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Tuesday, November 13, 2012

BE (Bicéfalo de Esquerda...)

 
Edição: Gonçalo Afonso Dias
 
Não sou de andar a meter a "foice em seara alheia" mas sinceramente... gostei tanto, tanto, de ouvir o discurso da Catarina Martins - (a "miúda" é gira e tem Ganas...) no encerramento da Convenção do BE, agora "Bicéfalo" (aquela parte do presidente que não existe para lá do FB é de génio!...) que decidi dar-lhe o meu modesto contributo - Uma nova filosofia exige um novo logotipo...
Esta é de borla Catarina!

Monday, July 30, 2012

Os imigrantes Portugueses em Angola - A mudança de paradigma

ACTUALIZAÇÃO - 01 DE AGOSTO DE 2012:
Transcrevo um comentário aqui deixado por uma das "honrosas excepções" a que me refiro neste texto.
Trata-se de uma pessoa que, com o marido, se mudou para Angola há um par de anos e que, naturalmente, já formou uma opinião sólida sobre este assunto:


Elsa Faria said...
Análise sábia a tua... só me entristece que esses "artistas" além de estarem a tratar mal quem os acolheu, deixem como imagem de marca o "português" que a todos envergonha... a mim envergonham-me, diariamente... por isso não fazem cáfalta... nenhuma!!!!


Aquele abraço, Gonçalo!
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"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."

(Nelson Mandela)
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Não gosto de generalizar.

Procuro, em cada texto que escrevo, informar-me e documentar-me previamente sobre o conteúdo ou os conteúdos que abordo.

Neste caso, porém, a fundamentação da opinião que se segue é baseada no conhecimento "in loco" e da experiência que acumulei na vida em Angola, antes, durante e depois da Independência dessa ex-colónia portuguesa, agora, mais do que nunca, um destino preferencial na crescente onda de imigração de portugueses que, no contexto de Crise e Austeridade imposto a Portugal pela Troika, agravado pela governação submissa aos interesses do eixo Franco-Alemão e dos grandes grupos económicos, perversa e desumana do primeiro-ministro português - Pedro Passos Coelho - e dos seus acólitos no poder.

Como angolano e português que sou há quase 48 anos, divididos entre esses dois países, conheço com uma substancial profundidade as duas realidades, tanto do ponto de vista socioeconómico e político, como no que diz respeito ao modo de vida e aos costumes dos dois povos.

Por formação e carácter não me abstenho, em Portugal ou em Angola, de, utilizando responsavelmente o Direito à Liberdade de Expressão, me manifestar frontalmente contra tudo aquilo que entendo ser politicamente condenável, culturalmente criminoso e atentatório dos Direitos Liberdades e Garantias dos cidadãos tenham eles a origem, a religião ou a cultura que tiverem.



Não tenho qualquer fidelidade partidária, não sigo qualquer ideologia política mas tenho ideais que, em muitos aspectos de podem considerar "de esquerda".

Estou portanto, como sempre estive à vontade para me exprimir, para criticar, concretizando, e para, quando as situações a isso me obrigam as Denunciar publicamente.

Se a minha posição em relação aos sucessivos governos portugueses tem sido amplamente manifestada neste blogue, já em relação a Angola ela carece de uma maior concretização:



Desde 1984 que viajo com frequência para Angola e, dentro de Angola para todas as suas províncias, conhecendo em profundidade a situação de cada uma delas e estando muito atento à situação e às condições de vida do povo angolano.

Reconheço, porque constato, que tem havido um esforço significativo do governo angolano na Reconstrução de um país assolado durante 3 décadas pelo flagelo da guerra.
Reconheço, como a grande maioria dos angolanos, o papel fundamental do seu presidente - José Eduardo dos Santos - na conquista da Paz e da estabilidade económica dessa potência da África Austral.

Critico e choca-me visceralmente o fosso social que persiste entre os angolanos (novos-ricos) e um povo que maioritariamente continua a (sobre)viver com indescritíveis dificuldades de toda a ordem (Trabalho, saúde, condições de vida e uma pobreza extrema). Um povo que sofre, que continua a sofrer, e que é confrontado diariamente com os sinais de riqueza e com a ostentação dos "que podem".

Angolanos que são agora "colonizados" pelos seus próprios patrícios, explorados e desrespeitados na sua dignidade.

Pessoas com Direitos e Deveres como todas as outras mas que carecem de uma particular solidariedade sob pena de continuarem a assistir à morte e à doença dos seus filhos e familiares, à falta de instrução, à ausência de um "Futuro"...

Não reconheço o conceito de "Democracia Musculada" - já o escrevi: "só considero duas hipóteses - ou há democracia ou não há democracia.
Entendo, contudo, que o modelo de democracia europeu - já decadente e obsoleto, não pode ser implementado em África "tou-cour", sem atender à especificidade dos seus povos em todos os seus aspectos, sem compreender a sua Idiossincrasia.
Reconheço ainda a extrema dificuldade que representa governar e reconstruir um país assolado pela guerra, onde as novas gerações cresceram e viveram num ambiente de dor, de morte e de miséria. Mas penso que se pode e deve fazer muito mais.

