Tuesday, December 13, 2011

"A NUVEM" dos MVRDV - pedido de desculpa foi o reconhecimento tácito da gratuitidade do seu trabalho



"A dupla de edifícios concebidos para apartamentos de luxo chama-se “The Cloud” (“A nuvem”) e a maquete foi apresentada na semana passada às autoridades de Seul.

Desde logo motivou protestos dos familiares das vítimas dos atentados. Estes dizem que as duas torres concebidas para Seul estão ligadas entre si, ao nível do 27.º andar, por aquilo que parece ser uma nuvem de destroços e fogo, numa imagem semelhante à das explosões no World Trade Center de Nova Iorque, na manhã de 11 de Setembro de 2001. Os críticos acusam os arquitectos de não terem tido respeito por aqueles que morreram e utilizaram o sucedido como um golpe barato de publicidade ao projecto.

O estúdio de arquitectura Designer MVRDV alega que não quis criar uma imagem que fosse parecida com a dos atentados e não detectou qualquer semelhança durante o processo de concepção das torres.


“Pedimos as mais sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos. Não foi essa a nossa intenção”, afirma a equipa no site oficial dos arquitectos. “Começou uma verdadeira tempestade mediática e recebemos emails com ameaças e telefonemas de pessoas enfurecidas a chamar-nos amigos da Al-Qaeda [rede terrorista] ou pior”, acrescenta.

Por enquanto não se sabe se o projecto vai ser alterado, mas até Março as autoridades de Seul deverão decidir se aprovam ou não o design final. As torres deveriam estar concluídas até 2015" . (Fonte)





Os MVRDV são o arquétipo da "Arquitectura da Imagem". Uma arquitectura vazia onde o Homem é reduzido à condição de um mero observador.



Pior do que a imagem da "Nuvem" é o pedido de desculpa "esfarrapado" dos seus autores, tanto na forma como no conteúdo.


Evocar a tragédia do 11 de Setembro de 2001 em NY não encerra, em si, qualquer "pecado" nem devia ser motivo para qualquer indignação. A questão reside na autenticidade dessa evocação. Sem autenticidade não há argumentos credíveis por muito sofisticadas que as imagens possam ser.





9 11 Memorial in Paris Twin towers Eiffel tower Day & Night 2011



"os arquitetos não inventam nada, apenas transformam a realidade" (Álvaro Siza)

Importa-se de repetir?!

Importa-se?!

12/12/2011 - Hoje faço oito anos

Hoje faço anos... 8 anos. Exactamente há oito anos "morri" pela primeira vez. Comigo morreu a fé que tinha nos homens.

Em 12 de Dezembro de 2021, quando atingir a (Maior)idade, aqui farei uma (extensa) retrospectiva. Fica prometido.

Por agora tenho, pelo menos, 78 razões para ser feliz.




Auto-retrato. Luanda, Dezembro de 2010
Para ti, mãe.

"A vida é muito importante para ser levada a sério."(Oscar Wilde )

Monday, December 12, 2011

Famílias cortam pela primeira vez nos alimentos

Nos meses de Junho e Setembro deste ano, as famílias portuguesas compraram menos alimentos do que no mesmo período do ano passado. A queda foi pequena, mas é a primeira vez que tal acontece desde 1996 (o INE não dispõe de dados mais antigos). A crise começa, assim, a chegar à mesa dos portugueses. (Negocios Online)

Saturday, December 10, 2011

10 De Dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos. Portugal em Retrocesso - Uma Visita Guiada.



DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)
da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948

Preâmbulo

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,
Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum,
Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra tirania e a opressão,
Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,
Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,
Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a desenvolver, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos humanos e liberdades fundamentais e a observância desses direitos e liberdades,
Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mis alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,

A Assembléia Geral proclama

A presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.



Artigo I

Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.




Artigo II 

Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.


Artigo III 

Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.



( Portugal...)


Artigo IV 

Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.


Artigo V 

Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo VI 


Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.


Artigo VII 

Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.




