A Selecção da Bósnia e os alegadamente cerca de 20mil adeptos que estavam no estádio começaram logo a perder a eliminatoria quando se fez ouvir o Hino Português.
Não há, de facto, explicação para a violenta falta de civismo, de cidadania e de respeito por uma Nação como foi a permanente e ensurdecedora assobiadela colectiva que durou o tempo em que tocou a "portuguesa".
Se até aí, a excitação e o empolgamento dos bósnios se poderiam considerar naturais, atendendo à juventude do país e ao facto de estarem na iminência de se qualificarem pela primeira vez para um Campeonato do Mundo de Futebol, nessa altura, mostraram claramente que nem as regras básicas da democracia estão, por aqueles lados, bem entendidas.
Depois, durante o jogo perderam o resto.
Perderam a classe que, em alguns largos momentos, mostraram em Portugal, perderam objectividade nos ataques, perderam inclusive um jogador, expulso por indisciplina.
Portugal voltou a não jogar bem. Voltou a estar intranquilo, a falhar muitos passes, a não conseguir jogar compacto mas, consegui jogar unido, solidário e com um único objectivo: ganhar a eliminatoria - no campo.
Por isso a Selecção portuguesa, no seu todo, mereceu e está de parabéns.
Carlos Queiroz, terá agora, na minha opinião, de fazer aquilo que não fez antes e que "nos" deixou "à beira da desqualificação". Consolidar a equipa, corrigir os seus pontos fracos, trabalhar, trabalhar, trabalhar. Só assim será possível entrarmos na fase final do mundial sem a calculadora na mão.
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Sunday, November 22, 2009
A semana que passou - "Verdade Desportiva..."
Não foi a primeira nem será a última que um jogador de futebol usou as mãos para fazer um golo...
Assim se celebrizou Maradona com a famosa "Mão de Deus", já lá vão muitos anos.
Contudo, os tempos são outros, os meios da arbitragem e os poderes da FIFA também.
Um vício permanece:Para o "poder do futebol" é inconcebível um Campeonato do Mundo sem a presença da França. Já o demonstrou noutras ocasiões.
Se acontecesse o mesmo com a selecção portuguesa (quem não se lembra do penalti assinalado por "mão" de Abel Xavier)eu nem tão pouco festejava. Tinha vergonha.
E, julgo que será esse o sentimento que irá manchar a participação da selecção francesa no próximo mundial. Em qualquer estádio, em qualquer jogo, serão sempre vistos e vaiados como "aqueles que entraram à batota".
Tierry Henry, indiscutivelmente um grande jogador,dos melhores, tal como Maradona, ficará, por seu lado, na história pelo gesto que condenou a selecção Irlandesa e acabou com o sonho de uma nação inteira.
Assim se celebrizou Maradona com a famosa "Mão de Deus", já lá vão muitos anos.
Contudo, os tempos são outros, os meios da arbitragem e os poderes da FIFA também.
Um vício permanece:Para o "poder do futebol" é inconcebível um Campeonato do Mundo sem a presença da França. Já o demonstrou noutras ocasiões.
Se acontecesse o mesmo com a selecção portuguesa (quem não se lembra do penalti assinalado por "mão" de Abel Xavier)eu nem tão pouco festejava. Tinha vergonha.
E, julgo que será esse o sentimento que irá manchar a participação da selecção francesa no próximo mundial. Em qualquer estádio, em qualquer jogo, serão sempre vistos e vaiados como "aqueles que entraram à batota".
Tierry Henry, indiscutivelmente um grande jogador,dos melhores, tal como Maradona, ficará, por seu lado, na história pelo gesto que condenou a selecção Irlandesa e acabou com o sonho de uma nação inteira.
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Wednesday, November 18, 2009
Quem vai à guerra...

VAMOS PARA CIMA DELES - "A BOLA";
PRONTOS PRÁ GUERRA - " O JOGO"
BATALHA FINAL - "RECORD"
Muita tinta correu acerca da recepção agressiva e insultuosa que alguns cidadãos Bósnios "ofereceram" à comitiva portuguesa na sua chegada aquele país.
