Wednesday, November 05, 2008

"O Silêncio da Kianda"

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PLACA BUSH IP

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Sign by Dealighted - http://blackfriday.dealighted.com">Black Friday Thanksgiving Deals

Mr. President

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Congratulations America !

quarta-feira, 5 DE NOVEMBRO DE 2008

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É HOJE ! É AGORA. ESTÁ A ACONTECER.

Imagem retirada da net - autor não identificado.

Tuesday, November 04, 2008

4 de Fevereiro 2008. Hoje comemoram-se 47 anos do início da Luta armada pela Independência de Angola.

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Post linkado ao "Página Um" a quem agradeço e felicito.

[...] O dia 4 de Fevereiro de 1961, cujo quadragésimo sétimo aniversário se comemora esta segunda-feira em Angola, é recordado no país como o marco do início da luta armada de libertação nacional.

Naquela data, centenas de jovens nacionalistas, enquadrados por militantes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), atacaram as cadeias da PIDE-DGS, principalmente a Casa da Reclusão e Cadeia de São Paulo para libertar presos políticos.
A edição de 5 de Fevereiro de 1961 do Jornal “Província de Angola” assinalava a morte de sete homens da Polícia Colonial e um soldado do exército, “abatido” junto à Casa da Reclusão.
Relatos da época revelam que três comandos despontaram no início dos ataques, tendo um deles enfrentado a guarda da Casa da Reclusão, outro, praticamente desarmado, lançou-se sobre as grades de ferro da prisão de São Paulo e posto da PIDE-DGS, enquanto o terceiro comando atacava o então Emissor da Rádio Oficial de Angola.
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A anteceder essas acções, em finais de Janeiro circulavam rumores segundo os quais os detidos políticos, (entre eles os incriminados do Processo de 50) encarcerados na fortaleza da Casa da Reclusão, seriam transferidos para a sinistra prisão de Tarrafal em Cabo Verde.
Tal situação, a par de outras injustiças, motivaram as acções da madrugada do 04 de Fevereiro de 1961: nacionalistas angolanos, com bravura, empunhando paus e catanas, atacaram a cadeia de São Paulo e a Casa da Reclusão, em Luanda.
A razão desse ataque foi libertar os presos políticos angolanos acusados pelo regime português de activistas subversivos, que pretendiam a independência de Angola.
O acto foi produto da afirmação da consciência nacionalista e patriótica dos angolanos contra a recusa, pelo regime colonial português, das propostas pacíficas que lhe haviam sido apresentadas, tendo em vista a soberania do país.
Além de ter marcado o rompimento com a opressão, o 04 de Fevereiro é tido como das datas mais importantes da história de Angola, à semelhança do 11 de Novembro de 1975, altura em que o país se tornou independente.
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Algumas fontes referem que a escolha do dia do ataque (04 de Fevereiro) teve em atenção o facto de estarem na capital angolana nessa altura muitos jornalistas estrangeiros que aguardavam a chegada a Luanda do paquete Santa Maria, assaltado alguns dias antes no alto mar por um grupo liderado por Henrique Galvão, um oposicionista do regime de Salazar.
Quando ficou claro que, afinal, o navio não viria para Luanda e os jornalistas começaram a prepararem-se para abandonar a capital angolana, os nacionalistas decidiram lançar o ataque antes que fossem todos embora.
Assim a presença dos jornalistas garantiu a projecção mediática internacional do acontecimento que marcou o início da luta armada, culminada com a independência do país, a 11 de Novembro de 1975.
A propósito da comemoração dos 47 anos, desde o início da luta armada, o cónego Apolónio Graciano, da Igreja Católica, considerou recentemente , em Luanda, necessária a acção do 04 de Fevereiro de 1961, para que "os filhos de Angola se sentissem livres e contextualizados no mundo, como um povo verdadeiramente soberano".
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Zola Mbenga Véritas/Angop - Editado por AD

"I HAVE A DREAM... " AMERICA TODAY WILL CHANGE FOREVER!...




Foto: retirada da net, autor não identificado.

I .N. C .O .N .D .I. C. I. O. N. A .L. M. E. N. T. E. ..C .O. M ...B. A .R.A. K ...O. B .A. M. A
(...) O Estado de São Paulo - Gilles Lapouge*