Assisto com pena e com a dor de quem estima o património cultural e arquitectónico à mutilação de edifícios e cidades e à construção desmedida e opulenta de edifícios "importados", inspirados em modelos que nada têm a ver com Angola (Dubai por exº), à presunção generalizada de que a modernidade passa pela utilização massiva do vidro e dos revestimentos em alumínio (num clima tropical, com elevadas consequências no comportamento térmico dos edifícios e nos custos inerentes, num território que é uma "enciclopédia de soluções de ensombramento), à ausência de um planeamento consistente e abrangente - o que tem gerado o caos nas maiores cidades, Luanda no topo.

Esta introdução esclarece, espero, o meu conhecimento da realidade em Angola e o meu posicionamento imparcial, sem vínculos ou o "rabo preso" a quem quer que seja.
Este pequeno artigo visa sobretudo abordar e reflectir sobre a imigração em massa de cidadãos portugueses para Angola: Quem vai, porquê e qual a sua postura profissional e pessoal nesse país independente e tão carente de gente interessada verdadeiramente em contribuir com trabalho e dedicação para a sua reconstrução e para a melhoria das condições de vida do seu povo - a criação de emprego digno e justamente remunerado.

Para isso importa primeiro fazer aqui uma retrospectiva sobre a quantidade e a qualidade de quem, desde 2004 tem voado para Angola.


A MUDANÇA DE PARADIGMA

Angola, 15 vezes maior que PORTUGAL, acolhe actualmente cerca de 200.000 portugueses, um nº que aumenta diariamente consequência da Crise Económica, da Austeridade e do Desemprego exponencial que se vive em terras lusitanas

Quando em 2004 reiniciei a minha actividade profissional em Angola e as viagens regulares para esse país no âmbito dessa actividade, os aviões iam cheios de imigrantes. Hoje continuam a ir cheios de imigrantes, cada vez mais aviões, cada vez mais repletos de gente que "foge" de Portugal à procura de um emprego, de condições de vida dignas.
No entanto, constato uma notável diferença entre o género de pessoas que imigravam em 2004 e aquelas que hoje imigram.
Em 2004 via sobretudo pessoas humildes, sem grande instrução recrutadas maioritariamente pelas grandes construtoras portuguesas a operar em Angola (Somague, Soares da Costa, Mota Engil, etc,) para trabalhar nas obras - pedreiros, serventes, "trolhas".

A reconstrução de Angola dava os primeiros passos e estava tudo por fazer.
Um salário de 5000 Dólares Americanos (USD) era, nesse tempo uma autêntica fortuna.

Hoje, cada vez mais, imigram para Angola técnicos médios e superiores e muitos licenciados.
Muitos deles antes da Crise, da Troika e de Passos Coelho ocupavam em Portugal cargos directivos, tinham um bom ordenado, uma vida tranquila. Estavam a pagar a casa, os carros e outros luxos, iludidos no tempo das "vacas gordas" e do crédito fácil.
Vão agora, como antes referi, em massa para outros destinos sendo Angola um dos mais procurados.

Mas o "El Dorado" angolano acabou...

Angola impõe hoje regras e condições e tornou-se mais selectiva no que respeita a abrir as portas a qualquer um. E muito bem, na minha opinião.
A concorrência estrangeira aumentou em todos os sectores mas sobretudo na Construção onde os chineses não dão grandes hipóteses em termos competitivos. As grandes construtoras portuguesas entraram em declínio e 5.000 USD/mês já não chegam para viver confortavelmente, sobretudo em Luanda - a cidade mais cara do Mundo.

Continua a haver uma carência significativa de quadros superiores, apesar do regresso "à terra" de muitos angolanos qualificados que se formaram em Portugal e aqui fizeram as suas vidas durante muitos anos.

Já não se fazem fortunas "de um dia para o outro" em terras angolanas. É preciso trabalhar muito, criar empregos, aceitar o princípio fundamental de que se está num país independente com as suas regras e especificidades.



E é aí que "bate o ponto"...



Muitos desses portugueses, (há excepções felizmente e não gosto de generalizar - repito) não "digeriram" ainda o facto de Angola já não ser há muito uma colónia portuguesa. 

O que os move e o que o faz imigrar resume-se a "ganhar dinheiro", amealhar o mais possível e o mais depressa possível para um regresso confortável a Portugal.

Estão-se "nas tintas" para os angolanos e para a reconstrução do país, para a criação de postos de trabalho e para a tão urgente formação de quadros angolanos.

Com um espírito neocolonialista e um complexo de superioridade próprio de gente mal formada destratam os angolanos, criam conflitos nos locais onde trabalham, exercem um racismo mal disfarçado.



Essa triste realidade é mais visível quanto mais altos e bem remunerados são os cargos que ocupam. Directores e gestores que saíram de Portugal com "uma mão à frente e outra atrás" não escondem a "falta de chá" e a falta de formação cívica, abusando das competências que lhes são atribuídas com uma arrogância e uma prepotência que só pode acabar mal. E acaba mal, mais cedo ou mais tarde.

Nestes 8 anos de trabalho continuado em Angola já "choquei de frente" com dois desses "artistas"... vi também os dois a cair do altar... Um deles já regressou "a casa", o outro... apenas uma questão de tempo.



Defendo que em Angola há lugar para todos.



Mas também defendo que Angola deve recrutar para esses cargos os angolanos qualificados que estão no estrangeiro e, mais importante, formar em quantidade e qualidade, nas suas universidades, técnicos e quadros superiores, deixando assim de precisar de tolerar gente "mal-acabada" e formatada segundo os padrões do antigo regime.


