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Thursday, October 09, 2014

My Dream House - Work in Progress




GAD, 1970


Challenge #02 (In https://facebook.com/goncalo.afonsodias)

My Dream House - Work in Progress

I'd like to propose to you a new "challenge", the "challenge #02" after the adherence that the first one had ("what is this") with almost 40 participations. Comments and interpretations of an image that I posted came from people with the most diverse professions, ages and life experiences, all of them different, all of them very interesting and didactic.

The idea passed - Using this platform for something more interesting than the usual "selfies", video sharing, "likes and comments on a friend's birthday," even though I have nothing against those uses. I do it too.

More than the amount of adherence to that challenge, what impressed me was the quality of most of what was written here, for that purpose. On the other hand, I like the idea of seeing my friends, mostly from facebook, interacting, generating potential friendships between people with a common passion - art in it's most distinct ways of expression.

The challenge #02:

All of us were architects - we have drawn at least one house.

All of us live in a house.

All our houses are different, independently of the possessions of each one.

However, they all have something in common: with time they were, by us, changed to suit our lifestyles, our necessities of space, our taste.

Who has never thought of the house of their dreams?

A home. An apartment or a mansion, that would hold all our desires, all our necessities, many times decurring from our professions or ways of life, all our dreams.

The challenge is not exclusive (on the contrary) to architects.

It is supposed to be way more broad.

The interest in this challenge is in seeing how everyone feels and lives their house in every aspect - the place, the space, the light and the shapes.

The way of expressing that dream is absolutely free and without any limitations or constraints. It doesn't matter how much it costs, if it's approved by the city council, if the neighbor likes it or not... It can be a sketch made on a napkin, a poem, a text, a bit of a film, a photo... It can be anything you want.

From this moment, whoever lets themselves be seduced by this challenge, can start posting their ideas, developing them and thinking about them for a week (a limit date must be established...) - until the next Thursday, the 16th.

The dialog between participants, their suggestions, the criticisim, the opinions and reflexions are all welcome and constructive. And, who knows if, in the end, this challenge will not materialize into something publishable? Everything is possible, there must be dreams and the joy of participating by interacting.

I will also participate with the "house of my dreams" even though, the realization of that dream would pass by first winning the lottery...

I am counting with everyone and will be very grateful for every participation!


Hugs,

Gonçalo Afonso Dias (GAD)

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DESAFIO #02



"My Deram House - Work in Progress"



QUEM ALINHA ?!

Venho propor-vos um novo "Desafio", o "Desafio #02" depois da adesão que aqui teve o primeiro (" O que é isto") com quase 40 participações. Comentários e interpretações de uma imagem por mim posta vindas de pessoas com as mais diversas profissões, idades e experiências de vida, todas elas diferentes, todas elas muito interessantes e didácticas.

A ideia passou - Usar esta plataforma para algo mais interessante do que os os habituais "Selfies", Partilhas de vídeos, "gostos e parabéns no dia do aniversário de um amigo (a), embora nada tenha contra esses usos. Também os faço, entenda-se.

Mais do que a quantidade de adesões a esse desafio impressionou-me a qualidade da generalidade do que aqui, e a esse propósito, foi escrito. Por outro lado, agrada-me a ideia de ver os meus amigos, maioritariamente do FB, a interagirem, gerando possíveis outras amizades entre pessoas com uma paixão comum - a arte nas suas mais distintas formas de expressão.

O desafio #02:  (Em: https://www.facebook.com/goncalo.afonsodias)


Todos nós em pequenos fomos arquitectos - desenhámos pelo menos uma casa.

Todos nós vivemos numa casa.

As nossas casas são todas diferentes, independentemente das posses de cada um.

Contudo, têm uma coisa em comum: Com o tempo foram por nós adaptadas à nossa forma de vida, às nossas necessidades de espaço, ao nosso gosto.

Quem nunca pensou na Casa dos seus Sonhos?

Uma casa. Um apartamento ou uma moradia, que albergasse todos os nossos desejos, todas as nossas necessidades de espaço, muitas vezes decorrentes das nossas profissões ou das nossas formas de vida, todos os nossos sonhos.

O desafio não é exclusivo (pelo contrário) a arquitectos.

Pretende ser muito mais abrangente.

O interesse deste desafio consiste, em parte exactamente em vermos como cada um sente e vive a casa em todos os seus aspectos - o sítio, o espaço, a luz e as formas.

O modo de exprimir esse sonho é absolutamente livre e sem quaisquer limitações ou condicionantes. Não importa quanto custa, se é aprovada pela câmara, se o vizinho gosta ou não... Pode ser um esboço feito num guardanapo, um poema, um texto, um excerto de um filme, uma fotografia... Pode ser aquilo que cada um quiser.

A partir deste momento, quem se deixe seduzir por este desafio, poderá começar a postar as suas ideias, desenvolvendo-as e pensando nelas durante uma semana (há que estabelecer uma data...) - até à próxima quinta-feira, dia 16.

Tuesday, September 30, 2014

DESAFIO - MEMÓRIA DESCRITIVA



"DESAFIO"
MEMÓRIA DESCRITIVA
Gonçalo Afonso Dias
30 de Setembro de 2014


"É assim..." (Paula Rego)


Agradeço a todos (as) os (e as) que aceitaram este desafio - o primeiro de muitos que tenho pensado fazer.