Barack Obama tinha 6 anos quando Martin Luther King foi assassinado em Memphis. Desde aquele 4 de abril de 1968, a história mundial tornou-se tão efervescente que esquecemos a face dolorosa dos EUA. A candidatura de Obama é um convite a nos lembrarmos dela. No entanto, se o eloqüente Obama é um herdeiro da epopéia de King, ele o é de maneira longínqua, imprecisa.
King, pastor na Geórgia, foi o representante exemplar dos descendentes de escravos africanos que viviam no sul, repelidos e desprezados pela maioria dos brancos. Obama vem de outra parte. Ou melhor, vem de todos os lugares ao mesmo tempo - e essa é a sua força. Ele é negro e branco. Nasceu no Havaí, de pai queniano e mãe branca de alta linhagem: entre seus ancestrais está Jefferson Davies, presidente dos Estados Confederados da América. Muito jovem, retornou ao Quênia. Estudou em uma escola muçulmana na Indonésia. Fez seus estudos superiores nos EUA. Tornou-se cristão e participou de uma igreja negra de Chicago. Nada disso lembra a história de King. Lembra mais a de um imigrante do que a de um negro americano.
Há outra diferença. King não se inscrevia no jogo normal dos EUA e de suas instituições. Ele não conduziu uma ação política. Era um pastor que a miséria e a injustiça vieram interpelar. Já Obama é um homem político. Seguiu todos os currículos. Sabe das dificuldades. Conhece todas as sutilezas. Assim, o combate que empreende não é exatamente o mesmo que o de King. É por isso que evitou tão ferozmente apresentar-se como o recuperador da bandeira de King.
Nem sempre foi fácil. Ele tinha um desafio sutil: não se passar por um representante natural da comunidade negra, mas sem negligenciá-la. Nesse caso também, ele precisava estar aqui e lá ao mesmo tempo: negro e branco, nem negro nem branco.
O fato de pertencer, se não à comunidade negra, mas pelo menos ao mundo mestiço, não conseguiu descarrilar sua carruagem em várias ocasiões em que isso poderia ter ocorrido. O momento mais perigoso foi no início de março, quando vídeos lembraram que o antigo pastor da igreja de Obama em Chicago, o reverendo Jeremiah Wright, era um inimigo dos EUA. Em 2003, Jeremiah, que foi uma espécie de guia espiritual de Obama, clamou: “Em vez de dizer ‘Que Deus abençoe os EUA’, é preciso dizer: ‘Que Deus amaldiçoe os EUA’, que tratam como subumanos alguns de seus cidadãos.” Pior: após os atentados de 11 de setembro de 2001, Jeremiah ousou dizer: “Surpreende-me que as pessoas se espantem de que tudo o que os EUA fizeram no estrangeiro seja jogado hoje em sua cara.” Diante desse terremoto, Obama reagiu com sangue-frio. Finalmente, ousou encarar de frente a questão racial, essa ferida dos EUA que ele até então evitava. Fez um discurso inspirado sobre o tema, à maneira de um Lincoln ou de King.
De fato, há algumas semelhanças entre sua luta política e a luta humana de King. Os dois homens, num dado momento, defrontaram-se com o mesmo inimigo: o ódio dos extremistas. Por volta de 1960, os negros americanos, constatando que a não-violência não dava resultado, distanciaram-se de King e cometeram excessos sangrentos. King assistiu, desesperado, a esse retorno do horror.
Obama também deparou com o mesmo tipo de excesso. Mas soube acalmar os ânimos. E exatamente por causa de sua personalidade ambígua, meio queniana e meio americana, meio negra e meio branca, um pouco religiosa, mas não muito. Ele tem uma suavidade, uma flexibilidade que King não podia conhecer. E ele tem outros trunfos. Além de seu charme e seu brio dialético, é um homem absolutamente novo. King era muito velho, dos inícios da história americana. Obama, com apenas 46 anos, é um homem livre em relação às tradições políticas asfixiantes às quais todos os seus concorrentes estão extremamente ligados.
O fato de ele pertencer à comunidade negra, longe de aliená-lo dos brancos, como ele próprio temia, é, ao contrário, aceito. Melhor ainda: muitos americanos brancos, desesperados ao constatar o desprezo, o ódio ou a aversão aos EUA no mundo todo, se perguntam se este homem brilhante, negro e ileso de todos os clichês americanos não poderia reconquistar o coração dos homens. A cor da sua pele não poderá fazer esquecer a imagem corrompida e despedaçada dos EUA de Bush? (...)

*Gilles Lapouge é correspondente em Paris



Saturday, November 01, 2008

Importa-se de repetir ?!

"O jogo terminou, naturalmente, com a derrota do FC Porto."

Parabéns Kandengues!

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Que bom que era se vocês pudessem ver agora... imagino a alegria.
Esta "Foto do Dia" é vossa. Foram os vossos sorrisos que a conquistaram. São os vossos sorrisos que me fazem feliz quando aí estou e me sinto verdadeiramente livre. Com a vossa liberdade, com a vossa genuína amizade.
Essa riqueza imensa que os angolanos ,como ninguém, sabem transformar em alegria. Apesar de tudo e de todos.
Até breve.

Thursday, October 30, 2008

A propósito de Contentores e do Porto de Lisboa - (actualizado 31/11/08)

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"Habitação colectiva". gad, 2008



Pouco ou nada sei, em concreto, sobre o Projecto Nova Alcântara apresentado pelo Governo em Maio deste ano. Aliás pouco ou nada sei, em concreto sobre qualquer projecto com impacto social e/ou urbanístico que o Governo apresente ou tenha apresentado…

A verdade é que nunca há tempo para esse conhecimento imparcial já que os assuntos mais sérios, ligados aos grandes investimentos, nunca são tecnicamente transparentes, abertos a uma discussão alargada, isenta e devidamente ponderados, transmitidos à opinião pública sem ser numa dimensão para a qual já é obrigatório usar uns óculos especiais. Como nos filmes 3D.

