Monday, April 23, 2012

O Fascínio da Água




Fotografias: Gonçalo Afonso Dias
Portimão, 2008






Sunday, April 22, 2012

FOTOGRAFIA



"A mão protectora"


"Não te esqueço !

"Alegria"

Fotografias: Gonçalo Afonso Dias
Ilha do Mussulo, Angola, 2007



Saturday, April 21, 2012

O Governo e a Oposição...



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, Sintra

O "Arquivo Morto"



Os arquitectos, de um modo geral, gostam de mostrar as suas obras, os seus sucessos, as suas "habilidades".



Está bem, é natural.



No entanto, quando já se tem uma certa "rodagem", uns largos anos de actividade, uma boa dose de "desilusões", impõe-se, acho eu, uma reflexão séria sobre os motivos de alguns "fracassos".


Penso que é tão importante reflectir sobre os "projectos falhados" como enaltecer aqueles que são conseguidos - e seguidos, publicados, nomeados.

Eu não tenho esse problema - já aqui dei conta, por ex, e um projecto que falhou literalmente - A casa em Santiago - por não ter conseguido a empatia e o envolvimento imprescindível com o "Dono da Obra".

Como quase todos os arquitectos (se não todos) tenho um considerável número de propostas (projectos preliminares) a enrugar no "arquivo morto".

Uns, porque não consegui a empatia tão decisiva, com os desejos e com os sonhos dos "clientes". Outros, porque, pura e simplesmente, "morreram na praia".

Hoje, entendo que não existe esse "arquivo morto". Ficam sempre resíduos, apontamentos, ideias, que mais tarde, imprevisivelmente, renascem e informam outras propostas.

Cria-se uma espécie de "reserva", silenciosa mas omnipresente.

Um desenho, feito com paixão, uma ideia que surge do "aparente nada", constituem um património de relevante valor em "invenções" futuras.

Esta é uma introdução para uma "história" que vivi intensamente e que, hoje, considero exemplar.

Um belo dia, através de um amigo, surgiu-me um cliente "do outro mundo"...


Vivia em Londres, era coleccionador de arte contemporânea, de automóveis antigos e notáveis, excêntrico, divertido.


Tinha, alegadamente, comprado um terreno de sonho (também)... Nas falésias sobre o mar, em Assafora, perto de Sintra.



Tinha um ideal... Uma casa que albergasse a sua colecção de arte, os seus vários automóveis, as suas fantasias...




Convenceu-me a projectar uma casa que se pudesse movimentar (em direcção ao mar), sobre carris. Tinha ideias fantásticas - por ex. um enorme LCD na sala, que reproduziria em "directo" o estado de espírito do Mar, num desejo de o ter dentro de casa...



Envolvi-me nesse projecto e partilhei o entusiasmo e as "loucuras" do meu cliente e, depois, amigo.

No projecto estava também envolvido um companheiro de outras aventuras - o artista plástico João Louro.

Depois dos primeiros estudos, esquissos, e ideias mais ou menos viáveis, o meu amigo deixou de dar notícias...

Vim a saber, mais tarde, que tinha abdicado dos seus sonhos e comprado uma casa, lá para os lados de Azeitão, projectada pelo ilustre e incontornável Tomaz Taveira...

Chegou ainda, insatisfeito que estava, a solicitar-me uma remodelação da dita... Recusei, é claro.

A prática da arquitectura é feita, também, destas histórias. 

Ensinam-nos muito, se tivermos a humildade de com elas aprender. 

Fica sempre alguma coisa. Nem que sejam as fotografias ... e os desenhos.





























O "Diabo" sou eu.



"O Diabo sou Eu"
Pastel sobre tela (1,00 x 0.70cm)
2005

Friday, April 20, 2012

FOTOGRAFIA

"Filho de um Deus Menor"
Luanda, Angola, 2004

«É um dos flagelos da guerra. As vítimas das minas anti-pessoais "semeadas" um pouco por todo o país. Apesar dos enormes meios técnicos e humanos (nacionais e internacionais) empenhados na desminagem do território, em muitos sítio, sobretudo no interior desse grande país, essas minas traiçoeiras continuam a fazer muitas vítimas.»

Braga, 2009


"Noites de Oeiras". Oeiras, 2009


"Noites de Faro". 2005



"A rapariga de Feira"
Lamego, 2009


"Face Oculta"
Paço de Arcos, 2008

Fotografias: Gonçalo Afonso Dias






Desenho: Gonçalo Afonso Dias. Abril 2012

Thursday, April 19, 2012

Fiel Amigo


"Lost"
Fotografia: Gonçalo Afonso Dias

Wednesday, April 18, 2012

Até as paredes se zangam...



Fragmento de uma parede.
Fotografia: Gonçalo Afonso Dias. Paço de Arcos

Tuesday, April 17, 2012

Os Sonhos são sempre confusos



Desenho: Gonçalo Afonso Dias (20x15cm). Abril 2012

Princesa


Fotografia: Gonçalo Afonso Dias
Huambo, Angola, 2009

Sunday, April 15, 2012

Mamã


"Mamã"
Fotografia: Gonçalo Afonso Dias
Ilha do Mussulo, Angola, 2004

S/T



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias
Ilha do Mussulo, Angola, 2004

Satanic Drawings (1)



"CRUCIFIXO"
(20X15 cm)



"AQUELES QUE JÁ NADA MAIS TÊM A PERDER"
(30X20 cm)


"CEGUEIRA"
(20X15 cm)
[desenho inspirado NESTA fotografia de Raul Santua]



"INFERNO"
(30X20 cm)



"FACEBOOK  DEVIL"
(20X15 cm)


"A REVOLTA DOS ANJOS"
(20X15 cm)

Desenhos: Gonçalo Afonso Dias. Abril, 2012. Esferofráfica sobre papel

Domingo


"Domingo"
Fotografia: Gonçalo Afonso Dias

Saturday, April 14, 2012

Crescer



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias. Sátão, 2009

Friday, April 13, 2012

A Fronteira para Lado Nenhum



Fotografia: Gonçalo Afonso Dias. Porto, 2009

Thursday, April 12, 2012

Sobrevivo

Fotografia: Gonçalo Afonso Dias, Oeiras



SOBREVIVO

Sobrevivo de histórias boas e más

Dos dias de sol e também das infinitas noites estreladas

Sobrevivo do calor dos dias e também das madrugadas frias

Sobrevivo dos amigos que encontro e dos inimigos que perco…

do que sei que é bem certo e de tudo aquilo que desconheço

Sobrevivo do bem e do mal, do que me faz igual e do que me torna desigual

Sobrevivo da esperança na paz e da certeza incomensurável da guerra…

dos momentos de achar imediatamente e dos momentos de grande espera

Sobrevivo de encontros e desencontros…

de fatos e contos… de erros e pontos

Sobrevivo de cafés (para me manterem acordado)

de vinhos (para me manterem embriagado)

de poemas (para me manterem apaixonado)

e de muitas e muitas paixões (para me manterem vivo)

Por fim… sobrevivo acreditando que o mais importante é o meu estado de espírito

o meu melhor estado de espirito

Acreditando que o mais importante é sobreviver

sempre e acima de tudo… eternamente feliz dentro de mim mesmo!

(Adriano Hungaro)

J'ai Rien à Cacher


Fotografia: Gonçalo Afonso Dias. Oeiras, 2009