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Wednesday, December 19, 2012

Os meus votos de muita CORAGEM e muita SOLIDARIEDADE para 2013 !

 
 
Fotografia: Gonçalo Afonso Dias

 A "Crise", a "Troika", Passos Coelho e a política criminosa de empobrecimento galopante dos portugueses mudou quase todos os paradigmas - desde os hábitos de consumo, aos anúncios publicitários.
Apenas parece não ter mudado o "tom" dos votos de "Boas Festas"... Continua a prevalecer a hipocrisia, ingénua e bem-intencionada - bem sei - mas, ainda assim Hipocrisia.
Desejar um "Bom Natal", para mim é uma abstracção... como abstracta e sem conteúdo válido (para além do consumismo) é essa "invenção" capitalista. Mas é relativamente pacífico...
Já fazer votos de "Um Bom 2013" me parece, no mínimo, cruel. De certo modo é como desejar a um condenado à prisão "Uma Boa Estadia !"...
Todos sabemos o que nos reserva 2013. Mais pobreza, mais desemprego, menos esperança, menos futuro para os nossos filhos - a isto chama-se "Realidade".
Por isso, não faço votos de "Um Bom 2013 !" - Desejo sim Muita CORAGEM e muita SOLIDARIEDADE para resistir ao ano que está prestes a principiar.
Força!

Tuesday, October 09, 2012

Estão a fazer de nós...

... Um imenso e nauseabundo viveiro de minhocas para as faustosas "pescarias" de Passos Coelho e seus acólitos...

Nota: Este é um protesto/denúncia apartidário. Quem nele se reveja que o divulgue como entender. Pode ser que chegue a uma qualquer "praia"...
Desenho e texto: Gonçalo Afonso Dias


Saturday, October 06, 2012

Tuesday, September 25, 2012

Thursday, September 13, 2012

Thursday, August 23, 2012

A Cara deste País (2)

 
 
Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, S. Pedro do estoril, 08/2012
 
Esta é a segunda fotografia que aqui publico deste senhor – o Sr. João
Na primeira reportei essencialmente a situação deste homem atirado para a rua – A Rua do Murtal - onde trabalho todos os dias em S. Pedro do Estoril, e a minha revolta perante a indiferença atroz da nossa sociedade com estas pessoas.
Nesta imagem fotográfica o foco está nas mãos do João, deixando num plano menos focado a sua cara, a sua identidade. As mãos cruzadas sobre o peito numa gesto de resignação, de desistência.

Da janela do meu atelier vejo-o todos os dias, a todas as horas. Vejo as pessoas a passarem no passeio desabrigado que ele adoptou como “casa, a passarem por ele sem olhar, como se deu saco de lixo se tratasse. Outras param mas não é para olhar para ele… observam atentamente uma pequena obra que ali está a ser feita a dois passos…
Ontem enquanto almoçava no restaurante que referi no resumo da primeira fotografia que lhe fiz não consegui desviar o olhar deste homem com cara de fome e de morte.

Não consegui comer e desabafei com o meu parceiro de almoço – Já viste? Estamos aqui a comer e à nossa frente está um homem que já não sabe o que isso é há muito tempo.
O calor era muito. A roupa que ele veste – a única que tem – é quente, é de inverno…
Dia após dia tenho tentado a aproximação, sempre difícil, a este senhor com a intenção de conseguir falar com ele, de perceber o que ele sente e como o poderei ajudar.
Saí do restaurante e deixei o prato como me foi servido… Comprei na mercearia do Armando uma garrafa de água para o tentar hidratar já que o sol e o álcool o estavam a secar.

Cheguei-me a ele. Chamei-o pelo nome. Abriu os olhos numa expressão de espanto mas de medo também. Molhei-lhe a cabeça como se faz a uma criança. Despertou.
Ao mesmo tempo passava um sujeito que aparentemente sabia quem ele era e que exclamou – “Com água ainda o mata! Dê-lhe vinho que é o que ele quer !”.
Respondi-lhe com a dureza que se impunha e principiei a falar com o Sr. João.
Perguntei-lhe se se sentia bem, disse-lhe que não podia ficar ali ao sol, que isso o podia matar.