Se este caso me interessa agora particularmente, mesmo sem conhecer os “contornos”, os interesses, as verdadeiras motivações que excitam o Governo, o Porto de Lisboa e a oposição, acrescentada por um denominado “Movimento de cidadãos contra a ampliação do terminal de contentores de Alcântara” é exactamente porque ouvi os argumentos de alguns dos notáveis do dito Movimento…
Ouvi os que falaram com atenção. E com redobrada atenção ouvi a ex-Bastonária da Ordem dos Arquitectos, a arq. Helena Roseta.
Sem querer pessoalizar devo dizer que o que ouvi, em síntese, foi um amontoado de banalidades e lugares-comuns “politicamente correctos, à mistura com algumas barbaridades quando a palavra fugia para o tema “Arquitectura”.
Confesso que tenho um gosto, talvez paixão, pelo mar, pelos portos e por tudo aquilo que que ver com cidades portuárias. Cresci numa das cidades portuárias mais bonitas de África – o Lobito. Vivi sempre junto ao mar.
Talvez por isso, navios e contentores sejam para mim parte

da uma cidade que historicamente acolheu e acolhe navios e contentores, navegadores e estivadores.

Acresce que reconheço na aleatoriedade do empilhamento daqueles volumes de 2,5x2,5m de secção, (comprimento variável mas normalizado, cores diversas, vivas e com lettrings apelativos,) um partido estético e uma aproximação à escala arquitectónica muito interessantes.

Depois, estes “movimentos” oportunistas, criados à pressa, fazem-me rir…
De repente, um conjunto de pessoas sequiosas de protagonismo encontra um bom motivo para “acordar mais cedo”… e lá vai petição, conferência de imprensa, frases contundentes, ameaças que ficam a pairar… e enchem colunas de jornais e abrem noticiários e, e...

É o caso do Dr. Miguel Sousa Tavares (MST). Refeito do assalto à sua casa da Lapa e à perda de um ano de trabalho (?!) transforma-se rapidamente em “cabeça de cartaz” e, com o seu estilo arrogante, ressaibiado, e provocador pega nas rédeas de um cavalo que não conhece. Como é costume nele que sobre qualquer assunto debita com a convicção e a certeza de alguém que nunca se dedicou a outro tema durante a vida.

O Dr. Miguel já tem idade para ter juízo. 'Admitiu´ uma “acção popular” caso as coisas não corressem como o “seu” movimento desejava… ameaça velada, pois claro.

Pediu e teve... Não dos “queques da Lapa” de blusão “lacoste” vestido, mas dos estivadores do Porto de Lisboa em “fato de trabalho” e com a cara de quem não está disposto a aturar parvoíces nem a alimentar o número crescente e desesperante do desemprego em Portugal.
Sousa Tavares , ao que consta foi insultado e teve de ser escoltado pela polícia.

Não sou apologista da violência fisica ou verbal, fique bem claro. Contudo, por vezes compreendo as suas motivações.


Talvez agora (MST) entenda também o que sentem os milhares de trabalhadores , (todos os dias, quando reivindicam pelos seus empregos vendidos ao estrangeiro junto às fábricas de portões trancados onde fizeram uma vida), quando chega a Guarda, armada, agressiva e com ordens para “dispersar”. A bem ou a mal. Como “nos tempos da outra senhora.”


Quanto ao Projecto em causa, o mais certo é ter o destino de tantos outros; depois da gritaria "de mão na anca" e "faca na liga" cai no esquecimento e na lista de prioridades civicas dos "movimentados profissionais".


Porto de Luanda. Foto: gad, 2006



E para fechar o post sem "setressingue" dedico ao "Miguel" a letra de uma música dos XUTOS, quase tão conhecida como o Porto de Lisboa... e que não lhe tire o sono! FUI!


Contentores

A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás

Num voo nocturno num cargueiro espacial
Não voa nada mal isto onde vou
P'lo espaço fundo

Mudaram todas as cores
Rugem baixinho os motores
E numa força invencível
Deixo a cidade natal
Não voa nada mal
Não voa nada mal

Pela certeza dum bocado de treva
De novo Adão e Eva a renascer
No outro mundo
Voltar a zero num planeta distante
Memória de elefante talvez
O outro mundo

É a escolha que se faz
O passado foi lá atrás
E nasce de novo o dia
Nesta nave de Noé
Um pouco de fé

letra: Tim
música: Xutos & Pontapés

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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008 - O que se diz e se mostra de um lado... [ video ]

Terminal de contentores
Demolições em Alcântara começam já este ano

[...] Por Sónia Trigueirão
Liscont e Mota-Engil explicaram ontem em conferência de imprensa a prorrogação por 27 anos do contrato de concessão e a necessidade de fazer obras já. Garantiram também que não vai haver nenhuma «muralha de aço» a tapar a vista para o Tejo (Veja o vídeo)

