal iniciativa para os privados. "Os empresários privados são livres. Onde eles encontrarem oportunidades e virem que há, de facto, a criatividade e a escala para investir, só nos resta, como governo, apoiarmos essas iniciativas", disse.
Tuesday, January 17, 2012
17 de Janeiro de 2012
A "BOA NOTÍCIA":
Meia hora extra de trabalho fica pelo caminho
Cristina Oliveira da Silva
17/01/12 00:05
Fim da meia hora abre caminho a acordo com a UGT.
O Governo deixou cair a medida que aumentava em meia hora o horário diário de trabalho no sector privado. Esta medida já era uma alternativa à redução da Taxa Social Única acordada com a ‘troika' mas levantava fortes objecções às associações sindicais.
Para tentar um acordo com a UGT - que sempre disse que só estaria disponível a negociar um acordo se a meia hora fosse eliminada - o Governo indicou entretanto que estaria disponível a estudar alternativas ao aumento do tempo de trabalho.
A notícia de que o Governo tinha recuado nesta medida foi dada pela CGTP, que abandonou de manhã a reunião de concertação social. Carvalho da Silva disse então que "há matérias que não entrarão nesse acordo que está a acabar de ser cozinhado", destacando "a questão do aumento do horário de trabalho". Mas também acrescentou que os trabalhadores não podem "desistir desta luta" porque nada está assegurado até que o diploma saia da Assembleia da República.
Mas mesmo sem a meia hora, a CGTP não dá o seu aval a um acordo onde consta um conjunto de medidas de flexibilização do mercado de trabalho, como prevê o acordo com a ‘troika'.
Cristina Oliveira da Silva
17/01/12 00:05
Fim da meia hora abre caminho a acordo com a UGT.
O Governo deixou cair a medida que aumentava em meia hora o horário diário de trabalho no sector privado. Esta medida já era uma alternativa à redução da Taxa Social Única acordada com a ‘troika' mas levantava fortes objecções às associações sindicais.
Para tentar um acordo com a UGT - que sempre disse que só estaria disponível a negociar um acordo se a meia hora fosse eliminada - o Governo indicou entretanto que estaria disponível a estudar alternativas ao aumento do tempo de trabalho.
A notícia de que o Governo tinha recuado nesta medida foi dada pela CGTP, que abandonou de manhã a reunião de concertação social. Carvalho da Silva disse então que "há matérias que não entrarão nesse acordo que está a acabar de ser cozinhado", destacando "a questão do aumento do horário de trabalho". Mas também acrescentou que os trabalhadores não podem "desistir desta luta" porque nada está assegurado até que o diploma saia da Assembleia da República.
Mas mesmo sem a meia hora, a CGTP não dá o seu aval a um acordo onde consta um conjunto de medidas de flexibilização do mercado de trabalho, como prevê o acordo com a ‘troika'.
A "MÁ NOTÍCIA":
Despedimento será mais barato a partir de Novembro Denise Fernandes e Cristina Oliveira Silva
17/01/12 00:05
O Governo fixa novo corte nas indemnizações para 8 a 12 dias de trabalho em Novembro. Passos Coelho diz que acordo é benéfico.
O Governo e os parceiros sociais estiveram ontem reunidos durante mais de dez horas a ultimar as bases para um acordo tripartido para o crescimento competitividade e emprego. Já a CGTP abandonou as negociações no final da manhã. À hora de fecho desta edição, a maratona negocial ainda continuava.
Segundo sabe o Diário Económico, o acordo de concertação social ficou praticamente fechado durante as reuniões entre o Governo e alguns parceiros sociais que ocorreram durante o último fim-de-semana.
Ontem, o documento foi discutido ponto por ponto para tentar ultrapassar algumas divergências que ainda persistiam entre as confederações patronais e sindicais, nomeadamente entre a CIP - Confederação Empresarial de Portugal e a UGT. Por seu turno, a CGTP sempre se mostrou menos disponível a aceitar o acordo que também prevê medidas de flexibilização no mercado de trabalho, abrangendo mexidas em áreas como os despedimentos e indemnizações, tempos de trabalho, pagamento de horas extra ou contratação colectiva.
