Monday, June 27, 2011

"T.M.A." - Teatro Municipal de Almada - " TEATRO AZUL"

Um vídeo do Novo Teatro Municipal de Almada do qual sou co-autor.

O projecto mais complexo que já fiz e a obra mais importante para a minha formação. Cinco anos intensos "agarrado" a este sonho...
Espero que gostem tanto como eu.


Thursday, June 23, 2011

Da Minha Varanda


Fotografia: Gad. Cedofeita, Porto 2011



DA MINHA VARANDA

Dentro de mim o meu Mundo
Criei nele a minha varanda
O sol lhe dá desta banda!?
Em manhãs de fulgor, brilhante profundo.
Nas tardes de Outono nela me sento
No silêncio, já não encontro nada
Sinto o apertar do tempo, atento.
Ouvindo meus suspiros, eu cansada.

Aqui ouço o tempo varrendo os estilhaços
Mas deixo-me ficar no melhor da memória
Lembrando outros tempos, outros abraços
Já que dos fracos não reza a história.

À noite abraço-me à Lua
Às estrelas livres e esfusiantes
Quer o dia nascer e ela amua!
Deixo ficar a noite mais uns instantes.
Logo aparece a vida que me quer derrubar
Quero ser cotovia cantar até ao amanhecer
Não venha ela meus dias me roubar!
Neste Mundo meu, pronto a me acolher.

Cantarei estrofes ardentes
Da minha varanda até me cansar
Cânticos que serão torrentes
Até o Mundo, em Mundo novo se tornar.

Depois? Depois podem dizer que morri!
Até, que tive da Vida, mais que mereci.

(rosafogo)
[http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=107495]



Tuesday, June 21, 2011

"Vítimas da Podridão"

Percorrer a Santa Catarina no Porto, mais do que um hábito, tornou-se para mim numa necessidade, sempre que visito essa cidade onde já (há muito) estudei, vivi e trabalhei.
Para além dos ícones comerciais que a celebrizaram são sobretudo as pessoas, de uma enorme diversidade sociocultural, que lhe dão vida, num vaivém estonteante muito característico de ruas e cidades mais cosmopolitas, onde as ruas e as praças são locais de celebração da vida.
Para um fotógrafo, Santa Catarina é um "Mundo",em constante metamorfose, sempre por descobrir.

Nesta minha recente "investida" por essa rua deparei-me, a certa altura, com um trio de homens já "maduros", sentados à beira de uma montra, a tocar viola e a cantar uma música com a sobrecarga de energia que uma garrafa de tinto lhes ia dando.
Desse trio "barulhento" um destacava-se, referenciando-os culturalmente, (sobretudo pela crista de cabelo com(gel)ado), à Cultura Punk.
Impelido pela curiosidade e pela oportunidade aproximei-me, como sempre faço, sem qualquer hesitação ou temor. A experiência ensinou-me que o "descaramento" me proporciona, (regra geral) uma abordagem natural e relativamente cúmplice.
Disparei a primeira vez a "meia-distância", mas suficiente para não lhes transmitir qualquer sentimento de repulsa.
O homem mais exuberante fez de imediato o gesto que eu esperava; apontou para a caixa da viola que estava no chão, aberta para "recolha de fundos".
Um aceno meu e o tradicional gesto de "OK!" selaram o pacto que, a partir daí me abriu as portas para uma conversa animada e, acima de tudo, para mais uma experiência humana e fotográfica enriquecedora.
Acerquei-me do grupo, sentei-me junto deles e saiu-me uma primeira pergunta: Então o que é que acham disto? O "isto" era, para eles, como é agora para toda a gente (com ou sem crista) uma referência óbvia à situação em que o País (sobre) vive.
_ Uma g'anda merda! Respondeu ele prontamente e, momentos depois apresentou-se como “Nelo Punk”.
_ Pois é... Uma g'anda merda!, assenti sem qualquer "favor".
Apresentações feitas (para além do Nelo Punk de 45 anos, ali estava o "A Guitarra", de 47 e o mais velho de todos - o Corrilho - que já conta 60 embora, quanto a mim, não pareça.
As pessoas iam passando. Algumas, ao ver tão insólito "quarteto", atrasavam ligeiramente o passo, seguindo de imediato os seus destinos.
Interroguei-me, várias vezes, sobre o que iria naquelas cabeças que por ali passavam.
Se em muitos casos era perceptível a costumeira repulsa, (fundada em preconceitos e/ou ignorância), por aqueles que assumem as suas diferenças e "gritam a sua revolta", noutros casos, senti que era eu, de "canhão" em punho, o motivo da curiosidade.
Entre nós a conversa fixou-se na música, tão própria e característica do "Punk Rock" - simples, com 3 ou 4 acordes, e com uma letra onde são explícitas, com um tom agressivo, ideias anarquistas, Niilistas e revolucionárias.
O tema denominava-se "Vitimas da Podridão", um original de uma banda punk brasileira: Os "Calibre 12".