A prorrogação por 27 anos do contrato de concessão do terminal de contentores de Alcântara foi hoje justificada pelo presidente da Mota-Engil Ambiente e Serviços, Gonçalo Martins - num encontro marcado só para esse efeito com jornalistas - com a necessidade de amortizar o investimento feito pelo concessionário nas obras de ampliação daquela estrutura portuária.
Por seu lado, Rocha Morais, o representante da Liscont (a empresa da Mota-Engil que tem a concessão do terminal) explicou o porquê de se avançar com a ampliação agora.
Segundo Rocha Morais, os armadores estão a comprar navios cada vez maiores por ficar mais barato transportar cada vez maiores quantidades de contentores.
Se nada se fizesse, adiantou aquele responsável, «a partir de 2009, os navios iam ter de procurar alternativas», disse, sublinhando as potencialidades de outros concorrentes como o porto de Valência. Segundo Rocha Morais, só assim Lisboa poderá continuar na rota dos grandes armadores internacionais.
Os responsáveis das duas empresas quiseram deixar claro que não vai haver nenhuma «muralha de aço», sublinhando o facto de os contentores terem uma grande rotatividade e não serem empilhados mais de cinco de cada vez.
Lembraram ainda o facto de os edifícios que serão demolidos serem mais altos que os contentores.
O objectivo deste investimento é aumentar a capacidade do terminal de Alcântara, de 300 mil contentores para um milhão por ano.
Para concretizar esta ampliação, será necessário demolir o actual edifício administrativo da Liscont e os restantes imóveis, situados entre a vedação norte do terminal e a Doca do Espanhol.
Será ainda necessário, explicaram os responsáveis da Mota-Engil e da Liscont, fazer um prolongamento do cais do terminal, em mais de 500 metros, e construir uma plataforma de manobra e descarga de composições ferroviárias.
Com ou sem petição, asseguraram aos jornalistas, as demolições avançam até ao final do ano - numa referência ao Movimento de Cidadãos, que integra, entre outros, Miguel Sousa Tavares e Helena Roseta, e que está a reunir assinaturas para impedir a concretização deste projecto.
A polémica estalou quando foi publicado o decreto-lei governamental, determinando o alargamento da concessão à Liscont, até 2042 (mais 27 anos), sem concurso público e ainda com um regime de isenção de taxas portuárias único no sector, como revelou em primeira mão o SOL (edição de 4-10-2008).
O PSD fez, logo a seguir uma conferência de imprensa denunciando a eventual «ilegalidade» deste processo e, depois de ter escrito um artigo de opinião muito crítico sobre o assunto, Miguel Sousa Tavares lançou o movimento de cidadãos.
A conferência de imprensa de ontem (ver vídeo acima) foi apenas mais uma das iniciativas em que, entretanto, se desdobraram, ao longo dos ultimos dias, a Liscont e a Administração do Porto de Lisboa, para responder às criticas ao projecto.
[...]

in: "O Sol"

Sevilha

Sevilha, 2007. Foto: gad.

Wednesday, October 29, 2008

(...) "Portugal, aliás é um concentrado de deprimidos" (...).





[... ] A consciência de que terminou um ciclo do capitalismo tem passado ao lado daqueles eventualmente mais apetrechados para descodificar e proceder à reformulação das grandes categorias económicas. Gritar por Keynes e omitir Marx não é intelectual nem eticamente sério: é revulsivo. Há algo de doentio em apagar a evidência do conhecimento, tornando-o unilateral. As relações culturais não são meramente conflitivas: representam o espaço mais amplo da liberdade. Leio textos editados na Imprensa portuguesa acerca da crise financeira mundial e nenhum dos que li incita à reflexão - sim à depressão.

Portugal, aliás, é um concentrado de deprimidos. Leia-se Manuel Laranjeira. Mas também Antero, Eça (que escondia o acabrunhamento com a zombaria e o cinismo) e, sobretudo, o imenso Oliveira Martins, cujo Portugal Contemporâneo fundamenta um magno tratado do que fomos e do que somos. Além do mais, Martins escrevia num idioma admirável, no qual a clareza se associava ao mais elegante sainete. Mas se quiserem uma excelente introdução a essa época, a essa gente e ao espírito de uma fascinante aventura cultural, estética e ética leiam, com mão diurna e mão nocturna, A Tertúlia Ocidental, de António José Saraiva, outro dos grandes esquecidos. Numa semana em que se comemora um autor estimável, seria bom não olvidar aqueles que tentaram a identificação do "moderno", combatendo a desgraçada condição social do português. Eles procediam de Verney, de Luís da Cunha, de Herculano e de Garrett, e pelejavam com forças inominavelmente superiores. A "desistência" das elites, substituída por uma casta de medíocres, transformou-nos em uma espécie de carpideiras. A depressão vem de longe, e aqueles de nós que almejavam defender a condição de todos e a livre realização de cada um, cedo foram ameaçados, removidos ou impelidos ao silêncio. Sei muito bem do que falo.

