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Monday, August 03, 2015

O "Observador" míope ou o estado miserável do jornalismo em Portugal.



Começo com uma "Declaração de Princípios": Não estou "mandatado" nem autorizado pelo Dr. Álvaro Sobrinho (AS), meu cunhado, para quaisquer tipos de intervenções públicas em defesa do seu Bom Nome. Desconfio mesmo que aquilo que se segue não será do seu agrado. Contudo, direi sempre, quando entender, aquilo que penso, assumindo naturalmente as devidas responsabilidades.

Por razões que têm a ver com as nossas vidas pessoais não vejo nem falo com (AS) desde finais de 2014.

"Extinta" a minha relação profissional com o Banco Espírito Santo de Angola (BESA) - uma relação séria e produtiva que durou quase uma década - em 2013, por razões sobejamente conhecidas - (O BESA "afundou-se" com o BES e passou a ser "tóxico"...) os meus contactos com essa instituição tornaram-se "tóxicos" também e eu, como sofro de asma desde os 9 meses de idade, decidi afastar-me de qualquer polémica com ele (o ex-BESA) relacionada, do mesmo modo que me decidi afastar de praticamente tudo aquilo que tenha a ver com as relações entre Portugal e Angola, as notícias ou as atoardas que com isso tenham a ver.

Para preservar o que resta da minha sanidade mental, deixei de ver notícias - na televisão ou nos jornais, fechei a minha conta no facebook e só não vendo as televisões cá de casa pelos meus filhos...

Passei a ouvir rádio, como antigamente... A "Rádio Marginal" ou a "TSF", por sinal.

Porém, de vez em quando, recebo no meu computador (através dos "alertas do google" que há muito activei) notícias relacionadas com as pessoas que me são próximas - a minha família. Isso importa-me e afecta-me.

Hoje, recebi esta... 

Devo dizer que já nada me surpreende neste país que caminha para a total irresponsabilidade - a todos os níveis - e onde se instalou uma espécie de "vale tudo para vender seja o que for - até a mãe...".

A total ausência de valores éticos e morais e a difamação gratuita institucionalizaram-se.

Esta notícia do "Observador" é um "exemplo acabado" daquilo que antes afirmei.

Bem sei que estamos em Agosto e que, neste período, há uma certa escassez de "assuntos que vendam"...

Como não há assuntos, "inventam-se"... Sem qualquer sentido de responsabilidade e sem respeitar os princípios éticos e deontológicos a que o exercício do jornalismo - como tantos outros - está obrigado.

A notícia em causa "quer passar" a ideia de que o Dr. Álvaro Sobrinho, num kafkiano requinte de malvadez e vingança, comprou uma casa em frente à do seu "ex-patrão", agora  incompreensivelmente sujeito a medidas de prisão domiciliária tão extremas quanto ridículas) num gesto de "medição de forças", "ajuste de contas", ou de um infantil gozo de chegar à janela e acenar dizendo: " Tás aí meu sacana?! -  Eu estou aqui, à tua frente e até estou a fazer obras na casa para te "meter nojo"...

Se a notícia não fosse tão triste e decadente, tão falsa e (porque não dizê-lo?...) repugnante, ainda "dava para rir... Mas não dá.

O artigo do "Observador Míope" alega ainda (que ingenuidade!) testemunhos de algo utópico - os vizinhos - sem contudo referir quem são... Uma espécie de "abstracção"...

Eu também tenho vizinhos "ilustres" e um deles até é ministro e, às vezes, vejo-o no "Meu Super" aqui ao pé de casa.

Por acaso também estou a fazer algumas obras. Portanto, segundo a lógica cretina do "Observador", se eu fosse um "notável", ter-me-ia mudado para a casa onde vivo há uns anos apenas para infernizar a vida desse ministro...

O que mais me impressiona neste "jornalismo de esterco" - desculpem a expressão - não é tanto a facilidade como editam notícias sem qualquer fundamento ou sem se terem dado ao trabalho (primário e obrigatório em "gente de bem") de investigar, de confirmar as ditas "fontes", de averiguar os factos. Parece sair tudo da "mesa da cozinha" depois de deglutida uma garrafa de "Muralhas" a acompanhar um prato de caracóis...

Para acabar, porque já estou a ficar com urticária - acontece-me sempre que me refiro ao "esterco", devo dizer duas coisas:

Desde logo conheço aquela casa há alguns anos - bastantes.

Depois, pergunto aos (aos) mentecaptos, autores da referida peça jornalística se não avaliaram as seguintes hipóteses teóricas:


1- Não estará o Dr. Álvaro Sobrinho a fazer obras na casa porque lhe apetece?

2- Não estará o Dr. Álvaro Sobrinho a fazer obras na casa porque está farto da "vizinhança"?...

