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Monday, May 14, 2012

REVERSO



Desenho:  Gonçalo Afonso Dias. 05-2012

TETRIS - O Amor acontece e constroi-se, todos os dias



Para ti minha querida Susana
Desenho: Gonçalo Afonso Dias, 05-2012

O Fundo do Poço



Desenho: Gonçalo Afonso Dias. 05-2012


O Fundo do Poço

O Fundo do poço, é o ultimo lugar
que o ser humano chega
e se sente um nada
um perdedor,
um zero a esquerda
um verme.

E foi lá que voce chegou
Tentaste me levar contigo
Mas consegui me erguer
e fugir de voce

Agora o que fazes? sei lá,
e nem quero saber;
o que fazes,
o que sentes,
o que falas,
com quem andas.

Te quero longe de mim
Não quero nem ouvir a tua voz

Quero sim viver e ser feliz
Sem pensar que um dia
te conheci e te amei.

(Nancy Cobo)

Saturday, May 12, 2012

MUTANTE



"Mutante". Pintura: Gonçalo Afonso Dias
Acrílico sobre madeira (30x20cm)
05-2012

Friday, May 11, 2012

Horizonte



"Horizonte"
Pintura: Gonçalo Afonso Dias
Acrílico sobre papel (20x15cm)
05-2012


O mar anterior a nós, teus medos 

Tinham coral e praias e arvoredos. 

Desvendadas a noite e a cerração, 
As tormentas passadas e o mistério, 
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério 
'Splendia sobre as naus da iniciação. 

Linha severa da longínqua costa — 
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta 
Em árvores onde o Longe nada tinha; 
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores: 
E, no desembarcar, há aves, flores, 
Onde era só, de longe a abstrata linha 

O sonho é ver as formas invisíveis 
Da distância imprecisa, e, com sensíveis 
Movimentos da esp'rança e da vontade, 
Buscar na linha fria do horizonte 
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte — 
Os beijos merecidos da Verdade.

(Fernando Pessoa)

Estou Tonto



Pintura: Gonçalo Afonso Dias.
Acrílico sobre papel (30x20cm)
05-2012

Estou tonto, 


Tonto de tanto dormir ou de tanto pensar, 

Ou de ambas as coisas. 

O que sei é que estou tonto 

E não sei bem se me devo levantar da cadeira 
Ou como me levantar dela. 
Fiquemos nisto: estou tonto. 

Afinal 
Que vida fiz eu da vida? 
Nada. 
Tudo interstícios, 
Tudo aproximações, 
Tudo função do irregular e do absurdo, 
Tudo nada. 
É por isso que estou tonto ... 

Agora 
Todas as manhãs me levanto 
Tonto ... 

Sim, verdadeiramente tonto... 
Sem saber em mim e meu nome, 
Sem saber onde estou, 
Sem saber o que fui, 
Sem saber nada. 

Mas se isto é assim, é assim. 
Deixo-me estar na cadeira, 
Estou tonto. 
Bem, estou tonto. 
Fico sentado 
E tonto, 
Sim, tonto, 
Tonto... 
Tonto. 

(Álvaro de Campos, in "Poemas" )
Heterónimo de Fernando Pessoa

Wednesday, May 09, 2012

JÚLIO QUARESMA




Della Bestia Triunphante, 2005
Óleo sobre tela e fotografia
160 x 200 cm

(FONTE: WORLD ART CENTER)




Saturday, April 21, 2012

O "Diabo" sou eu.