Não foi bonito, não se faz, é anti-desportivo.
falou-se muito também do ambiente de exaltação nacional que se vive na Bósnia á volta deste decisivo Bósnia x Portugal, jogo que decidirá qual das equipas irá disputar o Mundial de 2010 na África do Sul.
A excitação dos Bósnios é, para mim, perfeitamente natural e compreensível ; Têm agora uma oportunidade de ouro de entrar num campeonato do Mundo, só tendo pela frente um jogo, em casa, com uma selecção que eles já não temem.
Respeitam, com certeza. Mas não temem. E vão jogar para ganhar.
Quem leia as "Gordas" dos nossos principais jornais desportivos é que poderá ficar com algumas reservas sobre quem teme quem... é que tanta fanfarronice faz lembrar o clássico "rufia do bairro" a gritar junto dos amigos " AGARREM-ME QUE EU MATO ESSE GAJO !".
Qualquer povo civilizado entende o futebol como um jogo. E os jornais, desportivos ou não como coisas sérias feitas por gente responsável.
Seria, por isso, mais decente se, até pela situação melindrosa em que se encontra a selecção portuguesa, as mensagens fossem de apoio, de ânimo, de confiança, de solidariedade.
O que virá escrito amanhã, nesses mesmos jornais, se Portugal tiver a infelicidade de perder?
"SANGRÁMOS ATÉ AO FIM"?
"SUICÍDIO COLECTIVO"?
"O ÁRBITRO, ESSA ARMA SECRETA...?
"MORREMOS NA PRAIA..."?
"ENTERRO EM BILINO POLJE"?
Se vencermos, como eu desejo, teremos mais fanfarronice, mais gabarolice, mais do mesmo...
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Monday, November 16, 2009
O ECLIPSE DO "SOL"OU, PIOR JORNALISMO QUE ESTE NÃO HÁ...
O ECLIPSE DO "SOL", OU, PIOR JORNALISMO QUE ESTE NÃO HÁ...
Irresponsabilidade, insensibilidade, oportunismo, desinformação, crime até.
A forma como o "Sol" vende a notícia sobre a morte de um bébé, de uma mãe recentemente vacinada contra a Gripe A, insistindo em relacionar, (contra a informação clinica atempadamente prestada pelos responsáveis da unidade hospitalar), essa morte com a vacina a que a mãe se submeteu, não só é um caso de pura especulação como também pode vir a ser uma responsabilidade criminal.
O alarmismo e a desconfiança que o "Sol" assim lança, ignorantemente, sobre muitas jovens grávidas, eventualmente indecisas sobre esta questão, pode vir facilmente, com o previsível crescimento da pandemia neste inverno, a traduzir-se em números estatísticos macabros.
Eu pergunto aquilo que pergunto sempre; A impunidade está institucionalizada... e a morte? também?. Nesse caso será legítimo que, por exemplo, um pai que perde um filho ou uma filha porque não tomou a decisão mais sensata, influenciado por notícias como a do "SOL", perder as estribeiras, dirigir-se à redacção desse jornal e matar, a sangue frio, os responsáveis pela notícia que lhe acabou com a vida?!
Irresponsabilidade, insensibilidade, oportunismo, desinformação, crime até.
A forma como o "Sol" vende a notícia sobre a morte de um bébé, de uma mãe recentemente vacinada contra a Gripe A, insistindo em relacionar, (contra a informação clinica atempadamente prestada pelos responsáveis da unidade hospitalar), essa morte com a vacina a que a mãe se submeteu, não só é um caso de pura especulação como também pode vir a ser uma responsabilidade criminal.
O alarmismo e a desconfiança que o "Sol" assim lança, ignorantemente, sobre muitas jovens grávidas, eventualmente indecisas sobre esta questão, pode vir facilmente, com o previsível crescimento da pandemia neste inverno, a traduzir-se em números estatísticos macabros.
Eu pergunto aquilo que pergunto sempre; A impunidade está institucionalizada... e a morte? também?. Nesse caso será legítimo que, por exemplo, um pai que perde um filho ou uma filha porque não tomou a decisão mais sensata, influenciado por notícias como a do "SOL", perder as estribeiras, dirigir-se à redacção desse jornal e matar, a sangue frio, os responsáveis pela notícia que lhe acabou com a vida?!