3- Como homem de negócios que é não estará o Dr. Álvaro Sobrinho a valorizar o imóvel para eventualmente procurar uma atmosfera menos poluída?

Há! Pois!... Não pensaram nisso e a "coisa" pega-se"...





Ou, se calhar, até pensaram mas, coitados, têm de respeitar a "voz do dono" e os ditames do mercado...

Lamentável...

Deprimente, diria...

Para onde caminha este país onde parece haver uma séria e renhida disputa pela cretinice e pela mentira entre os políticos, os média e toda essa cambada de energúmenos iletrados, imberbes e inconscientes?







Gonçalo Afonso Dias,

Cascais, 03 De Agosto de 2015




Thursday, July 09, 2015

Eu tenho dois amores


Eu tenho dois amores - como o "grande" Marco Paulo.
Uma é "vagamente loira", outra é muito morena...
Tenho dupla nacionalidade - sou português e sou angolano.
Mais do que uma burocrática dupla nacionalidade vivi intensamente com as duas - apaixonei-me.
Hoje, porém, não sei de qual delas gosto menos.


Entendo que o "ser", seja o que for, não é um estatuto, algo imutável.
Pelo contrário - "ser" tem para mim uma relação permanente e insofismável com "sentir".
E "não me sinto". Nem uma coisa nem outra, exactamente pela mesma razão - ambas me decepcionaram.
Ambas me "traíram" e traíram as mais profundas razões desse meu sentir.
Uma - a "loira"- disfarça, agora, com uma constrangedora dificuldade, as saudades do "outro" - O Dr. que caiu da cadeira...
A morena já nem disfarça... Deita-se com a arrogância, com os "novos-ricos", com a prepotência de uma geração de canalhas que a está a matar.
E ela parece gostar...
Já não disfarça. Mata também...

Sunday, May 17, 2015

Fui casado com uma arquiteta e vivi muitos anos com outra em "União de Fato"...






AHAHAHAHAHA!!!...


Fui casado (e tenho dois filhos) com uma arquiteta!..

"gaita"... depois vivi muitos anos em "União de Fato" com outra arquiteta...
Está tudo explicado!...


Não. não está nada... gosto muito das duas arquitetas!

"FUMAR (TAMBÉM) MATA" - WORK IN PROGRESS... ("memória descritiva")




"Fumar (também) mata" - work in Progress. Gonçalo Afonso Dias, 05/2015

Esta "peça", "instalação", "coisa", (o que quiserem), vai ter imagens chocantes que lhe conferirão um carácter de "Manifesto".
Decidi que essas imagens teriam de ser obscenas, embora nunca consiga imagens tão "pornográficas" como aquelas que o Governo propõe.
Por outro lado, acho que as imagens, sejam elas quais forem, devem contar "histórias" e não impor uma moral bacoca e hipócrita ditada pelos verdadeiros "DDT's"  - a União Europeia.
Por isso e por achar também que, no conjunto, as fotografias devem ser didácticas e devem criar uma narrativa dediquei-me, recentemente, a estudar a etimologia das coisas relacionadas com o "fumar", com o "anti-tabagismo", a marca Marlboro (que fiquei a saber que foi criada para as mulheres, contrariamente à ideia do "Cowboy" (que surgiu muito mais tarde), a pornografia, etc.

Resumindo: a "coisa" que estou a fazer e que vai ser do meu tamanho terá uma a componente didáctica. Como devia ser.
Qualquer pessoa de sofrível inteligência, sabe que "fumar mata".
Qualquer fumador sabe que pode estar a matar-se devagarinho. Daí a expressão "mais um prego para o caixão".

No entanto, a História (os mentecaptos como o senhor Passos Coelhos não gostam dela com "H" - só com "h" e de preferência com desenhos...) já demonstrou amplamente os efeitos dos fanatismos, das "proibições" e das ditaduras...

É claro também, para todos (menos para os mentecaptos como o senhor Passos), que a solução para estes problemas não se limita a somar 1+1. É muito complexa, envolve prevenção, educação, sensibilidade, conhecimento e trabalho. Muito trabalho. Que é outra coisa que horroriza os mentecaptos da "tribo" do senhor Passos.

Aquilo que vão fazer com a porcaria dos pacotes de cigarros é muito semelhante àquilo que estão a fazer com os recentes casos de Buyling - torná-los "virais", virulentos e obrigar as pessoas a verem imagens chocantes a todas as horas e a todos os momentos.
E aí, já nem disfarçam... Já não se preocupam com o que a visualização dessas imagens brutais pode fazer a uma criança à hora do jantar.

Hipócritas de merda!
Disse.