"O Diabo sou Eu"
Pastel sobre tela (1,00 x 0.70cm)
2005

Wednesday, March 21, 2012

"Conversas com a Morte"



Série "Conversas com a Morte" - ensaio 1
Gonçalo Afonso Dias, 03-2012
Aguarela sobre papel (20x15cm)

Saturday, March 17, 2012

Exaltação



"Exaltação"
Gonçalo Afonso Dias. Acrílico sobre papel (20x15cm

Thursday, March 15, 2012

3 Auto-Retratos incompletos

Praticamente todos os desenhos ou pinturas que aqui tenho editado são apenas apontamentos que vou fazendo, sem qualquer critério, nos meus pequenos "Moleskines" - são apenas isso, sem pretensões  - desenhos incompletos. 
Um dia, mais tarde, espero ter tempo e talento para os fazer em grande formato, com maior consistência.
Se não, ficam assim. Registos apenas.


Aguarela sobre papel
 (20x15cm) 03-2012

Esferográfica sobre papel
(20x15cm) 03-2012


Acrílico sobre papel vegetal
(20x15cm) 03-2012

Friday, March 09, 2012

"Ás vezes sonho a cores"


"Ás vezes sonho a cores"
Gonçalo Afonso Dias, 03-2012

Wednesday, March 07, 2012

Páginas dos meus cadernos


"Sem-Abrigo"
Aguarela sobre papel (10x7cm). Gonçalo Afonso Dias, 2011

Tuesday, March 06, 2012

O silêncio é a virtude dos loucos. (Francis Bacon)



 (....)
Acrílico sobre papel (20x15cm). Gonçalo Afonso Dias, 03-2012


Sobre Francis Bacon (artista):







Vida e obra

Este artista irlandês de nascimento, tratou com uma extraordinária complacência alguns temas que continuam a chocar a nossa vida em grupo. As fantasias masoquistas, a pedofilia, o desmembramento de corpos, a violência masculina ligada à tensão homoerótica, as práticas de dissecação forense, a atracção pela representação do corpo (um especial fascínio pelos fluidos naturais: sangue, bílis, urina, esperma, etc.) e, no geral, com tudo o que está directamente ligado à transgressão seja relacionada com o sexo, a religião (são paradigmáticos os seus retratos do Papa Inocêncio X que efectuou a partir da obra de Diego Velázquez) ou qualquer tabu, foram as peças com as quais Bacon construiu a sua visão "modernista" do mundo.

Nasceu em 28 de Outubro de 1909, em Dublin e sofria de asma. Esta debilidade irritava seu pai, um homem rude e violento, que o costumava chicotear para o "fazer homem". Devido a isto Bacon criou um comportamento de oposição a seu pai. Uma infância difícil, que sempre o influenciou na sua arte e lhe inspirou um certo desdém por essa Irlanda de sua infância, tal como Oscar Wilde e James Joyce.



A sua primeira exposição individual na Lefevre Gallery, em 1945, provocou um choque e não foi bem recebida. Toda a gente estava farta de guerra e de horrores, só se falava da "construção da paz" e as imagens de entranhas dos quadros de Bacon, com os seus tons sanguíneos, provocaram mais repulsa do que admiração.

Como homem do seu tempo, Bacon transmitiu a ideia de que o ser humano, ao conquistar e fazer uso da sua própria liberdade, também liberta a besta que existe dentro de si. Pouca diferença faz dos animais irracionais, tanto na vida - ao levar a cabo as funções essenciais da existência como o sexo ou a defecação - como na solidão da morte; representando o homem como um pedaço de carne.

A sua obra esteve em exposição, em Serralves, na cidade do Porto, Portugal, em 2003.

Monday, March 05, 2012

Entre o Céu e o Inferno...



Acrílico sobre papel (20x15). Gonçalo Afonso Dias, 03-2004


"Não acredito em vida após a morte, por isso não preciso passar toda minha vida temendo o inferno, ou temendo o céu mais ainda. Quaisquer que sejam as torturas do inferno, penso que a chatice do céu seria ainda pior." 

Wednesday, February 22, 2012

O GRITO



É por estas e por outras que gostava de ser "podre de rico"...

Não jogo no Euromilhões, acredito pouco na sorte.

Julgo que todos nós, em algum momento, sonhámos em ser "ricos":

Por razões diversas, claro está.