O pensamento político dos partidos portugueses continua imutável. O debate entre as duas grandes opções ideológicas, que instigou as gerações saídas da II Grande Guerra, quedou-se na banalidade ou na repetição dos equívocos. Vejamos: se as declarações de Sócrates pecam por um excesso de optimismo ou se se apoiam em técnicas de marquetingue, a dr.ª Manuela Ferreira Leite, ao quebrar o tenaz mutismo, acentua a depressão nacional. Quando a política deixa de ser relação, deixa de ser política e converte-se nesta massa parda e viscosa. Reformular as categorias políticas só seria possível com a radicalização dos conceitos de liberdade e de sociedade. Já se viu a falência do "socialismo real" e estamos a assistir à queda da infausta experiência do "neoliberalismo". Os encomiastas de um sistema económico que deixou o mundo derreado carregam um fardo pesadíssimo. [... ]

Baptista-Bastos Escritor e Jornalista
in: "Dn Digital - 2008-20-29"

Dan Perjovschi

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Outubro 28 – Novembro 22, 2008


[...] "Dan Perjovschi (Romenia, 1961), vive e trabalha em Bucareste e transformou o desenho enquanto medium, no sentido do seu uso para a criação de um objecto, uma performance e uma instalação. Ao longo da ultima decada, Perjovschi tem vindo a fazer os seus desenhos expontanea e directamente nomeadamente nos espaços dos museus, permitindo que quer assuntos locais, quer assuntos do mundo globalizado informem o resultado final.

Temos o prazer de apresentar o trabalho de Dan Perjovschi editado por Joao Felino, na /galeria integrado no programa slideshow'series :



Jack presents
CÇ. DO CORREIO VELHO 3 - 2NDLARGO DE SANTO ANTONIO DA SE1100-171 LISBOA PORTUGALsoon moving to new premises to be announced+ 351 962 453 596

...E eu tenho o prazer de divulgar! (Gad.)

Tuesday, October 28, 2008

Rituais

"Discoteca" Lagos, 2007. Foto: gad.

Monday, October 27, 2008

Sobre (vivências)

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Fachada de um edifício de habitação na Rua Rainha Ginga em Luanda.
Foto: gad, 2007

Destaque: Edifício BESA/SOYO,Angola



AQUI.





Sunday, October 26, 2008

Pedras Preciosas

Benguela, Angola, 2004. Foto: gad

Saturday, October 25, 2008

"a União que faz a Força"

Ilha do Mussulo, Angola, 2004. Foto: gad.

100 COMENTÁRIOS...

2008-10-25, Oeiras, Portugal, Europa. Fotos: gad
[clique na imagem para acreditar...]

Bom Fim-de-semana!

Mérida, 2008. Foto: gad.

Bom Fim-de-semana!

Mérida, 2008. Foto: gad.

s-t

Barcelona, 2007. Foto: gad.

Friday, October 24, 2008

alguns retratos

BARCELONA






Wednesday, October 22, 2008

Olhares "Temperados"

Ilha do Mussulo, 2004. Foto: gad

Ilha do Mussulo, 2004. Foto: gad

Luanda, Ingombotas, 2004. Foto: gad

Luanda, Ingombotas, 2004. Foto: gad

Luanda, Ingombotas, 2004. Foto: gad

Monday, October 20, 2008

"A lente discreta de Carlos Afonso Dias", segundo "O Público"...


Uma referência acompanhada da devida vénia ao jornal "O Público" que hoje, dia 20 de Outubro de 2008 dedicou um artigo (com uma caixa na primeira página e tudo!) à exposição de Carlos Afonso Dias "Fotografias 1956-2008" inaugurada na Galeria Pente 10, em Lisboa no dia 16 de Setembro e aberta ao público até ao próximo dia 7 de Novembro.

Para quem, como eu, só compra "O Público" esporadicamente, dando preferência a leituras diárias mais independentes, aqui cito o texto que um "anónimo jornalista" dedicou a uma exposição retrospectiva da dimensão desta. Anónimo porque não assina, o que no mínimo me parece pouco sério.
De resto salvam-se as excelentes fotografias já que a prosa não é mais do que um somatório de excertos mal colados de prefácios, textos e referências de livros e catálogos que eu também tenho. Até o título é impessoal, foge ao Homem, esconde-se na lente "discreta"...

É legítima a seguinte dúvida; porque será que o filho do fotógrafo se sente tão incomodado com "O Público"?

Todas as dúvidas são aceitáveis num mundo onde os valores e as prioridades nascem exactamenteno berço dos interesses e das cumplicidades. Onde os artistas são feitos e não se fazem. Não têm tempo...
Custa-me conviver com a hipocrisia. Consigo respirar durante muito pouco tempo nesse ambiente.
Por isso pergunto ao senhor Sérgio B. Gomes (nome profissional, bem sei...), responsável pelo blogue "Arte Photographica", blogue Convidado do jornal "O Público" se não assinou o artigo por timidez ou pelo que antes eu escrevi (a propósito silêncio que manteve em torno desta inauguração) em sua "casa" sem nunca merecer resposta. Assim como, provavelmente, não terá resposta para muitas das perguntas que eu ainda tenho para lhe fazer. A seu tempo.

