Sunday, July 25, 2010

Divulgação - Blogue "a pintura do tempo"



Luís Augusto Jungmann Andrade (L.A.J.A.) é brasileiro, arquitecto de formação, fotógrafo e artista plástico.

Conheci-o há bastante tempo através da fotografia no site que partilhamos, o "Olhares.com".
Desde logo impressionou-me o seu olhar muito particular, focado na relação de escala entre os grandes espaços abertos de Brasília (a sua cidade) e o homem.

Um tema que (L.A.J.A.) tem vindo a explorar recorrentemente com mestria.
Por outro lado, fotografa compulsivamente e o seu olhar prende-se com facilidade em tudo aquilo que a sua alma de poeta e artista o inquieta; grafismos urbanos, fragmentos arrancados a velhas paredes a que confere um novo sentido e subverte a escala.

O que eu não conhecia (apenas alguns apontamentos fotografados e editados no "olhares" eram os magníficos desenhos e as composições plásticas onde a ironia, por um lado, e a inteligente e genuína fusão entre as diversas formas de expressão deste artista, utilizadas com uma enorme liberdade, criatividade, mas também uma coerência perceptível entre elas.

Em boa hora (L.A.J.A.) criou um blogue "A Pintura do Tempo" que aqui divulgo com o maior prazer onde, sem um critério editorial rígido, vai publicando os seus trabalhos e um pouco daquilo "que lhe vai na Alma" seja sob que forma for.
Um abraço Luís e que o teu blogue mantenha a qualidade e a diversidade que bem falta fazem!






Desenhos de L.A.J.A.

Bom Domingo!

Fotografia: Gad. Lisboa, 2010

Friday, July 23, 2010

Thursday, July 22, 2010

Fotografia

Fotografia: Gad. Lisboa, 2010

Friday, July 16, 2010

Friday, July 09, 2010

O Centro Histórico de Oeiras é um deserto.

Para além de algumas (tímidas) acções de reabilitação de velhos edifícios para conversão em programas sociais e da mais que discutível reabilitação e ampliação do Palácio do Egipto (de reabilitação tem muito pouco - trata-se sobretudo de uma construção repleta de maneirismos pseudo-contemporâneos e de legitimidade legal (volto aos concursos públicos...) abstracta - "ele há um gabinete na Câmara Municipal de Oeiras (C.M.O.) que por sua vez subempreita alegadamente "grandes nomes" da nossa praça para "coordenar" os seus projectos importantes, aquilo que se pode constatar é um Casco antigo envelhecido, degradado, onde a partir das 23:00 horas não há vida.
Faltam ideias, falta vontade politica, falta um pouco de tudo.
Na avenida principal, a Cândido dos Reis, onde se concentra a maioria do pequeno comércio, a decadência é confrangedora. Lojas fechadas ou a agonizar, degradadas, a sobreviver com todas as dificuldades.
A "vida nocturna", que aqui teria, sob regras relativamente simples, condições excepcionais - esplanadas junto à Igreja, no largo 5 de Outubro, nas ruas periféricas, nos recantos antigos - não existe porque a C.M.O. "não deixa"...
Faltam ideias, falta cultura, falta conhecimento de outras realidades, noutros países.




Fotografia: Gad. Oeiras, 2010


Mas quero falar das pessoas. Sobretudo das pessoas, tendo como mote o Francisco que conheci há bem pouco tempo, na "troca" de um cigarro por um retrato;
O Francisco é Angolano mas (sobre) vive por aqui. Vende "buzios-da-sorte" na rua mas pinta, desenha e faz escultura. Não tem é dinheiro para os materiais nem tão pouco espaço para trabalhar ou expor.
Mas antes do Francisco conheci outros como ele. O Mário, pintor e desenhador, sonhador que vive praticamente na miséria porque não consegue um espaço para vender o seu trabalho. E muitos outros de muitas outras áreas da cultura haverá que não se vêm por causa da cegueira e do vazio de ideias de quem, nos seus gabinetes só vê números e só responde ao chefe.
Estivesse eu na Cultura desta (C.M.O.) e, tirava esta gente da rua. Dava-lhes uma oportunidade. Alugava um espaço - está, por ex. para alugar um armazém fantástico na Rua febus Moniz (ao lado dos "Netos"). Investia pouco e propunha responsabilidade e disciplina. Criava assim um atelier livre, ligado a um verdadeiro Projecto Social bem organizado e bem orientado. Dava lugar à Cultura, ocupava espaços "mortos" do centro Histórico mas sobretudo valorizava a Inteligência Política e a verdadeira solidariedade social.