Artigo VIII 

Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei. 


Artigo IX 

Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.





Artigo X 

Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.




Artigo XI

1. Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.
2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Tampouco será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.




Artigo XII

Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.





Artigo XIII 

1. Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
2. Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.




Artigo XIV 

1.Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos propósitos e princípios das Nações Unidas.



Artigo XV 

1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de 

nacionalidade.

Artigo XVI 

1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.




Artigo XVII 

1. Toda pessoa tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
2.Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.



( Portugal...)

Artigo XVIII 

Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.


Artigo XIX 

Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.





Artigo XX 

1. Toda pessoa tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.
2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.




Artigo XXI 

1. Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de seu país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
2. Toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.





Artigo XXII

Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.





Artigo XXIII 

1.Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar para proteção de seus interesses.


Artigo XXIV 

Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e férias periódicas remuneradas.





Artigo XXV 


1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.
2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.





Artigo XXVI 

1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito n escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.



Artigo XXVII 

1. Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios.
2. Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.




Artigo XVIII 

Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.


Artigo XXIV 

1. Toda pessoa tem deveres para com a comunidade, em que o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
2. No exercício de seus direitos e liberdades, toda pessoa estará sujeita apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer às justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos propósitos e princípios das Nações Unidas.





Artigo XXX 

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.





Imagine...





Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one

(DES)GOVERNO - Recessão e...Perdão Fiscal

Recessão pode pôr em risco direitos sociais, diz Observatório

Os direitos humanos não são uma conquista irreversível. O Observatório dos Direitos Humanos faz um alerta. A recessão pode pôr em risco alguns direitos sociais.

O Observatório dos Direitos Humanos acredita que a recessão pode pôr em risco alguns direitos sociais. O alerta é feito no Dia Internacional dos Direitos Humanos. O Observatório diz ter recebido várias denúncias.

Luis Guerra, porta voz deste organismo, sublinha que em tempos de crise a vigilância deve ser reforçada. (TSF)

 e...
Governo dá perdão fiscal a capitais ilegais no estrangeiro 

Os contribuintes que tenham aplicações financeiras no estrangeiro não declaradas ao Fisco vão ter mais uma possibilidade de regularizar a sua situação com as Finanças, vendo-se livres das sanções penais. O Governo está a preparar uma nova versão do programa de regularização tributária de elementos patrimoniais no exterior (RERT), contemplada na versão preliminar do Orçamento do Estado para 2012. (TSF)


Deixem-nos Rir (10)


"Feliz". Fotografia: Gonçalo Afonso Dias. Ilha do Mussulo, Angola

Deixem-nos Rir (9)


"Eu sou o Maka!"
Fotografia: Gonçalo Afonso Dias. Ilha do mussulo, Angola

Tempos Modernos - Bom fim-de-semana!

Friday, December 09, 2011

“Número de pessoas a viver na rua aumentou nos últimos meses”

A Plataforma Portuguesa das Organizações Não-Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD) está a fazer face a uma nova realidade em Portugal. Muitos dos novos sem-abrigo ou pessoas em dificuldades graves que pedem auxílio são famílias que até há pouco pertenciam à classe média baixa. Tinham uma vida estruturada, mas foram atingidas pelo desemprego ou a incapacidade de pagar prestações elevadas, como as de pagamento da casa, disse ao i o director executivo da Plataforma, Pedro Cruz.


Uma Enorme Lixeira



.

INE deve confirmar 4º trimestre consecutivo de quebra no PIB




O Instituto Nacional de Estatística divulga (INE) hoje as contas nacionais para o terceiro trimestre de 2012, que deverão confirmar uma nova queda do Produto Interno Bruto (PIB) naquele que será o quarto trimestre negativo consecutivo (TSF)

