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Friday, May 11, 2012

Portugal não é prioridade para Angola



O mercado português deixou de ser prioritário para as autoridades angolanas, sobretudo no que toca a investimento directo. Quem o diz é o próprio governo angolano.


"O Estado tem hoje outras prioridades. Estamos a olhar mais para os problemas internos do que para os problemas externos", disse ontem Manuel Vicente, ministro de Estado e da Coordenação Económica de Angola.O governante falava numa conferência de imprensa em Luanda, para apresentação do balanço de actividades do executivo no primeiro trimestre deste ano.

Recorde-se que Angola tem vindo a aumentar o seu peso enquanto parceiro económico de Portugal nos últimos anos, quer no que diz respeito a investimento, quer nas trocas comerciais. Nesse sentido, aliás, Angola assumiu-se no primeiro trimestre de 2012 como o quarto maior parceiro comercial da economia portuguesa, atrás de Espanha, Alemanha e França.

Mas, pelo menos no que diz respeito a investimento directo, Angola parece agora menos disposta a virar-se para Portugal. Questionado sobre se Luanda iria participar no programa de privatizações em Portugal nos sectores da comunicação e dos transportes, Manuel Vicente deixou tal iniciativa para os privados. "Os empresários privados são livres. Onde eles encontrarem oportunidades e virem que há, de facto, a criatividade e a escala para investir, só nos resta, como governo, apoiarmos essas iniciativas", disse.

(Fonte: O Económico)

ACTUALIZAÇÃO, 2012-05-12:


Tuesday, March 27, 2012

Por muito que tentem esconder a vida intima...





(HENRICARTOON)

...O amor entre Passos Coelho e a Toika vai dando os seus "rebentos"... :


Fitch estima queda do PIB português de 3,7% e admite mais austeridade

Publicado hoje às 15:59

A agência de notação financeira Fitch prevê que o PIB português encolha 3,7 por cento este ano, considerando «provável» que o Governo recorra a novas medidas de austeridade.

«O risco de derrapagens relativamente à meta para o défice orçamental em 2012 [4,5 por cento do PIB] é grande», começa por escrever a agência numa nota de análise sobre as dívidas soberanas da zona euro.

Este receio está relacionado com a probabilidade de um cenário macroeconómico mais negativo que o esperado, ou com novos problemas orçamentais nas empresas públicas.

«Tendo em conta estes riscos, a Fitch considera que há uma probabilidade significativa de que em 2012 sejam necessárias medidas adicionais de consolidação orçamental», escreve a analista da agência.

A Fitch prevê ainda que a economia de Portugal se contraia 3,7 por cento no próximo ano - uma recessão mais grave do que a previsão mais recente do Governo, 3,3 por cento. Para 2013, a agência espera um ano de estagnação.

Também para este ano, a agência prevê que o défice corrente português se agrave de 7,5 para 7,6 por cento do PIB; e espera que a dívida pública continue a crescer, atingindo 116,3 por cento do PIB em 2013.



Desemprego dos jovens pode resultar «numa das piores crises de sempre», alerta Juncker

Publicado hoje às 14:28

A persistência de elevadas taxas de desemprego entre os jovens poderá resultar «numa das piores crises de sempre» para a União Europeia, alertou o presidente do Eurogrupo.

«Tem de ser oferecer perspetivas de esperança aos que sofrem as consequências da crise», afirmou Jean-Claude Juncker, citado pela agência Bloomberg.

Juncker, que é também primeiro-ministro do Luxemburgo, falava durante uma conferência organizada pelo grupo EU40 (uma rede de eurodeputados com menos de 40 anos).

«Os jovens em especial vão pensar que o nosso sistema, no seu todo, falhou», disse o presidente do eurogrupo, referindo-se às elevadas taxas de desemprego jovem.

O desemprego entre os mais jovens (pessoas entre os 15 e os 24 anos) regista taxas particularmente altas em Espanha (onde atingem os 50 por cento), na Grécia e em Portugal (onde chegam aos 35 por cento).

O presidente do Eurogrupo admitiu que, por vezes, não sabe o que dizer a «jovens em dificuldades», porque as reformas adotadas pelos governos europeus «vão levar anos a produzir resultados».



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