Não esperava, confesso, uma adesão tão significativa, tão sincera e tão didáctica (Cristo! pareço o António Costa...).Mas, é verdade...

Lancei este desafio porque a sua essência me inquieta, inquieta-me o que faço, porque faço, o que é, de onde veio..., se é válido ou não, independentemente de se tratar de desenho, pintura, instalação, arquitectura, escrita ou fotografia...

Nesse sentido, as respostas, as interpretações e os comentários, só ajudaram a "perceber-me"!



Desenho: GAD, 2011


Procurei que aqui fossem registadas as acepções e as ideias dos mais variados amigos, com as mais variadas profissões (arquitectos, pintores, artistas plásticos, músicos, poetas, fotógrafos (muitos), designers, professores, advogados, médicos...), mas com uma coisa em comum - o gosto, a paixão, a atracção e a "urgência" da Arte.

Comprometi-me (Há! se o arrependimento matasse!...) a deixar aqui, hoje, a minha "Memória Descritiva e Justificativa" deste trabalho... Pois... Depois de tantos testemunhos brilhantes e assertivos fico com o "coração nas mãos"...

Vou, por isso e não só, socorrer-me de alguém que "mora" muito perto de mim e cujas obras (e palavras) me desconcertam pela frontalidade e pela simplicidade - a Paula Rêgo.





Paula Rego "A Ordem foi Estabelecida..." 1960
Óleo sobre pape l30,5 x 39,5 cm


Moro perto da sua "Casa das Histórias" desenhada pelo não menos brilhante arquitecto Eduardo Souto Moura. "Visitá-la" tornou-se um vício, "ouvi-la" tornou-se uma inevitabilidade...



Fotografia: GAD, 2013

A simplicidade, o aparente despojamento, com que "explica" o seu trabalho, as suas figuras, os seus sonhos e os seus medos desarmam-me... "É assim" diz ela, assim...

E também, de certo modo, foi "assim" que este trabalho foi feito: Não nasceu "assim", foi o resultado de outro trabalho e de muitas reflexões. Abro aqui um "parênteses" para o desenho que esteve na origem "disto" - " ESCRAVOS MODERNOS OU, A DITADURA DOS TELEMÓVEIS #01"



 " ESCRAVOS MODERNOS OU, A DITADURA DOS TELEMÓVEIS #01"


E aqui, cabe, julgo eu, uma pergunta tão filosófica como recorrente: "Como e quando nascem as ideias?"

Pois... Feito esse desenho, senti a necessidade de ir mais longe. A ideia inicial tinha a ver com a dependência que hoje temos da tecnologia, sobretudo dos telemóveis que tudo fazem...
Fui "provocado" (assumo) pela minha mãe que, com 81 anos ainda me "ralha" quando, ao almoço, não resisto a ver as novidades no iPhone... " É uma falta de respeito!" - Diz e com razão...
Daí a imaginar esse desenho "feito" com IPhones dentro de um IPad, configurando, pela geometria e pelo significado das mãos uma prisão foi "um passo"...


Fiz, esse trabalho mas ele pedia mais, pedia "vida", pedia que aqueles telemóveis se pudessem ligar, pudessem ter toda a diversidade de imagens...

Recortei com um X-Acto o écran de todos os telefones desse desenho.


Pensei que, feito isso, lhes pudesse dar a vida que queria que tivessem.
Feitos os recortes bastaria colocar qualquer plano (liso, colorido, estranho, neutro...) por baixo para os "acender" e assim, criar outras imagens, outras formas, outras ideias.
Criei, portanto, uma superfície apta a acolher qualquer base transfigurando-se assim, ganhando outra dimensão.




Não fiquei consolado nem convencido... Faltava coerência, faltava um conceito firme e coerente para essa justaposição de imagens.

O plano recortado, "saído" do outro trabalho era apelativo com qualquer fundo, mas só apelativo...
Tinha, por um lado, o aleatório (fruto dos recortes num trabalho anterior).
  


"Ensaio sobre a razão"
Técnica mista sobre MDF (100x100x4cm)

Faltava a "razão", a lógica, a matemática, o Xadrez... - Um tema que explorei num quadro já antigo.http://goncaload-artes.blogspot.pt/2009/04/ensaio-sobre-razao.html

Ao aleatório, juntei a matemática, a arte, o jogo e a ciência do Xadrez - A base que finalmente me satisfez e cumpriu foi um tabuleiro em pedra, desse  fabuloso jogo, que me foi recentemente oferecido pelo meu irmão mais velho...






Quanto à questão: O que isto é?:

Para mim tem mais a ver com "o quero fazer deste trabalho?"

Provavelmente uma fotografia em grande formato (150 x 60 cm) num suporte em alumínio.

Já o significado é mais difícil de exprimir mas andará muito próximo da interpretação que o João Veríssímo fez, embora muitas outras se tenham aproximado desse conceito.

Todas foram válidas e muito interessantes!

Conto convosco para o próximo desafio!

Gonçalo Afonso Dias

30/09/2014