Gonçalo Afonso Dias
17 de Maio de 2015

Friday, May 15, 2015

A propósito do Bullying, do rapaz que foi agredido na Figueira da Foz, do vídeo que se tornou "viral", dos média e da nossa Sociedade

A primeira coisa que hoje vi no "face", quando, pela manhã, liguei o computador foi esta imagem:



Os olhos foram "desfocados" por mim porque, apesar da imagem também, aparentemente, já se ter tornado "viral, com múltiplas "partilhas" e "apelos" à partilha, me recuso, por Princípios, a alinhar em actos ou prácticas que considero "medievais"...

Transcrevo o comentário que deixei a um grande amigo que o fez (partilhou a imagem original - com olhos), pois esse comentário resume o que penso acerca deste assunto:

(...) Caro amigo,

Pela grande amizade e pelo respeito que tenho por si, consolidados em tantos anos de conhecimento, quero dizer-lhe que "não gosto" disto.

A "culpa" parece-me, neste caso tão mediatizado, algo difícil de definir.
São adolescentes e praticaram um acto a todos os títulos condenável. Abominável.
A vítima dificilmente será "o mesmo", depois disto.

É certo. Não "há volta a dar"...
Contudo, tenho visto com acrescido desgosto, o vídeo da agressão (que se tornou "viral") a passar, nos horários mais concorridos, nos vários canais de Tv.
Como sempre, o mal "vende muito"...

Mas, caro amigo, a culpa será delas? Alguém já nos disse como é ou como foi as suas vidas, as suas infâncias.
Se os pais estão no desemprego? Se os amigos estão "na rua"?
Alguém já contou como vivem as suas famílias? Que eventuais traumas viveram (ou vivem) essas raparigas? 


Já o escrevi e repito a minha convicção: A sociedade está doente, muito doente, e uma sociedade em declínio, em decadência, gera todo o tipo de consequências aberrantes...

Estas jovens não devem, quanto a mim, continuar a ser castigadas, "apedrejadas" em público como na Idade Média - devem, isso sim, ser tratadas. Ouvidas e tratadas.
Um grande abraço.(...)

E, já agora, a resposta que dei a um amigo desse meu amigo (que não concordava também) mas manifestou o "não saber o que se fazer" nestes casos:


(...) Pois é C.. Parece-me, contudo, mais importante a pergunta: o que não se deve fazer? (...)

(...) Obrigado C. e desculpe-me o meu amigo G.. se estou a abusar do seu espaço. Não é preciso "recuar" a Freud para saber que, sobretudo a infância, é decisiva para a formação da personalidade da Pessoa. O Ego, o Inconsciente, a auto-estima.


Gonçalo Afonso Dias,
15 de Maio de 2015

Friday, May 08, 2015

O País nº 127 a visitar o "Artes e Ofícios" - O país "Unknown"...









À medida que este blogue vai "envelhecendo" mais raras são os "Novos Países" a visitá-lo e consequentemente as "novas bandeiras" a abrilhantar o "flagscounter".




Por isso, nos últimos tempos, sempre que isso acontece dou-lhe um merecido destaque.


Não sei o nome dos 195 ou 196  países que "dizem" que o Mundo tem. Este, o "Unknown" não conheço de todo... 



Achava que era Portugal...



Desenho: Gonçalo Afonso Dias








Wednesday, April 08, 2015

A PROPÓSITO DE ÁLVARO SOBRINHO ou, A verdade vem sempre "ao de cima" (#02)



A PROPÓSITO DE ÁLVARO SOBRINHO ou,

A verdade vem sempre "ao de cima" (#02)




Em Março de 2012 publiquei este post neste blog a propósito do "Caso Álvaro Sobrinho" (AS)
Fui, por isso, ao longo destes últimos anos "agraciado" com ameaças e insultos sob a forma de comentários, sempre sob anonimato, como é próprio de gente cobarde e sem escrúpulos.

Passados 3 anos e muito papel "rasca" vendido à custa da difamação e da tão portuguesa "Justiça exercida na Praça Pública", a verdade "volta ao de cima". O "resto já aqui escrevi e mantenho.

Gonçalo Afonso Dias,
08 de Abril de 2015


Tuesday, October 09, 2012

Estão a fazer de nós...

... Um imenso e nauseabundo viveiro de minhocas para as faustosas "pescarias" de Passos Coelho e seus acólitos...

Nota: Este é um protesto/denúncia apartidário. Quem nele se reveja que o divulgue como entender. Pode ser que chegue a uma qualquer "praia"...
Desenho e texto: Gonçalo Afonso Dias


Saturday, October 06, 2012

Monday, July 30, 2012

Os imigrantes Portugueses em Angola - A mudança de paradigma

ACTUALIZAÇÃO - 01 DE AGOSTO DE 2012:
Transcrevo um comentário aqui deixado por uma das "honrosas excepções" a que me refiro neste texto.
Trata-se de uma pessoa que, com o marido, se mudou para Angola há um par de anos e que, naturalmente, já formou uma opinião sólida sobre este assunto:


Elsa Faria said...
Análise sábia a tua... só me entristece que esses "artistas" além de estarem a tratar mal quem os acolheu, deixem como imagem de marca o "português" que a todos envergonha... a mim envergonham-me, diariamente... por isso não fazem cáfalta... nenhuma!!!!