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Sunday, November 15, 2009
Portugal 1 - 0 Bósnia Quarta-feira há mais...
Quarta-feira há mais.
Se for "mais do mesmo" a selecção de Portugal, a "nossa selecção" para além de apanhar um resfriado volta descorçoada e a queixar-se provavelmente da infidelidade da trave e dos postes da baliza da selecção da Bósnia...
Porque o que se passou no estádio da Luz só agradou (só pode ter agradado) ao iogurte fora de prazo, o seleccionador Carlos Queiroz (C.Q).
A avaliar pelas declarações de C.Q. na entrevista que se seguiu ao jogo, vimos (eu e ele) jogos diferentes...
Eu vi , mais uma vez, uma equipa deslaçada, a falhar sistematicamente passes e recepções de bola, a não conseguir "jogar com a bola no pé", a ser ridiculamente desarmada sempre que se aproximava da grande área da Bósnia.
Vi o Paulo Ferreira a entrar como titular e depois nunca mais o vi...
Vi uma insistência patética em servir o Nani que, depois da declaração infantil que fez ao jornal "i", parecia que (para se redimir) queria "levar a bola para casa".
Vi o Nuno Gomes atrapalhado, desajeitado e sem qualquer eficiência no ataque da equipa.
Vi o Simão e o Deco a tentarem desesperadamente, mas sem sucesso, contrariar a pandemia de sonambulismo que se instalou logo após o golo do Bruno Alves.
Vi o Ricardo carvalho a fazer um bom jogo.
Vi o "Professor" fazer entrar o Fábio Coentrão a 8 minutos do fim do "castigo" como se em apenas 8 minutos se conseguisse pôr a andar um camião empanado, carregado de zombies vestidos de vermelho.
Vi, sobretudo, uma selecção Bósnia, que se preparou para o desafio, banalizou em largos momentos os "craques" portugueses e só não marcou (merecia-o) porque teve um imenso azar.
Quarta-feira há mais. Depois, é que "já não digo nada"...
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Tuesday, November 10, 2009
Monday, November 09, 2009
"Os olhos queimados por dentro" no Reino da Impunidade
Praticamente quatro meses depois da intervenção oftalmológica (17 Julho) que cegou seis pessoas no Hospital de Santa Maria, as vítimas foram “informadas” pelos médicos de que a cegueira é definitiva e sem qualquer hipótese de recuperação.
Não, não estamos na Etiópia, com todo o respeito por esse país.
Nem tão pouco num qualquer país sub-desenvolvido, pobre e sem meios ou recursos técnicos e ciêntificos.
Estamos sim numa “República das Bananas”, num Reino da Impunidade, da mentira e do descaramento.
Vivemos, de facto, num país onde episódios como este são possíveis e têm junto dos media menor importância do que uma qualquer eventual lesão no calcanhar de um Cristiano Ronaldo.
As vítimas sentem “os olhos queimados por dentro”… eu sinto, há muito tempo, os olhos e a alma queimada por dentro e por fora.
Sinto asco, nojo, repugnância quando leio que estão a decorrer “negociações entre as partes”… Em que posição estão aqueles condenados à escuridão para negociar? Eles estão e estarão para sempre apenas em condições para exigir. Tudo.
Eu e qualquer cidadão, estou, (estamos), hoje e sempre, em condições para exigir que os responsáveis por este crime absurdo, paguem pelas suas incompetência e negligência criminosas.
Mas, tal como as seis vítimas definitivamente cegas, também eu não acredito que chegue a ver a justiça a ser implacávelmente aplicada.
Fotografia: Gad. Madeira, 20062009-11-10, 24:50h
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Thursday, November 05, 2009
Tuesday, November 03, 2009
Friday, October 09, 2009
As vacas, os Números e Nós
As vacas não têm nome, são apenas números;
Nós temos nomes mas também, como as vacas, somos tratados como números. Números, mais ou menos relevantes, consoante a conta para o que eles contam...As vacas não fazem a mínima ideia do seu número nem tão pouco do número do dia em que se serão convertidas em bifes, para nós, os outros números, comermos. As vacas não nos comem e também não sabem que nós sabemos que o número do "nosso dia" chegará fatalmente. E que a partir daí, se o número que somos de pouco vale, apenas passará a contar para as mais mórbidas estatísticas.