Acabo com as excepções - são muitas, cada vez mais, felizmente, sobretudo nas gerações mais novas.
Gente que vai a Angola pela primeira vez, que encontra um caminho para a vida, que se identifica com o país e com o seu fantástico povo e que, ao fim de algum tempo de lá já não quer sair.
Gente nova que muitas vezes casa com angolanos (as), constitui família, cria raízes profundas.

É dessas pessoas, bem formadas, sem complexos, disponíveis, tolerantes e activas que Angola e os angolanos precisam querem e acarinham, como irmãos.

Os outros, aqueles que põem o "canudo" à frente dos princípios e da educação bem podem deixar-se ficar por aqui. Não fazem falta. Como angolano o afirmo.

Thursday, July 12, 2012

Monday, February 27, 2012

"Déjà vu" - Cruzeiro à deriva junto às ilhas Seychelles

Depois do «Costa Concórdia» o «Costa Allegra»



A má notícia é que na mesma frota, a dos "Costas", ainda "sobram" alguns ...


O «Costa Classica»;
O «Costa Romantica»;
O «Costa Marina»;
O «Costa Victoria»
O «Costa Flavolosa»
O «Costa Fortuna» e...
O «Costa Mediterranea» 

Sunday, February 19, 2012

De Castigo... «Repórter de imagem da TVI suspenso»



ACTUALIDADE:


Os serviços de imprensa do Conselho Europeu suspenderam o repórter de imagem da TVI que gravou a conversa entre o ministro português das Finanças e o homólogo alemão.

Os serviços que definem as regras do trabalho da comunicação social em Bruxelas decidiram aplicar regras mais apertadas para a gravação de imagens antes das reuniões ministeriais.

A decisão é conhecida depois de a TVI ter transmitido imagens de uma conversa entre os ministros das Finanças de Portugal e da Alemanha, antes da reunião do Eurogrupo, no dia 9 de Fevereiro.

Uma conversa em que Volfgang Schauble deu conta da disponibilidade alemã para aceitar um novo resgate a Portugal e onde Vítor Gaspar agradeceu esta disponibilidade.

Deste modo, o jornalista português suspenso fica proibido de recolher imagens por um período ainda indeterminado, que pode ir além de um mês.


Thursday, January 19, 2012

Há "Concertação à "hora da marmita"...



Desenho: Gonçalo Afonso Dias, 01/2012











Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

HOJE SÓ ME PARECE RELEVANTE UMA NOTÍCIA, E É UMA "MÁ NOTÍCIA"...


Escrevi ontem, neste blogue, a propósito do Acordo de Concertação Social:

(...) As declarações inusitadas e desproporcionadas de João Proença (o líder da central sindical afecta ao PS e, agora [?] ao PSD abriram, de novo, o fosso histórico existente entre as duas maiores organizações sindicalistas deste país.

João Proença (JP), líder da UGT, já vinha dando sinais (numa entrevista ao Sol, por ex) de algum desconforto e/ou arrependimento por se ter, de algum modo, colado a Carvalho da Silva nomeadamente aquando da Greve Geral de Novembro de 2011.

(JP) aproveitou a conjuntura das negociações que precederam o referido acordo para se demarcar e voltar ao ambíguo lugar onde sempre "morou" e onde mora o Partido Socialista.

Julgo mesmo que essa foi a mais grave consequência resultante das negociações que a CGTP (dignamente) abandonou. (...)




Com efeito..
. :

«CGTP vai apresentar queixa contra UGT nos tribunais
Publicado hoje às 12:39

A CGTP vai avançar com um processo-crime contra a UGT, após João Proença ter afirmado que «dirigentes não socialistas da CGTP» incentivaram a UGT a negociar o acordo da concertação social.

A CGTP vai apresentar queixa contra a UGT na sequência da troca de acusações entre as duas centrais sindicais a propósito da assinatura do acordo de concertação social.

Num comunicado da central sindical liderada por Carvalho da Silva, a CGTP considerou que João Proença não olha a meios para tentar justificar um «vergonhoso acordo de agressão aos trabalhadores».

Para a CGTP, a alusão de João Proença «contactos particulares de dirigentes não socialistas da CGTP no sentido de incentivar a UGT a negociar» o acordo de concertação social é «injuriosa, difamatória e falsa».

«Se não houvesse negociação, não só havia um clima de conflito extremamente perigoso como sobretudo estaria em causa a actividade sindical. Estou a falar de dirigentes da maioria da CGTP», explicou.

João Proença sublinhou que «houve claramente mensagens nesse sentido para que negociássemos e tentássemos criar condições para alterar as medidas».


Adivinhem quem fica "a perder" ?...






Desenho: Gonçalo Afonso Dias.
Oeiras, 2010

Wednesday, January 18, 2012

A (des) Concertação social a tinta permanente / The social consultation (dis)agreement in permanent ink



O Acordo de Concertação Social  será, sem dúvida, um dos acontecimentos políticos mais relevantes deste ano.



Thee social consultation agreement will be, without a doubt, on of the most relevant political events of this year.

Sobre o conteúdo desse "acordo" muito já se disse (de um lado e do outro).



About the contents of this "agreement" much as been said (from one side and the other).

Na minha opinião, para além do evidente retrocesso que daí resultou para os direitos e garantias dos trabalhadores, há um facto que merece alguma reflexão - a reaproximação da UGT à política devastadora (para os trabalhadores e para os portugueses, em geral) e, consequentemente, o seu explícito (descarado) distanciamento da CGTP.