Foi acordando aos poucos, ao ritmo das minhas palavras. Pediu-me um cigarro e disse-me que tinha fome. O meu companheiro e meu colaborador que estava comigo foi comprar uma sandes de fiambre à mercearia. Comeu-a devagar e acedeu ao meu pedido de ir dando pequenos goles de água – pequenos porque aquele estômago vazio não suportaria mais do que isso.

Depois falou… Mesmo empasteladas pelo vinho as palavras que disse eram de um homem com um vocabulário desenvolvido, as frases bem construídas, os verbos nos tempos correctos. Um homem que leu, que estudou, que reflectiu sobre a vida antes de se cansar dela.
Perguntou-me o que queria… Quero ajudar-te, disse-lhe. Mas para isso tens de me deixar ajudar. Falou em Deus, com fé, como se fosse (e é a sua derradeira fuga). Enquanto falávamos pedia-me cigarros que eu negociava com pequenos goles de água.
Perguntei-lhe a idade. Começou a chorar…
52 anos, apenas mais 4 do que eu.
- Chora João, faz bem – eu também choro, não é vergonha nenhuma.
Falou da guerra, falou dos filhos… Falou dos amigos que já não tinha…
Agora tens, disse-lhe já emocionado. Amanhã quero ver-te um bocadinho melhor, pedi-lhe.
O tempo passou, as pessoas também, indiferentes mas admiradas por me verem sentado ao lado dele.
Um homem na condição do João não se consegue ajudar com bens, com roupas ou dinheiro.
Apenas a palavra, a persistência, a atenção que não tem, podem levá-lo a ganhar forças para levantar a cabeça e seguir em frente. Assim o espero.

Tuesday, August 21, 2012

A cara deste país


Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, 08/2012

(...) Já aqui editei uma fotografia deste senhor. Se bem me recordo intitulei-a "O novo inquilino".
Da rua onde tenho o meu atelier...
Vejo-o todos os dias e todos os dias sinto uma enorme impotência por não o conseguir ajudar.
Confronto-me, neste trabalho, com uma recorrente questão ética: revelar ou ocultar a face deste homem?!
Por norma não o faço. Preservo aquilo que se entendo (ainda) ser a "
dignidade do ser humano".
Mas é uma falsa questão, sobretudo quando se trata de fotojornalismo. Qual dignidade?! Qual humanismo?!...
Digno, seria alguém poder fazer mais do que eu tenho tentado...
Hoje, com 40 graus, este homem que tem nome - João - estava prostrado, ao sol, embriagado, desidratado, no limite...
Tentei acordá-lo, tentei falar com ele, pedir-lhe para se proteger do sol que o queimava. Em vão...
Já desisti, porque já tentei em casos semelhantes, apelar ao INEM ou aos bombeiros. Dizem-me que não... que ele não vai, que foge assim que os vê...
Procurei saber na mercearia vizinha quem é este homem - a resposta da indiferença: Está assim porque quer... Até tem dois filhos bem na vida...
Por isso, mostro hoje, sem qualquer hesitação de origem ética, a cara do Sr. João. Porque tem cara, porque é gente, porque precisa de ajuda.
Eu também preciso de ajuda para o conseguir ajudar mas esbarro no recorrente muro da indiferença e sofro, dia após dia, sempre que o vejo ali, prostrado, à espera da morte.
Vejam bem a cara deste homem. Do João que tem dois filhos que não querem saber dele.
É a cara deste país. É a cara deste nosso povo, tão bom e tão esquecido, marterizado. Fixem-na.
E que aqueles que nele tropeçam sem darem por isso - porque não querem ver - dormem tranquilos nos seus confortáveis "cantinhos\"... É preciso que este país acorde, é urgente devolver a réstia de esperança que estas pessoas merecem e precisam mais do que o pão, mais do que o vinho que os atordoa.
Para aqueles que têm o dever e a responsabilidade social de acudir a estas pessoas aqui deixo a sua morada - um passeio desabrigado, na Rua do Murtal, S. Pedro do Estoril, mesmo em frente ao concorrido restaurante
"Faz-te ao Bife"... Que grande ironia, que grande maldade...(...) texto editado no Olhares.com
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Restia de Esperança
Fecham-se as cortinas,
Quebrando ao meio o ultimo raio de sol.
Na escuridão agora eu estou,
Na escuridão a minha alma mergulhou.