Não resisti a tomar nota dessa música que acabou por dar o nome à série de fotografias que se seguirá:


"VÍTIMAS DA PODRIDÃO"

"Vivemos numa sociedade onde não temos direitos;
Apenas obrigações.

Enquanto crianças morremos de fome;

Sustentamos políticos ladrões;

Somos vítimas da podridão
porque vivemos na merda do sistema.

Queremos apenas liberdade;
O estado é o nosso maior problema.

Não damos o nosso voto a qualquer espécie de parasita,
pois qualquer político não passa de mais um carrasco fascista.

Não queremos governo;
Queremos apenas liberdade para viver;
Por isso abolimos qualquer espécie de poder."


Para o Nelo Punk, o A Guitarra e o Corrilho um abraço solidário e um obrigado sentido pelos momentos que juntos passámos.
Para quem discrimina ou se sente superior a pessoas como eles, identificando-os ignorantemente com outros fenómenos sociais como o racismo ou a extrema-direita, um conselho apenas: procurem aprender in(formando-se); o "Saber" não ocupa espaço e evita lamentáveis mal-entendidos







Fotografias: GAD. Porto, 2011

Friday, April 22, 2011

Fotografia: Gad. Oeiras, 2011


Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela...

Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guizos,
nas suas mãos apertadas.

Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.

Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro...
Tem voz de noite, descendo,
de mansinho, pela estrada...

Que é feito desses meninos
que gostava de embalar?...
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar?...
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar?...

Mãe-Negra não sabe nada...
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo
Mãe-Negra!...

É que os meninos cresceram,
e esqueceram
as histórias
que costumavas contar...
Muitos partiram pra longe,
quem sabe se hão-de voltar!...

Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada.

É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada...

(Alda Lara)


Dedicada a todas as "mães-negras" independentemente da cor que tenham.

Saturday, April 16, 2011

FOTOGRAFIA

Fotografia: Gad. Salamanca, 2010

5 PEQUENOS DESENHOS INTROSPECTIVOS SEM TÍTULO NEM NADA




Gonçalo Afonso Dias
Técnica mista sobre papel. (20x15cm). Março 2011

Bom fim-de-semana !

Fotografia: Gad. Oeiras, 2011

Wednesday, April 13, 2011

TAHIR

Esmalte sobre MDF, caixa de corte em alumínio, madeira maçiça de jatóba (1,10 x 0,42m)

Fevereiro 2011


Detalhe 1


Detalhe 2




Este trabalho foi sugestionado pela transmissão, em directo, na televisão, a partir da Praça Tahir (Cairo) no dia 2 de Fevereiro, onde ocorreram confrontos violentos entre os revoltosos e os apoiantes de Mubarak.
Para além do ambiente tenso, Impressionou-me o aspecto "gráfico" dessas imagens; uma praça rectangular, ocupada nos extremos por "irmãos" que se agrediam violentamente. Entre eles, uma "zona de ninguém" sobre a qual "voava" a raiva de ambas as partes.
Na periferia, os militares assistiam, aparentemente imparciais, ao conflito.
Seguiram-se 18 dias de mobilização pressionante e obstinada dos oponentes ao regime prepotente de Mubarak, que acabou por ser derrotado.


Eles (F.M.I.) "andem aí"...

Fotografia: Gad. Santo Amaro de oeiras, 11 de Abril de 2011

Thursday, March 24, 2011

De PEC (ado) em PEC (ado).