Definição de Produto Interno Bruto (PIB): Esta entrada dá o produto interno bruto (PIB) ou o valor de todos os bens e serviços finais produzidos dentro de uma nação em um dado ano. A variação do PIB em paridade de poder aquisitivo (PPP) de uma nação é o valor da soma de todos os bens e serviços produzidos no país avaliado a preços prevalecentes nos Estados Unidos. Esta é a medida mais economistas preferem quando se olha para per-capita do bem-estar e ao comparar as condições de vida ou o uso de recursos entre os países. A medida é difícil de estimar, já que um valor em dólares dos EUA a ser atribuído a todos os bens e serviços no país, independentemente de estes bens e serviços têm um equivalente direto nos Estados Unidos (por exemplo, o valor de um equipamento de carro de bois ou inexistente militar nos Estados Unidos). Como resultado, as estimativas de PPP para alguns países são baseados em uma pequena cesta de bens e serviços. Além disso, muitos países não participar formalmente projeto do Banco Mundial PPP que calcula essas medidas, de modo que o resultado de estimativas do PIB desses países podem não ter precisão. Para muitos países em desenvolvimento, as estimativas do PIB com base na PPP do PIB são de taxas de câmbio múltiplas oficial (OER). A diferença entre os valores da OER e os valores de PPP do PIB é muito menor para a maior parte dos países ricos industrializados.




Saída do Euro










Líderes europeus de acordo para regras orçamentais mais duras



Os líderes europeus, reunidos esta quinta-feira emBruxelas, defendem a rápida implementação de medidas que garantam uma verdadeira união fiscal e o fortalecimento da moeda única. (TSF)



O jornal alemão Bild publicou esta imagem ilustrativa da face Merkozy  misturando numa foto da Chanceler Merkel os traços do Presidente Sarkozy.









Há dois milhões de pobres em Portugal

Um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês. E 32% da população activa entre os 16 e os 34 anos seria pobre se dependesse só do seu trabalho.




                     E ainda a Procissão vai no Adro...

Human Rights in Iran.1

O conteúdo seguinte foi identificado pela comunidade YouTube como sendo potencialmente ofensivo ou impróprio. Fica ao critério do espectador.

Wednesday, December 07, 2011

RE: Os fantasmas da escola/Les fantômes de l'école (Conte)



"Eu vi o fantasma passar" Fotografia: Gad, Oeiras

A Manipulação do Homem através da Linguagem, a propósito da aprovação do Aumento do Horário de Trabalho em meia-hora diária.

"Foi a Luta Histórica de gerações de trabalhadores e trabalhadoras, travada ao longo dos anos com uma grande coragem e firmeza, que determinou a conquista das 8 horas diárias e o máximo de 40 horas de trabalho por semana, o direito à contratação colectiva, o descanso aos sábados e domingos, as férias remuneradas, a condenação do trabalho infantil, a protecção social, o direito a tempo de refeição e pausas para recompor forças, as licenças de maternidade e paternidade, entre inúmeros outros direitos.

Alguns destes direitos, como as 8 horas diárias de trabalho, cuja conquista começou em 1886, e que estão na origem da Comemoração do 1.º de Maio (Dia Internacional do Trabalhador), são agora postos em causa no nosso país pelo Governo do PSD-CDS. Esta situação, a concretizar-se, representaria um retrocesso no plano social e civilizacional que importa combater com todas as nossas forças.





                   (Pois... mas passou.)

"É falso que os problemas da competitividade tenham origem nos salários ou na duração do tempo de trabalho. Tais problemas radicam na deficiente organização e gestão das empresas, na manutenção de tecnologias obsoletas, nas fracas cadeias de valor, na elevada precariedade, na dificuldade de acesso ao crédito, nos custos da energia das telecomunicações, dos combustíveis e dos transportes. É a opção por uma estrutura produtiva assente neste modelo que determina, também, uma baixa produtividade, em termos absolutos, e que constitui um dos principais obstáculos ao crescimento e desenvolvimento da economia portuguesa. A solução passa por erradicar este modelo e não mantê-lo."