In my opinion, apart from the evident step back from there resulted for the rights and guarantees of the workers, there is a fact that diserves some discussion - the reapproximation of the UGT to the devastating politics (for the workers and portuguese people, in general) and, consequently, it's increasing detachement to the CGTP

As declarações inusitadas e desproporcionadas de João Proença (o líder da central sindical afecta ao PS e, agora [?] ao PSD abriram, de novo, o fosso histórico existente entre as duas maiores organizações sindicalistas deste país.



The outrageous and disproportionate declarations by João Procença (the leader of UGT affect to the PS and, now [?] to the PS) opened, again, the historical pit between the two bigger sindicalist organizations of this country

João Proença (JP), líder da UGT, já vinha dando sinais (numa entrevista ao Sol, por ex) de algum desconforto e/ou arrependimento por se ter, de algum modo, colado a Carvalho da Silva nomeadamente aquando da Greve Geral de Novembro de 2011.


João Proença (JP), leader of the UGT, was already giving signals (in an interview to Sol, for example) of some discomfort and/or regret for having, in a way, pasted to Carvalho da Silva namely when the National Strike of November 2011 happened.

(JP) aproveitou a conjuntura das negociações que precederam o referido acordo para se demarcar e voltar ao ambíguo lugar onde sempre "morou" e onde mora o Partido Socialista.

(JP) took the juncture of the negotiations preceding the agreement to demarcate himself and return to the ambiguous place ever he ever "lived" and where the Socialist Party lives

Julgo mesmo que essa foi a mais grave consequência resultante das negociações que a CGTP (dignamente) abandonou.


I actually think that it was the worst consquence resulting from the negotiations that the CGTP worthily abandoned.

Diga-se o que se quiser do Partido Comunista (e há muito para dizer...) uma coisa é certa - defende implacavelmente e coerentemente o seu eleitorado de base : os trabalhadores, os operários, os desfavorecidos.



You can say many things about the Comunist Party (and there's a lot to say ...) but one thing is certain - it defends relentlessly and consistently it's base electorate: the workers, and the disadvantaged.

Prevejo (é fácil...) que em breve, a contestação social, apoiada pela enorme, experiente e eficaz "máquina" da CGTP, venha a manifestar-se de um modo mais expressivo, abrangente e, certamente mais contundente.


I predict (it's easy...) that soon, the docial contestation, supported by the huge, experient and effective "machine" of the CGTP, will manifestate itself in a more expressive, comprehensive and, cetainly more bruising.

Se analisarmos com alguma ponderação e equidistância o resultado do Acordo, percebemos facilmente que há dois vencedores - O Governo e os Patrões.


If we analyse with some ponderations and equidistance the result of the agreement, we easily realize there are two winners - The Governement and the Bosses.

Quando assim é o aumento da conflitualidade social é uma consequência previsível, lógica.



If so, the increase of the social conflicts are a predictable consequence, logic.


Gonçalo Afonso Dias (architect)
Translation: Tiago Afonso Dias






O acordo entre o Governo e os parceiros sociais foi alcançado após 17 horas de reunião. Menos férias e mais restrições nos despedimentos, foram algumas das medidas acordadas.

As indemnizações só descem no mês de novembro.

O Governo tinha acordado, quando assinou o memorando com a troika, reduzir as compensações por despedimento dos trabalhadores com contrato assinado antes de novembro de 2011, em linha com as regras já praticadas nos contratos posteriores (e que dão direito apenas a 20 dias de salário por ano de casa).

As indemnizações por despedimento também vão baixar nos casos em que o trabalhador pede a resolução do contrato com justa causa, devido a incumprimento da empresa.

A atual compensação é de 15 a 45 dias de salário anual, o mesmo que se aplica no despedimento sem justa causa. O corte das compensações nestes casos não está abrangido nas novas regras que já se aplicam aos contratos a partir de novembro de 2011.

O Executivo promete, ainda, uma proposta para criar o fundo de despedimentos até ao verão.

Os três dias extra de férias que hoje existem ligados à assiduidade serão eliminados, o que reduz o tempo máximo de férias para 22 dias. Mas só a partir de 2013, face ao período de trabalho do ano anterior. Também serão cortados quatro feriados.

Quando o trabalhador faltar num dia anterior ou posterior a um dia de descanso ou feriado vai perder também a retribuição desse dia de descanso. E isto também acontece quando o trabalhador só falta meio dia.

O Governo pretende alargar o acréscimo de horas extra que podem ser trabalhadas em regime de bancos de horas fixados em contratação coletiva, para 250 horas (face às atuais 200). No caso de acordo direto o acréscimo anual pode ser de 150 horas e não 100 como apontado até agora.

Os desempregados que aceitem um emprego com um salário inferior ao valor do subsídio poderão acumular, em certas condições, a retribuição com 50% do subsídio nos primeiros seis meses (até certo limite) e 25% nos seis meses seguintes.


CGTP abandona concertação social e diz que texto que está a ser discutido é "chocante"

ECONOMIA
O secretário-geral da CGTP abandonou a reunião da concertação social. Carvalho da Silva diz que o texto que está a ser discutido representa o maior retrocesso de sempre em termos sociais e laborais em Portugal.









Desenhos: Gonçalo Afonso dias. Janeiro 2010

Sunday, January 15, 2012

Boa Noite.