Aquele abraço, Gonçalo!
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"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."

(Nelson Mandela)
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Não gosto de generalizar.

Procuro, em cada texto que escrevo, informar-me e documentar-me previamente sobre o conteúdo ou os conteúdos que abordo.

Neste caso, porém, a fundamentação da opinião que se segue é baseada no conhecimento "in loco" e da experiência que acumulei na vida em Angola, antes, durante e depois da Independência dessa ex-colónia portuguesa, agora, mais do que nunca, um destino preferencial na crescente onda de imigração de portugueses que, no contexto de Crise e Austeridade imposto a Portugal pela Troika, agravado pela governação submissa aos interesses do eixo Franco-Alemão e dos grandes grupos económicos, perversa e desumana do primeiro-ministro português - Pedro Passos Coelho - e dos seus acólitos no poder.

Como angolano e português que sou há quase 48 anos, divididos entre esses dois países, conheço com uma substancial profundidade as duas realidades, tanto do ponto de vista socioeconómico e político, como no que diz respeito ao modo de vida e aos costumes dos dois povos.

Por formação e carácter não me abstenho, em Portugal ou em Angola, de, utilizando responsavelmente o Direito à Liberdade de Expressão, me manifestar frontalmente contra tudo aquilo que entendo ser politicamente condenável, culturalmente criminoso e atentatório dos Direitos Liberdades e Garantias dos cidadãos tenham eles a origem, a religião ou a cultura que tiverem.



Não tenho qualquer fidelidade partidária, não sigo qualquer ideologia política mas tenho ideais que, em muitos aspectos de podem considerar "de esquerda".

Estou portanto, como sempre estive à vontade para me exprimir, para criticar, concretizando, e para, quando as situações a isso me obrigam as Denunciar publicamente.

Se a minha posição em relação aos sucessivos governos portugueses tem sido amplamente manifestada neste blogue, já em relação a Angola ela carece de uma maior concretização:



Desde 1984 que viajo com frequência para Angola e, dentro de Angola para todas as suas províncias, conhecendo em profundidade a situação de cada uma delas e estando muito atento à situação e às condições de vida do povo angolano.

Reconheço, porque constato, que tem havido um esforço significativo do governo angolano na Reconstrução de um país assolado durante 3 décadas pelo flagelo da guerra.
Reconheço, como a grande maioria dos angolanos, o papel fundamental do seu presidente - José Eduardo dos Santos - na conquista da Paz e da estabilidade económica dessa potência da África Austral.

Critico e choca-me visceralmente o fosso social que persiste entre os angolanos (novos-ricos) e um povo que maioritariamente continua a (sobre)viver com indescritíveis dificuldades de toda a ordem (Trabalho, saúde, condições de vida e uma pobreza extrema). Um povo que sofre, que continua a sofrer, e que é confrontado diariamente com os sinais de riqueza e com a ostentação dos "que podem".

Angolanos que são agora "colonizados" pelos seus próprios patrícios, explorados e desrespeitados na sua dignidade.

Pessoas com Direitos e Deveres como todas as outras mas que carecem de uma particular solidariedade sob pena de continuarem a assistir à morte e à doença dos seus filhos e familiares, à falta de instrução, à ausência de um "Futuro"...

Não reconheço o conceito de "Democracia Musculada" - já o escrevi: "só considero duas hipóteses - ou há democracia ou não há democracia.
Entendo, contudo, que o modelo de democracia europeu - já decadente e obsoleto, não pode ser implementado em África "tou-cour", sem atender à especificidade dos seus povos em todos os seus aspectos, sem compreender a sua Idiossincrasia.
Reconheço ainda a extrema dificuldade que representa governar e reconstruir um país assolado pela guerra, onde as novas gerações cresceram e viveram num ambiente de dor, de morte e de miséria. Mas penso que se pode e deve fazer muito mais.

Assisto com pena e com a dor de quem estima o património cultural e arquitectónico à mutilação de edifícios e cidades e à construção desmedida e opulenta de edifícios "importados", inspirados em modelos que nada têm a ver com Angola (Dubai por exº), à presunção generalizada de que a modernidade passa pela utilização massiva do vidro e dos revestimentos em alumínio (num clima tropical, com elevadas consequências no comportamento térmico dos edifícios e nos custos inerentes, num território que é uma "enciclopédia de soluções de ensombramento), à ausência de um planeamento consistente e abrangente - o que tem gerado o caos nas maiores cidades, Luanda no topo.