Os que fazem de nós números também são (inúmeros) números, importantes, é certo, mas com o mesmo destino, apesar de raras vezes se lembrarem disso.
"Certeza". Fotografia: Gad, 2008
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Wednesday, October 07, 2009
Oeiras - Autárquicas - Isaltino?
O "mete nojo" da politica leva-me a ponderar uma confortável abstenção para as eleições autárquicas que se seguem...
Acontece que vivo (vivo mesmo, não durmo) em Oeiras, mais especificamente no centro histórico de Santo Amaro.
E, como não durmo, (vivo) tenho muitas razões para não votar em Isaltino de Morais.
Em síntese, para não me "esticar demasiado" as minhas razões têm a ver com princípios estruturantes e dinamizadores (ou não) dos centros históricos e das vilas ou cidades
Em Oeiras o centro histórico é um deserto e o comércio local é literalmente desprezado
Por outro lado, não alinho em "execuções sumárias", venham elas da esquerda, do centro ou da direita.
Tanto me faz que agora Isaltino seja acusado de actos ilicitos como "amanhã" seja outro qualquer o "nomeado" para os óscares do mal...
As únicas e consolidadas razões que eu tenho para eventualmente votar em Isaltino são as alternativas que se apresentam, quer da parte do PS (por amor de Deus), quer da parte do PSD (por amor da Santa).
É que o Isaltino, com o seu charuto em riste, fez obra que é reconhecida pelas gentes do burgo. e a "malta" gosta dele... e mais nada!
Acontece que vivo (vivo mesmo, não durmo) em Oeiras, mais especificamente no centro histórico de Santo Amaro.
E, como não durmo, (vivo) tenho muitas razões para não votar em Isaltino de Morais.
Em síntese, para não me "esticar demasiado" as minhas razões têm a ver com princípios estruturantes e dinamizadores (ou não) dos centros históricos e das vilas ou cidades
Em Oeiras o centro histórico é um deserto e o comércio local é literalmente desprezado
Por outro lado, não alinho em "execuções sumárias", venham elas da esquerda, do centro ou da direita.
Tanto me faz que agora Isaltino seja acusado de actos ilicitos como "amanhã" seja outro qualquer o "nomeado" para os óscares do mal...
As únicas e consolidadas razões que eu tenho para eventualmente votar em Isaltino são as alternativas que se apresentam, quer da parte do PS (por amor de Deus), quer da parte do PSD (por amor da Santa).
É que o Isaltino, com o seu charuto em riste, fez obra que é reconhecida pelas gentes do burgo. e a "malta" gosta dele... e mais nada!
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Sunday, October 04, 2009
Os Candidatos a autarcas, as cadeiras de rodas eléctricas e o desprezo que tenho por eles.
Conheço este senhor.
De vista, de me cruzar com ele inúmeras vezes na rua e de trocarmos cumprimentos e, sobretudo de o admirar.
Somos praticamente vizinhos, desde que me mudei, há um ano, para Santo Amaro de Oeiras.
Vejo-o de dia, na sua rotina, vejo-o, por vezes, à noite quando nos cruzamos na rua do café onde paro sempre que vou passear o meu cão. Ele não toma café mas compra cigarros.
Resumindo: tem uma qualidade de vida que nunca teria sem a sua cadeira de rodas motorizada.
Penso nisso muitas vezes... Na quantidade de pessoas que, por diversos motivos, estão condenadas ao isolamento, à solidão, a uma vida vazia de tudo apenas porque não podem sair de casa.
Quando vejo os políticos em campanha eleitoral, sobretudo para as autárquicas, como agora, altura em que "acordam" e se lembram das mais demagógicas e disparatadas ideias para "caçar votos", (ex: António Costa, o Porsche, o taxista e a bicicleta, ou as ciclopistas na "cidade das sete colinas") já não fico perplexo, apenas sinto um crescente e continuado desprezo por essa gente engravatada, de vistas curtas e rasgadas ambições.
E se um candidato à presidência de uma Câmara Municipal se comprometesse com os idosos e /ou deficientes motores dessa autarquia entregando, a fundo perdido, cadeiras de rodas eléctricas aos cidadãos em "prisão domiciliária", pagando-as com parte dos fundos da campanha?!