Cantor Youssou N'Dour candidata-se à presidência do Senegal


O cantor Youssou N'Dour, de 52 anos, anunciou, esta terça-feira, que é candidato a presidente do Senegal, nas eleições de Fevereiro, numa declaração difundida pela rádio e televisão de que é dono.

"Sou candidato", afirmou Youssou N'Dour, respondendo a um "dever patriótico supremo" e a vários apelos de compatriotas.


INACREDITÁVEL...

O naufrágio do navio Costa Concordia que ocorreu na noite dessa sexta-feira na Costa Toscana .







Actualização 17-01-2012:
Costa Concordia: um naufrágio em imagens:



O Costa Concordia naufragou ao largo da Toscânia, Itália, na sexta-feira, 13 de Janeiro. A bordo seguiam 4.231 pessoas, incluindo passageiros e tripulação. «Cerca das 20:00 (19:00 em Lisboa), o navio de cruzeiro, com 290 metros de comprimento, começou a tombar sobre a água e inclinou-se cerca de 20 graus», informou a guarda-costeira italiana.

Alguns dos passageiros, citados pela ANSA, referiram «cenas dignas do Titanic» a bordo, após a ordem de evacuação do navio, que causou disputas entre as pessoas, choros e gritos, com alguns dos passageiros, que tentavam entrar nos botes salva-vidas, a caírem para o mar.

O presidente da empresa que é dona do navio Costa Concordia admitiu, domingo, que o naufrágio - que causou a morte a pelo menos 6 pessoas - foi provocado por um erro do comandante.

Nesta galeria apresentamos algumas das imagens mais marcantes deste naufrágio.

(Sara Mendes e João Paulo Meneses)
















Costa Concordia: um naufrágio em imagens










O Costa Concordia naufragou ao largo da Toscânia, Itália, na sexta-feira, 13 de Janeiro. A bordo seguiam 4.231 pessoas, incluindo passageiros e tripulação. «Cerca das 20:00 (19:00 em Lisboa), o navio de cruzeiro, com 290 metros de comprimento, começou a tombar sobre a água e inclinou-se cerca de 20 graus», informou a guarda-costeira italiana.

Alguns dos passageiros, citados pela ANSA, referiram «cenas dignas do Titanic» a bordo, após a ordem de evacuação do navio, que causou disputas entre as pessoas, choros e gritos, com alguns dos passageiros, que tentavam entrar nos botes salva-vidas, a caírem para o mar.

O presidente da empresa que é dona do navio Costa Concordia admitiu, domingo, que o naufrágio - que causou a morte a pelo menos 6 pessoas - foi provocado por um erro do comandante.

Nesta galeria apresentamos algumas das imagens mais marcantes deste naufrágio.

(Sara Mendes e João Paulo Meneses)








Tuesday, December 13, 2011

"A NUVEM" dos MVRDV - pedido de desculpa foi o reconhecimento tácito da gratuitidade do seu trabalho



"A dupla de edifícios concebidos para apartamentos de luxo chama-se “The Cloud” (“A nuvem”) e a maquete foi apresentada na semana passada às autoridades de Seul.

Desde logo motivou protestos dos familiares das vítimas dos atentados. Estes dizem que as duas torres concebidas para Seul estão ligadas entre si, ao nível do 27.º andar, por aquilo que parece ser uma nuvem de destroços e fogo, numa imagem semelhante à das explosões no World Trade Center de Nova Iorque, na manhã de 11 de Setembro de 2001. Os críticos acusam os arquitectos de não terem tido respeito por aqueles que morreram e utilizaram o sucedido como um golpe barato de publicidade ao projecto.

O estúdio de arquitectura Designer MVRDV alega que não quis criar uma imagem que fosse parecida com a dos atentados e não detectou qualquer semelhança durante o processo de concepção das torres.


“Pedimos as mais sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos. Não foi essa a nossa intenção”, afirma a equipa no site oficial dos arquitectos. “Começou uma verdadeira tempestade mediática e recebemos emails com ameaças e telefonemas de pessoas enfurecidas a chamar-nos amigos da Al-Qaeda [rede terrorista] ou pior”, acrescenta.

Por enquanto não se sabe se o projecto vai ser alterado, mas até Março as autoridades de Seul deverão decidir se aprovam ou não o design final. As torres deveriam estar concluídas até 2015" . (Fonte)





Os MVRDV são o arquétipo da "Arquitectura da Imagem". Uma arquitectura vazia onde o Homem é reduzido à condição de um mero observador.



Pior do que a imagem da "Nuvem" é o pedido de desculpa "esfarrapado" dos seus autores, tanto na forma como no conteúdo.


Evocar a tragédia do 11 de Setembro de 2001 em NY não encerra, em si, qualquer "pecado" nem devia ser motivo para qualquer indignação. A questão reside na autenticidade dessa evocação. Sem autenticidade não há argumentos credíveis por muito sofisticadas que as imagens possam ser.





9 11 Memorial in Paris Twin towers Eiffel tower Day & Night 2011



"os arquitetos não inventam nada, apenas transformam a realidade" (Álvaro Siza)

Wednesday, December 07, 2011

A Manipulação do Homem através da Linguagem, a propósito da aprovação do Aumento do Horário de Trabalho em meia-hora diária.