Um Povo com medo - um País doente





Ontem dei um passeio a pé pelo centro de Oeiras para fazer fotografia. A certa altura deparei-me com uma cena que me interessou, em pleno centro histórico; um homem descarregava sacos de cimento para o interior de uma velha casa, a partir de uma camioneta de caixa aberta encostada à janela. Fiz a primeira fotografia e logo o senhor, brasileiro, percebi então, pediu desculpa e perguntou-me se estava ali mal, etc, etc...
Respondi-lhe que não era um polícia mas sim um fotógrafo e pedi-lhe para lhe fazer um retrato ao que acedeu.
Esta cena, por vulgar que possa parecer, contextualizada com as diversas agressões verbais e enxovalhos publicos que tenho vindo aqui a registar, por fotografar pessoas na rua, revela, quanto a mim, o simbolismo atávico e a evidência de um povo com medo de tudo: de ser denunciado, de fazer parte de quaisquer arquivos, de ir "parar à internet", de ser vítima, em conclusão.
Num país saudável, culturalmente evoluído, com legislação adequada, uma pessoa, na rua a fazer fotografias é apenas uma pessoa na rua a fazer fotografias (desde que respeite obviamente o referido quadro legal).
Por cá nem sequer, em caso de conflito, ou divergência na interpretação da Lei do Direito à Imagem, de nada serve recorrer à mediação da policia. Pura e simplesmente desconhece e, pela experiência, já longa, que tenho, toma desde logo a defesa intransigente do cidadão queixoso.
A fotografia em Portugal ainda, só em determinados círculos intelectuais é considerada uma forma de expressão artística.
Os seus autores, só num círculo muito fechado são entendidos como artistas, como são os pintores, os escultores, etc.
O Centro Português de Fotografia e as restantes instituições com responsabilidades na promoção e divulgação da fotografia e na formação de novos fotógrafos, bem como algumas das maiores comunidades de fotógrafos online (ex. Olhares.com) poderiam desempenhar (com acções de sensibilização ou promocionais Públicas) um papel importante junto das pessoas no sentido de, de uma vez por todas fazer perceber a diferença entender a diferença entre uma máquina fotográfica e uma pistola, num "mundo" onde sub-repticiamente somos (todos), cada vez mais, controlados, vigiados e fotografados pelo Estado.




Fotografias: Gad. Oeiras, 2010

Tuesday, July 06, 2010

...!



Fotografias: Gad. Santo Amaro de Oeiras, Julho 2010

Monday, July 05, 2010

"Radiografia do Meu Sentir"

Fotografia: Gad. Luanda, Angola, 2010

Thursday, July 01, 2010

VOLTANDO AO PORTUGAL x ESPANHA - A arrogância de Queiroz.


Teria ficado bem a Carlos Queiroz a assumpção da derrota frente aos espanhóis
Não lhe teria ficado mal também um pedido de desculpa aos dois ou três (milhões) de portugueses que o viram "partir" a equipa, quando no seu melhor momento, em que dominava o adversário retirou um jogador em alto rendimento (Hugo Almeida) e abriu caminho para o "carrossel espanhol" ( que aproveitou para fazer entrar Torres) que ditou o nosso afastamento.
Acresce que mentiu na conferência de imprensa quando justificou a substituição com o estado de esgotamento (negado pelo próprio) do jogador).
Mas, mais uma vez, a "cagança" do Dr. Queiroz levou-o por outros caminhos...
Espero, de facto, que os dois ou três, que o Dr. quer conquistar sejam de facto milhões e estejam tão fartos dele como eu.

Wednesday, June 30, 2010

Completamente de Acordo

DN online
E, já agora... o meu grande reconhecimento ao Eduardo.
Eu também chorava...

PORTUGAL O - 1 ESPANHA

Bem vistas as "coisas", romantismo à parte, com o treinador que temos, ficámos "sentados" no lugar onde cabíamos.
Sobre isso escrevi AQUI em Agosto de 2009 - há quase um ano. Agora pouco mais tenho a dizer. Apenas partilhar o desalento de tantos milhões de portugueses espalhados por esse mundo fora.