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Thursday, July 09, 2015

"Ser Bombeiro"


Há muito, muito tempo, era eu uma criança e sonhava ser Bombeiro.
Tinha (ainda tenho) um fascínio tão desmedido pelos "soldados da paz" que, um dia, peguei fogo à casa de banho da nossa casa no Lobito porque "queria lá ver os bombeiros!"...
Seguiu-se a merecida "pena"...: a minha mãe pregou-me um "susto" que nunca esquecerei...: na manhã seguinte, á hora de me levar à escola, disse-me para vestir a "estorricada" camisa de noite da minha irmã...
Estava "frito"!... A minha reputação de "rebelde" na Escola Primária Pedro Alexandrino da Cunha estava prestes a ser irremediavelmente arrasada... A chacota era o meu futuro!... Já não ia ser bombeiro - ia ser o "bombo da festa"...
Imperturbável perante as minhas súplicas e indiferente ao olhar dos empregados, a minha mãe levou a "encenação" quase até ao limite... O trajecto de carro até à escola foi a viagem mais agonizante da minha vida!

Já com a escola "à vista" e quando eu já achava que o mundo ia mesmo acabar, a minha mãe parou o seu Renault 10 vermelho escuro. Olhou para mim, disse-me (com certeza) algo de muito grave e sério e inverteu a marcha...
A lição ficou para a vida.
Depois, durante muito tempo, sempre que havia um incêndio nessa bela cidade da minha infância, o meu pai levava-me para assistir!
Uma medida concertada com a minha mãe, claro. Para além de pedagógica fazia-me muito feliz.
Deliciava-me com a actividade daqueles homens, com os carros enormes e com escadas em cima, com as mangueiras a dispararem água sobre as chamas...

Nunca mais deitei fogo a nada.
Não é bem verdade... Muitos anos depois, lá para a década de 80, já na "casa de Cascais" incendiei (desta vez sem querer...) a enorme chaminé da lareira da sala.
A lenha teimava em "pegar" e eu, persistente, ateava folhas de jornal a um ritmo alucinante...

Se no Lobito a "coisa" não chegou ao ponto de ser necessária a presença dos bombeiros, em Cascais foi mesmo... As labaredas saíam pela chaminé iluminando a fachada e o jardim e a sala mudou de cor...
É claro que não "fiquei de castigo" - já era crescido e assumi as consequências da minha enorme teimosia - pintei a sala do branco que ela era.

A minha vida seguiu o seu caminho e não cheguei a ser bombeiro. Fiz um curso industrial de Construção Civil na "Machado de Castro", em Lisboa e depois licenciei-me em arquitectura.
Contudo, a minha admiração pelos bombeiros e por tudo o que lhes diz respeito, manteve-se intacta. A primeira "grande prenda" que dei ao meu filho Tiago foi, nem mais nem menos" do que um gigantesco e completo "carro dos bombeiros"!

Há poucos anos, vivia eu em Santo Amaro de Oeiras, acordei de madrugada com o cheiro inconfundível de um incêndio. Estava a acontecer "ali mesmo"! Vesti qualquer coisa à pressa, peguei na câmara fotográfica e passei a manhã a assistir e a reportar o acontecimento.
Vi o fogo a consumir o telhado de uma moradia, vi os bombeiros a tentarem impedir que aquilo tomasse outras proporções e vi uma família desfeita pela dor... A causa do sinistro - uma senhora de idade que adormeceu de cigarro na boca...
Procurei consolar, sem qualquer sucesso, a família da senhora que, desolada, sentada no passeio frente à casa, assistia ao desmoronar de uma vida.
A água que eu via era, dessa vez, a que corria pela face daquela família.

É horrível "crescer"...
Em puto só via o magnífico espectáculo do fogo...

Curiosamente, detesto o "fogo-de-artifício" por mais requintado e complexo que seja.
Em festas ou nos"fins-de-ano".
Por ser "de artifício", por fazer barulho e por não precisar (em regra) da intervenção dos bombeiros.

Tuesday, May 12, 2015

F E L I C I D A D E




Com 6 anos tinha este ideal de "felicidade".

Hoje, 44 anos depois, continuo a ter...