"Foi a Luta Histórica de gerações de trabalhadores e trabalhadoras, travada ao longo dos anos com uma grande coragem e firmeza, que determinou a conquista das 8 horas diárias e o máximo de 40 horas de trabalho por semana, o direito à contratação colectiva, o descanso aos sábados e domingos, as férias remuneradas, a condenação do trabalho infantil, a protecção social, o direito a tempo de refeição e pausas para recompor forças, as licenças de maternidade e paternidade, entre inúmeros outros direitos.

Alguns destes direitos, como as 8 horas diárias de trabalho, cuja conquista começou em 1886, e que estão na origem da Comemoração do 1.º de Maio (Dia Internacional do Trabalhador), são agora postos em causa no nosso país pelo Governo do PSD-CDS. Esta situação, a concretizar-se, representaria um retrocesso no plano social e civilizacional que importa combater com todas as nossas forças.





                   (Pois... mas passou.)

"É falso que os problemas da competitividade tenham origem nos salários ou na duração do tempo de trabalho. Tais problemas radicam na deficiente organização e gestão das empresas, na manutenção de tecnologias obsoletas, nas fracas cadeias de valor, na elevada precariedade, na dificuldade de acesso ao crédito, nos custos da energia das telecomunicações, dos combustíveis e dos transportes. É a opção por uma estrutura produtiva assente neste modelo que determina, também, uma baixa produtividade, em termos absolutos, e que constitui um dos principais obstáculos ao crescimento e desenvolvimento da economia portuguesa. A solução passa por erradicar este modelo e não mantê-lo."






Sobre o actual Governo e sobre o seu líder - Pedro Passos Coelho (PPC) ainda não está tudo dito. As violentas medidas de austeridade que vem impondo aos portugueses parecem não ter limites. O autoritarismo de (PPC), a sua recusa metódica e estratégica em negociar seriamente com os Partidos da Oposição e com os Parceiros Sociais é um sinal claro e muito preocupante do rumo que o primeiro ministro de Portugal parece estar obstinado em seguir.
A indiferença que demonstrou face ao enorme protesto consubstanciado na Greve Geral de 24 de Novembro é paradigmática mas, acima de tudo, perigosa. Abre caminho para um conflito social que extravase o controlo e a organização através dos sindicatos e se alastre anarquicamente com consequências imponderáveis, à semelhança do que assistimos noutros países da Europa. 




Retrocesso Social, generalização da pobreza, castração da democracia, "morte por asfixia da Liberdade de Espressão" e do Direito à Indignação.


Quase todos os adjectivos já foram usados no espectro político português para caracterizar Passos Coelho e as políticas do o seu executivo. À esquerda, ao Centro e também à Direita, pessoas autorizadas pela experiência, pela isenção, pelo seu passado de participação activa nos destino do país, pelo reconhecimento internacional das suas carreiras políticas, económicas, sociológicas.




(Mário soares)


Enquanto os portugueses empobrecem e se vêm, todos os dias, confrontados com um futuro de miséria, o governo vai, sinistramente, gerindo a implementação de medidas autoritárias, servis aos interesses dos grandes grupos económicos, numa lógica ultra-liberal importada de modelos políticos e sociais que tratam as pessoas como números e as medidas políticas como um fim (em si mesmas) e não um meio para alcançar objectivos, reformar e estruturar coerentemente e com consciência social.

A Mentira e a Táctica do "Medo" são, manifestamente os instrumentos mais perverso e perigosos na estratégia de "Regresso ao Passado" seguida por (PPC). Procura por todos os meios convencer os portugueses de que o caminho que segue não tem alternativa e aterrorizá-los com as consequências de qualquer outra opção política. 



A Grécia e a situação explosiva que ali se vive, são as armas de aremesso preferenciais para essa politica de Terror. 

O Sofisma*** impera na retórica dos actuais governantes. A Manipulação através da Linguagem é, por isso, decisiva nesse estratagema Kafkiano.

*** Sofisma ou sofismo (do grego antigo σόϕισμα -ατος, derivado de σοϕίξεσϑαι "fazer raciocínios capciosos") em filosofia, é um raciocínio aparentemente válido, mas inconclusivo, pois é contrário às próprias leis. Também são considerados sofismas os raciocínios que partem de premissas verdadeiras ou verossímeis, mas que são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda. Por definição, o sofisma tem o objetivo de dissimular uma ilusão de verdade, apresentando-a sob esquemas que aparentam seguir as regras da lógica.

É um conceito que remete à ideia de falácia, sem ser necessariamente um sinônimo.

Historicamente o termo sofista, no primeiro e mais comum significado, é equivalente ao paralogismo matemático, que é uma demonstração aparentemente rigorosa que, todavia, conduz a um resultado nitidamente absurdo. Atualmente, no uso freqüente e do senso comum, sofisma é qualquer raciocínio caviloso ou falso, mas que se apresenta com coerência e que tem por objetivo induzir outros indivíduos ao erro mediante ações de má-fé.

(Wikipédia)


Grécia / Portugal - Descubra as Diferenças...



Como a Grécia sobrevive à crise: a SIC foi conhecer o país, hábitos e costumes
(Grande Reportagem SIC)


Tuesday, December 06, 2011

A polémica sobre a Igreja de S. Francisco Xavier no Restelo - Pretensão e Mediocridade na Crítica de Arquitectura. (With English Translation)





"A arquitetura, boa ou má, representa sempre um momento de procura e esperança profissional quando um arquiteto a elabora. E isso, a meu ver, deve ser respeitado. Criticar um colega é para mim pretensão e mediocridade."
(Oscar Niemeyer)

Pretensão e Mediocridade. A citação de Oscar Niemeyer, sobre a Crítica de Arquitectura,  pareceu-me uma  introdução adequada à finalidade deste texto a propósito da recentemente inaugurada Igreja de S. Francisco Xavier, no Restelo,  projecto da autoria do arquitecto Troufa Real.