Desses não há... Preferem amealhar as "sobras" para depois as porem num qualquer "mealheiro" longe das vistas e dos corações.
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Friday, October 02, 2009
E Agora?!
Fiz esta fotografia há exactamente 5 anos. Decorria a campanha para as eleições legislativas de 2004 e eu estava em Braga.
Nessa altura o "Bloco" era "pequenino", Louçã marcava a diferença pela postura séria, pela retórica inteligente, por colocar o partido que liderava como uma opção válida para a esquerda democrática menos acomodada aos "vícios" do Partido Socialista ou à ortodoxia opaca dos comunistas.
Entre os meus registos fotográficos desse dia estão alguns que ilustram bem o modo simples, quase simbólico, como a campanha do Bloco de Esquerda (B.E.) decorria na grande praça da cidade. Uma mesa posta na rua e meia dúzia de jovens com ar sofrido, mas militante, esforçavam-se por distribuir panfletos e "frases feitas" aos pacatos cidadãos que por ali passavam nessa tarde soalheira.
Entretanto o (B.E.) foi crescendo e, como uma criança que não recebeu o carinho dos pais, tornou-se agressivo, intolerante, (irrascível) e violento.
Louça perdeu a compostura e, muitas vezes, sobretudo neste último ano, fez da Assembleia da República uma espécie de palco onde, no lugar da retórica perspicaz e oportuna expeliu ódios, insinuações e insultos distintos...
Transfigurado em "Pit Bull" de Blazer, garras cravadas na nobre madeira do varandim da sua bancada, dirigiu invariavelmente a sua raiva contra o mesmo homem - Sócrates - enquanto ali e por fora não escondia patéticas piscadelas de olho a Manuel Alegre.
Na campanha eleitoral que precedeu as legislativas deste ano, nomeadamente nos debates que decorreram, entre candidatos, na televisão, Louça não teve arte nem engenho para disfarçar o indisfarçável ; as suas profundas raízes bem fundadas na extrema-esquerda.
Pior, ficou claro para quem quis ver com alguma equidistância, a utopia, quase anarquista, daquilo a que o (B.E.) tem a audácia de qualificar como "Programa de Governo".
Mas o Bloco saiu reforçado das eleições. Não por ter convencido os portugueses que nele decidiram votar mas por ter acolhido grande parte da "desilusão" dos socialistas.
E agora?!
Sócrates tem um governo minoritário e está objectivamente fragilizado.
Por certo, a menos que o "pânico" lhe apague o Sentido de Estado, o (B.E.) não fará parte das suas contas de somar...
Restam-lhe duas opções: governar em minoria e ver as suas principais reformas (e alguns dos seus compromissos já assumidos internacionalmente) chumbadas, ou (tendo como certo que o Bloco Central está fora de causa) virar à direita e alinhar com Portas.
Qualquer dos cenários é preocupante...
A ver vamos.
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Wednesday, September 30, 2009
Os Gatos Fedorentos, os media, e os politicos que vão "ao castigo"
Quando vejo o programa de humor dos "Gatos Fedorentos" - Gato Fedorento - Esmiúça o Sufrágio -, e tenho visto quase todos, vem-me à memória uma frase que a minha mãe me dizia quando, em puto, tentava "impor umas gracinhas"... _ Gonçalo! A graça é natural, não é forçada.
Esta simples frase, carregada de sabedoria, desarmava-me com uma eficiência notável, de tal forma que, ainda hoje não me atrevo a contar uma anedota...
Outra dúvida que mantenho desde o princípio dessa série de programas é a quem "serve", ou melhor, para além dos "Gatos" e da "SIC", quem tem a ganhar com aquela medíocre (vejam-se os programas de humor político feitos "lá fora", 'Daily Show, por exº)
meia hora.
O programa de ontem (29 de Setembro) é um bom exemplo para aquilo que aqui pretendo interrogar; o convidado foi o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa e, a dada altura, na sequência de perguntas e risotas sem grande interesse, é, nesse contexto, repito - nesse contexto - levado a consentir que o facto de ter como adversário principal Santana Lopes constituía, per si, uma vantagem...