Sobre o actual Governo e sobre o seu líder - Pedro Passos Coelho (PPC) ainda não está tudo dito. As violentas medidas de austeridade que vem impondo aos portugueses parecem não ter limites. O autoritarismo de (PPC), a sua recusa metódica e estratégica em negociar seriamente com os Partidos da Oposição e com os Parceiros Sociais é um sinal claro e muito preocupante do rumo que o primeiro ministro de Portugal parece estar obstinado em seguir.
A indiferença que demonstrou face ao enorme protesto consubstanciado na Greve Geral de 24 de Novembro é paradigmática mas, acima de tudo, perigosa. Abre caminho para um conflito social que extravase o controlo e a organização através dos sindicatos e se alastre anarquicamente com consequências imponderáveis, à semelhança do que assistimos noutros países da Europa. 




Retrocesso Social, generalização da pobreza, castração da democracia, "morte por asfixia da Liberdade de Espressão" e do Direito à Indignação.


Quase todos os adjectivos já foram usados no espectro político português para caracterizar Passos Coelho e as políticas do o seu executivo. À esquerda, ao Centro e também à Direita, pessoas autorizadas pela experiência, pela isenção, pelo seu passado de participação activa nos destino do país, pelo reconhecimento internacional das suas carreiras políticas, económicas, sociológicas.




(Mário soares)


Enquanto os portugueses empobrecem e se vêm, todos os dias, confrontados com um futuro de miséria, o governo vai, sinistramente, gerindo a implementação de medidas autoritárias, servis aos interesses dos grandes grupos económicos, numa lógica ultra-liberal importada de modelos políticos e sociais que tratam as pessoas como números e as medidas políticas como um fim (em si mesmas) e não um meio para alcançar objectivos, reformar e estruturar coerentemente e com consciência social.

A Mentira e a Táctica do "Medo" são, manifestamente os instrumentos mais perverso e perigosos na estratégia de "Regresso ao Passado" seguida por (PPC). Procura por todos os meios convencer os portugueses de que o caminho que segue não tem alternativa e aterrorizá-los com as consequências de qualquer outra opção política. 



A Grécia e a situação explosiva que ali se vive, são as armas de aremesso preferenciais para essa politica de Terror. 

O Sofisma*** impera na retórica dos actuais governantes. A Manipulação através da Linguagem é, por isso, decisiva nesse estratagema Kafkiano.

*** Sofisma ou sofismo (do grego antigo σόϕισμα -ατος, derivado de σοϕίξεσϑαι "fazer raciocínios capciosos") em filosofia, é um raciocínio aparentemente válido, mas inconclusivo, pois é contrário às próprias leis. Também são considerados sofismas os raciocínios que partem de premissas verdadeiras ou verossímeis, mas que são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda. Por definição, o sofisma tem o objetivo de dissimular uma ilusão de verdade, apresentando-a sob esquemas que aparentam seguir as regras da lógica.

É um conceito que remete à ideia de falácia, sem ser necessariamente um sinônimo.

Historicamente o termo sofista, no primeiro e mais comum significado, é equivalente ao paralogismo matemático, que é uma demonstração aparentemente rigorosa que, todavia, conduz a um resultado nitidamente absurdo. Atualmente, no uso freqüente e do senso comum, sofisma é qualquer raciocínio caviloso ou falso, mas que se apresenta com coerência e que tem por objetivo induzir outros indivíduos ao erro mediante ações de má-fé.

(Wikipédia)


Grécia / Portugal - Descubra as Diferenças...



Como a Grécia sobrevive à crise: a SIC foi conhecer o país, hábitos e costumes
(Grande Reportagem SIC)


"Vamos Fazer o que AINDA não foi feito"

...Porque amanhã é sempre tarde de mais.




Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram
Sabes de mim
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti, sem saber onde
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Trago-te em mim
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim, mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

E eu sei que dói
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Sabes quem sou, para onde vou
A vida é curva, não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Tens uma estrada
Tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito
Tu és inteira e eu desfeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais



Este post é dedicado à Susana Alvarez. 