Uns imaginam-se numa casa de luxo, com piscina, jardins e serviçais;

Outros há que se vêm a tripular um Bugatti, um Porche ou até um Rolls Royce.

"O dinheiro não traz felicidade», é uma frase feita...mas que ajuda, ajuda...

Os meus "ataques" de homem rico nada têm a ver com casas ou carros, muito menos com o "poder" que provem normalmente dessa condição - gosto muito da casa onde moro e da Vila onde ela está - Santo Amaro de Oeiras;

Gosto muito da minha "velhinha" carrinha Volvo (ah! os momentos que com ela já vivi!...) Não a trocava por nada.

Porém, tenho uma imensa paixão pela arte, em todas as suas formas de expressão.

Se pudesse, por ex., atacava este leilão e licitava até ao esgotamento. Não guardava a tela num cofre - queria-a bem perto de mim para lhe tocar, ver e rever, adormecer a olhar para ela.

Depois viajava! Isso sim, é dinheiro bem gasto. Voava para os locais mais recônditos do Mundo, para os países e cidades que sempre me fascinaram (Moscovo, Havana, Chandigarh, Brasília, África, a África toda, a Europa e a Ásia inteiras - sempre para ver, conhecer e fotografar. Sobretudo isso! - fotografar.

Por fim, talvez comprasse o Palácio de S.Bento, a Assembleia da República ou mesmo o apartamento onde vive o "Pedrito", em Massamá. (GAD)




(A versão de 1895 de 'O grito' (AFP)


A única das quatro versões da obra-prima de Edvard Munch “O grito” que ainda está nas mãos de privados vai ser leiloada a 2 de Maio, em Nova Iorque. Estima-se que a venda possa alcançar os 80 milhões de dólares ( cerca de 60,4 milhões de euros).

“O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, é uma das mais importantes obras da modernidade. No quadro pintado a pastel, uma pessoa com um ar desesperado está com as mãos agarradas à cara, enquanto atravessa uma ponte com duas figuras ao fundo, e um horizonte com cores garridas.

Munch, que nasceu em 1863 na Noruega, pintou ao longo de décadas quatro versões de “O grito”. Três delas estão em museus na Noruega, enquanto a quarta estava nas mãos de Petter Olsen, um empresário norueguês cujo pai foi amigo e patrono de Munch, e adquiriu inúmeros quadros ao artista. A obra vai ser vendida em Nova Iorque pela casa de leilões Sotheby’s.

“‘O grito’ de Munch é uma imagem definidora da modernidade, e é um imenso privilégio para a Sotheby’s ser encarregada de vender um dos trabalhos de arte mais importantes que está na mão de privados”, disse Simon Shaw, responsável pelo departamento de impressionismo e arte moderna da Sotheby’s.

Para Shaw, o quadro “é instantaneamente reconhecível, é uma das poucas imagens que transcende a história da arte e alcança a consciência global. Sem dúvida, que hoje ‘O grito’ encarna mais poder do que quando foi concebido.”

“Numa altura em que há um grande interesse crítico pelo artista, e com os 150 anos do seu nascimento em 2013, esta Primavera é uma altura particularmente atraente para ‘O grito’ aparecer no mercado. Para os coleccionadores e para as instituições, a oportunidade de adquirir uma obra-prima com uma influência tão singular não tem precedentes nos últimos tempos”, disse, citado pelo The Guardian.

Nesta versão que vai à venda, de 1895, as cores são mais fortes do que nas outras três versões, adianta Shaw. E é a única em que a moldura foi pintada pelo artista com o poema que descreve uma caminhada ao pôr-do-sol que inspirou a pintura. Outra particularidade única desta versão é que uma das figuras que está em segundo plano olha para baixo, para a cidade.

“‘O grito’ é único”, disse Shaw, numa conversa com New York Times. “Todos conhecem-no, mas paradoxalmente poucas pessoas realmente viram o quadro. Quando se está à frente dele, é bastante assustador. Tem o poder de chocar.”