Mantenho-me apreensivo,
Já nada me seduz, já nada me conduz.
Apenas uma réstia de esperança ficou,
Resultado da luz que pela janela entrou.
(João Filipe)

Saturday, July 28, 2012

O (Miserável) Estado da Nação


Pouco ou nada aqui tenho escrito sobre a "Actualidade Política" e sobre a situação económica e financeira que por cá vemos e vivemos.

Porque pouco ou nada há de novo para escrever - mais do mesmo...

Nos últimos dias apenas registo, sem grande espanto, a metamorfose da retórica e da postura do Sr. Primeiro-Ministro (PM), o Dr. Passos Coelho (PPC)...

Sem grande espanto, repito, pois a encenada postura de fair-play com que principiou o seu mandato era obviamente estratégica.

Revela com as recentes declarações num tom genuíno de Massamá o verdadeiro PPC...

"Que se lixem as eleições", a metáfora da "ventoinha" são apenas dois exemplos daquilo que antes afirmei.

O tom crispado, irritadiço, provocador que agora o PM evidencia no Parlamento é apenas, na minha opinião, a consequência da constatação do falhanço da sua política seguidista, despersonalizada, gratuita e quase criminosa.




Mas o pior está para vir...

O Descontentamento crescente da população - são disso bons exemplos a situação dos professores com "Horário Zero" e as manifestações contra o "Novo Mapa Autárquico", as vaias que se multiplicam sempre que "aparece um governante" - depois mal digeridas pelos "homens do poder e relativizadas com o argumento obsoleto de que se trata de manifestações orquestradas - não escapam com toda a certeza a quem nos observa de longe.

As evidência, como a de, este ano, já 3000 alunos do Ensino Profissional terem desistido de estudar por não terem como pagar as propinas, o desemprego crescente e assustador, a total ausência de uma política séria, abrangente e transversal de apoio às Pequenas e Médias Empresas que todos os dias fecham as portas às centenas parecem não perturbar a postura intolerante e totalitária de Passos Coelho.

Um Primeiro-Ministro esvaziado de conteúdo, impreparado, sem a experiência de vida - tão importante quando se decide o futuro de pessoas - notoriamente inculto e vagamente burgesso... Um executivo que parece um "jardim-escola", constituído também, à imagem do líder e que padece dos mesmos vícios e das mesmas insuficiências, da mesma imaturidade política, da mesma inexperiência e do mesmo grau - uma consequência, claramente do que antes afirmei - de incompetência.



Um "rapazito" hipócrita que com um descaramento olímpico e uma demagogia refinada afirma que está a "Salvar a Nação"... revelador e sintomático de uma ideologia que roça o fascismo.

O facto de o CDS de Paulo Portas começar a dar sinais de rotura com o PSD e consequentemente com PPC, é um sinal que não se deve desprezar de uma instabilidade crescente e preocupante ma maioria governamental com consequências previsíveis para Portugal e para os portugueses.

Não há, comprova-se, quem ature este PM... À esquerda e já nem à Direita...

No "Meio" o Partido Socialista arrasta-se... ao ritmo empastelado e amorfo de António José Seguro. Entre a espada e a parede, comprometido com o acordo que subscreveu com a Troika, arrependido, titubeante e politicamente mal dirigido por outro político "de calções" que não sabe o que fazer ao "menino que tem nas mãos"...

A olhar por cima, para toda esta miséria, continua um Presidente da República, comprometido com o PSD, incoerente, infeliz nas suas intervenções, incapaz de defender os portugueses - a sua maior obrigação - inexistente mesmo...

E assim caminha Portugal para um abismo onde encontrará a Grécia...

