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Wednesday, August 05, 2009

Friday, July 03, 2009

O Castelo de Adriano

Fotografia: Gad, Sernacelhe, 2009



"Quem passa pela estrada que liga Vila Nova de Paiva a Sernancelhe tem que parar obrigatoriamente para ver tão inusitada obra. É um castelo, imponente e está a ser construído com o suor de um só homem.

Parece uma história de fadas, contos fantásticos e irreais. Mas é verdadeiro: um castelo feito em granito no coração das “Terras do Demo” de Aquilino Ribeiro. Quem passa pela freguesia onde nasceu o escritor, Carregal, no concelho de Sernancelhe, e, de repente vê um castelo enorme, real, em pedra... perde o fôlego e sustém a respiração por instantes.Trata-se de um velho sonho de Adriano dos Santos, um homem de meia-idade que nasceu em Leomil, no concelho vizinho de Moimenta da Beira e se fixou em Carregal por lá ter casado. Hoje tem um conjunto musical e é assim que ganha a vida para o sustento da família e do seu castelo de sonho.A obra foi começada há oito anos e já está em pé até as torres e pináculos. Em redor do castelo há uma muralha, também ela imponente, que encerra não só o castelo, como também um jardim e a residência de Adriano e família. “Sempre gostei de castelos e dessas coisas assim do tempo medieval”, explica Adriano dos Santos que “sempre quis fazer uma coisa diferente” no terreno."

(José Lorena in: Diário “As Beiras” 21 Nov 2008)

Saturday, May 05, 2007

"O seu a seu Dono"

Há relativamente pouco tempo editei aqui um post sobre uma obra lindíssima(uma Igreja) da arquitectura modernista feita por um arqº Português na cidade angolana de Benguela.
Quando o fiz desconhecia, apesar de ter pesquisado, o nome do seu autor.
Agora já sei! com a preciosa ajuda do meu amigo engº Paulo Nóbrega a quem muito agradeço.
A obra é da autoria do arquitecto António Campino e foi supervisionada pelo não menos notável Engº Manuel Resende (Progest).
Numa breve pesquisa fiquei a saber muito pouco mais sobre o Arq. Campino, mas num artigo do "expresso" assinado por José Manuel Fernandes (Geração Africana) encontrei referências a outras obras do mesmo autor, que também conheçia e admirava sem saber o "nome do pai".
Quando é que alguém (Olá Ordem dos Arquitectos!) faz uma pequena pausa na repetitiva, cansativa e previsível divulgação dos "do costume e da moda" e investe com seriedade e dedicação numa investigação profunda e bem documentada desta Grande Geração de Arquitectos (G.G.A.).
Assim os jovens arquitectos em formação, os escravos (a quem a O-A) chama pomposamente "estagiários"e também os mais graúdos (grandes consumidores das revistas da especialidade), podiam juntar aos badalados nomes da arquitectura que em portugal se vai fazendo mais alguma informação.
Os empenhados estudantes, que sabem de "cor e salteado" os complicados nomes dos mais revisteiros arquitectos Holandeses, conseguiam articular mais alguns nomes em bom Português, o que só lhes ficava bem.
Do mesmo modo, os senhores professores das diversas (independentes ou não) faculdades podiam brilhar, mostrando aos seus alunos grande parte do "adubo" que fez crescer a nossa reconhecidamente boa (apesar de escassa) arquitectura contemporânea.
Pelo meu lado continuarei a tentar .

Wednesday, April 18, 2007

Igreja em Benguela, Angola








"Prédio do Livro I", Luanda



"Prédio do livro I" em Luanda (antiga Av. Guilherme Capêlo) onde morei muitos anos no 13º dos seus 16 andares.
Uma das referências do experimentalismo revolucionário dos arquitectos portugueses em espaços onde podiam "respirar" sem a proximidade do hálito nauseabundo da ditadura.
Desconheço o seu(s) autor(es). O Arqº Troufa Real sabe concerteza, já que é uma das raras "enciclopédias vivas" da nossa pratica profissional exercida em Angola durante o "tempo colonial".
Para quando um trabalho sério, bem documentado e didáctico sobre esta evidência?
Dispensáveis são as recentes e recorrentes (sobretudo no Natal) publicações saudosistas e de inspiração neo-colonialista, daquilo que foram os ambientes, edifícios e espaços destas cidades. As cidades falam por si...
Os edifícios, como este, tiveram econtinuam a ter a capacidade de aguentar a apropriação, a degradação o tempo, com toda a dignidade.
Pelo modernismo e pela liberdade com que foram concebidasde grande parte destas incógnitas obras.