Wednesday, November 04, 2009

Beja - Processo contra a Câmara Municipal - já lá vão dois anos...


Segundo um estudo elaborado pela SEDES* «A qualidade da Democracia em Portugal: A Perspectiva dos cidadãos», o descrédito da justiça é principal problema da democracia no nosso país.
(...) De acordo com o relatório, citado pelo «Público», «mais de dois em cada três eleitores consideram que diferentes classes de cidadãos recebem tratamento desigual em face da lei e da justiça» e «a maioria sente-se desincentivada de recorrer aos tribunais para defender os seus direitos».
O estudo dirigido por Pedro Magalhães, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, conclui que 82 por cento dos inquiridos estão em desacordo com a afirmação de que «a justiça trata ricos e pobres de forma igual», 79 por cento estão em desacordo com a ideia de que «a justiça trata de forma igual um político e um cidadão comum» e 49 por cento discorda da frase «os processos judiciais não são tão complicados que não valha a pena uma pessoa meter-se neles».
Para 60 por cento dos inquiridos é falso que os «governantes tenham muitas vezes em conta as opiniões dos cidadãos» e 73 por cento não se revêem na afirmação «as pessoas como eu têm influência sobre o que o Governo faz», 75 por cento discordam da frase «os políticos preocupam-se com o que pensam as pessoas como eu» e 75 por cento das respostas dadas estão em discordância com a ideia de que «quem está no poder não busca sempre os seus interesses pessoais».
Finalmente, 74 por cento das respostas afirmam que não há «nenhum tema em comum» entre os que são as prioridades das pessoas e as dos governos.
Por outro lado, apenas 14 por cento dos inquiridos acreditam que «as decisões do Governo português não são muito condicionadas pela vontade de outros países» e 23 por cento discordam totalmente desta afirmação, sendo que 43 por cento não se revêem na frase «o poder político está protegido das pressões do poder económico».
Em conclusão, 51 por cento dos inquiridos não estão satisfeitos com a democracia, sendo que 16 por cento consideram-se «nada satisfeitos» e 35 por cento «pouco satisfeitos». Já 37 por cento estão algo «satisfeitos», nove por cento estão «bastante satisfeitos» e dois por cento estão «totalmente satisfeitos».(...)
*a SEDES é uma associação cívica que estuda o desenvolvimento da sociedade portuguesa

(Fonte: TVI24)

Tomando como exemplo o Processo que eu e a minha empresa (Metáfora-Arquitectos Associados, Lda) interpusemos contra o Município de Beja e mais concretamente contra o Sr. Carreira Marques (um ex-dinossauro autárquico em funções à data do caso) e tendo em conta os dois anos já passados, sendo que o processo esbarrou estranhamente no Tribunal Judicial, com uma argumentação ainda mais duvidosa - as habilidades do Poder...- e que transitará provavelmente após recurso para o tribunal Cível, já serei com certeza velhinho quando (e se) tudo acabar...


Fotografia: Gad. Coimbra, 2004


Entretanto a cadeira do Poder nessa autarquia já foi aquecida, (depois de "escaldada" durante anos e anos por Carreira Marques) por Francisco Santos e está agora, depois das recentes autárquicas a servir de assento ao Dr. Jorge Pulido Valente que, curiosamente era, (à data dos acontecimentos que motivaram o processo), vereador do pelouro da Cultura dessa mesma autarquia.
Também pela Ordem dos arquitectos que, em momento algum, (apesar de ter participado no processo de concurso e mais especificamente no Júri que entregou à equipa projectista que eu coordenei o primeiro lugar por unanimidade) cumpriu as suas obrigações éticas e estatutárias, defendendo ou apoiando um membro vítima do "vandalismo" autárquico, o lugar de chefia foi mudando... Presentemente lá está o Arqº João Rodeia que, por acaso, até já mandou no IPPAR e tem laços de amizade com gente comprometida com o processo.
Pode ser que daqui a quatro anos, depois das próximas eleições autárquicas, já haja uma Ordem para (todos) os arquitectos e, sentado no gabinete da presidência da Câmara Municipal de Beja, esteja alguém, seja de que partido for, que não tenha "o rabo preso" em lado nenhum e as mãos limpas para "arrumar a casa".
Pouco provável, bem sei, bem sei...

Fotografia - "A Terra vista do Céu", vista da terra.














Fotografias: Gad. Lisboa, 2004


Série de fotografias feitas na exposição de Yann Arthus-Bertrand "A Terra vista do céu" que aconteceu no Terreiro do Paço, Lisboa, 2004

Monday, November 02, 2009

Tudo o que ela queria era ser feliz...