Friday, May 08, 2015




M E M Ó R I A - D E - E L E F A N T E

Marcelo [Nuno Duarte] Rebelo de Sousa

Provavelmente o próximo presidente da República...
Não gosto da cor da "camisola que veste" mas admiro-o.
Conheci-o há cinco anos em Luanda. Num jantar relativamente "privado".
Não lhe pedi um autógrafo mas pedi-lhe para fotografar.
Percebi que o homem que via na TV era "igual" ao homem que conheci. "Falava que se fartava", gesticulava muito e tinha opinião fundamentada sobre todos os "temas de conversa".
Um "gajo porreiro".
Não vou votar nele. Não vou votar em ninguém. O último "sapo que engoli" ainda me está atravessado na garganta...
Foi no dia 26 de Janeiro de 1986 e fui "ao engano", convencido que o Soares era preferível ao Freitas.
Votei, portanto, no "mal menor", achava...
Por isso, e porque o sapo ainda "mexe" e ainda me está atravessado na garganta, jurei que não voltava a votar "contra" seja quem for e deixei de acreditar em "males menores"... Digam o que disserem. E já me disseram: "depois não podes criticar...".
Era o que faltava!... Não preciso de ser sócio do Benfica para criticar o Sporting, ou vice - versa.


E o que tem todo este paleio a ver com a "memória de elefante". Tem só que entretanto esqueci-me do assunto... No "outro dia" também, "arrastei-me" até uma bomba de gasolina da BP, perto de casa, para comprar cigarros.
Entretido, na loja, a folhear uma revista, estava o Dr. Marcelo. Olhou para mim e, com um sorriso sincero exclamou: "Como está o meu amigo? Está um bocadinho mais forte!..."
Depois de uma curta "conversa de circunstância" despedimo-nos. "Cuide de si!", Disse."Boa sorte!" Respondi.
No caminho entre a BP e a minha casa pensei: caraças! Este tipo deve conhecer e falar com dezenas de pessoas todos os dias... E lembra-se de todas?!

E eu que mal me lembro do caminho para a casa de banho!...

Sunday, March 29, 2015

"Síntese das minhas Memórias #01"



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, 29-03-2015

"Ah, memória, inimiga mortal do meu repouso!"
(Dom Quixote)

Sunday, May 06, 2012

Em 2003...



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, 2003

Sunday, March 25, 2012

EU

«Eu não sou nada nem ninguém - sou um pouco de tudo o que quero ser, porém.»
(GAD, 03-2012)


Em cima à esquerda: Benguela, Angola, 1967 - Fotografia de Carlos Afonso Dias.
Em cima à direita: auto-retrato no atelier - S. Pedro Estoril, 2008
Em baixo: auto-retrato, Porto 2010



Eu

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino, amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!


(Florbela Espanca)  



Nota: "Annemarie Schwarzenback (1908-1942) efectuou, ao longo da sua breve vida, reportagens fotográficas sempre ligadas a vários ensaios ficcionais ou jornalísticos. Escrever era a terapia contra a sua angústia e dolorosas crises depressivas.






(Tinta da China Edições)

Vale a pena conhecer a obra literária e fotográfica que Annemarie deixou. Aconselho vivamente e compra ou a consulta do livro «Annemarie Schwarzenback (1908-1942)» - Auto- Retratos do MUNDO - à venda nas melhores livrarias.


Annemarie Schwarzenback 

Monday, January 23, 2012

Ah quando eu tinha 4 anos !



Eu (ao centro) com a minha mãe e os meus irmãos  num dos memoráveis passeios que dávamos no R16!
Fotografia: Carlos Afonso Dias. Lobito, Angola, Dezembro de 1968

Friday, January 20, 2012

Eu no Renault 16 do meu pai.





Se alguém tiver um (em razoável estado) para venda, contacte-me!


Memórias



Ilha do Mussulo, Angola, 2004 
(Auto-retrato)

Tuesday, January 03, 2012

Angola 2012 - Regresso a Portugal - um coração dividido / Angola 2012 - Return to Portugal - A divided heart


Cheguei ontem a Portugal ao final da tarde. Passei os últimos 10 dias em Angola, maioritariamente em Luanda.
Ali passei o Natal e "enterrei" 2011.

I arrived yesterday to Portugal in the late afternoon. I spent the last 10 days in Angola, mainly in Luanda.
There I spent my Christmas and "burried" 2011.

Não foi a primeira vez que passei o ano em Angola.

It wasn't the first time I passed the year in Angola.

Mas esta foi especial - fui com a minha Mãe. Uma angolana nascida em Luanda no dia 27 de Agosto de 1933, (com 78 anos, portanto) que há 31 anos não pisava a sua terra.
Não se trata de uma angolana comum; é uma "mulher de armas" com um coração enorme, inversamente proporcional à aparente fragilidade do seu metro e meio de altura, ou pouco mais.

But this time was special - I went with my Mom. An angolan born in Luanda August 27th 1933, (78 years old) that hadn't stepped foot on her land for 31 years.
It isn't a common Angolan, it's a "woman of arms" with a huge heart, invesely porportional to the the aparent fragility of her meter and a half tall, or a little bit more.