O noticiário que se seguiu descontextualizou vergonhosamente a frase e a postura de António Costa (que obviamente não nasceu para humorista...) e lançou a "bomba", distorcendo os factos e, o que já começa a ser pratica comum, prestando um péssimo exemplo de jornalismo. Hoje, está, por isso, o circo montado, para que Santana Lopes, muito mais à vontade em frente às câmeras de TV, largue entre piadas mais ou menos estudadas, algumas "borlas" para o noticiário da noite...
A ideia com que fico, por outro lado, é que, se os políticos vão "ao castigo" não é exactamente porque querem... Eles conhecem o poder dos media e a popularidade dos "Gatos" e o simples facto de recusarem fazer aquelas figuras tristes (algumas patéticas mesmo) teria, em período de eleições, um custo politico que não podem pagar.
Estamos perante uma chantagem cobarde entre o poder dos Media e o Poder Politico. Cobarde porque os media usam uma arma desleal - o tempo - Aos políticos não resta outra saída senão a porta do estúdio do programa dos Fedorentos, e já manifestamente repetitivos, gatinhos.
Friday, September 18, 2009
Especial Eleições #01 - Alternância democrática
Foto: Gad. Casa de banho da minha casa, 2009
Neste país onde o "Gato Fedorento" é com certeza mais determinante do que qualquer debate dito "sério" para o esclarecimento, ou o (des)...mento dos eleitores enchi-me de patriotismo e decidi dar o meu modesto, mas simbólico, contributo à "Causa".Nesse sentido, e sem querer usar as palavras "novas" que entretanto aprendi ; "asfixia democrática" e, e, e, e, ??? Arruada?!... É. Arruada., venho, modestamente ilustrar o meu sentido patriótico traduzido nuns míseros pixeis mal-enjorcados.Voltando atrás... arruada?!... bem, fica para depois
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Tuesday, September 15, 2009
Meu caro blogue,
Estou em divida para contigo, eu sei...
E já não é a primeira vez...
Tu és apenas um blogue...
Fui eu que te fiz e, no entanto, exiges atenção como fosses uma espécie de filho adoptivo.
Disse, disse que explicava porque é que o resultado do desafio de futebol entre a selecção que fizeram de jogadores com nacionalidade portuguesa e a selecção entre jogadores com a naturalidade húngara não me tinha feito dar saltos de alegria...
Agora estou "lixado"... depois da "Múmia", digo; Manuela Ferreira Leite, nos ter envergonhado a todos junto aos "nuestros hermanos" os meus argumentos podem ser mal entendidos.
Mal ou bem cá vai: em primeiro lugar entendo que a selecção nacional não só deve ser representada por jogadores nacionais (portugueses, portanto) como, e isto é muito importante para mim, deve representar o futebol que se joga em cada país.
Não acredito que o Liedson se sinta português. Nem o pepe, nem tão pouco o Deco.
Sentir, sentir, mesmo.
Achei repugnantemente oportunista o "timming" da nacionalização do "levezinho" e da sua posterior estreia na selecção.
Acho que foi triste ver o nosso (nosso?) seleccionador, Carlos Queiroz, a fingir durante a primeira parte do jogo, que o Liedson não fazia falta... até sentir os tomates apertados. desculpe-me a expressão.
Depois, foi claro para todos, até para o acéfalo do Rui Santos, que o Queiroz , em desespero (money, money) jogou a cartada que não queria e ficou sem o tal esquema de jogo...
E foi tudo uma trêta.
Confesso, com tristeza, que preferia que Portugal tivesse perdido. Assim o Queiroz voltava para as Arábias, e podia ser que arranjassem alguém, com fibra, com inteligência e que, com tempo, construísse uma verdadeira selecção nacional de futebol.
Como as coisas ficaram, pelo amor de Deus! - Já todos vimos e revimos esse filme... em vez de futebol, contabilidade, em vez de garra, faducho do mais lamechas...
podíamos ter sido poupados a mais este "enterro" sem honra nem glória.
Pronto. Já cumpri com o prometido.
Agora devia escrever um pouco sobre o assunto do momento - a campanha eleitoral e os respectivos debates televisivos...
Devia mas não o vou fazer.
pelo menos hoje que já se me acabaram os "guronsans". Fica para amanhã.
