Thursday, February 07, 2008
ALBANO NEVES E SOUSA
"ANGOLANO"
Ser angolano é meu fado, é meu castigo
Branco eu sou e pois já não consigo
mudar jamais de cor ou condição...
Mas, será que tem cor o coração?
Ser africano não é questão de cor
é sentimento, vocação, talvez amor.
Não é questão nem mesmo de bandeiras
de língua, de costumes ou maneiras...
A questão é de dentro, é sentimento
e nas parecenças de outras terras
longe das disputas e das guerras
encontro na distância esquecimento!
NEVES E SOUSA
Tuesday, February 05, 2008
Monday, February 04, 2008
Saturday, February 02, 2008
Thursday, January 31, 2008
Tuesday, January 29, 2008
RESPEITO



Não sou "crente" mas acredito.
Sobretudo respeito.
Fez-me muito bem a visita a Fátima no passado fim-de-semana.
Há muito que tinha uma grande vontade de conhecer esse lugar de culto.
Quando, há muitos anos (1985), fui para o Porto estudar arquitectura, frequentava quase diariamente a Igreja dos Grilos, próxima da Sé, sem perceber muito bem a razão.
Sentia-me lá bem, apreciava aquele espaço encantado pelo som do órgão e pelas orações dos devotos.
Em Santiago de Compostela, Espanha, fiquei rendido à magnitude das suas duas grandes Catedrais; a Sé velha e a Sé nova.
Em Barcelona, "embriaguei-me" com tudo aquilo que senti ao entrar na Sagrada Família de Gaudí. Oxalá nunca a acabem.
Em Angola, perdi a noção do tempo quando entrei na antiga, desconhecida e abandonada Igreja da "Ilha dos Padres", próxima do Mussulo, assim como fiquei prostrado perante uma pequena igreja construída nos anos 60 em Benguela, Angola também.
Voltando ao Santuário de Fátima, como observador sem preconceitos;
Não era um dia especial em termos de calendário da Igreja.
Mas, havia muita gente.
Gente que eu observei atentamente, sem classificar os seus gestos nem tão pouco fazer quaisquer juízos de valor.
Senti-me pequenino.
Vi pessoas, de todas as idades e estratos sociais, ajoelhadas, em sofrimento por alguém a quem desejam bem.
Apesar de não aprovar determinados sacrifícios, seja em nome daquilo que for, senti uma enorme empatia e solidariedade com essas pessoas.
Porque sofrem. Porque vêm nesses actos um último reduto para ajudar aqueles que amam.
Quando eu próprio fui vítima de uma inesperada e traiçoeira "rasteira da vida" houve amigos, familiares e até desconhecidos que foram a Fátima acender uma vela por mim.
Quem sou eu para afirmar a importância desse nobre gesto para a minha posterior recuperação?!
Apesar de não ser Crente Acredito. Acredito porque cultivo a dúvida, o respeito e a admiração pelos meus semelhantes.

foto: gad. Santuário de Fátima, Janeiro 2008
Monday, January 28, 2008
COM [SEQUÊNCIAS]
Sunday, January 27, 2008
Saturday, January 26, 2008
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