Esta introdução esclarece, espero, o meu conhecimento da realidade em Angola e o meu posicionamento imparcial, sem vínculos ou o "rabo preso" a quem quer que seja.
Este pequeno artigo visa sobretudo abordar e reflectir sobre a imigração em massa de cidadãos portugueses para Angola: Quem vai, porquê e qual a sua postura profissional e pessoal nesse país independente e tão carente de gente interessada verdadeiramente em contribuir com trabalho e dedicação para a sua reconstrução e para a melhoria das condições de vida do seu povo - a criação de emprego digno e justamente remunerado.

Para isso importa primeiro fazer aqui uma retrospectiva sobre a quantidade e a qualidade de quem, desde 2004 tem voado para Angola.


A MUDANÇA DE PARADIGMA

Angola, 15 vezes maior que PORTUGAL, acolhe actualmente cerca de 200.000 portugueses, um nº que aumenta diariamente consequência da Crise Económica, da Austeridade e do Desemprego exponencial que se vive em terras lusitanas

Quando em 2004 reiniciei a minha actividade profissional em Angola e as viagens regulares para esse país no âmbito dessa actividade, os aviões iam cheios de imigrantes. Hoje continuam a ir cheios de imigrantes, cada vez mais aviões, cada vez mais repletos de gente que "foge" de Portugal à procura de um emprego, de condições de vida dignas.
No entanto, constato uma notável diferença entre o género de pessoas que imigravam em 2004 e aquelas que hoje imigram.
Em 2004 via sobretudo pessoas humildes, sem grande instrução recrutadas maioritariamente pelas grandes construtoras portuguesas a operar em Angola (Somague, Soares da Costa, Mota Engil, etc,) para trabalhar nas obras - pedreiros, serventes, "trolhas".

A reconstrução de Angola dava os primeiros passos e estava tudo por fazer.
Um salário de 5000 Dólares Americanos (USD) era, nesse tempo uma autêntica fortuna.

Hoje, cada vez mais, imigram para Angola técnicos médios e superiores e muitos licenciados.
Muitos deles antes da Crise, da Troika e de Passos Coelho ocupavam em Portugal cargos directivos, tinham um bom ordenado, uma vida tranquila. Estavam a pagar a casa, os carros e outros luxos, iludidos no tempo das "vacas gordas" e do crédito fácil.
Vão agora, como antes referi, em massa para outros destinos sendo Angola um dos mais procurados.

Mas o "El Dorado" angolano acabou...

Angola impõe hoje regras e condições e tornou-se mais selectiva no que respeita a abrir as portas a qualquer um. E muito bem, na minha opinião.
A concorrência estrangeira aumentou em todos os sectores mas sobretudo na Construção onde os chineses não dão grandes hipóteses em termos competitivos. As grandes construtoras portuguesas entraram em declínio e 5.000 USD/mês já não chegam para viver confortavelmente, sobretudo em Luanda - a cidade mais cara do Mundo.

Continua a haver uma carência significativa de quadros superiores, apesar do regresso "à terra" de muitos angolanos qualificados que se formaram em Portugal e aqui fizeram as suas vidas durante muitos anos.

Já não se fazem fortunas "de um dia para o outro" em terras angolanas. É preciso trabalhar muito, criar empregos, aceitar o princípio fundamental de que se está num país independente com as suas regras e especificidades.



E é aí que "bate o ponto"...



Muitos desses portugueses, (há excepções felizmente e não gosto de generalizar - repito) não "digeriram" ainda o facto de Angola já não ser há muito uma colónia portuguesa. 

O que os move e o que o faz imigrar resume-se a "ganhar dinheiro", amealhar o mais possível e o mais depressa possível para um regresso confortável a Portugal.

Estão-se "nas tintas" para os angolanos e para a reconstrução do país, para a criação de postos de trabalho e para a tão urgente formação de quadros angolanos.

Com um espírito neocolonialista e um complexo de superioridade próprio de gente mal formada destratam os angolanos, criam conflitos nos locais onde trabalham, exercem um racismo mal disfarçado.



Essa triste realidade é mais visível quanto mais altos e bem remunerados são os cargos que ocupam. Directores e gestores que saíram de Portugal com "uma mão à frente e outra atrás" não escondem a "falta de chá" e a falta de formação cívica, abusando das competências que lhes são atribuídas com uma arrogância e uma prepotência que só pode acabar mal. E acaba mal, mais cedo ou mais tarde.

Nestes 8 anos de trabalho continuado em Angola já "choquei de frente" com dois desses "artistas"... vi também os dois a cair do altar... Um deles já regressou "a casa", o outro... apenas uma questão de tempo.



Defendo que em Angola há lugar para todos.