Estou em divida para contigo, eu sei...
E já não é a primeira vez...
Tu és apenas um blogue...
Fui eu que te fiz e, no entanto, exiges atenção como fosses uma espécie de filho adoptivo.
Disse, disse que explicava porque é que o resultado do desafio de futebol entre a selecção que fizeram de jogadores com nacionalidade portuguesa e a selecção entre jogadores com a naturalidade húngara não me tinha feito dar saltos de alegria...
Agora estou "lixado"... depois da "Múmia", digo; Manuela Ferreira Leite, nos ter envergonhado a todos junto aos "nuestros hermanos" os meus argumentos podem ser mal entendidos.
Mal ou bem cá vai: em primeiro lugar entendo que a selecção nacional não só deve ser representada por jogadores nacionais (portugueses, portanto) como, e isto é muito importante para mim, deve representar o futebol que se joga em cada país.
Não acredito que o Liedson se sinta português. Nem o pepe, nem tão pouco o Deco.
Sentir, sentir, mesmo.
Achei repugnantemente oportunista o "timming" da nacionalização do "levezinho" e da sua posterior estreia na selecção.
Acho que foi triste ver o nosso (nosso?) seleccionador, Carlos Queiroz, a fingir durante a primeira parte do jogo, que o Liedson não fazia falta... até sentir os tomates apertados. desculpe-me a expressão.
Depois, foi claro para todos, até para o acéfalo do Rui Santos, que o Queiroz , em desespero (money, money) jogou a cartada que não queria e ficou sem o tal esquema de jogo...
E foi tudo uma trêta.
Confesso, com tristeza, que preferia que Portugal tivesse perdido. Assim o Queiroz voltava para as Arábias, e podia ser que arranjassem alguém, com fibra, com inteligência e que, com tempo, construísse uma verdadeira selecção nacional de futebol.
Como as coisas ficaram, pelo amor de Deus! - Já todos vimos e revimos esse filme... em vez de futebol, contabilidade, em vez de garra, faducho do mais lamechas...
podíamos ter sido poupados a mais este "enterro" sem honra nem glória.
Pronto. Já cumpri com o prometido.
Agora devia escrever um pouco sobre o assunto do momento - a campanha eleitoral e os respectivos debates televisivos...
Devia mas não o vou fazer.
pelo menos hoje que já se me acabaram os "guronsans". Fica para amanhã.
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Monday, August 17, 2009
Calem esta "vaquinha" ou a falta que não faz o sr. Rui Santos ao Futebol.
Já em 2007, aquando da polémica em torno do gesto violento e condenável de Scolari (uma espécie de murro) no final de um jogo com a Sérvia escrevi editei este POST com a minha opinião sobre o assunto mas também sobre o comentarista desportivo (na altura em início de carreira) o Sr. "Dr. da Bola", comentador Rui Santos.
Com o recomeço do campeonato nacional de Futebol - época 2009/10 - regressaram os programas parasitas do "pontapé no esférico" e, claro está o sr. Rui Santos no programa da SIC " Em Tempo Extra ".
Acontece que o homem este ano veio "de peito inchado"... ás sentenças recheadas de palavras rebuscadas e inusitadas com que brindava os telespectadores
sobre qualquer banalidade de qualquer jogo, agora traz também, no seu reportório de barbaridades, termos "popularuchos"; (...) O Sporting teve uma grande vaca ! (...), por exº...
Depois é uma sequência infinita de "bocas" e de afirmações de auto-convencimento que só podem ter origem num qualquer problema de infância.; (...) talvez seja por eu ter este problema de dizer as coisas antes do tempo...(...) etc, etc.
Aguentei a tortura até ao fim como aquelas pessoas que se picam para ter a certeza que estão vivas...
Com uma certeza eu fiquei. Se no ano passado o Sr. Rui Santos "conquistou" o coração dos adeptos do F.C. Porto, este ano vai no caminho certo para ter dois ou três amores...
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A Verdade é Esta

Portugal atingiu o meio-milhão de desempregados. Um facto anunciado um dia depois de Sócrates, agarrado à fantasia das décimas ter bradado o "principio do fim da crise"neste país onde andamos todos a olhar para o "nada". Essa é a verdade.
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