Assim continuam os portugueses a sufocar sob a tortura sádica deste governo materializada em leis e diplomas desumanos, ineficazes, contraproducentes.

Até quando este povo irá manter a tradicional postura de resignação e de inércia? Julgo que é apenas uma questão de tempo. E não me parece que se trate de muito tempo...

...................................................



Como o rapazinho mudou e engordou...



(Fotografia retirada da Net)

Friday, July 27, 2012

As Vacas, os números e nós...


Fotografia e Edição: Gonçalo Afonso Dias


As vacas, os números e nós
As vacas não têm nome, são apenas números;
Nós temos nomes mas também, como as vacas, somos tratados como números.
Números, mais ou menos importantes, consoante a conta para o que eles contam...
As vacas não fazem a mínima ideia do seu número nem tão pouco do número do dia em que se serão convertidas em bifes, para nós, os outros números, comermos.
As vacas não nos comem e também não sabem que nós sabemos que o número do "nosso dia" chegará fatalmente. E que a partir daí, se o número que somos de pouco vale, apenas passará a contar para as mais mórbidas estatísticas.
Os que fazem de nós números também são números, importantes, é certo, mas com o mesmo destino apesar de raras vezes se lembrarem disso.

Thursday, July 12, 2012

Chagas de Salitre



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias
Lobito, Angola, 07/2012

Chagas de Salitre
de
Ruy Duarte de Carvalho

Olha-me este país a esboroar-se
em chagas de salitre
e os muros, negros, dos fortes
roídos pelo vegetar
da urina e do suor
a carne virgem mandada
cavar glórias a grandeza
do outro lado do mar.

Olha-me a história de um país perdido:
marés vazantes de gente amordaçada,
a ingénua tolerância aproveitada
em carne. Pergunta ao mar,
que é manso e afaga ainda
a mesma velha costa erosionada.

Olha-me as brutas construções quadradas:
embarcadouros, depósitos de gente.
Olha-me os rios renovados de cadáveres,
os rios turvos de espesso deslizar
dos braços e das mãos do meu país.

Olha-me as igrejas restauradas
sobre ruínas de propalada fé:
paredes brancas de um urgente brio
escondendo ferros de educar gentio.

Olha-me noite herdada, nestes olhos
de um povo condenado a amassar-te o pão.
Olha-me amor, atenta podes ver
uma história de pedra a construir-se
sobre uma história morta a esboroar-se
em chagas de salitre.



Ruy Duarte de Carvalho (Santarém, 1941 – Swakopmund, 2010) foi um escritor, cineasta e antropólogo angolano
 (Wikipédia)



(Fotografia: Net)

"Costumo dizer que é muito mais fácil fotografar a miséria do que a alegria.
Não fotografo mendigos ou indigentes já sem dignidade, já sem a capacidade de dizer: Não!
Não fotografo "ás escondidas", sub-repticiamente, para conseguir uma imagem com impacto.
Em Angola, em Portugal ou noutra parte qualquer do Mundo procuro fotografar a verdade, com verdade. Este homem é digno. O que não é digno é o que estão a fazer dele e de muitos milhares nas mesmas condições...
Importa em fotojornalismo "não inventar realidades". A fotografia, neste caso é uma arma, pequena mas contundente, de denúncia, de critica, de protesto e, sobretudo, de solidariedade." (GAD)

Monday, July 09, 2012

A Cara da Fome



(Fotografia: Gonçalo Afonso Dias)

