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Saturday, November 26, 2011

Vídeo mostra PSP à paisana a agredir manifestante (TVI 24)

AQUI (Depois de passar a publicidade...)
.http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/psp-agressao-manifestantes-paisana-greve-geral-tvi24/1302664-4071.html

Greve Geral - Foram muitos... e alguns os que ficaram muito desapontados...

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Novos, velhos, trabalhadores, desempregados, reformados, indignados.
Foram também muitos, sem dúvida, os que ficaram profundamente desapontados. Porque queriam ver Portugal a arder, como aconteceu e acontece na Grécia e em outros países em convulsão.
Os incidentes pontuais que ocorreram em frente à Assembleia da República não debilitaram, em nada, o notável civismo e o espírito democrático do protesto de ontem.
Por explicar ficam as motivações dos poucos agitadores que tentaram, sem êxito, incendiar os ânimos dando, desse modo, o mote para o início de uma convulsão social descontrolada e com efeitos imprevisíveis.

Portugal não está livre de assistir a esse fenómeno contagioso. A Greve Geral pretendia, e conseguiu, unir e sensibilizar muitos milhares de portugueses para as grandes questões sociais e económicas que o Orçamento de Estado para 2012 levanta. Por outro lado, como em todos os protestos dessa dimensão, mostrou a força de um povo indignado e revoltado procurando, através do sindicalismo, abrir caminho para a negociação das medidas selvagens que atingem duramente toda a classe trabalhadora. Negociação que o governo de Passos Coelho recusa metodicamente, ostentando uma pose totalitarista, arrogante, digna de uma ditadura.

Não é preciso estar muito atento para perceber indícios de uma movimentação contra a democracia, que se tem, desde há algum tempo notando um pouco por todo o lado.


Em declarações avulsas ou de pessoas com responsabilidades e com o dever de respeitar o rumo da História, como foi o caso da autêntica provocação feita por Otelo Saraiva de Carvalho quando recentemente incitou criminosamente as Forças Armadas para um Golpe de Estado.
Na internet, com a divulgação e ameaças de um auto-denominado "Grupo 30 de Novembro".

Recentemente (não há coincidências) denunciei aqui uma ameaça que me foi dirigida via "Braganza Mothers" por um individuo que se apresenta como "O militar que também alinha" em que referia, precisamente, o dia 30 de Novembro como a data em que "iriam pôr ordem nesta choldra"...



Mencionei também, nesse post, o facto de esse indivíduo utilizar (ilegitimamente?! - já não sei e explico porquê***) a página oficial do site do Corpo de Fuzileiros como fundo do seu site pessoal.
Já tenho dúvidas em relação à referida legitimidade dessa apropriação para fins ilícitos.


***Na dúvida, denunciei o facto no próprio site do Corpo de Fuzileiros, num espaço dirigido a "Reclamações e Sugestões". Dirigi o e-mail/denúncia/reclamação (o que lhe quiserem chamar) ao Comandante desse organismo do exército e, estranhamente, não recebi qualquer resposta ou esclarecimento.


Estranhamente também, o dito "militar" continua on-line, com o mesmo perfil, usando o referido site. Estranho. Muito estranho mesmo...
Ou talvez não.
As autoridades portuguesas parecem não dar a devida importância, nem ter a atenção que têm outros países, em relação à utilização da internet como veículo privilegiado para a divulgação e mobilização de actividades criminosas.

Otelo ficou impune. Mário Soares branqueou hoje as declarações  golpistas de Saraiva de Carvalho com um paternalismo confrangedor (...) diz uns disparates mas tem bom coração.(...). Pois...






Friday, July 08, 2011

Era uma vez um "Menino Bom" que levou um "Murro no Estômago"

(Ilustração: Net)


O Menino Bom
O menino bom sentava-se na primeira fila da sala para ver e ser visto pelo (a) St'ôr(a).
O menino bom dava-se apenas com os (poucos) meninos bons da sua classe.
O menino bom gostava de agradar aos pais, aos avós e, sobretudo, aos professores.
O menino bom gastava apenas o dinheiro necessário para a senha do almoço e para o lanche.
O menino bom fartava-se de "marrar" e tinha sempre, por isso, excelentes notas.
O menino bom passou no exame com um admirável aproveitamento. Não houve, nesse ano, mais nenhum(a) menino(a) se aproximasse, sequer, das altas notas do menino.
Nas férias, o menino bom, ao contrário dos seus colegas que foram para a praia e ao cinema, fez "a correr" todos os trabalhos de casa e estudou a matéria que ainda estava por dar.
Quando o ano começou o menino bom levou um "MURRO NO ESTÔMAGO"... A matéria tinha mudado e os professores já não eram os mesmos. Tanto empenhamento para o "LIXO"! clamaram os pais do menino.
O menino bom ficou desapontado com a maldade que lhe haviam feito. No primeiro teste do novo ano o menino bom teve a pior nota da sua vida. Culpou os professores, a escola e até os pais por não o terem avisado dos riscos que corria em fazer "olhinhos bonitos" aos seus professores.
Os outros meninos, excepto aqueles meninos (também) bons, habituados a passar "À RASCA" rapidamente se afastaram dele e, não disfarçavam os sorrisos maliciosos sempre que o menino bom por eles passava, agora de olhos postos no chão.
Os meninos bons, amigos do menino bom, logo se afastaram do cantinho do recreio onde, antes, os bonzinhos se reuniam, com medo do contágio da desgraça que tinha caído sobre a cabecinha do seu amigo.
Moral da história: O menino bom, apesar dos seus inegáveis esforços, não conseguiu convencer ninguém e, pior, o seu comportamento foi visto pelo Director da Turma com muitas reservas...

