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Saturday, October 06, 2012

Saturday, July 28, 2012

O (Miserável) Estado da Nação


Pouco ou nada aqui tenho escrito sobre a "Actualidade Política" e sobre a situação económica e financeira que por cá vemos e vivemos.

Porque pouco ou nada há de novo para escrever - mais do mesmo...

Nos últimos dias apenas registo, sem grande espanto, a metamorfose da retórica e da postura do Sr. Primeiro-Ministro (PM), o Dr. Passos Coelho (PPC)...

Sem grande espanto, repito, pois a encenada postura de fair-play com que principiou o seu mandato era obviamente estratégica.

Revela com as recentes declarações num tom genuíno de Massamá o verdadeiro PPC...

"Que se lixem as eleições", a metáfora da "ventoinha" são apenas dois exemplos daquilo que antes afirmei.

O tom crispado, irritadiço, provocador que agora o PM evidencia no Parlamento é apenas, na minha opinião, a consequência da constatação do falhanço da sua política seguidista, despersonalizada, gratuita e quase criminosa.




Mas o pior está para vir...

O Descontentamento crescente da população - são disso bons exemplos a situação dos professores com "Horário Zero" e as manifestações contra o "Novo Mapa Autárquico", as vaias que se multiplicam sempre que "aparece um governante" - depois mal digeridas pelos "homens do poder e relativizadas com o argumento obsoleto de que se trata de manifestações orquestradas - não escapam com toda a certeza a quem nos observa de longe.

As evidência, como a de, este ano, já 3000 alunos do Ensino Profissional terem desistido de estudar por não terem como pagar as propinas, o desemprego crescente e assustador, a total ausência de uma política séria, abrangente e transversal de apoio às Pequenas e Médias Empresas que todos os dias fecham as portas às centenas parecem não perturbar a postura intolerante e totalitária de Passos Coelho.

Um Primeiro-Ministro esvaziado de conteúdo, impreparado, sem a experiência de vida - tão importante quando se decide o futuro de pessoas - notoriamente inculto e vagamente burgesso... Um executivo que parece um "jardim-escola", constituído também, à imagem do líder e que padece dos mesmos vícios e das mesmas insuficiências, da mesma imaturidade política, da mesma inexperiência e do mesmo grau - uma consequência, claramente do que antes afirmei - de incompetência.



Um "rapazito" hipócrita que com um descaramento olímpico e uma demagogia refinada afirma que está a "Salvar a Nação"... revelador e sintomático de uma ideologia que roça o fascismo.

O facto de o CDS de Paulo Portas começar a dar sinais de rotura com o PSD e consequentemente com PPC, é um sinal que não se deve desprezar de uma instabilidade crescente e preocupante ma maioria governamental com consequências previsíveis para Portugal e para os portugueses.

Não há, comprova-se, quem ature este PM... À esquerda e já nem à Direita...

No "Meio" o Partido Socialista arrasta-se... ao ritmo empastelado e amorfo de António José Seguro. Entre a espada e a parede, comprometido com o acordo que subscreveu com a Troika, arrependido, titubeante e politicamente mal dirigido por outro político "de calções" que não sabe o que fazer ao "menino que tem nas mãos"...

A olhar por cima, para toda esta miséria, continua um Presidente da República, comprometido com o PSD, incoerente, infeliz nas suas intervenções, incapaz de defender os portugueses - a sua maior obrigação - inexistente mesmo...

E assim caminha Portugal para um abismo onde encontrará a Grécia...

Assim continuam os portugueses a sufocar sob a tortura sádica deste governo materializada em leis e diplomas desumanos, ineficazes, contraproducentes.

Até quando este povo irá manter a tradicional postura de resignação e de inércia? Julgo que é apenas uma questão de tempo. E não me parece que se trate de muito tempo...

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Como o rapazinho mudou e engordou...



(Fotografia retirada da Net)

Friday, March 30, 2012

30 de Março de 2012




A "BOA NOTICIA":
Código do Trabalho: Deputados socialistas contestam disciplina de voto
Na véspera da votação das alterações ao Código de Trabalho, cresce a contestação interna na bancada do PS, perante a disciplina de voto que impõe a abstenção. Os deputados José Lello, Francisco Assis, Isabel Moreira e Sérgio Sousa foram alguns dos que manifestaram a sua contestação.

O deputado socialista José Lello interroga-se se o PS estará a «fazer mais oposição ao anterior Governo ou ao presente Governo do PSD/CDS»e acusa a direção de António José Seguro de ter um «comportamento dual».

Confrontado com a resposta, no Facebook,do porta-voz do PS, João Ribeiro, onde este escreveu: «Infelizmente, para defender o passado e honrar a assinatura de José Sócrates temos de nos calar contra medidas inaceitáveis», José Lello acusou o porta-voz socialista de «criar uma interpretação do memorando que está bem para além daquilo que foi acordado com a 'troika'».

José Lello considera que «falando o porta-voz em nome do PS, (...) não toma as posições adequadas. As responsabilidades que o porta-voz tem deveriam dar-lhe um pouco mais de contenção, sendo certo que o PS neste momento está a ser atacado de uma forma boçal, tal como aconteceu no último congresso do PSD», afirmou o deputado que pertenceu à direção durante os governos de José Sócrates.

Também Francisco Assis, antigo líder parlamentar do PS, se demarcou da posição do porta-voz socialista.

Assis retomou, no Parlamento, o tom do artigo que hoje escreve, no jornal Público, considerando que «está em curso uma gigantesca operação de demonização» da ação dos governos socialistas nos últimos seis anos.


A "MÁ NOTICIA":
Aumento do desemprego vai custar mais 204 milhões em subsídios

A Segurança Social vai gastar mais 204 milhões de euros em subsídios de desemprego do que o inicialmente previsto no Orçamento do Estado para 2012 (OE 2012), devido ao aumento do número de desempregados.

Os dados constam da nota de apresentação do Orçamento Rectificativo para 2012, entregue esta quinta-feira na Assembleia da República, onde se lê que "o aumento de despesa prevista com o subsídio de desemprego" relativamente à versão original do orçamento vai ascender a 204 milhões de euros.

Este aumento deverá estar relacionado com o crescimento acima do previsto da taxa de desemprego.

Na versão original do OE 2012, o Governo previa uma taxa de 13,4% para este ano; ainda no último trimestre de 2011, a taxa chegou aos 14%, e há indicações de que continuou a crescer. O Governo prevê agora que a taxa em 2012 se cifre nos 14,5%.

A rubrica "subsídio de desemprego, apoio ao emprego, 'lay-off'" é de resto uma das únicas duas entre as despesas correntes da Segurança Social a sofrer alterações no orçamento rectificativo. A outra alteração é a inclusão do pagamento de pensões dos bancários, ao abrigo da transferência do respectivo fundo de pensões.

Thursday, December 15, 2011

Não percebo porque é que "O PSD condena declarações 'inoportunas' e 'infelizes' de Pedro Nuno Santos"




Não percebo...
 Se o Governo do PSD não tem feito outra coisa senão dizer aos portugueses "Não Pagamos !."...
- O Subsídio de Natal;
- O Subsídio de Férias;
- Parte significativa dos salários dos funcionários públicos;
- Uma grande parte das pensões e reformas;


Metafórica Forte?!