Mas não quero fechar este post sem um verdadeiro comentário à exposição de C.A.D. escrito por outro anónimo (este, por pudor e pelo conteúdo das palavras julgo conhecer), deixado no post que Sérgio B. Gomes dedicou à exposição de CAD no seu disinto blogue. São palavras espontâneas, como espontâneas são as leituras de quem sente a fotografia. De quem se entende com a fotografia e não precisa da agenda para marcar encontro com ela.

As grandes paixões não precisam de agenda. As amantes de ocasião sim. Convém.



O sentir de um "Anónimo" que julgo conhecer:


(...)"Anónimo disse...
O que mais me prendeu a atenção no conjunto de fotografias de Carlos Afonso Dias, expostas no piso inferir da Galeria Pente 10, foi precisamente o jeito discreto e silencioso de fotografar o aparente silêncio dos outros. Fotografias de pessoas de costas, de perfil, muitas vezes com uma mão com que velam parte do rosto, outras vezes numa atitude secreta e interiorizada, coincidentemente cúmplice. Excepto uma criança de rosto e sorriso aberto, três jovens explicitamente a pousar para a câmara e uma mulher com uma garrafa na mão e a outra mão aberta a combinar com um rosto todo exterioridade, todos os demais parecem introverter o olhar ou falar entre si as palavras que a câmara não diz nem ouve mas com a qual se captou o gesto. É raro ver uma relação directa do fotógrafo com o fotografado. Parece um olhar sensível, um tanto tímido que se movimenta invisível em diferentes planos e dos outros parece absorver parte do que já é. Depois há tomadas de vista mais gerais e panorâmicas mas o que mais me ficou na memória foi a quase ausência de olhos voltados para o exterior e a secreta linguagem dos gestos.Tive saudades dos tempos que não eram os meus, da película fotográfica que utilizo poucas vezes, da surpresa das imagens que não se podem ver de imediato e que forçavam a uma maior precisão e atenção no disparo e na escolha do momento, da poesia roubada às horas mortas dos dias do viver comum e do nostálgico encanto do preto e branco.Depois foi aquele contraste entre a década de 50 do séc.XX e o inicio do séc XXI que me fez sorrir e onde ficou claro que já nada é como antes. As linhas estenderam-se, os planos abriram-se, o espaço ganhou cor, a luz directa parece desvirtuar o chiaro-scuro, as pessoas desaparecem dando realce ao espaço que até pode fazer eco… e aquela janela antiga integrada neste contexto parecia mesmo imbuída na parede, mais real que a realidade se é que a realidade é no fim de contas assim tão verdadeira.Desculpem, foi um Amigo com quem gosto de falar de fotografias e com quem os mails saem sempre longos, que me perguntou o que eu tinha achado da exposição. Acabei por lhe responder aqui mesmo, pois estava a adiar a resposta por não saber de modo mais curto. São tudo linguagens próprias de quem fotografa e de cada vez parece fazer menos sentido gostar ou não gostar…"(...)



Ericeira, 1962




(...) Contam-se pelos dedos de uma mão as exposições individuais de fotografia de Carlos Afonso Dias (1930-): cinco. E a primeira só aconteceu em 1989, na Galeria Ether – Vale Tudo Menos Tirar Olhos, em Lisboa, mais de 35 anos depois de ter começado a fotografar com uma AGFA de fole. Gérard Castello-Lopes, seu amigo e companheiro de “conversas fotográficas”, escreveu no prefácio do catálogo dessa mostra que se tratava da “ressurreição” de um fotógrafo e de uma obra que, nos anos 50, primeiro captou Portugal “não como um hobby academizante destinado a provincianos salons e honoríficas medalhas, mas como uma necessidade, uma tentativa de resolver a questão que cada um de nós tem consigo mesmo”.

Essa primeira iniciativa de resgatar do esquecimento o trabalho fotográfico que Carlos Afonso Dias desenvolveu entre 1954 e 1969 partiu de António Sena, fundador da Ether e responsável por trazer à luz toda uma geração de fotógrafos à procura de uma “independência do olhar”, entre os quais Vítor Palla/Costa Martins, Sena da Silva e Gérard Castello- Lopes. Filho de pai que fotografava “a metro”, Carlos Afonso Dias sentiu o impulso fundamental para a fotografia ao ver uma imagem da ressaca da implantação da República de Joshua Benoliel, mítico repórter do jornal O Século. Como as referências em Portugal se resumiam a quase nada, o resto da inspiração encontrou-a na obra de Henri Cartier-Bresson, Walker Evans e nos grandes ensaios fotográficos da revista Life, cultora de um género humanista e socialmente empenhado, matriz das imagens que foi fazendo não só em Portugal como em Espanha, Itália, França, Canadá e nos EUA. Durante anos, fotografou essencialmente para si e para um grupo restrito de amigos. A viver num país em asfixia artística e criativa, “sem palmas nem recompensa”, Carlos Afonso Dias foi “acometido pelo desalento dos que pregam no deserto” (Gérard). Corriam os anos 70 e deixou de fotografar. Durante muito tempo só entraram na lente da sua Leica as imagens do quotidiano familiar e os afazeres da profissão a que se dedicou, engenheiro geógrafo, primeiro em Angola e depois em Portugal. (...)