O responsável acredita que esta versão só foi vista anteriormente nos Estados Unidos, em Washington, no início da década de 1980. Antes de ser leiloado, o quadro vai estar em exposição em Londres.

Segundo o actual dono do quadro, o que for arrecadado da venda irá para a construção de um novo museu, centro de arte e hotel na quinta Petter Olsen, que fica em Hvitsten, na Noruega. O museu “vai abrir no próximo ano fazendo ligação com o 150º aniversário de Munch, e vai ser dedicado ao trabalho e ao tempo em que o artista esteve ali.”

Olsen convive com o quadro desde sempre. “Vivi toda a minha vida com este trabalho, e o seu poder e energia só tem aumentado ao longo do tempo. Sinto que é o momento para oferecer ao resto do mundo uma hipótese de ter e apreciar este incrível trabalho, que é a única versão de ‘O grito’ que não está numa colecção de um museu da Noruega”, disse. “Como ambientalista, estou preocupado com a relação do homem com a natureza e sinto que ‘O grito’ faz uma importante afirmação sobre este assunto.”

De acordo com vendas recentes de obras de arte, Simon Shaw estima que o quadro possa chegar aos 80 milhões de euros. A obra que detém o recorde de vendas é o quadro de Picasso ‘Nude, Green Leaves and Bust’, que em Maio de 2010 foi leiloado por 106 milhões de dólares, cerca de 80 milhões de euros.






Monday, February 20, 2012

Inquietações. Apenas e só.



"Inquietações" (Ensaio) Acrílico sobre papel. (30x20cm)
Gonçalo Afonso Dias. 02-2012


(Detalhe)

Sunday, January 29, 2012

«Por mais que o Sol doire a face Dos dias»





Pintura: Gonçalo Afonso Dias (30x20cm)
Aguarela sobre papel (ensaio)



Se penso mais que um momento

Se penso mais que um momento
Na vida que eis a passar,
Sou para o meu pensamento
Um cadáver a esperar.

Dentro em breve (poucos anos
É quanto vive quem vive),
Eu, anseios e enganos,
Eu, quanto tive ou não tive,

Deixarei de ser visível
Na terra onde dá o Sol,
E, ou desfeito e insensível,
Ou ébrio de outro arrebol,

Terei perdido, suponho,
O contacto quente e humano
Com a terra, com o sonho,
Com mês a mês e ano a ano.

Por mais que o Sol doire a face
Dos dias, o espaço mudo
Lambra-nos que isso é disfarce
E que é a noite que é tudo.

(Fernando Pessoa)


Sem Título



Desenho: Gonçalo Afonso Dias
Técnica mista sobre papel (20x15cm) 01/2012

Tuesday, January 24, 2012

Travessia do Deserto


«TRAVESSIA DO DESERTO»

Atravesso o deserto da eternidade com a mochila cheia de sonhos e ilusões…num ímpeto atrevido…quase tolo…de quem não tem nada a perder mas muito a ganhar…uma energia que vive no meu eu profundo…que se alimenta a si própria…que me leva longe…ou talvez não…essa incerteza é o mais difícil de suportar…a força vital que me pode salvar também pode terminar…pouco a pouco…sem possibilidade de retorno…evaporando-se gota a gota…à medida que avanço na realidade possível…como construtora de tudo o que fiz ou fui…o reflexo da minha própria história…sou o que penso…o que recordo do passado…de antes de ser…e de agora…as ilusões e os sonhos que murcharam pelo caminho…os projectos que me fizeram abrir os olhos a cada manhã…sou…estou…sigo…vivo num céu que ao entardecer é rosa…sem decisão própria… 


(A PAPOILA)




Desenho: Gonçalo Afonso Dias. 01/2012
Aguarela sobre papel 30x20 cm






«A PAPOILA»