"Duas Grandes mulheres - A minha mãe e a Isabel"

Fotografia: Gonçalo Afonso Dias. Luanda, 01 de Janeiro de 2012
"Two Wondergul woman - My mother and Isabel"

Photography: Gonçalo Afonso Dias. Luanda, January 1st 2012


Sonhou, nos tempos do colonialismo, com uma Angola Independente, com um povo livre e dono do seu país. 

Dreamed, in the times of colonialism, with an Independent Angola, with a free people and master of it's country.




(Edição do departamento de Orientação Revolucionária (DOR) - MPLA) 



Lutou depois, nos memoráveis tempos da guerrilha pelo poder, entre os 3 principais movimentos (M.P.L.A., U.N.I.T.A e F.N.L.A) nas fileiras da O.M.A. (Organização da mulher Angolana), afecta ao Movimento Popular de Libertação de Angola.


Later fought in the memorable times of guerilla for power, between the 3 principal movements (M.P.L.A., U.N.I.T.A. and F.N.L.A.) in the ranks of O.M.A. (Organization of Angolan Women), affected yby the M.P.L.A. (People's Movement for the Liberation of Angola).

Como enfermeira esteve, por diversas vezes no "teatro de guerra", na Frente de Combate a auxiliar e a salvar, em muitos casos, os militares das F.A.P.L.A. (Forças Armadas de Libertação de Angola) feridos em combate.

As a nurse she was, in diverse ocasions in the "theater of war", at the front to assist, in many cases, the soldiers of the F.A.P.L.A. (People's Armed Forces for the Liberation of Angola) wounded in combat.

Com o meu (já desaparecido) pai abdicou de uma vida tranquila, ficou no seu país, com a sua família quando quase todos, em 75,  retornaram a Portugal.

Together with my (already gone) father, she abdicated of a quiet life, stayed in her country, with her family when almost everybody, in 75, had returned to Portugal.

Viveu (vivemos) tempos difíceis e Históricos no "Pós Independência". A insegurança e os focos de guerrilha, a total ausência de bens alimentares - consequências de uma descolonização selvagem protagonizada pelas autoridades portuguesas, depois de uma colonização focada na ganância económica onde os negros, quanto muito, aspiravam a um lugar de "contínuo" num qualquer serviço público.

She lived (we live) hard and Historical times in the "Post-Independence". Insecurity and Guerrilla warfare, the total absence of food - consequences of colonization by the Portuguese authorities, after a colonization focused on economic greed where blacks, at best, aspired to be a "janitor" in some public service.




"Natal em Família"
Fotografia: Gonçalo Afonso Dias. Luanda 24 de Dezembro de 2011

"Christmas in Family"
Photography: Gonçalo Afonso Dias. Luanda, December 24th 2011


Vivemos no Lobito até ao "Avanço" das forças da UNITA a partir da África do Sul, (pouco tempo antes da Independência), apoiadas politicamente pelos Estados Unidos e militarmente reforçadas pelos mercenários Sul-Africanos. Fizemos parte da "coluna" de angolanos e portugueses afectos ao MPLA que foi obrigada ao famoso "recuo" de carro para Luanda enquanto o exército UNITA / MERCENÁRIOS avançava vertiginosamente para a capital.

We lived in Lobito to the "Advancement" of UNITA forces from South Africa, (shortly before independence), supported by the United States and politically and militarily reinforced by South African mercenaries. We were part of "column" of Portuguese and Angolan MPLA which was assigned to thank the famous "retreat" by car to Luanda while the UNITA military / mercenary progressed dramatically in the capital.

Três dias de medo, de fome, de privações mas também 3 dias onde imperou a solidariedade e a coragem de todos. A gasolina era escassa, as paragens eram frequentes para dividir por todos o pouco combustível que havia nos depósitos dos automóveis.

Three days of fear, hunger, deprivation but also three days where it prevailed solidarity and courage of all. Gas was scarce, the stops were common to divide by all the little fuel that was in the tanks of the cars.

Tempos e momentos Épicos... Uma história que ainda está por contar.

Times and Epic moments.... A story that is yet to be told.
A História de tantos portugueses e angolanos que deram tudo, inclusive a vida, por uma causa maior - o Direito à Liberdade de um Povo Oprimido.

The story of so many Portuguese and Angolan that gave everything, including their life, for a bigger cause - The right to Liberty of a Repressed Poeple.
Não serei eu a escrever essa História. Será o Tempo. Necessariamente.

I won't be the one writing this story. It will be time. Necessarily.