O sucesso da exposição na Ehter
– vendeu seis fotografias para a Colecção Nacional de Fotografia e a vários coleccionadores privados – fez com que regressasse à prática.

Na quinta exposição em que se apresenta sozinho, na galeria Pente 10, em Lisboa, o lastro alarga-se mais – no tempo e na técnica. São mostradas fotografias captadas entre 1954 e 2008, em suporte analógico e digital.


Galeria Pente 10, Travessa da Fábrica dos Pentes (ao Jardim das Amoreiras), nº10, Lisboa. Até 7 de Novembro


Paris, 1960



O "olhar" de Alexandre Pomar

Saturday, October 18, 2008

Bom fim-de-semana!

"Rebajas" Mérida, 2008. Foto e montagem: gad

Friday, October 17, 2008

s-t

Mussulo, Luanda, 2oo7. Foto: gad

Mussulo, Luanda, 2007. Foto: gad.

Onjyva, Cunene 2007. Foto: gad


Wednesday, October 15, 2008

" A VER NAVIOS..."



EMERALD PRINCESS
PASSAGEM POR PAÇO DE ARCOS. FOTO: GAD 2008;

Literalmente "a ver navios" desde que tive a ideia de "alargar" a estreita vista de mar que tenho do apartamento onde moro em Paço de Arcos. Essa estreita vista contrasta com a visão abrangente que tenho, da mesma casa, sobre a Bacia do Tejo com ponte, Cristo-Rei e tudo.
Mas o que inquietou sempre foi aquele buraco entre a 'muralha' dos prédios do Bairro J. Pimenta(vazio urbano, na moderna linguagem dos arquitectos modernos) que me surpreendia frequentemente com visões de navios que ali passavam muito próximo da Escola Naval.
Essa recorrente inquietação aliada à minha paixão pelo mar e pelos navios (vivi sempre junto ao mar) levou-me a principiar uma série de experiências fotográficas quase sempre falhadas. Por um lado o tempo que medeia entre ver um navio no Tejo e vê-lo passar no "meu buraco" é sempre uma incógnita; depende do navio, do tempo, etc. "Perdi assim muitos navios".



Por outro lado, não foi fácil encontrar o ângulo e a posição do tripé que menos distorções criasse a uma objectiva zoom com 300mm (max) de média qualidade. A regulação da máquina, obrigatoriamente manual vai sendo ajustada com os erros que vou fazendo.
Também a edição das imagens finais tem vindo a ser facilitada à medida em que o meu filho mais velho me vai dando algumas dicas sobre as funcionalidades do Photoshop...
Já
aqui editei a primeira imagem deste "Projecto" - O Queen Mary II".
Aí a ideia foi cruzar as duas 'cidades': a flutuante e a outra. Nesta, a vontade foi mesmo a de "alargar a vista" para lá caber o 'monstro'. Outras se seguirão.~
Nota: Para quem gosta de Navios, destes ou de outros, encontrei nas minhas pesquisas um blogue a eles dedicado: "SHIPS & THE SEA - BLOGUE dos NAVIOS e do MAR" . Por exº fiquei lá a saber quase tudo sobre o "Emerald Princess".


Tuesday, October 14, 2008

Se bem me lembro...


Lubango, Angola 2008. fotos:gad


"Se bem me lembro..."
Estava no Lubango à porta de um Hotel. Esperava o "transporte" para o aeroporto.
Mais uma viagem "relâmpago" no pequeno jacto da 'companhia'.
Se bem me lembro ainda não eram seis horas da manhã. Em África o dia começa pelo princípio. Enquanto 'olhava para nada', cruzei o meu olhar turvo de "nada" com o "nada" do olhar de um senhor que ali perto se preparava para mais um dia de trabalho. A engraxar os sapatos de quem, soube eu depois, razões de sobra teria para lhe 'engraxar a alma'.
Mas o simpático senhor, na sua já profecta idade, também não engraxava por engraxar... Fazia parte do seu dia-a-dia. Há muitos anos.
Se bem me lembro, gostei do homem. Talvez porque o seu olhar turvo, "catarátcico" me lembrasse o olhar de um pai. Falámos muito, a espera foi longa.
Se bem me lembro.Falámos do presente de Angola mas, sobretudo do futuro dos nossos filhos. Aí, como num golpe de teatro, apareceu a filha do senhor.
A filha do senhor era, se bem me lembro, tão humilde e simpática como o pai.
Do carinho que, se bem me lembro (porque a essas horas não me costumo lembrar de nada) envolvia silenciosamente pai e filha sobressaía um sentimento unilateral. Do pai. Obviamente autenticado,se bem me lembro, pela sua dedicada filha: A 'menina' dos seus olhos agora "catarácticos" tinha ganho um futuro diferente do passado que o seu pai, ainda, quando queria, se lembrava.
Estudava aplicadamente na Universidade. Paga pelo dinheiro que o seu pai, que, se bem me lembro, fazia questão de o ganhar a engraxar os sapatos de quem nem sabia que aquele senhor, que ali "nascia", todos os dias, não precisava de engraxar "merda nenhuma". Talvez, se bem me lembro, das muitas palavras que trocámos,fiquei com a certeza de que, a única coisa que o meu amigo engraxador, do Lubango, precisa de ter intocável para continuar vivo é a sua imensa dignidade.
Se bem me lembro, foi das pessoas que mais gostei de conhecer.