Joaquim Manuel Ferreira, 44 anos apenas... Mais novo do que eu, mas velho, moribundo, esfomeado. Ex-guerrilheiro, com um filho que passa fome como ele.
Encontrei-o na praia do Lobito junto ao Hotel Términus onde estava hospedado.
Ao longe, numa praia absolutamente deserta, a silhueta de um homem "perdido" chamou-me à atenção. Fui ter com ele. Estava a ler... um texto biblíco...desidratado, pele e osso nada me pediu. Conversei com ele, dei-lhe atenção. Chamou-me "paizinho" um tratamento comum em relação aos mais velhos. Perguntei pela família, pelo trabalho que não tem...
a vida dele foi a guerra e como muitos milhares, a paz deixou-os no desemprego, na miséria. O Governo esqueceu-os, esqueceu-se das pensões a que tinham direito. 
Os seus olhos amarelos com laivos vermelhos contam o desespero mas também a entrega, a resignação ao álcool...
Ajudei-o com 20 dólares para poder comer sabendo de antemão que talvez não os usasse para isso. Mas, na dúvida, prefiro assim.
Quando lhe entreguei o dinheiro, depois de uma conversa grande sobre a morte que o ameaçava, caso continuasse a desistir de viver , chorou como uma criança... Veio-me também uma lágrima ao olho, confesso.
É esta Angola de profundos contrastes de gente muito rica e de muita gente muito pobre que urge mudar. Ainda acredito que, um dia, este homem encontre um caminho que não o do suicídio lento e progressivo que agora percorre.

Lobito, Angola, Julho 2012

Friday, June 29, 2012

Obrigadinho ó Parôlo !



Passos: Medidas de austeridade serão comunicadas se forem necessárias

O primeiro-ministro garantiu que, caso venham a ser necessárias mais medidas de austeridade, elas serão comunicadas aos portugueses.

«O Governo renova o seu compromisso com essas metas e se entender que outras medidas poderão ser necessárias não deixará de as comunicar ao país, na medida em que está consciente de que a pior coisa que podia acontecer a Portugal era uma perda de credibilidade, associd a um processo de degradação das condições do nosso processo de ajustamento», afirmou Passos Coelho.

Monday, June 25, 2012

Tuesday, June 05, 2012

Tirou-me as palavras da boca...


O secretário-geral do PCP fez hoje um balanço negro do primeiro ano de governação PSD/CDS-PP, sublinhando que os portugueses já não estão à beira do abismo, porque muitos "já foram empurrados para o fundo".
"Disse ontem (segunda-feira) Passos Coelho que os portugueses já não estão à beira do abismo. Pois não. Muitos já foram empurrados para o fundo, despedidos, desempregados, sem casa, falidos ou na insolvência, empobrecidos, com menos salários, sem proteção na doença ou na velhice, este é o balanço que se faz de um ano desde que decorreram as eleições legislativas", afirmou o líder comunista durante um encontro com novos militantes do PCP, no centro Vitória, em Lisboa.


Fotografia (SIC)

Na segunda-feira, durante um jantar promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, o primeiro-ministro defendeu que, ao fim de um ano de Governo, "os portugueses já não estão perante o abismo" e que está em curso uma mudança económica que é "a mais importante dos últimos 50 anos". "Os portugueses já não estão perante o abismo com que nos defrontámos há praticamente um ano atrás. Portugal está muito mais preparado para receber investidores e para iniciar um novo ciclo de investimento, ao mesmo tempo que, a prazo, poderá recuperar o dinamismo da sua procura interna, assim que tenha realizado o seu ajustamento interno também", disse Passos Coelho.

Numa intervenção curta, o secretário-geral do PCP renovou ainda o apelo ao Presidente da República para que vete o Código do Trabalho, argumentando que se trata de legislação que viola a Constituição e que levará inevitavelmente a "mais exploração, empobrecimento, desemprego, precariedade e despedimentos arbitrários".

"A única atitude que um Presidente da República que cumpra o seu juramente perante o país pode tomar é vetar esta lei e devolvê-la à Assembleia da República", insistiu.

Um ano depois...



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias.
Santo Amaro de Oeiras, 2012


Há exactamente um ano que o actual governo tomou posse.
Há um ano que perdemos parte da nossa identidade e somos um "pau mandado" da Troika.
Nesse tempo, quando fotografava a minha rua captava imagens de gente(sobretudo idosos que constituem uma grande parte dos cidadãos da Vila de Santo Amaro de Oeiras) nas suas vidas. Outros, figuras carismáticas cá do sítio passavam com regularidade.
Entretanto, o comércio local começou a fechar, a criminalidade e os assaltos por esticão aos mais velhos multiplicaram-se. O medo dessas pessoas mais fragilizadas instalou-se - saem à rua, os que saem, apenas às horas mais seguras.
Não se vê polícia, também eles não tem os meios e os recursos indispensáveis para garantir a segurança da população.
Pessoas como a que aqui retrato, visivelmente carenciadas, no limite da dignidade, com "cara de fome" começam agora a ser a realidade.
Há um ano, não me tocavam à campainha mães com bébés a pedir ajuda - hoje ajudo uma dessas mães a alimentar o seu filho.
Há um ano, já vivíamos mal mas nada que se compare com a miséria que constato todos os dias.
Tristeza, angústia, desespero. E como será daqui a um ano ?