Tuesday, December 06, 2011

A polémica sobre a Igreja de S. Francisco Xavier no Restelo - Pretensão e Mediocridade na Crítica de Arquitectura. (With English Translation)





"A arquitetura, boa ou má, representa sempre um momento de procura e esperança profissional quando um arquiteto a elabora. E isso, a meu ver, deve ser respeitado. Criticar um colega é para mim pretensão e mediocridade."
(Oscar Niemeyer)

Pretensão e Mediocridade. A citação de Oscar Niemeyer, sobre a Crítica de Arquitectura,  pareceu-me uma  introdução adequada à finalidade deste texto a propósito da recentemente inaugurada Igreja de S. Francisco Xavier, no Restelo,  projecto da autoria do arquitecto Troufa Real.

Em Portugal Crítica é sinónimo de Maledicência. Na sociedade, na política, na arte e particularmente na Arquitectura.
Não existe uma tradição de crítica séria, fundamentada e objectiva. Por outro lado, a abordagem aos projectos e/ou às obras de maior impacto (quer pela singularidade dos programa, quer pela escala dos edifícios) é, à partida, uma abordagem inquinada por preconceitos, pelos "amores" ou "ódios" aos seus autores e focada essencialmente na expressão plástica das obras (vulgo aspecto exterior).
Portanto, é perversa, vazia, extemporânea. Em suma, inútil.

A polémica é saudável quando não é tardia. A crítica é positiva quando é frontal e construtiva.
Os grandes projectos deveriam envolver as populações, não no sentido de limitar ou condicionar a liberdade criativa dos seus autores, mas num sentido de participação cívica, de discussão pública. Seria com certeza uma mais valia para os arquitectos e para as suas obras.

A polémica que frequentemente se gera (e se alimenta nos media) em torno de uma ideia ou de uma obra de maior impacto não é acompanhada por qualquer iniciativa pedagógica (isenta) da Ordem dos Arquitectos (O-A), instituição que estatutariamente "representa a profissão do arquitecto e regula o respectivo exercício em Portugal".
As poucas iniciativas de que me recordo foram infelizes e serviram basicamente interesses de lobbys mais ou menos organizados (Os casos dos Contentores do Porto de Lisboa ou do Novo Museu dos Coches, por exº.). Acresce que, a (O-A) tem vindo, ao longo dos anos, e independentemente de quem a dirige, a discriminar negativamente os arquitectos. Há uma pequena elite de arquitectos "protegidos" enquanto muitos outros (Troufa Real é disso um paradigma) são ignorados, silenciados, proscritos.


Img -1 (Fotomontagem com a torre que ficou por construir)

Quanto à  Nova Igreja: recuso-me, evidentemente, a alinhar no plano da crítica sem elevação, normalmente limitada a questões de gosto, simplistas e esquemáticas (o "Gosto" e o "Não Gosto"...). Não vou, também, fazer aqui uma dissertação teórica sobre  Arquitectura Religiosa Contemporânea, as suas motivações e os seus simbolismos. É um tema apaixonante, matéria largamente estudada e suficientemente documentada.

Não sou religioso mas tenho "Fé". As igrejas sempre me apaixonaram, muito antes de ser arquitecto. Mais do que em qualquer outro lugar é nas igrejas que encontro o verdadeiro significado de Espaço, de Luz e de Espiritualidade (como dimensão da condição humana e não bem exclusivo da Igreja, enquanto instituição ou de uma Religião em concreto). Nesse sentido, entendo que a "Igreja Caravela" pensada e desenhada por Troufa Real é exemplar e reflecte plenamente essa Dimensão Espiritual da arquitectura.



Simpatizo com o "objecto" enquanto forma de expressão surrealista (tenho pena que a torre não tenha sido construída), plena de simbolismo, artístico, autêntico, pessoal e coerente. As polémicas têm um prazo de validade. As grandes obras não. 
A polémica é vulgarmente suscitada pela "novidade". A memória é curta. As Amoreiras, o CCB, a Casa da Música,  foram, no seu tempo, polémicas. Hoje, não sendo consensuais (e ainda bem), estão assimiladas pelas cidades e pela generalidade dos cidadãos.