O Tempo, acredito, eternizará a memória de homens como Eduardo Azevedo, que usava a sua pequena avioneta para ajudar as FAPLA nos reconhecimentos aéreos. O Eduardo Azevedo, branco, português, casado com uma francesa (Marie-France) e com vários filhos nascidos em Angola morreu pela "causa". A sua avioneta foi abatida pela UNITA, na pista do aeródromo do Lubango (ex - Sá da Bandeira). Acabou ali... mas permanecerá como um herói no coração de todos os que o conheceram, brancos ou negros, angolanos ou portugueses.

The Time, I believe, with perpetuate the memory of men like Duardo Azevedo, who used his little plane to help the FAPLAs in air reconnaissance. Eduardo Azevedo, white, portuguese, married witha french woman (Marie-France) and with many children born in Angola died for the "cause".
His aircraft was taken down by the UNITA, in the stril of the Lubango Airport (ex Sá da Bandeira).
He ended there... but will prevail as a hero in the heart of everyone who met him, black or white, angolan or portuguese.


Este pequeno texto (o primeiro de muitos que se seguirão sobre esta estadia em Angola) inclui memórias vivas, reacendidas de cada vez que piso esse país que também é meu.

This piece of text (the first of many that will follow about this stay in Angola) includes vivid memories, rekindled every time I step on that country which is also mine.

Contudo, como de todas as vezes, sinto-me dividido... As emoções atropelam-se, umas boas, outras más...Cansam-me muito mas não me impedem de pensar. Lá como cá considero-me uma espécie de "dissidente", um "não-alinhado".

However, like all times, I feel divided ... Emotions run over us, some good, some bad ... They tire me a lot but do not prevent me from thinking. There as here I consider myself some kind of "maverick", a "non-aligned".

Lá como cá, não deixarei nunca de dizer e de escrever aquilo que penso. E pensar, indiferente aos pressupostos políticos, aos sofismas do poder, aos discursos do "sentido único" e da "ausência de alternativas", é o melhor tributo que posso prestar a pessoas como o Eduardo Azevedo, a minha mãe mas sobretudo ao meu Pai -  que me ensinou o "Exercício da Dúvida Metódica". Na arte e na vida. Ou, mais poeticamente, na "Díficil Arte de Viver de Cabeça Levantada".


There as here, I will never stop saying and writing what I think. And to think, regardless of the political assumptions, the sophistries of power, the discourse of the "one way" and "no alternative" is the best tribute I can pay to people like Eduardo Azevedo, my mother and especially my Father - who taught me the "Exercise of methodical doubt." In art and life. Or, more poetically, the "difficult art of living with your head up."



Com um beijo à Catila Mingas que reencontrei em plena pista do Aeroporto de Luanda

With a kiss to Catila Mingas that I re-found in broad lane of the Luanda airport

Gonçalo Afonso Dias (architect)
Translation: Tiago Afonso Dias

Sunday, October 03, 2010

Lembram-se ? !!!



Tony Carreira

Com a verdade me enganas - Letra


Quanto mais ela me engana
Mais eu sou louco poe ela
Quanto mais ela me foge
Ainda mais corro atrás dela
Quanto mais ela me afasta
Mais eu a quero abraçar
Quanto mais me diz que basta
Mais eu a quero beijar

REFRÃO:
O nosso caso é uma novela
Vivo enganado mas gosto dela
E qualquer dia eu sei que sim
Que vai ser ela a andar atras de mim

Quanto mais ela me engana
Mais eu acredito nela
Quanto mais ela me trama
Menos faço por esquecê-la
Quanto mais me diz mentiras
Mais eu penso que é verdade
Quanto mais coisas me tira
Mais lhe dou minha amizade

REFRÃO

Quanto mais ela me trai
Mais mantém acesa a chama
Ela diz-me "tudo bem"
Com a verdade me engana

REFRÃO

__________________________

Sunday, April 15, 2007

Memórias desenhadas.

"Tempos de Estudante"
Bons tempos! primeiro no Porto, na antiga ESBAP e nos anos seguintes em Lisboa no velho convento,perto do Chiado.


Nos inúmeros cadernos de capa preta que conservo, entre os esquissos a "bic laranja", (herança da escola do porto que mantenho)encontro muitos "retratos" de colegas e professores, de uma e outra escola.

Lembro-me de todos eles (o desenho tem essa vantagem)apesar de já não me lembrar da maior parte dos nomes.
Também me recordo dos momentos em que fiz grande parte desses registos.
Alguns muito críticos(a saudável rebeldia da juventude)...
O tempo, e os diferentes caminhos que seguimos encarregaram-se de nos afastar e de "empastelar" essas memórias.
Contudo,este post é dedicado a todos eles.
Se alguém se reconhecer ou identificar outro colega, fico muito agradecido se acrescentar (ou rectificar) algo a este post.

PORTO
Colegas:





















PORTO
Professores:





LISBOA
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LISBOA
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