Mas também defendo que Angola deve recrutar para esses cargos os angolanos qualificados que estão no estrangeiro e, mais importante, formar em quantidade e qualidade, nas suas universidades, técnicos e quadros superiores, deixando assim de precisar de tolerar gente "mal-acabada" e formatada segundo os padrões do antigo regime.


Acabo com as excepções - são muitas, cada vez mais, felizmente, sobretudo nas gerações mais novas.
Gente que vai a Angola pela primeira vez, que encontra um caminho para a vida, que se identifica com o país e com o seu fantástico povo e que, ao fim de algum tempo de lá já não quer sair.
Gente nova que muitas vezes casa com angolanos (as), constitui família, cria raízes profundas.

É dessas pessoas, bem formadas, sem complexos, disponíveis, tolerantes e activas que Angola e os angolanos precisam querem e acarinham, como irmãos.

Os outros, aqueles que põem o "canudo" à frente dos princípios e da educação bem podem deixar-se ficar por aqui. Não fazem falta. Como angolano o afirmo.

Portugueses em Angola vivem bem mas não gostam dos negros no país deles

SEM COMENTÁRIOS...

Tuesday, July 17, 2012

Etnias de Portugal: Os ciganos

A COMUNIDADE CIGANA

"Originários da Indía, os primeiros ciganos terão começado a entrar na Europa por volta do século XII. As primeiras notícias da sua presença em Portugal datam da segunda metade do século XV.

Algumas dezenas de anos depois de se instalarem em Portugal, já os ciganos estavam identificados com a imagem negativa que irá perdurar até aos nossos dias e que continuamente será evocada para os reprimir ou expulsar. A comunidade cigana resistiu a tudo e aqui permaneceu.

Hoje enfrenta um novo e decisivo desafio: a integração imposta em nome do progresso e dos direitos humanos."


DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS CIGANOS

"Conselho da Europa recomenda a Portugal medidas de combate à discriminação da comunidade cigana, que tem maiores dificuldades de acesso à habitação, emprego, bens e serviços e educação das crianças.

A situação das comunidades ciganas em Portugal tem-se agravado nos últimos anos, assumindo contornos particularmente preocupantes no acesso à habitação, emprego, bens e serviços.

A conclusão consta de um relatório elaborado pela Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI), um orgão do Conselho da Europa para o combate ao racismo, xenofobia, anti-semitismo e intolerância.

Apresentado hoje, quinta-feira, em Lisboa, por Fernando Ramos, membro da ECRI para Portugal, o relatório recomenda "vivamente" às autoridades portuguesas que, no que diz respeito à habitação, "se debrucem sobre as comunidades que vivem em situações precárias, para as realojar de maneira adequada".

Outra recomendação é no sentido de serem investigadas as alegações de "comportamentos abusivos", como os "despejos arbitrários", e "tomadas as medidas necessárias para pôr fim a estas situações".


O relatório recomenda também a Portugal que ajude a comunidade cigana a encontrar emprego, proibindo condutas discriminatórias dos empregadores, que combata a discriminação no acesso a locais públicos, bens e serviços, defendendo a punição nos casos em que tal se verifique."






Fotografias: Gonçalo Afonso Dias, Loures, Portugal, 07/2012



Thursday, July 12, 2012

Desta vez correu bem...



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias
Benguela, Angola, 07/2012

Fotografar é proibido em qualquer aeroporto do Mundo. Todos o sabem e eu também. Fazê-lo num aeroporto em Angola para além de proibido é perigoso…
Contudo as fotografias acontecem primeiro na nossa cabeça e, por vezes, torna-se um imperativo fazê-las.Perante este cenário na sala de espera do Aeroporto de Benguela avaliei os riscos, lembrei-me dos vários incidentes que já vivi (por ser teimoso) mas não resisti ao impulso…
Levantei a pequena G12 – o homem fixou-me com cara de poucos amigos – e disparei.
Depois, acenei-lhe… ele correspondeu.
Desta vez correu bem…


«Adoro aeroportos um pouco à semelhança do meu gosto pelas Áreas de Serviço nas Auto-estradas.São ambos locais de passagem fortuita. Aí a solidão sente-se de uma forma diferente, o tempo passa-se a observar... os outros.
Em Espanha, em Pontevedra, fui preso e espancado em 2005, por supostamente ter fotografado as instalações do Comando da Guardia Civil, o que, no julgamento se provou ser falso... Um processo kafkiano que me desgastou durante dois longos anos onde não podia, tão pouco, entrar naquele país.
Em Portugal já não tenho conta dos incidentes (e acidentes...).
Em Angola também já passei muito... Uma vez, fui detido no Huambo por alegadamente ter fotografado crianças pobres "para levar para o estrangeiro"...
Mas nada me demove. Considero esses riscos como parte da paixão pela fotografia das realidades. A adrenalina é também uma droga... preciso dela para fotografar.» (GAD)

Thursday, June 28, 2012

EURO´ 2012 DESTA VEZ A MINHA INTUIÇÃO FALHOU...