Em Portugal Crítica é sinónimo de Maledicência. Na sociedade, na política, na arte e particularmente na Arquitectura.
Não existe uma tradição de crítica séria, fundamentada e objectiva. Por outro lado, a abordagem aos projectos e/ou às obras de maior impacto (quer pela singularidade dos programa, quer pela escala dos edifícios) é, à partida, uma abordagem inquinada por preconceitos, pelos "amores" ou "ódios" aos seus autores e focada essencialmente na expressão plástica das obras (vulgo aspecto exterior).
Portanto, é perversa, vazia, extemporânea. Em suma, inútil.

A polémica é saudável quando não é tardia. A crítica é positiva quando é frontal e construtiva.
Os grandes projectos deveriam envolver as populações, não no sentido de limitar ou condicionar a liberdade criativa dos seus autores, mas num sentido de participação cívica, de discussão pública. Seria com certeza uma mais valia para os arquitectos e para as suas obras.

A polémica que frequentemente se gera (e se alimenta nos media) em torno de uma ideia ou de uma obra de maior impacto não é acompanhada por qualquer iniciativa pedagógica (isenta) da Ordem dos Arquitectos (O-A), instituição que estatutariamente "representa a profissão do arquitecto e regula o respectivo exercício em Portugal".
As poucas iniciativas de que me recordo foram infelizes e serviram basicamente interesses de lobbys mais ou menos organizados (Os casos dos Contentores do Porto de Lisboa ou do Novo Museu dos Coches, por exº.). Acresce que, a (O-A) tem vindo, ao longo dos anos, e independentemente de quem a dirige, a discriminar negativamente os arquitectos. Há uma pequena elite de arquitectos "protegidos" enquanto muitos outros (Troufa Real é disso um paradigma) são ignorados, silenciados, proscritos.


Img -1 (Fotomontagem com a torre que ficou por construir)

Quanto à  Nova Igreja: recuso-me, evidentemente, a alinhar no plano da crítica sem elevação, normalmente limitada a questões de gosto, simplistas e esquemáticas (o "Gosto" e o "Não Gosto"...). Não vou, também, fazer aqui uma dissertação teórica sobre  Arquitectura Religiosa Contemporânea, as suas motivações e os seus simbolismos. É um tema apaixonante, matéria largamente estudada e suficientemente documentada.

Não sou religioso mas tenho "Fé". As igrejas sempre me apaixonaram, muito antes de ser arquitecto. Mais do que em qualquer outro lugar é nas igrejas que encontro o verdadeiro significado de Espaço, de Luz e de Espiritualidade (como dimensão da condição humana e não bem exclusivo da Igreja, enquanto instituição ou de uma Religião em concreto). Nesse sentido, entendo que a "Igreja Caravela" pensada e desenhada por Troufa Real é exemplar e reflecte plenamente essa Dimensão Espiritual da arquitectura.



Simpatizo com o "objecto" enquanto forma de expressão surrealista (tenho pena que a torre não tenha sido construída), plena de simbolismo, artístico, autêntico, pessoal e coerente. As polémicas têm um prazo de validade. As grandes obras não. 
A polémica é vulgarmente suscitada pela "novidade". A memória é curta. As Amoreiras, o CCB, a Casa da Música,  foram, no seu tempo, polémicas. Hoje, não sendo consensuais (e ainda bem), estão assimiladas pelas cidades e pela generalidade dos cidadãos.

Fora de Portugal, não faltam também, exemplos de obras que revolucionaram cidades e mentalidades e que, pela sua originalidade, fazem já parte da Memória Colectiva e da História da Arquitectura Contemporânea.

















The controversy over the S. Francisco Xavier Church in Restelo - Pretension and mediocrity on Architecture Criticism


"Architecture, good or bad, always represents a moment of search and professional hope when created by an architect. And that, in my view, should be respected. Criticizing a colleague is, in my opinion, pretension and mediocrity"

(Oscar Niemeyer)

Pretension and mediocrity. Oscar Niemeyer's citation, about Arquitecture critique, seemed like an adequate introduction to the finality of this text about the recently opened S. Francisco Xavier Church, in Restelo, project by the architect Troufa Real.

In Portugal, Criticism is a synonim of calumnia. In society, politics, arts and mostly Arquitecture.
There is no tradition of a serious, justified and objective criticism. On the other hand, the approach to projects and / or the works of greatest impact (either by the singularity of the program, either by the scale of the buildings) is, in principle, an approach vitiated by prejudice, by "love" or "hate" their authors and mainly focused on the works of artistic expression.
Therefore, it is perverse, empty, out of time. In short, useless.

Controversy is healthy when it isn't late. The criticism is positive when it is frontal and constructive.

Major projects should involve people, not in a sense of limiting or restricting the creative freedom of their authors, but a sense of civic participation, public discussion. It would certainly be an asset to the architects and their works.



The controversy that often generates (and feeds the media) around an idea or a work of greater impact is not accompanied by any educational initiative (free) of the Order of Architects (O-A), an institution that "represents the profession of the architect and regulates the practice in Portugal."