Fora de Portugal, não faltam também, exemplos de obras que revolucionaram cidades e mentalidades e que, pela sua originalidade, fazem já parte da Memória Colectiva e da História da Arquitectura Contemporânea.

















The controversy over the S. Francisco Xavier Church in Restelo - Pretension and mediocrity on Architecture Criticism


"Architecture, good or bad, always represents a moment of search and professional hope when created by an architect. And that, in my view, should be respected. Criticizing a colleague is, in my opinion, pretension and mediocrity"

(Oscar Niemeyer)

Pretension and mediocrity. Oscar Niemeyer's citation, about Arquitecture critique, seemed like an adequate introduction to the finality of this text about the recently opened S. Francisco Xavier Church, in Restelo, project by the architect Troufa Real.

In Portugal, Criticism is a synonim of calumnia. In society, politics, arts and mostly Arquitecture.
There is no tradition of a serious, justified and objective criticism. On the other hand, the approach to projects and / or the works of greatest impact (either by the singularity of the program, either by the scale of the buildings) is, in principle, an approach vitiated by prejudice, by "love" or "hate" their authors and mainly focused on the works of artistic expression.
Therefore, it is perverse, empty, out of time. In short, useless.

Controversy is healthy when it isn't late. The criticism is positive when it is frontal and constructive.

Major projects should involve people, not in a sense of limiting or restricting the creative freedom of their authors, but a sense of civic participation, public discussion. It would certainly be an asset to the architects and their works.



The controversy that often generates (and feeds the media) around an idea or a work of greater impact is not accompanied by any educational initiative (free) of the Order of Architects (O-A), an institution that "represents the profession of the architect and regulates the practice in Portugal."



The few initiatives that I remember were unfortunate and served primarily the interests of lobbies more or less organized (The cases of the containers from the Port of Lisbon or the New Museum of Carriages, for example). Moreover, the (O-A) has, over the years, and regardless of who directs it, to discriminate negatively architects. There is a small elite of architects "protected" while many others (Troufa Real it is a paradigm) are ignored, silenced, proscribed.





About the New Church: I obviously refuse, to endorse the plan of criticism without elevation, usually limited to a simplistic and esquematic sense of taste (The “Like” and “Dislike”...). I am not going to make a theoric dissertation about Contemporary Religious Architecture, it's motivations and symbolisms. It is an enthralling subject, widely studied and sufficiently documented.





I am not religious but I have “Faith”. I have always been passionate about churches, long before I was an architect. More than anywhere else, churches are where I find the true meaning of space, light and sprituality (as a dimension of the human condition and not exclusive good of the Church as an institution or any specific religion). In that sense, I understand that the “Caravel Church”, thought and designed by Troufa Real is exemplary and fully reflects that Spiritual Dimension of architecture.

I simpathise with the “object” as a fom of surrealistic expression (It is a pity that the tower wasn't built), filled with simbolism, artistic, autenthic, personal and coherent.
Controversy is commonly raised by the “novelty”. The memory is short. The Amoreiras, the CCB, The Casa da Música, were, in their time, controversial. Today, even (thankfully) not being consensual, are assimilated by the cities and majority of citizens.

Outside of Portugal, there are a lot of examples of works that revolutionalized cities and mentalities and that, by their originality, are already a part of the Collective Memory and History of Contemporary Architecture.




img 1: (Photomontage with the tower)


img 2: (Bilbao Guggenheim Museum, Spain, Bilbao)


img 3: (Oscar Niemeyer Museum, Curitiba, Brasil)


img 4: (New Metrepolis, Amstardam, Holand)


img -5: (“Dancing House”, Plague, Czech Republic)




Gonçalo Afonso Dias (architect)


Translation: Tiago Afonso Dias

http://goncaload-artes.blogspot.com/2008/10/propsito-de-contentores-e-do-porto-de.html