Antes de mais, como português, estou orgulhoso do percurso da nossa selecção neste Euro disputado em terras ucranianas e polacas.

Orgulhoso porque aqueles jogadores e aquele seleccionador cumpriram aquilo que prometeram - lutar até ao fim com todas as forças, unidos e solidários, de igual para igual com qualquer equipa por muito favoritismo que tivesse.

E foi assim neste jogo das meias-finais contra a Espanha - campeã do mundo, campeã da Europa.

Lutámos 120 minutos Os 90' mais o 30 do prolongamento. Depois veio a "lotaria dos penaltis"... e aí caímos de pé, como muito bem disse Paulo Bento numa análise lúcida, realista e sem dramas.

Durante os 90´não fomos inferiores à Espanha e, se o jogo tivesse terminado com a vitória de Portugal não seria injusto. Anulámos o sistema de jogo espanhol defendemos exemplarmente e criámos oportunidades. Os jogadores são homens, repito, com qualidades e defeitos, com momentos de maior ânimo e outros onde o coração fala mais alto do que a cabeça. Somos, tal como os espanhóis, latinos - com tudo de bom e de menos bom que isso significa. O nosso sangue é temperado... Não é frio como o dos nórdicos nem tão quente como o dos sul-americanos.

Durante todo o jogo estive tranquilo e acreditei que, mais tarde ou mais cedo iríamos marcar. A Espanha acusava claramente a surpresa que a estratégia de Paulo Bento provocou. Falhava passes, não conseguia implementar o seu famoso sistema de jogo feito de passes e transições curtas, apoiado num domínio e numa posse de bola contínuos.

Quando chegou o prolongamento chegou com ele a minha inquietação e, sobretudo nos últimos 15' em que a Espanha foi claramente superior, a minha enorme angústia.

No fim desse prolongamento Portugal estava notoriamente por baixo e à espera das penalidades.

Nas penalidades caímos...

Agora que a selecção perdeu, vêm de novo as críticas; que Paulo Bento devia ter feito entrar Varela mais cedo, que Bruno Alves não devia ter marcado o penalti, que isto, que aquilo...

Mas a altura não é de críticas. É, muito pelo contrário, de orgulho, de celebração e de felicitar todos - técnicos, jogadores e anónimos empenhados que tornam possível a brilhante carreira de Portugal neste campeonato da Europa.

Por isso, estou tranquilo, temos selecção, reconquistámos o respeito das outras.


PARABÉNS PAULO BENTO !
OBRIGADO A TODOS OS JOGADORES !


O DIA SEGUINTE:




O jogo do afastamento de Portugal do Euro2012 (em imagens) - TSF




Euro´ 2012 - Ainda não foi desta... Snif...


Paulo Bento: «caímos com honra e orgulho»

Publicado ontem às 22:43

Paulo Bento disse no final do jogo, na SIC, que «não tivemos o mínimo de sorte», lembrando as diversas bolas nos ferros. Deu os parabéns à Espanha, sem deixar de dizer que «fizemos um campeonato da Europa extraordinário»


O selecionador nacional reconheceu que Portugal caiu no prolongamento e permitiu à Espanha algum domínio e algumas oportunidades de golo (pelo menos uma muito perigosa). Mas nos 90 minutos «penso que fizemos as coisas para poder estar na final».

«A Espanha foi mais feliz», disse Bento, para quem Portugal «caiu com honra e orgulho, como deve cair uma grande equipa».

Sobre o trajeto nacional, o selecionador lembrou que Portugal apenas perdeu o primeiro dos cinco jogos, com a Alemanha, seguiram-se três vitórias e agora esta derrota nas grandes penalidades.

Sobre se esta seleção conquistou Portugal, Bento foi muito cauteloso, dizendo apenas que acha que «os portugueses devem estar orgulhosos com o trajeto da equipa».

«Não tivemos sorte», concluiu.

Wednesday, June 27, 2012

Lo siento, pero es nuestro tiempo...


(Capa do Record)




MEIAS FINAIS DO EURO'2012

PORTUGAL X ESPANHA

Não sou o Polvo "adivinho" Paulo, primo de Paul, o famoso polvo alemão que brilhou no Mundial de 2010, na África do Sul.


(Fotografia retirada da net)


Não sou, tão pouco, um "intelectual da bola", como aqueles que engalanam os vários programas dedicados ao futebol, usando uma linguagem rebuscada e pretenciosa para explicar o inexplicável...

Contudo acredito na intuição. Entendo que não é abstracta, é informada pelos factos, pelo que vejo, pelo que ouço e, sobretudo pelo que sinto.