Saturday, October 11, 2008

'Princesa da Areia'

foto: gad, Mussulo, Angola, 2008


"Teu ser"

modelado a barro vivo

é de um breve negro
quando te sentas no chão

Escrava dos minutos infinitos
teu ângulo de água aberta

aquece
luas remotas.


José Luis Mendonça*

(Palavra de poeta - Antologia)


*Nasceu a 24 de Novembro de 1955, no Golungo Alto, província do kwanza Norte. Jornalista e poeta, é funcionário da UNICEF Angola, onde atualmente exerce as funções de assistente de informação. Escreve para diversos órgãos de informação angolanos e para o JL - Jornal de Letras, Artes e Idéias, de Portugal. Ingressou na União dos Escritores Angolanos em 1984.

Thursday, October 09, 2008

Esse teu olhar...

Ilha do Mussulo, Angola 2007. foto gad

Esse teu olhar

Quando encontra o meu

Fala de umas coisas que eu não posso acreditar...

Doce é sonhar,é pensar que você,

Gosta de mim, como eu de você...

Mas a ilusão,

Quando se desfaz,

Dói no coração de quem sonhou,

Sonhou demais...

Ah, se eu pudesse entender,

O que dizem os seus olhos."

Tom Jobim


"kizombando" com as sombras.

Bairro Azul, Luanda 2008. Foto: gad.

Wednesday, October 08, 2008

Álvaro Siza Vieira homenageado com prémio da rainha Isabel II

in: Público

O português Álvaro Siza Vieira vai ser homenageado pela sua contribuição para a arquitectura internacional com a Medalha de Ouro Real de 2009 atribuída pelo Instituto Real dos Arquitectos Britânicos, em nome da rainha Isabel II.

A distinção foi ontem anunciada formalmente. O galardão será entregue numa cerimónia em Londres em meados de Fevereiro do próximo ano.

"A rainha aprova pessoalmente o escolhido, mas não costuma estar presente na cerimónia", segundo uma porta-voz do Instituto Real dos Arquitectos Britânicos.

O prémio é atribuído em reconhecimento do trabalho feito ao longo da vida, e é normalmente atribuído a pessoas com uma longa carreira.

No comunicado que anuncia a sua escolha, Siza é descrito como um "arquitecto completo" cujos edifícios "nunca são previsíveis nem comuns".

"Nos edifícios de Siza é às relações entre os elementos da arquitectura que é dada primazia ao invés da forma ou textura dos próprios elementos", elogiou o presidente do Instituto Real dos Arquitectos Britânicos, Sunand Prasad.

"É uma arquitectura", acrescenta Sunand Prasad, "em que a economia de meios expressivos é conciliada com uma abundância de revelação espacial".

A abertura de Siza Vieira a novos arquitectos, a boa relação com os seus colegas de profissão e o facto de continuar a acompanhar pessoalmente todos os projectos do seu gabinete são também louvados.

A Medalha de Ouro Real é atribuída todos os anos desde 1848 e no passado distinguiu conhecidos arquitectos como Le Corbusier (1953), Renzo Piano (1989), Frank Gehry (2000) e Jean Nouvel (2001). Em 2008, o galardoado foi o britânico Edward Cullinan.

Parabéns Siza!

O Peso das (más) Notícias


Lisboa. Foto: gad, Out. 2008

"não existo"

foto: gad 2008

Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida...
Sou isso, enfim...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.

Álvaro de Campos

"O riso e o risível"

Foto: gad. Messejana, Alentejo 2007.

Monday, October 06, 2008

Amália

foto: gad, 2007


estranha forma de Vida
Foi uma estranha forma de vida porque eu não fiz nada por ela, foi por vontade de Deus, não é? "Que eu vivo nesta ansiedade, que todos os ais são meus que é tudo minha a saudade, foi por vontade de Deus". Já isto fiz com trinta anos! Quer dizer já eu pressentía que tinha sido Deus que me tinha feito o destino, que me tinha marcado o destino, que me deu uma natureza para a qual eu nasci, ... nasci com esta obrigação de cantar fado! Ou foi o fado que fez isto! O fado é destino, portanto deu-me este destino a mim!

Quando eu morrer váo inventar muitas histórias sobre mim, se inventaram sobre a severa e não se sabe se ela existiu, e de mim sabem concerteza que eu existi.

Amália Rodrigues (1920/1999)