Thursday, March 24, 2011

De PEC (ado) em PEC (ado).

Ontem, dia 23 de Março de 2011 o (PEC) ado nº "4" foi chumbado na Assembleia da República.
Esquerda e Direita associaram-se para que a tão anunciada Crise Política acontecesse.
Tenho assistido, como todos os portugueses, à autêntica demonstração de irresponsabilidade e de falta de respeito pelos valores fundamentais de um Estado de Direito que tem ocorrido nas últimas semanas.
O Primeiro-Ministro vitimiza-se ("tadinho") e o "outro", o que está na "pole position " para açambarcar o Poder, tenta passar, sobretudo pela comunicação social, uma imagem de "estadista" que não se compadece, nem com a sua falta de carisma, nem com a sua aptidão de político de (extrema) direita.
Não me apetecia escrever nada disto. Apenas o faço por "lealdade" ao meu blogue, onde venho registando, ao longo dos últimos anos, aquilo que me parece historicamente relevante.
E, não tenhamos dúvidas; Portugal vive presentemente um dos momentos mais críticos da sua História.
A culpa não é, por muito que se insista, da Crise Económica Internacional.
A verdadeira crise, no nosso país é de inteligência, de criatividade, de cultura...
Temos, à frente das grandes decisões políticas, gente inculta, obcecada pelo poder e exaltada por fugazes protagonismos.
Temos, agora e depois da esperada demissão de Sócrates, um futuro tão sinistro como sinistros são os seus actores.
Tínhamos um mau Governo, uma má Oposição e um mau Presidente da República.
Continuaremos a ter um mau Governo, uma má oposição e um obscuro Presidente da República
E, no meio disto tudo, atordoadas, confusas e incrédulas estão sobretudo aquelas pessoas por quem se devia ter o maior respeito - os idosos, os desempregados, os que estão, irremediavelmente, perdidos na vida.

Monday, October 11, 2010

Verdade ou o Oportunismo dos Media ?. Provavelmente as duas coisas...



Desde o passado dia 5 de Agosto, data em que os 33 mineiros ficaram soterrados na Mina de San José, Chile) que à superfície se montou um autêntico "circo mediático" .
A comunicação estabelecida com os mineiros trouxe ao Mundo sucessivas imagens e palavras de esperança, confiança, e sobretudo de uma incrível coragem.

Desde o início que tento imaginar o estado emocional daqueles homens a viver uma experiência tremenda, num espaço reduzido, no limite da resistência e da dignidade humana.
Vi e ouvi com desconfiança as noticias que se sucederam, porque sei, que um contexto como aquele, é propício à depressão e à instabilidade emocional que conduz a uma crescente irracionalidade e a uma decorrente degradação da capacidade individual de relativizar o medo.

Também me parecia evidente que no grupo se teria gerado espontaneamente um "Líder", condição natural, tanto entre os humanos como nos restantes animais - a "Lei do mais forte" acaba por se impor.
E, tanto quanto se sabe agora, esse líder tem nome - Luís Urzúa.

A progressão extraordinária dos trabalhos para o resgate (inicialmente previsto para o Natal) e os riscos que envolviam e envolvem essa iminente operação trazem agora notícias alarmistas, especulativas, numa manipulação descarada que, perante um final prematuro do "filão chileno", empolgam agora os riscos e os alegados desentendimentos entre os mineiros nomeadamente quanto à "ordem de saída" do "buraco".
Como se essa questão não tivesse sido anteriormente estudada, discutida com os interessados, debatida multidisciplinarmente (engenheiros, psicólogos, psiquiatras, etc.).
Parece-me, para acabar, que estamos perante uma encenação que nada tem a ver com os sentimentos e a realidade daqueles homens óbviamente fragilizados, mas antes com os interesses e o pragmatismo cruel e abutre da rentabilização da notícia.
Prevejo um "directo" que se prolongará até à saída do último homem, com muitas entrevistas, comentários e "pareceres" da outra "fauna" recorrente que são os comentadores de ocasião.

Tudo acabará bem, como nos filmes
.
Depois, à medida que "a notícia" for perdendo a intensidade e o "cheiro a morte" virá o esquecimento e os "Heróis de San José" passarão à História. Sózinhos.