Ontem, dia 23 de Março de 2011 o (PEC) ado nº "4" foi chumbado na Assembleia da República.
Esquerda e Direita associaram-se para que a tão anunciada Crise Política acontecesse.
Tenho assistido, como todos os portugueses, à autêntica demonstração de irresponsabilidade e de falta de respeito pelos valores fundamentais de um Estado de Direito que tem ocorrido nas últimas semanas.
O Primeiro-Ministro vitimiza-se ("tadinho") e o "outro", o que está na "pole position " para açambarcar o Poder, tenta passar, sobretudo pela comunicação social, uma imagem de "estadista" que não se compadece, nem com a sua falta de carisma, nem com a sua aptidão de político de (extrema) direita.
Não me apetecia escrever nada disto. Apenas o faço por "lealdade" ao meu blogue, onde venho registando, ao longo dos últimos anos, aquilo que me parece historicamente relevante.
E, não tenhamos dúvidas; Portugal vive presentemente um dos momentos mais críticos da sua História.
A culpa não é, por muito que se insista, da Crise Económica Internacional.
A verdadeira crise, no nosso país é de inteligência, de criatividade, de cultura...
Temos, à frente das grandes decisões políticas, gente inculta, obcecada pelo poder e exaltada por fugazes protagonismos.
Temos, agora e depois da esperada demissão de Sócrates, um futuro tão sinistro como sinistros são os seus actores.
Tínhamos um mau Governo, uma má Oposição e um mau Presidente da República.
Continuaremos a ter um mau Governo, uma má oposição e um obscuro Presidente da República
E, no meio disto tudo, atordoadas, confusas e incrédulas estão sobretudo aquelas pessoas por quem se devia ter o maior respeito - os idosos, os desempregados, os que estão, irremediavelmente, perdidos na vida.

Thursday, March 10, 2011

O "Guarda-Costas" ou, há "coisas" que não correm bem...

Fotografia: Gad. Cascais, Fevereiro 2011


Em meados de 2007, quando conheci o projecto (da autoria do ilustre arquitecto Gonçalo Byrne), que iria ser executado no lugar do "saudoso" Hotel Estoril-Sol (E-S), AQUI publiquei um post onde dava conta (humor precisa-se...) do sentimento que me revoltava por me sentir "plagiado" uma vez que, desde pequeno (9 meses) tinha um projecto semelhante, com maquetas e tudo...

O tempo foi passando e assisti com sentida revolta à demolição daquele que eu considerava um belo edifício, referência consolidada na linha da Costa de Cascais.
O "desgraçado" - O antigo edifício - foi humilhado até ao limite... travestido em "não sei o quê", pintado com todas as cores da escala da CIN, tapado com telas publicitárias de duvidoso gosto, e por fim abatido sem dó nem piedade.

Pelo meio, ouvi falar de intrigas, esquemas e concessões que envolviam a Câmara Municipal de Cascais, o Casino do Estoril e o seu "Padrinho", uma ajudicação "gamada" a outro ilustre da nossa praça, etc. Tudo mentira, é claro.

Hoje que o "Crime" está feito tenho muita pena...;
Entendo que o arquitecto Gonçalo Byrne perdeu uma excelente oportunidade de fazer uma obra notável.
É evidente que não conheço os pressupostos nem as "linhas com que teve de coser esse projecto".
Ainda assim, e mesmo fazendo um esforço por esquecer o antigo Estoril-Sol, custa-me muito olhar para ali...
Em relação ao que os desenhos e, sobretudo às tendenciosas e sedutoras imagens "3D" que foram então divulgadas, o resultado final - a obra - ficou (na minha opinião) acanhada, empastelada, triste.
O Arq. Byrne que não leve a mal. Nem tem que levar. Digo eu.

Nota: O título deste post tem apenas a ver com a fotografia que o ilustra... Nos dias que correm convém esclarecer... digo eu, outra vez.

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A História do (E-S) num artigo muito interessante de Luís Filipe Sebastião http://jornal.publico.clix.pt/notici...6566&sid=12913


O Mar gosta de flores. A Gaivota também.

Fotografia: Gad. Cascais, 17 de Fevereiro de 2011

Para os meus irmãos

Tuesday, March 08, 2011

" ESTE ANO HÁ FÉRIAS (DO) CARNAVAL..." Um post para revisitar 2 anos depois...

AQUI

Neste Dia Internacional Da Mulher


...Dedico esta fotografia a todas as mulheres particularmente a esta grande senhora que é a mais bonita, corajosa, dedicada e exemplar que conheço. A mulher que me trouxe ao mundo - À minha MÃE. Com todo o carinho.