The few initiatives that I remember were unfortunate and served primarily the interests of lobbies more or less organized (The cases of the containers from the Port of Lisbon or the New Museum of Carriages, for example). Moreover, the (O-A) has, over the years, and regardless of who directs it, to discriminate negatively architects. There is a small elite of architects "protected" while many others (Troufa Real it is a paradigm) are ignored, silenced, proscribed.





About the New Church: I obviously refuse, to endorse the plan of criticism without elevation, usually limited to a simplistic and esquematic sense of taste (The “Like” and “Dislike”...). I am not going to make a theoric dissertation about Contemporary Religious Architecture, it's motivations and symbolisms. It is an enthralling subject, widely studied and sufficiently documented.





I am not religious but I have “Faith”. I have always been passionate about churches, long before I was an architect. More than anywhere else, churches are where I find the true meaning of space, light and sprituality (as a dimension of the human condition and not exclusive good of the Church as an institution or any specific religion). In that sense, I understand that the “Caravel Church”, thought and designed by Troufa Real is exemplary and fully reflects that Spiritual Dimension of architecture.

I simpathise with the “object” as a fom of surrealistic expression (It is a pity that the tower wasn't built), filled with simbolism, artistic, autenthic, personal and coherent.
Controversy is commonly raised by the “novelty”. The memory is short. The Amoreiras, the CCB, The Casa da Música, were, in their time, controversial. Today, even (thankfully) not being consensual, are assimilated by the cities and majority of citizens.

Outside of Portugal, there are a lot of examples of works that revolutionalized cities and mentalities and that, by their originality, are already a part of the Collective Memory and History of Contemporary Architecture.




img 1: (Photomontage with the tower)


img 2: (Bilbao Guggenheim Museum, Spain, Bilbao)


img 3: (Oscar Niemeyer Museum, Curitiba, Brasil)


img 4: (New Metrepolis, Amstardam, Holand)


img -5: (“Dancing House”, Plague, Czech Republic)




Gonçalo Afonso Dias (architect)


Translation: Tiago Afonso Dias

http://goncaload-artes.blogspot.com/2008/10/propsito-de-contentores-e-do-porto-de.html

Sunday, December 04, 2011

"O Sofrimento do Hipócrita"



Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares do Governo foi vaiado no congresso da Associação Nacional de Freguesias que ocorreu no Sábado, dia 3 de Novembro em Portimão.

É um facto. Como é um facto metade dos congressistas terem abandonado a sala onde decorriam os trabalhos, manifestação de protesto contra a proposta de extinção de freguesias defendida pelo governo.

A contestação não nasceu no dia do Congresso. Tem sido manifestada publicamente por diversos autarcas, por distintos políticos e analistas, por populações e gente anónima, em variadíssimas ocasiões e locais.

Todos os argumentos são válidos numa sociedade democrática.
Porém, há que fazer a destrinça entre a argumentação fundamentada e séria e a argumentação demagógica ou hipócrita.

Já não é próprio de uma democracia que um ministro, ao ser confrontado com uma manifestação de protesto, se refugie em sofismas e  Teorias de Conspiração. Diria mesmo que é um procedimento típico das sociedades totalitárias.


Relvas poderia ter ficado por um exercício de retórica tão do gosto dos governantes e políticos. Poderia ter recorrido aos lugares-comuns tão gastos na prosa política " Vivemos em democracia e, portanto respeito e considero todas as críticas, mas, mas, mas...". Por exº.
Mas não. Afirmou, sem concretizar, que a referida contestação teria sido gerada propositadamente contra si, tentando, desse modo, pessoalizar uma questão abrangente e séria, tentando desviar, por outro lado, as razões daquele protesto para o centro do seu Universo: o seu umbigo.

É triste, é "O sofrimento do Hipócrita".


"O Sofrimento do Hipócrita"
Ter mentido é ter sofrido. 0 hipócrita é um paciente na dupla acepção da palavra; calcula um triunfo e sofre um suplício. A premeditação indefinida de uma ação ruim, acompanhada por doses de austeridade, a infâmia interior temperada de excelente reputação, enganar continuadamente, não ser jamais quem é, fazer ilusão, é uma fadiga. Compor a candura com todos os elementos negros que trabalham no cérebro, querer devorar os que o veneram, acariciar, reter-se, reprimir-se, estar sempre alerta, espiar constantemente, compor o rosto do crime latente, fazer da disformidade uma beleza, fabricar uma perfeição com a perversidade, fazer cócegas com o punhal, por açúcar no veneno, velar na franqueza do gesto e na música da voz, não ter o próprio olhar, nada mais difícil, nada mais doloroso. 0 odioso da hipocrisia começa obscuramente no hipócrita. Causa náuseas beber perpétuamente a impostura. A meiguice com que a astúcia disfarça a malvadez repugna ao malvado, continuamente obrigado a trazer essa mistura na boca, e há momentos de enjôo em que o hipócrita vomita quase o seu pensamento. Engolir essa saliva é coisa horrível. Ajuntai a isto o profundo orgulho. Existem horas estranhas em que o hipócrita se estima. Há um eu desmedido no impostor. 0 verme resvala como o dragão e como ele retesa-se e levanta-se. 0 traidor não é mais que um déspota tolhido que não pode fazer a sua vontade senão resignando-se ao segundo papel. É a mesquinhez capaz da enormidade. 0 hipócrita é um titã-anão.


(Victor Hugo, in "Os Trabalhadores do Mar")