Fotografia: Gad. Foz do Arêlho, 2008

O Carro do Lixo


Tal como a vida. De pouco vale e passa depressa.
Fotografia: Gad: Santo Amaro de Oeiras, 2009

Sunday, November 01, 2009

Bom Domingo!

"As infinitas dimensões da Fé". Foto: Gad. Sé Catedral de Évora, 2008

Fotografia, retratos - 3 Alentejanos






Fotografias: Gad. Évora, 2008

Saturday, October 31, 2009

Bom fim-de-Semana!

"Estacionamento". Fotografia: Gad. Cascais, 2008

Wednesday, October 28, 2009

Chegará o dia?

Fotografia: Gad. Portimão, 2008

Porque me admirei ao ver esta mãe cigana a ir buscar a sua filha a um espaço público onde estavam a decorrer desportos radicais para as crianças, em Portimão?!

Chegará o dia em que, tanto do lado das comunidades ciganas, como da parte das populações onde essas comunidades estão (des)inseridas, esta imagem seja absolutamente banal?

Tuesday, October 27, 2009

Sunday, October 25, 2009

Bom Domingo!

Fotografia: Gad. Viseu, 2009

O Pintor

Fotografia: Gad. Viseu, 2009

O pintor vai para a rua pintar com as cores que os turistas gostam...No fundo não pinta as paisagens nem as ruas da cidade onde vive. Pinta mecânicamente a sua sobrevivência e submete-se, diariamente, aos mais ignorantes comentários sobre aquilo que ele não gosta de fazer. Quando chega a casa, imagino, já não é capaz de pintar... fecha as janelas e vê uma única tela. Negra, integralmente negra.

Saturday, October 24, 2009

Fotografia - Retratos



Fotografias: Gad. Mussulo, Angola, 2007

Falar à tôa

Falar à toa
Vi hoje o debate entre o Saramago e o Padre "não sei o quê".
Não sei o quê, não é por falta de respeito mas é apenas a verdade; falou-se tanto em Saramago que os "não sei os quês" ficaram completamente anónimos.
Vi o debate (debate?!) na SIC'N e, confesso que fiquei com pena (afinal, como Saramago, tive uma formação católica) dos dois.
Nenhum deles sabia exactamente o seu papel.
Nenhum deles mostrou estar suficientemente convicto daquilo que afirmava.
Pelo contrário.
Saramago esboçou, mais do que uma vez, um pálido arrependimento.
O Sr. Padre, feitas as vénias ao Nobel, mais não disse do que era suposto.
A dada altura pensei que Saramago tinha a "coisa" na mão... Inteligência não lhe falta e, em certos momentos, usou-a bem.
Mas foi traído pela sua ortodoxia, herança já tão citada de um passado mal resolvido de uma cama mal dividida com Lenine, Marx e Engels...
Muito sinceramente não acredito que o "velho" precise de golpes publicitários com base em polémicas religiosas. Pelo contrário. Acho apenas que lhe dá um certo gozo...
Eu não vou comprar o anunciado "best-seller". Pela simples razão que, para ter uma opinião fundamentada teria de "mamar" a bíblia. E a isso não me obriguem.
A Bíblia, gosto dela (em pequeno formato) é um livro que, quando alugo um quarto de hotel, está normalmente na mesinha de cabeceira com um rótulo a dizer «não levar»...
Eu não levo e também finjo que nem faço ideia daquilo que lá vem escrito.
Com todo o respeito.

Só o mar... ouvir e calar...

Fotografia: Gad. C. Náutico, Luanda, 2007

Friday, October 23, 2009

Executivo



A culpa foi do Benfica que lá aviou mais 5...


Abriu a "Época"!

Fotografia: Gad. Santo Amaro Oeiras, Out. 2009

O Cavalo Triste

Fotografia: Gad. Alentejo, 2007

Wednesday, October 21, 2009

Onde param as minhas fotografias? # 02


Esta pára (entre outros) num sítio manifestamente espirituoso - «Devida Comédia, de Miguel Carvalho»

O que é interessante é que a fotografia serviu para ilustrar um texto da autoria de Miguel Sousa Tavares (M.S.T.), (provavelmente também sem o saber).

Acontece que eu não gosto, por diversos motivos, do senhor (M.S.T.) e se ele conhecesse a opinião que tenho sobre "a sua pessoa" nunca permitiria" que um texto seu estivesse tão mal acompanhado... do mesmo modo que, se me fosse (como devia ter sido) pedido a devida autorização para editar a fotografia (nesse contexto) eu teria, obviamente, recusado.