(Fonte: Reuters - Infografia JN)


Saturday, October 09, 2010

Portugal 3 - 1 Dinamarca : Paulo Bento e os arautos da desgraça

Fotografia: net


Pouco ou nada tenho aqui escrito, nos últimos tempos, sobre futebol. Sobre o Benfica, de que sou adepto e ainda menos sobre a "estrumeira" que envolveu a participação da Selecção Nacional e o seu ex-seleccionador - Carlos Queiroz.
No que se refere ao Benfica o meu silêncio é de expectativa. Acredito no trabalho de Jesus mas reconheço que a equipa está ainda longe da forma que a levou a conquistar o Campeonato Nacional no ano passado.

Carlos Queiroz (C.Q.) mereceu, ao longo da sua "era" vários posts, pouco "simpáticos" neste blogue.

Aos meus olhos, C.Q. nunca seria capaz de levar a selecção a parte alguma.
Depois da saída de Queiroz e da trapalhada e do desespero que levou a Federação e Madaíl a um inenarrável e grotesco episódio de uma eventual contratação de Mourinho em "part-time", qual salvador da Pátria, recebi a noticia do vínculo a Paulo Bento (P.B.) provocou em mim sentimentos contraditórios. Por um lado, fiquei satisfeito por se tratar de um português, ex-excelente jogador, com garra, com um conhecimento profundo do futebol, particularmente do "nosso", com poucas mas boas provas dadas à frente do Sporting. Por outro lado, temi que o seu carácter forte mas manifestamente quezilento (muitos "casos" passados com jogadores e algumas declarações insensatas) interferisse negativamente nas escolhas, no momento das convocações para a formação das equipas.

Ontem, vi o jogo de Portugal contra a Dinamarca, com a ansiedade que julgo ter sido partilhada por milhões de Portugueses.
Portugal estava "obrigado" a ganhar. Paulo Bento (nem imagino o que lhe ia na alma) estreava-se à frente da selecção, em condições adversas, sob uma pressão enorme, consciente (pela controvérsia que a sua nomeação gerou e que os media empolaram) dos muitos "arautos da desgraça" que desejam o seu infortúnio.


Independentemente do que vier a acontecer, (P.B.) deu uma lição de humildade, de coragem, mas sobretudo daquilo que é a essência do futebol - os jogadores, a quem, aliás atribuiu publicamente o mérito desta importante vitória.
Carlos Queiroz virá agora felicitar (P.B.) mas devia agradecer-lhe também a extraordinária lição de Futebol (real) que Paulo Bento lhe "ofereceu".

Os portadores da desgraça engoliram em seco e, "rastejantes" como sempre são, ficarão agora, e por enquanto, mudos.
Eu continuo na minha cordata expectativa e, como Mourinho em boa altura disse, se é o Paulo Bento o seleccionador então é "o melhor" e é ele e merece todo o nosso apoio.

Contudo, e depois do que vi ontem, acredito que o trabalho que (P.B.) continuará a fazer levará a Selecção a "Bom Porto".


Thursday, October 07, 2010

Tiririca e outros Palhaços que não se vestem como ele.

" Tiririca", Foto: Net
As recentes eleições Presidenciais no Brasil deixaram o mundo e particularmente os políticos estupefactos com o fenómeno da popularidade (traduzida em votos - mais de 1 milhão) do candidato e eleito deputado"Palhaço Tiririca", alegadamente iletrado, pretexto para que agora seja posta em causa a validade da sua "palhaçada".
É, para mim, evidente, que Tiririca é já há muito um homem popular e querido entre os seus concidadãos no Rio de Janeiro, popularidade conquistada pela proximidade e pela empatia que gera entre essas pessoas.
Tiririca é evidentemente um homem inteligente que satiriza, no fundo os políticos que, não se vestindo de palhaços o são aos olhos de toda a gente.
Satiriza a classe politica repleta de títulos académicos e distinções importantes mas que agem e reagem com um profundo desconhecimento das necessidades e das prioridades de quem os elege.

Palhaço Português. (Foto: Gad, 2004 - post "O Circo, 19-02-2009)

Em Portugal observamos presentemente uma autêntica Palhaçada que tem como protagonistas o Primeiro-ministro (P.M.) e o líder do maior partido da Oposição (P.C.), qual Claudinei & Batatinha...
A aprovação ou não do Orçamento de Estado é, e será com mais intensidade nos próximos tempos, o cenário preferencial para a actuação desses "artistas".
O (P.M.) agita-se no palco, desfazendo-se em números ridículos para conquistar ao público os aplausos de que tanto depende para (sobre) viver...
(P.C.) é o "Palhaço Mau"... Gira em volta de (P.M.) dando-lhe, volta e meia, uma martelada na cabeça, seguida de um exagerado "aperto de mão", empatando aparentemente com seu parceiro no nº e intensidade dos aplausos.
Como é evidente acho notável, mas simultaneamente decadente e impróprio para a credibilidade e funcionamento da Democracia, o fenómeno "Tiririca".
Do mesmo modo que vejo com profundo desgosto e crescente preocupação a actuação, em Portugal da Classe Politica nomeadamente a da "dupla do momento" (P.M / P.C.).

O Circo está montado (2) ou, a Tempestade que nos acorda todas as manhãs...