As matérias laborais, como as alterações às férias, feriados e ‘pontes' foram as mais difíceis de ultrapassar entre os parceiros que se mantiveram em negociações na reunião de ontem. Já a medida que previa o aumento da meia hora de trabalho diário acabou por ficar pelo caminho, tal como a UGT o exigia. João Proença sempre se recusou a dar o ‘sim' ao Governo se este mantivesse essa medida, que já se encontrava em discussão pública, no Parlamento.
Labels:
(DES)GOVERNO,
ACORDO,
Austeridade,
Boas noticias,
CRISE,
desemprego,
Despedimentos,
Economia,
Imprensa,
Más notícias,
O Económico,
pobreza,
Portugal
Friday, January 06, 2012
6 de Janeiro de 2012
A "Boa Notícia":
Concertação
Governo adia aprovação de novas regras
Cristina Oliveira da Silva
06/01/12 00:05
Contra as expectativas, o Conselho de Ministros acabou por não aprovar ontem as alterações ao regime do subsídio de desemprego. A reunião de concertação social que se aproxima foi a razão apontada pelo Executivo para não dar luz verde ao novo regime.
"O Conselho de Ministros não decidiu ainda hoje esses dossiers porque há uma reunião de concertação social marcada para quarta-feira da semana que vem e o Conselho de Ministros entendeu que este dossier não deve ficar fechado antes de mais essa ronda com os parceiros sociais", disse ontem o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. Por isso mesmo, Marques Guedes escusou-se a adiantar quaisquer eventuais alterações à versão inicial da proposta do Governo.
As reuniões de concertação social têm sido marcadas por algumas críticas. A CGTP já referiu várias vezes que as negociações são uma "farsa" e mais recentemente foram vários os parceiros a mostrarem-se surpreendidos com a decisão do Governo em aprovar o aumento do tempo de trabalho em meia hora, ainda que a discussão ainda não estivesse encerrada.
A "Má Notícia":
Pedidos de ajuda de sobreendividados sobem 60%
Catarina Melo e Mónica Silvares
06/01/12 07:45
A associação de consumidores DECO recebeu 23.318 pedidos de ajuda, em 2011, o valor mais elevado de sempre.
As dificuldades económicas por que cada vez mais famílias portuguesas passam não são novidade e os números comprovam isso mesmo. O Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco (GAI) abriu, em 2011, um total de 4.288 novos processos de apoio. Este valor representa um crescimento de 51% face ao registado no ano anterior, bem como o valor mais elevado de sempre. Contudo, este número representa apenas uma pequena fracção do total de pedidos de ajuda de famílias sobreendividadas que chegaram às mãos da associação de defesa dos consumidores. No ano passado, o GAI recebeu um total de 23.318 contactos - mais 60,5% do que o verificado em 2010 - dos quais deu seguimento a apenas 18,4%.
Lígia Simões
06/01/12 00:05
No primeiro semestre de 2011, em média, 14 famílias faliram por dia.
Os níveis de insolvências decretadas pelos tribunais judiciais em Portugal atingiram um novo máximo histórico, ultrapassando os 2.428 processos no segundo trimestre deste ano. Os particulares são os mais afectados, em consequência do desemprego e das medidas de austeridade e, pela primeira vez, o número de famílias falidas ultrapassa o das empresas nessa situação.
Em apenas três meses, entre Abril e Junho, o peso de pessoas singulares do total das insolvências decretadas é já 54,7%, num total de 1.328 processos, quase três vezes mais que as 125 famílias declaradas insolventes há quatro anos (no segundo trimestre de 2007).
As estatísticas do Ministério da Justiça - que ainda não têm disponíveis os dados referentes ao terceiro trimestre de 2011 - revelam resultados históricos e preocupantes: no total do primeiro semestre, 2.426 famílias recorreram aos tribunais para serem declaradas insolventes e verem assim uma percentagem das suas dívidas perdoadas e assumirem um pagamento a prestações do restante.
Labels:
(DES)GOVERNO,
2012,
Austeridade,
Boas noticias,
CRISE,
Editorial,
Imprensa,
Más notícias,
Notícias,
O Económico,
Passos Coelho,
Portugal
Subscribe to:
Posts (Atom)