Desde que este campeonato começou a minha intuição tem sido certeira bem como algumas reflexões e opiniões que aqui postei nas devidas alturas.

Essa intuição diz-me, espero continuar a acertar..., que o jogo de hoje frente à teoricamente favorita Espanha, vai ser, para a nossa selecção, o mais fácil de todos aqueles que já fez na caminhada para a qualificação e nas distintas fases do Euro.

Euforia? Não. Convicção mesmo.

Prevejo um início de jogo cauteloso, de ambas as partes, mas prevejo também um golo de Portugal (talvez Nani) ainda antes do intervalo.

Assim seja.

FORÇA PORTUGAL!

Sunday, June 24, 2012

Seleção afina pontaria para Espanha



Depois do treino de sábado ter ficado marcado por um desentendimento entre Ricardo Quaresma e Miguel Lopes - sanado pouco depois -, a Seleção Nacional regressou este domingo ao trabalho para preparar o jogo das meias finais do Euro'2012, frente à Espanha, agendado para quarta-feira (19 e 45).

A equipa das quinas só ficou a conhecer o adversário ontem à noite, pelo que a partir de hoje Paulo Bento poderá focar a sua estratégia em trabalhar com os 22 jogadores (Hélder Postiga, como informámos no sábado, já não voltará a competir no Europeu devido a uma lesão).

No início do treino, o selecionador Paulo Bento juntou os "eleitos" para uma palestra no centro do campo de treinos da unidade hoteleira do "quartel-general" português, em Opalenica, após a qual os guarda-redes iniciaram trabalho específico, enquanto os 18 jogadores de campo disponíveis realizaram exercícios de aquecimento e alongamentos.

Ainda durante os 15 minutos da sessão abertos à comunicação social, foi possível perceber que os jogadores que alinharam de início na quinta-feira frente à República Checa, no jogo dos quartos de final, prosseguiriam o treino a praticar futvólei.

Após o treino, João Pereira participará na conferência de imprensa e Henrique Jones, Humberto Coelho e Carlos Godinho irão rumar ao hospital para visitar Eusébio


Ontem vi o jogo dos Quartos de final entre a Espanha e a França.
Curiosamente vi-o na agradável companhia de um casal amigo espanhol - de Ciudad Rodrigo.
O meu amigo Alfonso não é dado a grande manifestações de ansiedade ou alegria. Assistiu ao jogo com uma tranquilidade olímpica e só falava para me dar umas dicas sobre este ou aquele jogador das sua equipa.
Eu torci pela Espanha não só por solidariedade com o meu amigo mas sobretudo por detestar a arrogância e o pedantismo de grande parte dos franceses, com o seu expoente máximo na asneirada no ilustre Michel Platini...
No fim estavamos de acordo. A Espanha mereceu ganhar mas ambas as equipas jogaram muito pouco...
A França não jogou.
Por isso provoquei o Alfonso... "se a Espanha jogar contra Portugal como jogou hoje e se Portugal jogar contra a Espanha como o fez nos últimos dois jogos vocês vão para casa...
Contudo há dois "ses"...
Por um lado, não acredito que a Espanha repita o jogo empastelado, perdulário e fragmentado.
Por outro dificilmente Portugal terá as "abébias" que teve com a República Checa que abriu autênticas autoestradas aos médios e avançados portugueses.
O que desejo é que estejam as duas selecções ao seu melhor nível na próxima quarta-feira e, claro, que Portugal ganhe. Assim vai saber muito melhor. (GAD)

Thursday, June 21, 2012

Portugal nas meias finais do Euro 2012 !

RONAAAAAAAAAAALDO !
DUAS AO FERRO E UMA LÁ DENTRO!


PARABÉNS SELECÇÃO!
PARABÉNS RONALDO!
PARABÉNS PAULO BENTO!
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RONALDO FAZ "CHECO-MATE" ATÉ ÀS MEIAS (SAPO)


CR7 volta a ser decisivo marcando o golo que leva Portugal até às meias-finais do Euro2012. Depois do Euro2004, Portugal volta a uma meia-final. 


Portugal venceu, esta quinta-feira, a República Checa por 0-1, em jogo dos quartos de final do Euro2012, disputado no Estádio Nacional de Varsóvia, na Polónia. Cristiano Ronaldo marcou, aos 79 minutos, o golo que leva Portugal até às meias-finais.

A meia-final está agendada para 27 de junho, em Donetsk, na Ucrânia, e Portugal fica à espera do vencedor do encontro entre Espanha e França, que se realiza este sábado.

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EL PAÍS:






FRANCE FOOTBALL:



(FranceFootball)

SPORT BILD:

(Sport Bild)

"O DIA SEGUINTE..."
ACTUALIZAÇÃO: 2012-06-22