Sunday, March 06, 2011

Deixem Angola em PAZ!

"Kandando". Fotografia: Gad. Uíge, Angola 2010



Muito teria a dizer sobre a Manifestação antigovernamental, a contramanifestação pró-governamental, a Democracia (musculada - como agora muito se ouve) ou a Democracia "atrofiada" (como a nossa) - digo eu.
Entendo que só há uma "DEMOCRACIA". Ou é, ou não é... E quase nunca é na sua plenitude (portanto não é.); a igualdade, o respeito pelos Direitos Humanos, a Liberdade de Expressão, a Solidariedade, etc.
Os angolanos têm motivos para estar descontentes com os governantes do seu (meu também) país e seria enfadonho aqui enunciá-los.
Em resumo, povo angolano está cansado da miséria, da desigualdade, do esbanjamento e da ostentação com que é permanentemente afrontado.

Os angolanos têm, por isso, razões de sobra para exigir mudanças, o cumprimento de promessas feitas e esquecidas, a melhoria das suas condições de vida. Exigir, protestar, reclamar..., mas dentro das normas democráticas, sem se deixar manipular, sem pôr em causa a Paz conquistada com tanto sangue e sacrifício.

O governo angolano tem agora uma oportunidade para afirmar e consolidar a democracia que defende. Não com discursos inflamados e ameaçadores, não alinhando nas "teorias da conspiração".
A liberdade de Expressão é um direito fundamental e um pilar em qualquer regime democrático. O protesto deve ser reconhecido pacificamente e aceite com dignidade.
É unânime o reconhecimento que os angolanos têm a José Eduardo dos Santos por ter "acabado com a guerra". Esse é um enorme capital que o presidente angolano não pode nem deve desprezar. Os angolanos querem a PAZ.
Confio na inteligência dos dirigentes angolanos. Confio na imensa sabedoria do povo que não permitirá, em caso algum, que o passado que ainda lhes "queima a alma" volte como uma vício incurável alimentado por quem não quer bem a Angola nem aos angolanos.

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Esta fotografia foi a 600ª, das 771 que já editei, a entrar para as Galerias Públicas do Olhares.
Agradeço a quem nela votou e fico particularmente satisfeito pelo momento em que esta ocorreu.
Por ser um apelo à paz em Angola, por ser um sentido "Kandando" (abraço) aos angolanos que, como eu, querem ver a reconstrução do país alicerçada nos verdadeiros valores democráticos.
Sem contemplações, sem hesitações e, sobretudo, livre dos vícios prepotentes e arrogantes de muitos daqueles que querem, a todo o custo, perpetuar as "regalias", o estatuto e o poder que o passado e, sobretudo a guerra, lhes conferiram.
Quero ver o meu país livre dos caprichos dos "generais" e dos "comandantes"
Quero ver o meu país, que recentemente deu uma prova de maturidade democrática, (tolerando e relativizando uma tentativa "sinistra" de rebelião popular) de prosseguir no caminho da tolerância, do respeito pelos Direitos Humanos, da vontade de diminuir progressivamente as desigualdades sociais que ainda o melindram aos olhos do mundo.
Quero tudo para os angolanos. Esta fotografia, este "Kandando", é para eles.

Tuesday, February 22, 2011

Thursday, February 17, 2011

Em memória do meu pai

Fotografia: Gad. Cascais, Fevereiro 2011

Para ti Pai. Faz hoje um ano que nos deixaste um vazio do tamanho do mar. Mais palavras não são precisas - tu não gostavas e eu também não.

Saturday, January 22, 2011

RE: Passeando pelo Huambo (Nova Lisboa)...

Em Maio de 2009, após uma estadia na cidade do Huambo (ex-Nova Lisboa), publiquei aqui várias fotografias de um edifício, (provavelmente dos anos 70) que me encantou particularmente e ao qual dei um nome: "Sedutor".
Há poucos dias, numa regular pesquisa na net, constatei, através do blogue "Mazungue" que o meu encanto e interesse por esse (e outros notáveis edifícios nessa bela cidade) era partilhado e divulgado localmente.
Por isso, e por "muito mais", os meus sinceros agradecimentos ao "Mazungue", aos seus autores e leitores. Até breve.