Tuesday, May 29, 2012

Proscrito

"O número de desempregados entre os operários da construção civil do Norte do país pode subir para os 59 mil. O líder do maior sindicato do sector alerta que, a curto prazo, mais 20 mil juntar- -se-ão aos 39 mil já sem trabalho."(JN).



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, Oeiras

Friday, May 11, 2012

Austeridade #03



"Austeridade #03"
Fotografia: Gonçalo Afonso Dias

Wednesday, May 02, 2012

1º De Maio de 2012 - Dedicado ao Sr. Passos Coelho e seus acólitos



(Desenho: Gonçalo Afonso Dias. 1 de Maio de 2012)
«Este desenho é dedicado ao Dr. Passos Coelho e aos seus acólitos»

Thursday, March 29, 2012

29 de Março de 2012




(Fotografia retirada da Net)

A "BOA NOTÍCIA":
Praia da Salema eleita uma das "Melhores praias secretas do Mundo"

A praia da Salema, situada no concelho de Lagos, foi eleita uma das melhores praias secretas do planeta pela revista americana Travel&Leisure, especialista em viagens e lazer, que destacou o seu lado «genuíno» e «não massificado».

Integrada numa lista das 15 praias mais tranquilas e discretas, a praia da Salema é a única praia portuguesa a constar da lista e foi escolhida por se tratar de «uma aldeia piscatória que ainda permanece genuína, num litoral algarvio engolido pela construção massificada de betão», informou hoje a Câmara Municipal de Vila de Vila do Bispo (CMVB) em comunicado.

«É um prestígio ver uma praia do concelho distinguida na maior revista de viagens dos Estados Unidos, que é lida por cerca de 4,8 milhões de leitores», refere a autarquia que lamenta que o mesmo reconhecimento não tenha acontecido a nível nacional, uma vez que o projeto " 7 Maravilhas - Praias de Portugal" excluiu a praia da Salema do lote das maravilhas portuguesas.



Num artigo publicado na edição de março, a revista norte-americana dá a conhecer aos leitores as praias que conseguiram sobreviver até aos dias de hoje sem serem invadidas por «demasiadas pessoas» e «demasiado ruído», e a praia da Salema, nos arredores de Vila do Bispo, no Algarve, é uma das praias com estas características.

O jornalista David A. Keeps, autor do artigo, destacou a aldeia piscatória e as casas tradicionais existentes na zona e que ainda não foram substituídas por novos «arranha-céus e resorts, ao contrário do que acontece em quase toda a região algarvia».

Para Adelino Soares, presidente da câmara de Vila do Bispo, o reconhecimento internacional da praia da Salema, «vindo de uma das revistas mais conceituadas em todo o mundo», fará com que esta receba no futuro mais visitantes «que procuram um ambiente natural e tranquilo para passar as suas férias».



A "MÁ NOTÍCIA":
Governo está preparado para aplicar mais austeridade

A possibilidade consta de um documento do Ministério das Finanças, a que o semanário Sol teve acesso, sobre a terceira avaliação da troika ao programa de ajustamento.

Nesse documento, que está a ser citado pela página online do semanário Sol, o Ministério das Finanças afirma no entanto que o objetivo do défice para este ano, 4,5 por cento, deve ser cumprido como o previsto, sem novas medidas de austeridade.

O Governo está a contar que a aplicação da nova lei dos compromissos traga ganhos significativos para o controlo das contas públicas. Contactado pela TSF, o Ministério das Finanças não faz qualquer comentário